Operação entre Brasil e Paraguai destrói 1 milhão de quilos de maconha na fronteira

Segundo Senad, áreas de produção da droga foram destruídas na região do Distrito de Amambay, no Paraguai, próximo à fronteira com com o Brasil, em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul

Na 36ª fase da operação da Nova Aliança, a Polícia Federal e oficiais paraguaios destruíram pelo menos 1 milhão de quilos de maconha em 12 dias de trabalho. A ação causou prejuízo de 162,7 milhões de dólares aos narcotraficantes.

Ação causou prejuízo de 162 milhões de dólares aos narcotraficantes — Foto: Divulgação

De acordo com o balanço divulgado nesta segunda-feira (3), pelo menos 1 milhão de quilos de maconha foram destruídos, entre entorpecentes já processados e prontos para o consumo, erva picada que secava ao sol e roças da droga cultivadas no meio de matas fechadas e sementes de ervas.

Sob a coordenação do promotor de Justiça Celso Morales, as equipes desmantelaram 131 acampamentos de drogas, montados no meio da mata para processar a maconha. Nesses locais, foram encontrados 82,6 mil quilos da droga pronta e 750 quilos de sementes. Também foram destruídos 334 hectares de lavouras em etapa de crescimento e colheita.

A ação se concentrou nas cidades de Cadete Boquerón, Trabuco, Cerro Kuatia e Colonia Piray, Colonia Estrella, Tatú e María Auxiliadora dentro do Departamento de Amambay, cidade fronteiriça com Mato Grosso do Sul.

A operação, batizada como Nova Aliança, tem parceria de agentes da Senad e da Polícia Federal brasileira.

Grupo fraudava compras para o Hospital Regional e prejuízo ultrapassa R$ 14 milhões

Produtos comprados nunca chegaram ao hospital e atualmente estão em falta

Logo nas primeiras horas desta quarta-feira (7), policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e integrantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e em Itajaí (SC). As investigações apontaram um desvio de R$ 14 milhões por meio de compras fraudadas do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Movimentação na manhã dessa quarta-feira em uma loja de produtos hospitalares no Bairro Vila Glória

Em nota, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu detalhes de como os desvios de verbas eram feitos. Uma das compras simuladas foi para a aquisição de contraste no valor de R$ 2,5 milhões, quantidade que seria suficiente para cerca de quatro anos de serviço. Entretanto, o material está em falta no hospital há meses.

As investigações do Gecoc apuram os crimes de associação criminosa, licitação, emissão de notas fiscais falsas, falsidade ideológica e peculato, em razão da simulação de procedimentos de compra e venda de produtos jamais entregues ao HRMS.

Os mandados de busca e apreensão têm como alvos pessoas físicas e jurídicas.

Participam da operação os integrantes do Gecoc, dos Grupos de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco’s) de Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina, além de policiais militares do Bope.

Loja de produtos hospitalares foi alvo da operação

O Gaeco cumpriu na manhã desta quarta-feira (7) mandado de busca e apreensão em uma loja de produtos hospitalares no Bairro Vila Glória, em Campo Grande. Outro mandado foi cumprido simultaneamente em uma corretora de imóveis no Centro.

 

Marido da cantora Perlla que gerou prejuízo de R$ 4,1 bilhões é preso pela PF

Organização usava as redes sociais para captar recursos das vítimas em um esquema criminoso de pirâmide financeira internacional envolvendo 80 países

A Polícia Federal (PF), com apoio da Receita Federal e da Agência Nacional de Mineração (ANM) deflagrou, nesta quarta-feira (19), operação para desarticular uma organização responsável por montar um esquema criminoso de pirâmide financeira internacional envolvendo 80 países, que gerou prejuízos de mais de R$ 4 bilhões. Foram presos preventivamente, até o momento, cinco dos seis líderes da organização, entre eles o empresário Patrick Abrahão, marido da cantora Perlla.

Foto Reprodução/ Instagram

A PF também cumpre 41 mandados de busca e apreensão, e mais o bloqueio de US$ 20 milhões e o sequestro de dinheiro em contas bancárias, imóveis, carros, ouro, joias, mina de esmeralda, lanchas e criptoativos em posse de pessoas físicas e jurídicas investigadas, por determinação da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande (MS), nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Santa Catarina.

As investigações iniciaram no ano passado, com a prisão de dois envolvidos, quando seguiam para o Paraguai, com escolta armada. Os policiais encontraram com eles esmeraldas no valor de US$ 100 mil, escondidas e sem origem, e com nota fiscal cancelada.

Diante disso, foi descoberto um esquema de pirâmide financeira que obteve recursos de mais de 1,3 milhão de pessoas, em mais de 80 países.

A organização criminosa usava massivamente as redes sociais, marketing, e reuniões por diversos estados e países, centenas de “team leaders” arregimentados, além de ter estrutura e apoio de entidade religiosa que pertencia a um envolvido, buscando captar recursos e, com isso, gerir uma empresa que oferecia pacotes de investimentos/ aportes financeiros entre US$ 15 mil e US$ 100 mil, com promessa de ganhos diários altíssimos.

Eles diziam, inclusive, que estavam legalizados na Estônia, e que seriam sócios de duas instituições financeiras, mas todas as empresas do grupo não existiam.

Os envolvidos não tinham autorização para captação e gestão de recursos no Brasil, na Estônia ou em qualquer país, e com alertas de entidades financeiras em vários países como Espanha, Panamá e outros, da ausência de autorização e que se tratava de esquema de pirâmide financeira.

A organização prometia lucros de 20% ao mês e 300% ao ano, por transações no mercado de criptoativos por supostos traders à serviço da empresa, e que utilizavam para multiplicar o capital investido e, mais instando os que ingressavam no negócio para captar investidores, num mecanismo que chamavam “binário”, propiciando ganhos percentuais sobre os valores investidos por novas pessoas atraídas pelo esquema.

A ilegalidade foi se sofisticando, englobando supostos investimentos decorrentes de lucros vindos de minas de diamantes e esmeraldas que a empresa teria no Brasil e no exterior, em mercados de vinhos, de viagens, em usina de energia solar e de reciclagem. Em seguida, o grupo criminoso criou, em 2021, duas criptomoedas, sem lastro financeiro.

Foi identificada a manipulação de mercado para valorizar uma das moedas em 5.500% em apenas 15 horas, com o pico de até 38.000%, nos dias seguintes. Isso era para manter a pirâmide financeira o maior tempo possível em atividade, já que as criptomoedas eram usadas para pagar investidores.

Logo após a alta meteórica e especulativa feitas pelos envolvidos, as criptomoedas perderam o valor de mercado e a cotação rompeu diversas casas decimais abaixo do centavo de dólar, o que resultou em perda de liquidez.

A organização ostentava nas redes sociais com milhões de seguidores no mundo, mostrando o sucessos pessoal e de investimentos, com demonstração de viagens para Dubai, Cancun e Europa.

A PF aponta que o grupo criminoso movimentava o dinheiro utilizando contas bancárias de envolvidos, empresas fantasmas, de parentes, e de terceiros, e auxílio de uma entidade religiosa que teria movimentado R$ 15 milhões, que também captava investidores, para esconder e lavagem de dinheiro dos recursos obtidos.

Um dos líderes da organização foi preso em Cuba, fazendo com que o grupo parasse os pagamentos dos valores naquele país, alegando na redes sociais, que o governo de Cuba teria impedido a empresa de ajudar o país.

Após essa situação, a organização impôs dificuldades para realizar pagamentos aos investidores lesados, como forma de garantir seus lucros, e dar prazos maiores para o resgate, o que impedia saques dos valores aportados pelos investidores.

Ainda segundo as investigações, os envolvidos combinavam “ataque hacker”, o que aconteceu de fato no fim de 2021, onde os líderes da organização criminosa alegaram grande prejuízo financeiro com a ação, e seguraram o dinheiro dos investidores, e propondo a suspensão de todos os pagamentos argumentando a necessidade de uma auditoria financeira.

Alguns meses depois, o grupo comunicou a conclusão da auditoria e anunciaram uma reestruturação da empresa, mantendo o esquema e migração para uma nova rede, para que os investidores realizassem novos aportes e continuação do negócio.

Mas o CEO da empresa ameaçava os investidores, dizendo que se procurasse ou fizesse boletim de ocorrências seria identificado, processado e não receberia o valor investido de volta.

Os investidores faziam reclamações nas redes sociais, em sites e páginas criadas pelo grupo com intuito de recuperar o dinheiro investido. Mas os envolvidos alegavam problemas no mercado de criptomoedas, e assim que fosse resolvido, os investidos seriam pagos.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro por operar sem autorização, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, usurpação de bem mineral da União Federal, execução de pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a autorização, permissão, concessão ou licença, falsidade ideológica e estelionato por meio de fraude eletrônica, com penas que podem chegar a 41 anos de prisão, sem prejuízo do perdimento dos bens e de multas ambientais e tributárias a serem apuradas.

A operação tem esse nome em razão de alguns dos investigados serem detentores também da nacionalidade espanhola e por terem, artificiosamente, engendrado um plano para montar uma bilionária pirâmide financeira, com o seu próprio banco e a sua própria “casa da moeda”, fabricando dinheiro através de criptoativos próprios sem qualquer lastro financeiro e se apropriando de dezenas de milhões de dólares em seu benefício, impondo prejuízo em mais de 1,3 milhão de pessoas em mais de 80 países.

“Bikes do tráfico”: quase 700kg de maconha são apreendidos em mata

O tráfico tem se utilizado de várias maneiras para tentar ludibriar a polícia e uma delas é o transporte de droga por meio de bicicletas. Nesta segunda-feira (10), o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreendeu oito bicicletas carregadas com maconha, escondidas em uma mata, na zona rural de Dourados, na rodovia MS-379.

A droga encontrada nesta ocorrência totalizou 698 kg – Crédito: DOF

Durante ação policial na rodovia, inicialmente os policiais abordaram o condutor e a passageira de um veículo GM Celta, de cor prata. Durante a vistoria, os policiais localizaram fardos da droga no banco traseiro e porta-malas do veículo.

Questionado sobre o entorpecente, o homem de 29 anos, disse que foi contratado para pegar a droga em uma mata, guardar na residência dele e entregar, posteriormente, a um desconhecido. Os policiais foram até o local indicado na mata e localizaram uma espécie de acampamento, onde estavam as oito bicicletas carregadas com fardos de maconha.

A droga encontrada nesta ocorrência totalizou 698 kg. As bicicletas utilizadas para o transporte do entorpecente também foram apreendidas. A viatura guincho do DOF foi acionada para rebocar as bicicletas e o entorpecente até Dourados.

A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

O Prejuízo estimado ao crime foi de mais de um milhão e quatrocentos mil reais.