A substância química foi apreendida em Corumbá e estava distribuída em seis caminhões, com origem no Peru
A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal apreenderam a maior quantidade de ácido bórico da história do Brasil, em Corumbá (MS), nessa terça-feira (18). Quase 170 toneladas da substância química estavam distribuídas em seis caminhões, que entraram no Brasil pela Bolívia. O insumo pode ser utilizado em fases do processamento da cocaína.
Substância estava distribuída em seis caminhões. — Foto: Reprodução/PF
“A mercadoria pode ser usada na cocaína, não quer dizer que vai ser usada. A Polícia Federal e a Receita Federal fizeram a apreensão, porque ela não tinha autorização da PF para entrar no país”, esclarece o delegado da Receita Federal em Corumbá, Erivelto Alencar.
A empresa responsável pela carga foi identificada e tem um mês para regularizar a situação da substância.
Os caminhões eram originários do Peru. De acordo com a PF, se toda a quantidade apreendida fosse destinada ao tráfico de drogas, resultaria em ao menos 450 toneladas de cocaína. O cálculo foi feito com base na proporção de ácido bórico presente em apreensões anteriores de cocaína.
Insumo foi apreendido em Corumbá (MS), fronteira com a Bolívia. — Foto: Reprodução/PF
A apreensão faz parte de ações da PF e da Receita Federal contra o tráfico internacional de drogas.
“Estratégia que considera não apenas os insumos químicos que deixam o país com destino aos principais países produtores de cocaína; como também aqueles que buscam internalizar o território nacional sem o devido lastro legal”, detalha a Polícia Federal.
Organização usava as redes sociais para captar recursos das vítimas em um esquema criminoso de pirâmide financeira internacional envolvendo 80 países
A Polícia Federal (PF), com apoio da Receita Federal e da Agência Nacional de Mineração (ANM) deflagrou, nesta quarta-feira (19), operação para desarticular uma organização responsável por montar um esquema criminoso de pirâmide financeira internacional envolvendo 80 países, que gerou prejuízos de mais de R$ 4 bilhões. Foram presos preventivamente, até o momento, cinco dos seis líderes da organização, entre eles o empresário Patrick Abrahão, marido da cantora Perlla.
Foto Reprodução/ Instagram
A PF também cumpre 41 mandados de busca e apreensão, e mais o bloqueio de US$ 20 milhões e o sequestro de dinheiro em contas bancárias, imóveis, carros, ouro, joias, mina de esmeralda, lanchas e criptoativos em posse de pessoas físicas e jurídicas investigadas, por determinação da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande (MS), nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Santa Catarina.
As investigações iniciaram no ano passado, com a prisão de dois envolvidos, quando seguiam para o Paraguai, com escolta armada. Os policiais encontraram com eles esmeraldas no valor de US$ 100 mil, escondidas e sem origem, e com nota fiscal cancelada.
Diante disso, foi descoberto um esquema de pirâmide financeira que obteve recursos de mais de 1,3 milhão de pessoas, em mais de 80 países.
A organização criminosa usava massivamente as redes sociais, marketing, e reuniões por diversos estados e países, centenas de “team leaders” arregimentados, além de ter estrutura e apoio de entidade religiosa que pertencia a um envolvido, buscando captar recursos e, com isso, gerir uma empresa que oferecia pacotes de investimentos/ aportes financeiros entre US$ 15 mil e US$ 100 mil, com promessa de ganhos diários altíssimos.
Eles diziam, inclusive, que estavam legalizados na Estônia, e que seriam sócios de duas instituições financeiras, mas todas as empresas do grupo não existiam.
Os envolvidos não tinham autorização para captação e gestão de recursos no Brasil, na Estônia ou em qualquer país, e com alertas de entidades financeiras em vários países como Espanha, Panamá e outros, da ausência de autorização e que se tratava de esquema de pirâmide financeira.
A organização prometia lucros de 20% ao mês e 300% ao ano, por transações no mercado de criptoativos por supostos traders à serviço da empresa, e que utilizavam para multiplicar o capital investido e, mais instando os que ingressavam no negócio para captar investidores, num mecanismo que chamavam “binário”, propiciando ganhos percentuais sobre os valores investidos por novas pessoas atraídas pelo esquema.
A ilegalidade foi se sofisticando, englobando supostos investimentos decorrentes de lucros vindos de minas de diamantes e esmeraldas que a empresa teria no Brasil e no exterior, em mercados de vinhos, de viagens, em usina de energia solar e de reciclagem. Em seguida, o grupo criminoso criou, em 2021, duas criptomoedas, sem lastro financeiro.
Foi identificada a manipulação de mercado para valorizar uma das moedas em 5.500% em apenas 15 horas, com o pico de até 38.000%, nos dias seguintes. Isso era para manter a pirâmide financeira o maior tempo possível em atividade, já que as criptomoedas eram usadas para pagar investidores.
Logo após a alta meteórica e especulativa feitas pelos envolvidos, as criptomoedas perderam o valor de mercado e a cotação rompeu diversas casas decimais abaixo do centavo de dólar, o que resultou em perda de liquidez.
A organização ostentava nas redes sociais com milhões de seguidores no mundo, mostrando o sucessos pessoal e de investimentos, com demonstração de viagens para Dubai, Cancun e Europa.
A PF aponta que o grupo criminoso movimentava o dinheiro utilizando contas bancárias de envolvidos, empresas fantasmas, de parentes, e de terceiros, e auxílio de uma entidade religiosa que teria movimentado R$ 15 milhões, que também captava investidores, para esconder e lavagem de dinheiro dos recursos obtidos.
Um dos líderes da organização foi preso em Cuba, fazendo com que o grupo parasse os pagamentos dos valores naquele país, alegando na redes sociais, que o governo de Cuba teria impedido a empresa de ajudar o país.
Após essa situação, a organização impôs dificuldades para realizar pagamentos aos investidores lesados, como forma de garantir seus lucros, e dar prazos maiores para o resgate, o que impedia saques dos valores aportados pelos investidores.
Ainda segundo as investigações, os envolvidos combinavam “ataque hacker”, o que aconteceu de fato no fim de 2021, onde os líderes da organização criminosa alegaram grande prejuízo financeiro com a ação, e seguraram o dinheiro dos investidores, e propondo a suspensão de todos os pagamentos argumentando a necessidade de uma auditoria financeira.
Alguns meses depois, o grupo comunicou a conclusão da auditoria e anunciaram uma reestruturação da empresa, mantendo o esquema e migração para uma nova rede, para que os investidores realizassem novos aportes e continuação do negócio.
Mas o CEO da empresa ameaçava os investidores, dizendo que se procurasse ou fizesse boletim de ocorrências seria identificado, processado e não receberia o valor investido de volta.
Os investidores faziam reclamações nas redes sociais, em sites e páginas criadas pelo grupo com intuito de recuperar o dinheiro investido. Mas os envolvidos alegavam problemas no mercado de criptomoedas, e assim que fosse resolvido, os investidos seriam pagos.
Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro por operar sem autorização, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, usurpação de bem mineral da União Federal, execução de pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a autorização, permissão, concessão ou licença, falsidade ideológica e estelionato por meio de fraude eletrônica, com penas que podem chegar a 41 anos de prisão, sem prejuízo do perdimento dos bens e de multas ambientais e tributárias a serem apuradas.
A operação tem esse nome em razão de alguns dos investigados serem detentores também da nacionalidade espanhola e por terem, artificiosamente, engendrado um plano para montar uma bilionária pirâmide financeira, com o seu próprio banco e a sua própria “casa da moeda”, fabricando dinheiro através de criptoativos próprios sem qualquer lastro financeiro e se apropriando de dezenas de milhões de dólares em seu benefício, impondo prejuízo em mais de 1,3 milhão de pessoas em mais de 80 países.
As investigações seguem em andamento para identificar outros indivíduos envolvidos na ação criminosa
Operação deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (4/10) terminou em um homem preso com armas e munições em Campo Grande. A ação faz parte de investigações preventivas para evitar crimes de roubo e ainda apreender diversas armas ilegais.
Após denúncias recebidas pelos agentes, foram realizadas diligências que resultaram na prisão do suspeito, portador de autorização CAC (colecionador, atirador e caçador).
Apreensão de armas em Campo Grande — Foto: Polícia Federal
Foram apreendidos ainda três pistolas 9mm, quatro fuzis, munições, coletes balísticos, identificações falsas da Policia Civil, entre outros materiais.
De acordo com a Polícia Federal, a suspeita era que um grupo estaria planejando assaltos em Mato Grosso do Sul.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos na ação criminosa.
Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (14), a quadrilha Buena Vita, pela Polícia Federal, a qual mira desarticular quadrilha especializada no descaminho de produtos eletrônicos, principalmente smartphones. A justiça de Naviraí expediu 17 mandados de busca e apreensão, sendo dois deles em empresas situadas em Mundo Novo e em Guaíra-PR.
O nome da Operação Buena Vita faz referência ao padrão de vida dos integrantes da organização criminosa – Crédito: Divulgação-Polícia Federal
Após denúncia anônima ao Ministério Público Federal que apontava atuação de criminosos no descaminho de produtos eletrônicos em larga escala na região, as investigações foram iniciadas. O trabalho investigativo levantou provas e evidenciou um padrão de vida totalmente incompatível com a atividade formal declarada pelos integrantes da organização criminosa.
A polícia constatou que os indivíduos ostentavam atividades e ganhos ilícitos nas redes sociais.
Além dos 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Naviraí foi determinado também o bloqueio de bens e valores em relação a cada um dos investigados (pessoas físicas e jurídicas), até o limite de R$ 3.969.537,00.
Na Operação Buena Vita foram mobilizados aproximadamente 80 policiais federais, além de servidores da Receita Federal do Brasil, que contribui com a Operação.
O nome da Operação Buena Vita faz referência ao padrão de vida dos integrantes da organização criminosa.
Além disso, foi também deferido o sequestro de todos os imóveis e veículos registrados em nome dos investigados, além de contas bancárias em todo o território nacional. Foi deferido também o sequestro judicialmente de imóveis e veículos possivelmente em nome de “laranjas”.
O objetivo principal da operação é dissolver a organização criminosa investigada com a descapitalização de seus principais membros de modo a fazer cessar suas atividades, tanto na região da fronteira, quanto em outras regiões do território nacional e também no Paraguai, de onde são enviados os grandes carregamentos de eletrônicos para vários Estados da federação.
Vítimas trabalhavam em condições degradantes, além de viverem em moradias precárias e com remuneração inadequada
Vítimas foram resgatadas em fazenda de Iguatemi (MS). — Foto: Reprodução/PolíciaFederal
Cerca de 30 paraguaios foram resgatados em situação análoga à escravidão, em uma lavoura de mandioca, em Iguatemi (MS). Os imigrantes eram obrigados a trabalhar em condições degradantes, viviam em moradia precária e recebiam remuneração inadequada, segundo a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).
Vítimas viviam em residência imprópria. — Foto: Reprodução/PoliciaFederal
A operação realizada na sexta-feira (9), e divulgada nesta segunda-feira (12), teve como base investigações da PF e do MPT. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e a Assistência Social de Iguatemi auxiliaram no resgate dos trabalhadores.
Conforme informado pela PF, além das condições inadequadas e abusivas de trabalho, os imigrante eram remunerados por meio de “vales”, que eram aceitos somente em um comércio do aliciador do grupo criminoso.
Caso ocorreu em Iguatemi (MS). — Foto: Reprodução/PoliciaFederal
“Criando um círculo vicioso que aprisionava as vítimas no local, impedindo ou dificultando o retorno ao Paraguai”, detalha a nota da PF.
Prisão e fiança Dois envolvidos na prática criminosa foram presos em flagrante. Os homens vão responder pelo crime de submeter indivíduos a condição análoga à de escravo, sujeitando-os a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, submetendo-os a condições degradantes de trabalho, restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador, além da pena correspondente à violência.
Os suspeitos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal de Naviraí, a 118km de Iguatemi. Porém, foram liberados após pagarem fiança de R$ 50 mil.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (6/9) a Operação La Famiglia, que tem como objetivo reprimir e desarticular estrutura de lavagem de dinheiro constituída por pessoas ligadas ao núcleo familiar de Sérgio Roberto de Carvalho, o Major Carvalho, preso recentemente na Hungria.
Ex-major Carvalho foi preso em 21 de junho, na Hungria. (Foto: VMM)
Eles são responsáveis por parte da movimentação financeira, aquisição, administração e alienação de bens oriundos de suas práticas criminosas. São nove mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em Campo Grande e Jaraguari, além de São Paulo (SP) e São José do Rio Preto (SP).
Também foi decretado o sequestro de imóveis dos investigados avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões.
A investigação evidenciou a prática de atos de lavagem de dinheiro consubstanciados em negócios jurídicos fraudulentos e compra de bens imóveis e móveis, em especial fazendas, subsidiados com recursos provenientes do tráfico internacional de drogas, bem como investimentos com a finalidade de desempenhar atividade rural pecuária, visando, assim, converter os ativos ilícitos em lícitos.
O trabalho é um desdobramento da Operação Enterprise, deflagrada pela Polícia Federal no dia 23 de novembro de 2020 em diversos Estados da Federação e no exterior para combater um conglomerado de organizações criminosas vocacionadas ao crime de tráfico internacional de drogas.
A investigação deflagrada hoje recai sobre a lavagem de dinheiro perpetrada pelo núcleo familiar de Sérgio Roberto desmantelado na sobredita operação, responsável pelo envio de toneladas de cocaína para a Europa.
Os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, com penas que podem variar de 3 a 10 anos para cada ação perpetrada.
A Polícia Federal prendeu uma mulher de 21 anos por tráfico de drogas. O flagrante aconteceu no sábado (3), no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, na fronteira entre Brasil e Paraguai.
Maconha foi apreendida com mulher no Aeroporto de Ponta Porã – Crédito: Divulgação/PF
De nacionalidade brasileira, ela transportava quase 24 kg de maconha na bagagem.
De acordo com a PF, durante fiscalização de rotina no local, equipe identificou a droga que ia ser despachada para o Estado de São Paulo.
A mulher foi conduzida à Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã e responderá pelo crime de tráfico de drogas.
A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal e da Marinha do Brasil, deflagrou nesta quarta-feira, 31 de agosto, a Operação Mad Max III, inspirada em outras duas ações realizadas em agosto de 2018 e março de 2019. A operação visa a busca e apreensão de combustíveis trazidos da Bolívia clandestinamente e vendidos em Corumbá, Ladário e Porto Esperança, que fica distante cerca de 100 km das duas cidades. Foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão.
Parte de combustível apreendido nesta quarta-feira Foto Divulgação PF
O esquema
A investigação da Polícia Federal descobriu que bolivianos e brasileiros utilizavam veículos, muitas vezes modificados, para buscar combustível em Puerto Quijarro ou Puerto Suárez, na Bolívia, para armazenar e vender, de forma clandestina e a valores mais baratos, no lado brasileiro da fronteira.
O combustível era armazenado em galões de plástico e distribuído, muitas vezes, em garrafas pets ou galões menores para o transporte do comprador, além da possibilidade de abastecer no próprio local.
Revólver e pacote com dólar apreendidos Foto Divulgação PF
A prática criminosa acontece na região há pelo menos 5 anos. Nas duas operações realizadas em 2018 e 2019, a PF apreendeu cerca de 900 litros de combustível em cada ação. Nesta operação, foram 1.891 litros. Também foram apreendidos dinheiro (dólar e real), pacotes de cigarro, arma de fogo e ainda 5 veículos que eram utilizados para transportar combustível da Bolívia para o Brasil.
Para o transporte internacional regular, o combustível deve ser licenciado na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e registrado por meio de uma declaração de importação, sendo a carga parametrizada na Receita Federal.
Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, importação ilegal de combustível, por armazenar substância tóxica irregularmente e eventual crime ambiental que possa ser encontrado no decorrer da investigação. Nome da operação
A operação faz alusão à famosa saga de filmes “Mad Max”, onde o mundo como conhecemos não existe mais e o combustível virou o item de sobrevivência mais desejado do planeta. Assim, a trama é sobre os conflitos que a necessidade do combustível pode gerar e quantos crimes serão cometidos para obtê-lo.
Foi cumprido um mandado de busca e apreensão, que resultou na apreensão de aparelhos celulares e anotações suspeitas
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (30/8), em Três Lagoas/MS, a Operação Niño Seguro, com o objetivo de reprimir o compartilhamento de arquivos com pornografia infantil na internet.
A investigação originou-se a partir de cooperação internacional entre a Polícia do Peru e a Polícia Federal, indicando que brasileiros estariam compartilhando imagens de pornografia infantil na internet, dentre eles um residente em Três Lagoas/MS.
Foi cumprido um mandado de busca e apreensão, que resultou na apreensão de aparelhos celulares e anotações suspeitas. Os materiais apreendidos serão submetidos a exames periciais e análise pela equipe de investigação.
Em caso de indiciamento, o investigado poderá responder por crimes contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, com penas privativas de liberdade que, somadas, podem chegar a 10 anos de reclusão.
O nome da operação, traduzido do espanhol, significa Criança Segura.
Policiais federais de Dourados cumprem na manhã desta quinta-feira (25/8), segunda fase da Operação Contritio Fiduciae, que busca desarticular esquema de fraude no pagamento de benefícios do Governo Federal.
São cumpridos dois mandados de busca e apreensão na cidade de Nova Andradina e a Justiça Federal ainda autorizou a bloqueio patrimonial de bens em até R$ 1 milhão de dois investigados que seriam, segundo a PF (Polícia Federal), os maiores beneficiários.
Dois mandados de busca e apreensão são cumpridos em Nova Andradina – Crédito: Divulgação/PF
Ao longo dos trabalhos de apuração, foi constatado que o esquema criminoso proporcionou a geração de dezenas de fraudes.
Os benefícios foram revertidos em favor da funcionária terceirizada da CEF (Caixa Econômica Federal) e de terceiros, dentre eles os alvos das buscas realizadas nesta quinta. Ainda não se sabe o prejuízo causado aos cofres públicos.
O nome da operação foi dado em alusão à quebra de confiança em que agiu a principal investigada, ao utilizar a senha de um funcionário da CEF para a invasão de área restrita da CEF e modificação de dados para a realização das fraudes.
Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações, estelionato e associação criminosa (art. 312, § 1, art. 171, § 3º e art. 313-B, art. 288 do Código Penal).
Primeira fase
No dia 28 de junho, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação na cidade de Ivinhema.
Na ocasião, a funcionária terceirizada da CEF (Caixa Econômica Federal) foi alvo da ação por, segundo relatos na época, se apropriar de senha de servidor do banco para fraudar benefícios do auxílio emergencial pagos pela União.