Raquel Lyra é eleita governadora de Pernambuco

Candidata do PSDB ao governo pernambucano nas eleições de 2022 superou neste domingo (30) sua adversária na disputa, Marília Arraes (Solidariedade)

A ex-deputada estadual e ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) foi eleita governadora de Pernambuco neste domingo (30), no segundo turno, e comandará o estado pelos próximos quatro anos.

Ela derrotou nas urnas a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), que tinha o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Quem é Raquel Lyra
Raquel Teixeira Lyra Lucena, de 43 anos, é formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e tem pós-graduação em direito econômico e de empresas.

Seu avô João Lyra Filho e seu pai, João Lyra Neto, foram prefeitos de Caruaru. Em 2016, foi eleita a primeira mulher a comandar a cidade. Seu pai também foi deputado estadual e governador de Pernambuco. Seu tio Fernando Lyra exerceu os cargos de deputado federal e ministro da Justiça entre 1985 e 1986.

Em 2002, tornou-se delegada da Polícia Federal, cargo que exerceu até 2005, quando foi aprovada para a Procuradoria-Geral do Estado. Foi eleita duas vezes deputada estadual pelo PSB. No segundo mandato, comandou a Secretaria da Infância e Juventude do estado.

Em 2 de outubro, dia do primeiro turno, Raquel perdeu o marido, Fernando Lucena, de 44 anos, que morreu em casa após se sentir mal.

Sua coligação tem o apoio do Cidadania e do PRTB.

Moraes diz que ‘ninguém foi impedido de votar’ e descarta estender horário de votação

O presidente do TSE se manifestou depois de suspeita de uso da PRF e da PF para favorecer Jair Bolsonaro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, realizou um pronunciamento na tarde deste domingo, 30, sobre o suposto esquema de uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Federal (PF) para favorecer Bolsonaro (PL).

Alexandre de Moraes fala sobre ações do TSE Foto: Reprodução/TSE

Em um pronunciamento feito para jornalistas, o ministro afirmou que ninguém foi impedido de votar pelas operações. “Não houve nenhum prejuízo no exercício do direito de voto”, disse Morais.

“Os ônibus prosseguiram até o final e os eleitores votaram. Foi determinado que todas as operações cessassem para que eleitores não tenham atraso”, disse o presidente do TSE. Morais ainda afirmou que que o único prejuízo que os eleitores tiveram foi um atraso para votar.

Questionado sobre a fonte da informação de que ninguém deixou de votar, Moraes afirmou que se baseia em informações dos Tribunais Regionais Eleitorais, da Polícia Rodoviária Federal e dos próprios eleitores.

“É importante salientar que não houve retorno à origem dos eleitores, eles prosseguiram até a seção eleitoral e votaram.”

Para Morais, a liberação de transporte público gratuito no dia da eleição não favorece uma ou outra chapa. “Quando ele vai pegar o metrô não se pergunta se ele vota em A ou B”, exemplificou.

O presidente do TSE também afirmou que a eleição segue até às 17h, sem ampliação do horário. “Não houve nenhum prejuízo no exercício do direito de voto e logicamente não haverá nenhum adiamento do término do horário da votação. A votação termina às 17h como planejado”, disse Moraes.

No sábado, 29, Moraes proibiu a PRF de realizar qualquer operação contra ônibus e veículos do transporte público, sob pena de crime pelo diretor-geral da corporação.

Por volta do meio dia, Morais determinou que o diretor da PRF explique as razões de operações que vêm sendo denunciadas por eleitores nas redes sociais.

No despacho, o presidente do TSE citou uma publicação que acusa a PRF de fazer uma blitz em Cuité (PB) que estaria impedindo os eleitores de votar. Em outro vídeo, o prefeito da cidade, Charles Camarense, disse ter recebido vários relatos de operações similares no Nordeste. Segundo ele, os atos parecem “orquestrados”.

Campo Grande registra 3 acidentes de trânsito na manhã deste domingo

Três acidentes de trânsito foram registrados na manhã deste domingo (30), dia do 2º turno das eleições 2022, em Campo Grande. Dois deles foram na avenida Lúdio Martins Coelho e o outro entre as ruas Rui Barbosa e 15 de Novembro.

Carro ficou com a parte dianteira destruída após colição. — Foto: Reprodução/ViniciusSantana

Na avenida Lúdio Martins Coelho, um semáforo foi quase derrubado por um carro. O veículo teve a parte dianteira destruída com a colisão. Destroços da sinalização eletrônica também ficaram espalhados pelo local.

Mulheres foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros. — Foto: Reprodução/ViniciusSantana

Na mesma avenida, duas mulheres caíram de uma motocicleta. Uma das vítimas sofreu ferimentos no pé direito e a outra apresentou ferimentos pelo corpo. Elas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros.

Veículo capotou após colisão. — Foto: Reprodução/BPTran

Outro acidente registrado na capital ocorreu entre as ruas Rui Barbosa e 15 de Novembro. No local, uma caminhonete e um um carro colidiram. O último veículo capotou e foi parar na calçada, em frente a duas lojas. As vítimas tiveram ferimentos leves.

140 urnas falham e 50 são trocadas em Mato Grosso do Sul neste 2º turno

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) divulgou a imprensa de que 140 ocorrências com urnas eletrônicas foram registradas até o momento no Estado.

A atualização mais recente foi divulgada à 12h00.

Mais de 90 urnas apresentaram problemas com ajustes, reinicialização automática, troca de bobina e outros erros considerados pelo tribunal.

Entre os municípios nesta situação estão: Água Clara, Antônio João, Aquidauana, Aral Moreira, Bandeirantes, Bataguassu, Bela Vista, Bodoquena, Brasilândia, Caarapo, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corguinho, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Deodápolis, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Inocência, Jaraguari, Ladário, Maracaju, Miranda, Mundo Novo, Naviraí, Nioaque Nova Andradina,
Novo Horizonte do Sul, Paranaiba, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste.

Setundo o TRE no último boletim 50 urnas já foram substítuídas nas seguintes municipalidades: Rio Brilhante, Chapadão do Sul, Novo Horizonte do Sul, Corguinho, São Gabriel do Oeste, Maracaju, Naviraí, Água Clara, Aquidauana, Corumbá, Ponta Porã, Mundo Novo, Bela Vista, Campo Grande, Nova Andradina, Caarapó, Antônio João, Paranaíba, Inocência, Costa Rica e Ladário

O boletim ressalta que o Estado conta com 7.137 seções de votação.

Hoje, os eleitores irão as urnas para escolher seus representantes no Governo do Estado e na Presidência da República. Capitão Contar (PRTB) e Eduardo Riedel (PSDB) concorrem ao pleito de Mato Grosso do Sul, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) buscam pela estadia no Palácio da Alvorada.

Documentos para votar (ou justificar)

O eleitor que não votou no primeiro turno pode votar no segundo, se estiver com o título regularizado. Ainda assim, quem não comparecer ao local de votação precisa justificar a ausência em cada um dos turnos em até 60 dias. É possível realizar o procedimento por meio do e-Título, o aplicativo gratuito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para votar, é necessário apresentar apenas um documento de identificação oficial com foto, como carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), identidade social, passaporte, certificado de reservista, carteira de trabalho ou outro documento de valor legal com foto. A CNH digital também é válida.

A apresentação do título de eleitor não é obrigatória, mas é possível votar com a versão digital, obtida no e-Título, desde que apareça a foto.

 

Contar desaba e Riedel cresce 7% na pesquisa Real Big Data

Pesquisa da Real Time Big Data mostra queda acentuada do capitão aposentado na corrida eleitoral

O candidato do PRTB ao Governo do Estado, Capitão Contar, desabou 7 pontos percentuais na pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (24) pela Rede Record. Enquanto isso, seu adversário, Eduardo Riedel (PSDB), da Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45), subiu 7%.

Riedel cresce em todos os recortes da pesquisa e Contar cai neste segundo turno Foto Divulgação

Os dois candidatos aparecem empatados na pesquisa estimulada, com 46%, cada. Brancos ou nulos somaram 4% e 4% não sabem ou não responderam. Votos brancos e nulos somaram 6%, o mesmo percentual de quem não respondeu.

Ambos têm 50% das intenções de votos no levantamento referente aos sufrágios válidos, conforme é contabilizado pela Justiça Eleitoral, com a exclusão dos votos nulos e brancos.

Os dois candidatos aparecem empatados na pesquisa estimulada, com 46%, cada. Brancos ou nulos somaram 4% e 4% não sabem ou não responderam. Votos brancos e nulos somaram 6%, o mesmo percentual de quem não respondeu.

Ambos têm 50% das intenções de votos no levantamento referente aos sufrágios válidos, conforme é contabilizado pela Justiça Eleitoral, com a exclusão dos votos nulos e brancos.

Os números da Real Time Big Data mostram que Eduardo Riedel se encontra em linha ascendente, enquanto que o Capitão Contar, que chegou ao segundo turno na primeira colocação, está em queda constante. Na primeira pesquisa, no dia 10, ele aparecia com 55%, contra 45% de Eduardo Riedel.

Na sequência, em 18 de outubro, o Capitão tinha a preferência de 57% dos eleitores, enquanto que 43% declararam voto em Eduardo Riedel. Na pesquisa divulgada nesta segunda-feira, tanto o militar aposentado quanto o tucano têm 50% das intenções de voto.

Da análise dos números é possível concluir que Eduardo Riedel cresceu 7 pontos percentuais entre os dias 18 e 24 de outubro, enquanto que Contar apresentou o mesmo índice, só que a menor.

Estimulada

Na pesquisa estimulada, ambos aparecem com 46% das intenções de votos. Nesse quadro, Capitão Contar teve queda de 4 pontos percentuais entre os dias 18 e 24 de outubro, ao mesmo tempo em que Eduardo Riedel cresceu 8 pontos percentuais. Votos brancos, nulos e de eleitores que não souberam responder somam 4%.

No recorte que leva em consideração a renda dos eleitores, Capitão Contar tem 50% dos votos de quem ganha entre dois e cinco salários mínimos. Aqueles que recebem até dois salários são 42% do seu eleitorado, e 47% ganham mais de cinco salários.

Já Eduardo Riedel tem 49% dos votos de eleitores que ganham até dois salários mínimos, 43% dos que ganham entre dois e cinco salários, e 45% dos que têm renda superior a cinco salários mínimos.

O Instituto ouviu 1000 pessoas nos dias 21 e 22 de outubro. A pesquisa está registrada com o número MS-01621/2022. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e tem intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MS-01621/2022.

Campo Grande terá transporte público gratuito no 2º turno

A informação foi confirmada pela prefeitura da cidade nesta quinta-feira (20)

A prefeitura anunciou, nesta quinta-feira (20), que os eleitores poderão se locomover de graça pelos ônibus coletivos de Campo Grande em 30 de outubro, quando será realizado o segundo turno das eleições de 2022.

Ônibus em Campo Grande — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

O passe livre passará a valer a partir das 5h da manhã do domingo (30) até as 17h59 do mesmo dia. No primeiro turno, realizado no dia 2 de outubro, a frota de ônibus de Campo Grande funcionou com gratuidade.

Ainda segundo a prefeitura, o decreto deve ser publicado nos próximos dias.

Transporte público gratuito

Na terça-feira (18), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que prefeituras e empresas concessionárias possam oferecer, voluntariamente e de forma gratuita, serviço de transporte público no dia 30 de outubro, segundo turno das eleições.

Pela decisão do ministro, os prefeitos que adotarem a medida não poderão ser responsabilizados por improbidade administrativa ou crime eleitoral.

Barroso atendeu pedido de esclarecimento feito pelo partido Rede Sustentabilidade, que apresentou ainda novos pedidos. Porém, o ministro não atendeu o novo pedido para obrigatoriedade de concessão do serviço gratuitamente em todo o país no segundo turno.

Fraude à cota de gênero do PRTB pode alterar resultado da eleição para a Assembleia

PRTB desrespeitou a lei eleitoral e lançou número de mulheres abaixo do mínimo exigido

O desrespeito à legislação eleitoral que estabelece o registro de no mínimo 30% de mulheres nas chapas dos partidos nas candidaturas proporcionais deverá alterar o resultado das eleições em Mato Grosso do Sul para a Assembleia Legislativa.

Ação de Investigação Judicial de Eleitoral ajuizada pelo União Brasil contra o PRTB mostra que o partido cometeu fraude de gênero, o que poderá resultar na anulação e recontagem de votos e, por consequência, a alteração da relação dos eleitos, com a exclusão de Rafael Tavares e a sua substituição por Rhiad Abdulahad.

De acordo com a ação ajuizada pelo advogado Nicolas Mendes Cândia Scaffa, a fraude de cotas se deu em função do indeferimento, pelo Tribunal Regional Eleitoral, das candidaturas de duas das 8 mulheres cujos nomes foram homologadas em convenção pelo PRTB para concorrerem à vaga de deputada estadual.

São elas Camila Monteiro Brandão e Sumaira Pereira Alves Abrahão, que juntamente com outras seis mulheres totalizavam a cota de gênero mínima de 30% – o PRTB lançou o total de 22 candidatos à ALMS, sendo 16 homens e 8 mulheres.

Cálculo alterado

Com a exclusão de Camila e Sumaira, o percentual de mulheres na chapa ficou abaixo do mínimo exigido por lei, que deveria ser de 7 mulheres. “O cálculo é simples: 30% de 22 candidatos nos dá o resultado de 6,6. Arredondando-se esse número para cima, temos que 7 é a quantidade mínima da cota a ser preenchida com candidatas do sexo feminino”, explicou Nicolas Scaffa.

A jurisprudência do TSE nesse sentido estabelece que “Somente é possível arredondar a fração resultante do cálculo – quanto aos limites de reserva de vagas – para o número inteiro subsequente, no que tange ao pleito proporcional, quando se respeitarem os percentuais mínimo e máximo estabelecidos para cada um dos sexos”.

No entanto, com a exclusão de Camila e Sumaira do páreo e a não apresentação pelo PRTB de nenhum outro nome para substituir nem que fosse apenas uma delas, a cota de gênero foi desrespeitada, ficando abaixo do mínimo de 30%.

Camila teve seu registro de candidatura indeferido por unanimidade pelo TRE/MS porque não se desincompatibilizou, dentro do prazo estabelecido em lei, do cargo de servidora pública. Sumaira, por sua vez, teve o registro indeferido porque nas eleições de 2020 não prestou contas de sua campanha, situação que segundo Nicolas Scaffa era de conhecimento da direção do PRTB.

Anulação dos votos

Na ação, com pedido de liminar, o advogado argumenta que os votos obtidos pela chapa de deputados estaduais do PRTB devem ser anulados, “uma vez que os requeridos perpetraram fraude de gênero, o que leva à necessária cassação da chapa, recontagem dos votos e necessária diplomação eleitoral do autor [Rhiad Abdulahad], nascendo daí sua legitimidade para o ingresso da presente ação”, escreveu Nicolas Nicolas Scaffa.

“Mesmo tendo Camila e Sumaira seus registros indeferidos pelo TRE, o PRTB, em flagrante má-fé, registrou o DRAP para deputados estaduais com 22 candidatos, sendo 16 homens e 8 mulheres, entretanto, duas dessas candidatas foram as requeridas que tiveram suas candidaturas indeferidas. Sendo assim, os réus fraudaram o pleito eleitoral, uma vez que a chapa do PRTB não alcançou o percentual de composição feminina exigido em lei para o certame”, argumentou Scaffa.

Indução a erro

Ele disse ainda que os requeridos fraudaram o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), induzindo a erro o Ministério Público e a Justiça Eleitoral, “praticando abuso de poder político para perpetrar fraude eleitoral ao não fazer os necessários ajustes do DRAP, substituindo as candidatas cujo registro foi indeferido, ou diminuir o número de candidatos homens ao cargo de deputado estadual”.

“A fraude à cota de gênero de candidaturas femininas representa afronta aos princípios da igualdade, da cidadania e do pluralismo político, na medida em que a ratio do art. 10, § 3º, da Lei 9.504/1997 é ampliar a participação das
mulheres no processo político-eleitoral”, escreveu.

Decisão do TSE

Em decisão tomada pelo pleno do TSE durante análise de consulta feita pelo PC do B, PT e PV sobre a cota de gênero no dia 30 de junho deste ano, o relator, ministro Mauro Campbell Marques votou argumentando que “o ordenamento jurídico vigente não admite qualquer interpretação que busque esvaziar a determinação constitucional de diminuir a disparidade de gênero no cenário político eleitoral brasileiro. Essa Corte, ao interpretar a norma contida no parágrafo 3º do artigo 10 da Lei nº 9.504/97 já assentou o caráter imperativo do preceito quanto à observância dos percentuais mínimos e máximos de cada sexo”.

Novo Ibrape: Riedel vira e sai na frente em pesquisa do 2º turno

Levantamento Novo Ibrape mostra candidato tucano com 51% dos votos válidos na corrida pela governadoria

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (10) realizada pelo instituto de pesquisa de opinião pública Novo Ibrape, entre os dias 4 e 9 de outubro, mostra a virada do candidato do PSDB, Eduardo Riedel, que venceria Renan Contar (PRTB) na corrida à governadoria de Mato Grosso do Sul com 51% dos votos válidos, isto é, excluindo-se os votos nulos, brancos e indecisos.

O deputado estadual Renan Contar, que terminou o primeiro turno com 26,71% dos votos válidos computados na disputa pela governadoria, agora tem 49% na preferência dos sul-mato-grossenses. O ex-secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, terminou o primeiro turno com 25,16% da preferência do eleitorado. A diferença entre os dois candidatos, registrada na apuração final pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), foi de 1,55 ponto percentual.

Rejeição – Renan Contar é o mais rejeitado pelos eleitores. Dos entrevistados, 27,3% afirmaram que não votariam no deputado estadual de jeito nenhum, contra 23,2% do tucano Eduardo Riedel.

Entre os 1.540 entrevistados, a maioria declarou-se é católica (49,4%). Do total dos eleitores ouvidos pelo Novo Ibrape, o público feminino representa 52,3% e, o masculino, 47,7%.

A pesquisa eleitoral feita pelo Novo Ibrape, encomendada pelo portal de notícias Campo Grande News e divulgada nesta segunda-feira, 10, entrevistou 1.540 eleitores acima de 16 anos, entre os dias 4 e 9 de outubro em 28 municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo-se as regiões centro, norte, leste e Pantanal.

O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número MS-05622/2022 E BR-03115/2022. A margem de erro é de 2,5% em um intervalo de 95%.

RANKING

Pesquisa divulgada pelo Instituo Ranking Brasil no último sábado (8), tambem mostrou que que Riedel está na frente do seu oponente Contar na primeira pesquisa realizada pelo Instituto Ranking Brasil para o segundo turno do pleito eleitoral. O tucano está com 6 pontos percentuais a mais que Contar na Espontânea. Riedel marca 38,00% contra 32,00% de Contar.

Já nos votos validos quando os votos brancos, nulos, indecisos, não sabe ou não respondeu são excluídos do somatório. É assim que o TSE divulga o resultado.

• Eduardo Riedel (PSDB) – 53,00%
• Capitão Contar (PRTB) – 47,00%

A consulta mediu também a rejeição dos pré-candidatos para o governo. Quando se trata de rejeição, Contar está com 24,50% dos eleitores dizendo que não votariam no candidato.

• Capitão Contar (PRTB) – 24,50%
• Eduardo Riedel (PSDB) – 15,30%
• Branco/Nulo/Indeciso/Não sabe/Não respondeu – 60,20%

Registros

MS-04638/2022 e BR-07223/2022. 3.000 entrevistas realizadas em 30 municípios do MS entre os dias 4 e 7 de outubro de 2022. A pesquisa foi encomendada pelo site MGS NEWS. O Instituto Ranking Brasil é registrado no Conre 1 com o número: 8561. Intervalo de confiança de 95%. A margem de erro máxima estimada foi de 1,8 pontos percentuais, para mais ou para menos.

VÍDEO: Bolsonaro declara neutralidade na disputa do 2° turno em MS

Anúncio, ao lado da senadora eleita Tereza Cristina e o deputado reeleito Luiz Ovando, foi feito em vídeo que viralizou nas redes sociais

Viralizou nesta quarta-feira (5) nas redes sociais um vídeo gravado hoje pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), ao lado da senadora eleita – e sua ex-ministra – Tereza Cristina (PP) e do deputado federal reeleito Luiz Ovando (PP), afirmando que não tem preferência por candidato ao Governo do Mato Grosso do Sul. O presidente reforçou sua neutralidade no segundo turno da disputa estadual em prol de um projeto para o Brasil.

“Os dois candidatos nos apoiam e por um dever de lealdade, do bom ensinamento político, ficaremos neutros em Mato Grosso do Sul neste segundo turno. Torceremos para que a população escolha o melhor candidato”, disse o presidente.

O fato de ter disseminado o vídeo ao lado de Tereza Cristina reforça a parceria do presidente com a candidatura de Eduardo Riedel (PSDB), já que a senadora eleita foi a fiadora da aliança pró Riedel em Mato Grosso do Sul e foi aliada de primeira hora do candidato, tendo acompanhado Riedel pelo Estado em todo o primeiro turno das eleições.

“Quero agradecer ao apoio do presidente e dizer que estamos juntos neste segundo turno das eleições para eleger Bolsonaro presidente”, disse Tereza.

A neutralidade de Bolsonaro foi bem recebida pelo eleitorado bolsonarista em MS. Ontem (4) Eduardo Riedel já havia publicado um vídeo onde ressaltou o apoio que tem recebido de diversos setores.

“Estamos recebendo apoio de todos os lados, de lideranças de diversos campos políticos, religiosos, trabalhadores, servidores, produtores, empresários, profissionais liberais, pequenos empreendedores. Muita gente que antes defendia outras candidaturas e que agora só tem uma bandeira: o nosso projeto para Mato Grosso do Sul”, explicou.

Riedel afirmou estar aberto aos apoios que estiverem alinhados com a sua pauta e com o seu projeto: fazer a boa política. “Vou governar para todos, sem exceção. Por isso, a nossa vitória será a vitória de todo o Mato Grosso do Sul. Eu quero aqui reafirmar o meu compromisso com a reeleição do presidente Bolsonaro, por lealdade e convicção. Estamos alinhados em um projeto para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”, assegurou.

Lula (PT) e Bolsonaro (PL) vão disputar segundo turno das eleições presidenciais

Com 96,93% das urnas apuradas, o petista tinha 47,85%, contra 43,70% do presidente

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no domingo de 30 de outubro. Com 96,93% das urnas apuradas, o petista tinha 47,85%, contra 43,70% do presidente.

O resultado das urnas confirmou a tendência apontada pelas pesquisas eleitorais desde o início da corrida presidencial. Foto Reuters

O resultado das urnas confirmou a tendência apontada pelas pesquisas eleitorais desde o início da corrida presidencial. O petista sempre apareceu na frente na preferência popular em todos os levantamentos, seguido pelo atual chefe do Executivo.

A corrida presidencial foi marcada por casos de violência devido à polarização entre apoiadores de Lula e Bolsonaro. Desde o assassinato de um apoiador de Lula em Foz do Iguaçu (PR), em julho, até à morte de um eleitor petista a facadas no interior de Mato Grosso durante o feriado de 7 de Setembro, os casos de agressões e mortes por motivação política aumentaram em todo o País.

Campanha de Lula
Nas Eleições de 2018, Lula foi impedido pela Justiça Eleitoral de disputar as eleições presidenciais por causa da Lei da Ficha Limpa. Na época, ele estava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde cumpria pena pelas condenações da Operação Lava Jato.

Em novembro de 2019, após 580 dias de prisão, o petista foi solto por causa de uma decisão do STF que proíbe prisões em 2ª instância. Posteriormente, também por uma determinação da Corte, as sentenças ligadas à Lava Jato foram anuladas.

Apesar da forte oposição ao governo de Jair Bolsonaro, Lula evitou confirmar a sua intenção de disputar o Palácio do Planalto logo após deixar a prisão, quando ainda não tinha recuperado os direitos políticos. Somente no primeiro semestre deste ano, o petista se posicionou publicamente sobre o desejo de tentar um terceiro mandato presidencial.

“Se estou na melhor posição para ganhar as eleições presidenciais e gozo de boa saúde, sim, não hesitarei. Acho que fui um bom presidente”, declarou em entrevista para a publicação francesa Paris Match, em maio.

No lançamento de sua pré-candidatura, no dia 7 de maio, Lula criticou fortemente Jair Bolsonaro, celebrou a chapa com Geraldo Alckmin (PSB) – antigo adversário político em prol da democracia e falou em restaurar a soberania do Brasil e do povo brasileiro.

Durante toda a campanha, o petista fez críticas ao atual governo federal e disse que o povo brasileiro era mais feliz no seu mandato. Ele defendeu a parceria com Alckmin, disse que eles nunca foram inimigos, e sim, adversários políticos, e estão juntos agora para defender a democracia.

Campanha Bolsonaro
Buscando a reeleição, Jair Bolsonaro oficializou sua candidatura à reeleição no dia 24 de julho. O anúncio foi feito em um evento do PL montado no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, onde ocorreu a convenção do partido para o lançamento oficial da campanha eleitoral. Também foi chancelado o nome do general da reserva Walter Braga Netto como candidato a vice na chapa.

As celebrações do 7 de Setembro foram um ponto polêmico na campanha. Na ocasião, o presidente usou a data para o palanque eleitoral. Ele participou do desfile cívico-militar, fez um discurso em Brasília, no qual puxou o coro de “imbrochável”, e também marcou presença na orla de Copacabana, no Rio, onde também falou em cima de um trio elétrico.

Tanto Lula quanto Bolsonaro também foram destaques em debates presidenciais, como o da Band e o da TV Globo. Mas, no debate realizado por Terra, SBT, CNN, ‘Estadão’/Rádio Eldorado, Veja e Rádio Nova Brasil FM, Lula não compareceu e sua ausência virou tema entre os candidatos.

Lula focou em uma campanha com forte presença nas ruas e discursos em palanques, recusando alguns convites para entrevistas e sabatinas. Já Bolsonaro, além de eventos com os aliados, teve presença mais intensa na mídia, participando de podcasts e programas de televisão