Ex-deputado federal João Grandão vai integrar a equipe de transição do Governo Lula

A equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com mais um integrante sul-mato-grossense. O ex-deputado federal João Grandão (PT) vai integrar a equipe de transição no grupo técnico de Desenvolvimento Agrário. O nome foi anunciado na manhã desta quarta-feira (16) durante coletiva na sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, pelo vice-presidente e coordenador da equipe de transição do governo Lula, Geraldo Alckmin

Ex-deputado federal é o 3º nome de MS na transição presidencial

Agora a equipe de transição de Lula conta com a senadora Simone Tebet (MDB), que está na equipe de desenvolvimento social, Cida Gonçalves, que atuou como Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, e está na equipe com o mesmo nome da pasta que atuou, e agora João Grandão na equipe de Desenvolvimento Agrário

João Grandão foi o coordenador da campanha de Luís Inácio Lula da Silva em Mato Grosso do Sul. Ele participou do governo Dilma Roussef atuando como delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Mato Grosso do Sul. Ele cuidou das políticas públicas do Governo Federal na área de reforma agrária e assuntos fundiários.

Além de Grandão estão na equipe de desenvolvimento agrário: Célia Watanabe; Elisangela Araújo; Givanilson Porfírio da Silva; José Josivaldo Oliveira; Luiz Henrique Gomes de Moura; Maria Josana Lima Oliveira;  Miguel Rossetto; Pedro Uczai;Robervonia Nascimento; Vanderlei Ziger.

Simone Tebet vai ajudar na transição na área de desenvolvimento social

Simone forma equipe de transição de presidente eleito Lula

A senadora sul-mato-grossense Simone Tebet, do MDB, foi escolhida como uma das integrantes da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. O nome dela foi formalizada na terça-feira (8) pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, do PSB.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da senadora Simone Tebet (MDB) em campanha (Foto: Ricardo Stuckert)

A atuação de Simone, segundo ela, tem como foco em temas ligados à assistência social.

Simone, que tem sido cogitada a chefiar um dos ministérios do governo eleito, uniu-se a Lula tão logo terminou as eleições do primeiro turno. Fora do pleito, a senadora resolveu apoiar o petista e, desde então, tornou-se um das peças fundamentais da aliança que elegeu Lula para o terceiro mandato.

O chamado transição de governo é uma prática imposta em regimes democráticos cuja a missão é assegurar que o presidente da República eleito receba informações e dados necessários ao exercício da função, assim que tomar posse.

Ainda não há definição de qual ministério Simone pode ocupar. Há quem aposte que ela vire ministra da Agricultura. No entanto, há ainda rumores de ela possa chefiar o ministério da Justiça, ou Educação.

Empresários do agronegócio realizam greve nesta segunda-feira

Empresários e instituições ligadas ao setor do agronegócio estão com suas atividades paralisadas nesta segunda-feira (7). A greve faz parte de uma manifestação contra o resultado das urnas do dia 30, no qual Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito Presidente da República. Listas que correm pelo Whatsapp colocam empresas de três setores como apoiadoras de atos que pedem intervenção militar, com a convocação de uma “greve geral” para esta segunda-feira (07).

Em Campo Grande, manifestantes continuam na Avenida Duque de Caxias

Instituições como a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de MS) e a Fundação MS divulgaram em suas redes sociais que não haverá expediente hoje em “apoio às manifestações pacíficas e ordeiras que estão ocorrendo em todo o Brasil”.

Sindicatos rurais seguem a decisão das federações e associações e também interromperam os atendimentos nesta segunda em algumas cidades de Mato Grosso do Sul, como é o caso de Naviraí e Coxim.

Em redes sociais circula uma lista com 59 estabelecimentos que vão paralisar. O comunicado se refere a manifestação como “Greve Geral em apoio à Pátria”.

Protestos em frente ao CMO
A manifestação em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste) ganhou força neste domingo e uma multidão tomou conta de várias quadras da Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. Desde o dia 31 de outubro, o grupo protesta contra o resultado das eleições presidenciais.

Ainda de acordo com o grupo que está presente no protesto, essas manifestações irão continuar por tempo indeterminado, contando com o reforço de pessoas do agronegócio e mais manifestantes.

Vereadores reagem a fala golpista de Sandro Benites que pode ser cassado

Vereadores de Campo Grande, em sua maioria, repudiaram os atos antidemocráticos e que pedem golpe militar ocorridos em Campo Grande durante a sessão desta quinta-feira (3). Manifestantes bolsonaristas pedem “intervenção militar” após derrota de Jair Bolsonaro (PL), nas urnas. E inclusive, com participação do vereador do Patriota, Sandro Benites.

Ao participar da manifestação na frente do CMO (Comando Militar do Oeste) contra a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar, que é médico e major do Exército, conclamou a população a pedir intervenção militar.

De cima de um trio elétrico, o parlamentar puxou coro pedindo ajuda de um general para que o resultado das urnas não fosse validado, classificando o presidente eleito com 50,9% dos votos válidos como “ladrão” e “narcotraficante”, num misto de fanatismo e religiosidade. Ele gritava e os bolsonaristas repetiam:

“General David, nós campo-grandenses, patriotas, humildemente pedimos socorro, nos livre deste mal. Juntos, não aceitamos ser governados por um ladrão e por narcotraficante. Nos ajude, é o que pedimos hoje em nome da pátria, Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apelou, voltado para a entrada do CMO.

Para o Professor André, o vereador Sandro Benites fez apologia a crime de segurança nacional e pode ser cassado por apologia ao golpe militar.

O presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), alertou, em grupo de WhatsApp, que o parlamentar pode ter cometido quebra de decoro. “Não pode envolver a Câmara Municipal em um discurso golpista. O Contar perdeu, é chororô de perdedor”, lamentou o socialista.

“Nunca tinha votado no PT, e na outra eleição tinha votado em Bolsonaro, mas nessa votei no Lula porque o Bolsonaro me entristeceu e não tomou medidas que eu achasse necessárias. Eu perdi assessor, perdi parentes, então, a maneira com que ele tratou as pessoas não me agradou. Mas se o Lula fazer uma presidência ruim, chegar lá na frente a gente pode votar no Bolsonaro de novo. Democracia é isso, “, disse Carlão.

O isolamento de Benites e do vereador Tiago Vargas (PSD), outro que participou da manifestação a favor da intervenção militar e a favor do golpe militar, ficou claro na sessão desta quinta-feira.

Sandro Benites também pode ser acionado na Justiça por acusar o presidente eleito de narcotraficante, porque acreditou em fake news e não há provas de qualquer ligação de Lula com o narcotráfico.

João Rocha (PP), destaca que o mundo já reconheceu a democracia do País, e que isso não pode ser tirado.

“Livremente fomos as urnas e todos fizeram suas escolhas, mas o grande problema é que quando o Legislativo e o Executivo não falam a mesma língua e entram em contraditório, o poder Judiciário é acionado. E a democracia, é isso. Somos vereadores legitimamente eleitos, e temos de contribuir para que a democracia seja solidificada. Manifestação é legítima, mas precisamos tomar cuidados com as pautas, e jamais retroceder ao avanço democrático que o País tem.”

Vídeo: Edir Macedo prega “perdão” a Lula: “Eleito por vontade de Deus”

O presidente da Igreja Universal do Reino de Deus pediu que os fiéis não guardem mágoas. “Bola pra frente”, disse

O bispo Edir Macedo, presidente da Igreja Universal do Reino de Deus, sugeriu, em um vídeo publicado nesta quinta-feira (3/11), que os brasileiros devem perdoar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Macedo, que é apoiador de Jair Bolsonaro (PL), começou a filmagem mencionando um episódio que viveu com uma fiel. Ele narra que ela, orando, disse que perdoava Lula e “todo o mal que ele fez para o Brasil”.

Veja o vídeo:

 

“Ela orou, ela ficou livre, liberta. Foi maravilhoso. Você também não deve guardar qualquer ressentimento”, pontuou o bispo.

O presidente da Universal assegurou ter orado pela vitória do aliado, Jair Bolsonaro, mas, no fim, “Deus fez a vontade dele”.

“A escolha foi da maioria que votou. Então, não podemos ficar com mágoa porque é isso que o diabo quer”, disse. “Bola para frente, vamos olhar para frente.”

Ele continua a fala, pedindo aos fiéis que não guardem mágoas: “O diabo quer que o Brasil fique com ódio do Lula, mas ele ganhou e acabou. Ele, supostamente, ganhou segundo a vontade de Deus. Vamos tocar nosso barco, o sentimento de mágoa só faz destruir. Como você pode perdoar? Ora pela pessoa que magoou você”, disse o bispo.

Alckmin coordenará equipe de transição do governo Lula

Segundo Gleisi Hoffmann, ministro da Casa Civil Ciro Nogueira se colocou à disposição para facilitar a transição dos governos

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), foi anunciado nesta terça-feira (1º) como coordenador da equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente no último domingo (30). A informação foi dada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

Lula e Alckmin participam de ato de campanha em Porto Alegre 19/10/2022REUTERS/Diego Vara

Gleisi disse que conversou com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e escutou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) determinou a instalação do processo de transição entre governos.

Segundo ela, Ciro Nogueira se colocou à disposição para facilitar a transição dos governos. O ministro teria pedido os nomes que farão parte do novo governo e cedeu o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) para que a nova equipe se instale em Brasília durante o período de transição. A intenção é que o processo seja iniciado nesta quinta-feira (3).

“Eu e Aloizio Mercadante integramos também para ajudar o governador, mas temos outras pessoas e vamos também designar pessoas por áreas. Então vamos conversar com as pessoas e vamos começar isso já na próxima quinta-feira”, disse Gleise após mencionar o diálogo com Ciro Nogueira.

A nova Esplanada dos Ministérios a partir de 2023 deve ampliar o número de pastas, acabar com o modelo de função em superministérios e abrigar aliados que representem a frente ampla de partidos que elegeu Lula. Pelas contas, a Esplanada passaria de 23 para 33 pastas, ao menos.

Entre as novas pastas estão Pequenas Empresas, Igualdade Racial, Segurança, Povos Originários e Cultura. A Economia poderá ser dividida mais uma vez em Planejamento e Fazenda.

Gleisi pontuou, no entanto, que os nomes que integrarão a equipe de transição não necessariamente ganharão cargos nos ministérios. “Não há decisão sobre ministério. Presidente Lula não abriu essa discussão, importante deixar isso claro”, afirmou.

Bolsonaro silencia, mas integrantes do governo conversam com chapa de Lula sobre transição

Neste segundo dia de silêncio, presidente recebeu visitas de militares e aliados no Palácio da Alvorada.

O silêncio de mais de 37 horas do presidente Jair Bolsonaro (PL) não freou aliados e órgãos públicos de admitir a derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Integrantes do governo se colocaram à disposição da chapa eleita e vão trabalhar na transição da gestão.

O presidente Jair Bolsonaro se mantém em silêncio após a derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO / Estadão

Neste segundo dia de silêncio, Bolsonaro recebeu visitas de militares e aliados no Palácio da Alvorada, em Brasília. O filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o candidato a vice na chapa derrotada, general Braga Netto (PL), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), Augusto Heleno, e o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), estiveram na residência oficial do presidente.

Enquanto Bolsonaro silencia, seus aliados mantêm conversas com a chapa eleita. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, telefonou para o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), na segunda-feira, 31, para iniciar as tratativas sobre a transição de governo. Segundo o QG petista, o ministro se colocou à disposição para tratar do assunto, mas ressaltou que ainda não sabe quem será o indicado por Bolsonaro para trabalhar na transição. A conversa, também segundo aliados de Lula, foi cordial.

O vice-presidente Hamilton Mourão mandou uma mensagem para o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), para parabenizá-lo. Alckmin, a partir disso, telefonou para Mourão para agradecer.

Mourão se antecipou ao presidente Jair Bolsonaro e instruiu servidores da Vice-Presidência a facilitar o trabalho de transição, tornando disponíveis todas as informações para a equipe de Lula.

Os contatos reforçaram a avaliação da equipe de Lula de que é possível ter um cenário de transição pacífica. A aposta no QG petista é de que Bolsonaro irá reconhecer a derrota. Emissários foram escalados para fazer as pontes com os aliados de Bolsonaro no Congresso e no governo, com esse intuito.

A Caixa Econômica Federal (CEF) afirmou, por meio de nota, que irá fornecer “as informações solicitadas pelo coordenador da equipe de transição” do governo atual para a gestão do presidente eleito e que dará “apoio” ao trabalho.

“A Caixa irá fornecer as informações solicitadas pelo Coordenador da equipe de transição e prestará o apoio técnico e administrativo necessários aos seus trabalhos”, diz a nota completa.

Conforme mostrou o Estadão/Broadcast na segunda, 31, a presidente da Caixa, Daniella Marques, pode participar da equipe de transição de governo. Daniella foi o braço-direito do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o processo de mudança da gestão de Michel Temer para a de Jair Bolsonaro, no fim de 2018. Na segunda, ela participou de uma reunião no Palácio do Planalto com Guedes e os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Fábio Faria (Comunicações) e Carlos França (Relações Internacionais).

O Banco do Brasil também já informou que irá prestar “todas as informações que forem solicitadas”. Embora o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia ainda não tenham se pronunciado sobre o resultado das urnas, a equipe econômica se prepara, conforme fontes consultadas pelo Estadão/Broadcast, para participar de forma “transparente” do governo de transição, previsto em lei.

A Escola Nacional de Administração Pública (Enap), vinculada ao governo, também colocou suas “instalações, expertise, soluções e corpo técnico à disposição do atual governo e da equipe de transição” para colaborar “em prol de um processo republicano e constitucional de transferência de poderes”.

“Fazemos ainda um convite a todas as instituições do estado brasileiro para que se reúnam à Enap neste compromisso. Estamos certos de que a democracia brasileira sairá mais resiliente e fortalecida ao final desse processo”, registrou em mensagem publicada em seu perfil no Twitter.

Mandetta manda indireta para Bolsonaro após vitória de Lula

Demitido durante a pandemia, o ex-ministro da Saúde virou desafeto do presidente da República

O ex-ministro da saúde, Henrique Mandetta (União Brasil), publicou uma indireta para o presidente Jair Bolsonaro (PL), após o candidato à reeleição perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. No Instagram, o médico postou uma foto do medicamento Hidroxicloroquina, apoiado pelo presidente durante a pandemia de covid-19 mesmo sem comprovação científica de sua eficácia para a doença.

Mandetta publicou indireta para Bolsonaro Foto: Instagram/Fátima Meira/Futura Press / Reprodução

Em abril de 2020, Mandetta anunciou o pedido de demissão do cargo, que ocupava desde o início do mandato de Bolsonaro. Em meio a crise sanitária no País, ele alegou ter saído do ministério por causa de divergências entre as decisões do governo e as orientações dos órgãos mundiais competentes. E os dois se tornaram desafetos desde então.

No Twitter, o ex-ministro já tinha alfinetado Bolsonaro, exaltando a veracidade das urnas eletrônicas e parabenizando a vitória de Lula.

“Parabéns ao Lula, eleito pelo povo brasileiro. Vida longa à democracia. Viva às urnas eletrônicas. Viva ao respeito à vida”, escreveu o ex-ministro.

Nesta eleição, Mandetta ficou na segunda colocação para o Senado Federal do Mato Grosso do Sul com 15,46% dos votos válidos. Com o resultado, acabou ficando sem o cargo, que ficou com a ex-ministra da Agricultura e Pecuária Teresa Cristina (PL).

Após reconhecer vitória de Lula, Jovem Pan demite jornalistas

Um dia após vitória de Lula, Jovem Pan demite comentaristas Augusto Nunes, Coppola, Guilheme Fiuza e Guga Noblat

Em processo de mudança editorial, Jovem Pan passou a demitir seus funcionários mais radicais

A Jovem Pan está em processo de mudança editorial. Em seu site oficial, a empresa de rádio, TV e internet publicou um texto reconhecendo a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedindo que Jair Bolsonaro (PL) faça o mesmo. Ao mesmo tempo, passou a demitir seus funcionários mais radicais numa mudança de rumo, após seu canal jornalístico, Jovem Pan News, ter se tornado uma espécie de “porta-voz” da extrema direita no Brasil.

 

Publicado na noite de domingo, 30, o texto editorial não cita nominalmente Lula e Bolsonaro, mas reforça a defesa da democracia e indica que a emissora “não irá se omitir” caso ocorra algum golpe.

“Com a proclamação do presidente que conduzirá o país pelos próximos quatro anos, renovamos nosso compromisso com o Brasil, com a democracia, com a nossa Constituição cidadã e com os Poderes e Instituições que sustentam a nossa República”, diz o trecho principal. “Os candidatos que disputaram as eleições deste ano devem ter esse compromisso claro e serem os primeiros — tenham vencido ou não — a manifestar a defesa e a confiança na decisão soberana do povo”, segue.

O texto ainda lista uma série de “pedidos” a Lula sobre bandeiras liberais que, na visão da emissora, devem ser defendidas no futuro governo. Pede, por exemplo, por “desestatização”, que não foi feita por Bolsonaro, e que Lula combata as desigualdades sociais “sem assistencialismo barato”, embora Bolsonaro tivesse praticado eleitoralmente o chamado “assistencialismo barato” com o programa Auxílio Brasil.

A Jovem Pan sinalizou ainda que não pretende ecoar eventuais ataques antidemocráticos de Bolsonaro. “Mais importante: a Jovem Pan não vai se omitir e jamais vai aceitar afrontas ao Estado Democrático de Direito e a destruição de nosso país”.

Augusto Nunes

“Em comum acordo, o Grupo Jovem Pan e o jornalista Augusto Nunes entenderam por bem pôr fim à parceria de trabalho que estava vigente há mais de cinco anos, através da empresa do Augusto, Lauda Comunicação Ltda, sem qualquer animosidade ou juízo de valor”, diz o texto.

Jovem Pan anuncia demissão de Augusto Nunes nesta segunda-feira, 31 Foto: RD1

“Os termos e detalhes do deslinde não serão objetos de comentários por conta de o contrato de origem estar acobertado e protegido por cláusula de sigilo e confidencialidade. O Grupo Jovem Pan agradece o jornalista Augusto Nunes e deseja sucesso nas novas fronteiras que ele haverá de desbravar.”

Caio Coppola

Há boatos sobre motivos extras para a demissão de Coppola, que podem se tornar notícia mais adiante, mas que, por enquanto, estão no terreno da fofoca. De todo modo, sua saída não gerou a mesma deferência concedida a Augusto Nunes, que foi afastado com direito a comunicado padrão, com a desculpa da saída “em comum acordo”, mas com alerta de “cláusula de confidencialidade”.

Caio Coppola foi demitido da Jovem Pan após vitória de Lula nas eleições Foto: RD1

Guilherme Fiuza

Comentarista no Os Pingos nos Is junto de Augusto Nunes, Fiuza confirmou seu desligamento da Jovem Pan através das redes sociais. Ele passou a integrar o programa de maneira fixa em junho de 2020, após participações esporádicas.

“Jovem Pan/Pingos nos Is foi um belo ciclo. Minha gratidão a todos os parceiros dessa jornada”, escreveu o jornalista em seu perfil no Twitter, na tarde desta segunda-feira.

Guga Noblat

Outro desfalque na emissora nesta segunda, Guga Noblat também confirmou o fim do vínculo com a emissora através das redes sociais. Ele participava da bancada do Morning Show, matinal da Jovem Pan.

“Acabo de ser comunicado que estou fora da Jovem Pan por não ter defendido a rádio na história da censura. Estava desde a semana passada afastado e agora é definitivo”, afirmou em suas redes sociais.

Circulam comentários de bastidores que outros nomes da Jovem Pan devem se juntar à lista de futuros YouTubers independentes da direita nacional.

 

MS tem oito pontos de interdição em rodovias federais após vitória de Lula

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que está monitorando toda as movimentações

Em decorrência de manifestações, Mato Grosso do Sul registra oito bloqueios em rodovias nesta segunda-feira (31). Os atos tiveram início na noite de domingo (30), após os resultados do segundo turno das eleições.

Manifestações foram iniciadas na noite de domingo (30). — Foto: Reprodução

Conforme levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as três principais vias do estado estão com manifestantes: a BR-060, a BR-262 e a BR-163.

Conforme balanço, os trechos interditados das rodovias em Campo Grande, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim, Chapadão do Sul, Camapuã e Terenos estão todos sentido norte.

Veja a lista:
BR 163, km 490, quantidade de manifestantes 60; (Campo Grande)
BR 163, km 550, quantidade de manifestantes 50; (Bandeirantes)
BR 163, km 614, quantidade de manifestantes 100; (São Gabriel do Oeste)
BR 163, km 679,9, quantidade de manifestantes 30; (Rio Verde de Mato Grosso)
BR 163, km 767, quantidade de manifestantes 20 (Coxim)
BR 060, km 11 , quantidade de manifestantes 20 (Chapadão do Sul)
BR 060, km 191,7, sem informação da quantidade de manifestantes (Camapuã)
BR 262, km 383,7, quantidade de manifestantes 10 (Terenos)

Em Campo Grande, caminhoneiros são impedidos de entrar no Polo Industrial Norte, que fica na saída da cidade para o Mato Grosso, na BR-163.

A região abriga 40 empresas, que vão desde a fabricação de tijolos, passando pelo setor de alimentos, até o de confecção.