Operação da PF e Receita investiga grupo suspeito de ‘lavar’ mais de R$ 150 milhões

Ação desencadeada na manhã desta sexta-feira (14/10) pela Polícia Federal e Receita Federal do Brasil, mira organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro. Denominada ‘Conexão Corumbá’, a operação ocorre na cidade sul-mato-grossense com o mesmo nome e ainda em Tocantins e Goiás.

Operação mira organização criminosa que atua na fronteira entre MS e Bolívia  Foto Divulgação/PF

São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. As ordens judiciais são para Corumbá, Goiânia (GO) e duas em Palmas (TO).

De acordo com as investigações, a suspeita é que o grupo tenha movimentado, desde 2017, em torno de R$ 150 milhões na região de fronteira do Mato Grosso do Sul com a Bolívia.

Naquele ano, um casal foi preso tentando chegar ao país vizinho dentro de um táxi com R$ 60 mil sem procedência.

Ao longo dos trabalhos, observou-se que a organização inclui integrantes de diferentes Estados e “utiliza-se do modus operandi baseado em sucessivos saques em espécie em agências bancárias de Corumbá com posterior envio à Bolívia”, diz a Polícia Federal.

Durante as buscas realizadas nesta manhã durante o cumprimento dos mandados, foram encontrados dinheiro, munições de uso permitido e fósseis, que estariam sendo traficados.

PF cumpre mandados em MS contra lavagem de dinheiro a ex-major

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (6/9) a Operação La Famiglia, que tem como objetivo reprimir e desarticular estrutura de lavagem de dinheiro constituída por pessoas ligadas ao núcleo familiar de Sérgio Roberto de Carvalho, o Major Carvalho, preso recentemente na Hungria.

Ex-major Carvalho foi preso em 21 de junho, na Hungria. (Foto: VMM)

Eles são responsáveis por parte da movimentação financeira, aquisição, administração e alienação de bens oriundos de suas práticas criminosas. São nove mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em Campo Grande e Jaraguari, além de São Paulo (SP) e São José do Rio Preto (SP).

Também foi decretado o sequestro de imóveis dos investigados avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões.

A investigação evidenciou a prática de atos de lavagem de dinheiro consubstanciados em negócios jurídicos fraudulentos e compra de bens imóveis e móveis, em especial fazendas, subsidiados com recursos provenientes do tráfico internacional de drogas, bem como investimentos com a finalidade de desempenhar atividade rural pecuária, visando, assim, converter os ativos ilícitos em lícitos.

O trabalho é um desdobramento da Operação Enterprise, deflagrada pela Polícia Federal no dia 23 de novembro de 2020 em diversos Estados da Federação e no exterior para combater um conglomerado de organizações criminosas vocacionadas ao crime de tráfico internacional de drogas.

A investigação deflagrada hoje recai sobre a lavagem de dinheiro perpetrada pelo núcleo familiar de Sérgio Roberto desmantelado na sobredita operação, responsável pelo envio de toneladas de cocaína para a Europa.

Os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, com penas que podem variar de 3 a 10 anos para cada ação perpetrada.