Presidente deve vir ao Estado na quinta entregar 300 apartamentos do programa Casa Verde Amarela
O deputado estadual e pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PRTB), realizará nesta quinta-feira (30) uma motociata junto com o presidente Jair Bolsonaro, que estará em Campo Grande para entregar 300 apartamentos do programa Casa Verde Amarela.
Capitão Contar organiza motociata para Bolsonaro em MS (Foto: Divulgação)
Capitão Contar, que já realizou diversas motociatas em Campo Grande, está organizando o evento para a visita do presidente. Em edições anteriores, as motociatas do Capitão já movimentaram a cidade com centenas de motociclistas, dezenas de carretas, filas de carros, ciclistas, além da presença de milhares de pessoas em mais de 20km de trajeto, sempre destacando as cores e bandeiras do Brasil.
“Convido a todos motociclistas e a população para acompanhar a motociata com a presença do nosso presidente Jair Bolsonaro. Será a maior motociata já realizada em Campo Grande e ficará marcada na nossa história! Vem pra missão você também”! Declarou.
Essa será a primeira vez que os motociclistas sul-mato-grossenses terão a oportunidade de rodar em suas motos com o presidente Jair Bolsonaro, algo que eles esperavam há muito tempo.
Especialista no assunto, por ter liderado várias motociatas na capital, Capitão Contar já está em contato com as forças de segurança responsáveis pelo evento.
“Vamos fazer a maior motociata que Campo Grande já viu! A nossa expectativa é levar para as ruas todos os bolsonaristas, motociclistas e também a população para ver o nosso presidente passar pelas nossas lindas avenidas! Convido a todos a virem conosco e mostrar que MS é Bolsonaro”, declarou o deputado.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), virá a Campo Grande nesta quinta-feira (30), para participar da inauguração do Residencial Jardim Canguru.
O compromisso oficial é a entrega do condomínio com 300 apartamentos destinados a famílias de baixa renda.
O evento também deverá contar com a presença do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.
No Residencial Jardim Canguru foram investidos quase R$ 23 milhões, de recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) por intermédio do programa Casa Verde e Amarela, do governo federal, com contrapartidas da Prefeitura e governo do Estado.
Presidente deve oficializar a aliança de seu partido, o PL, e do PP, da deputada federal e pré-candidata a senadora Tereza Cristina, com o PSDB, de Eduardo Riedel Foto Wilson Dias – Agência Brasil
Não foi confirmado o horário em que o presidente chegará em Campo Grande, nem as demais agendas que deve cumprir na Capital.
Um esquema de segurança já foi solicitado e deverá ser montado para acompanhar a participação do presidente na inauguração do residencial.
O presidente também deve oficializar a aliança de seu partido, o PL, e do PP, da ex-ministra, deputada federal e pré-candidata a senadora Tereza Cristina, com o PSDB, de Eduardo Riedel, que é pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul.
Ambos são investigados em operação que apura ilegalidades no MEC
O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso em operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira, 22. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, além de Ribeiro, o pastor Gilmar Santos – ligado ao presidente Jair Bolsonaro – também foi preso.
O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro Foto: Dida Sampaio / Estadão
Os dois são investigados em um suposto esquema de ilegalidades no Ministério da Educação (MEC). A PF faz ainda buscas em endereços dos detidos e também de outro pastor citado no esquema, Arilton Moura.
Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Arilton Moura e Gilmar Santos compunham um “gabinete paralelo” suspeito de agilizar liberação de verbas para prefeituras em troca de propina.
Operação
A operação, batizada de Acesso Pago, cumpre mandados em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.
De acordo com informações da coluna de Fausto Macedo, do Estadão, as ordens foram expedidas pela 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, que também deferiu medida cautelar de proibição de contatos entre os investigados e envolvidos.
O inquérito foi aberto por ordem do Supremo Tribunal Federal, em razão do foro privilegiado de Milton Ribeiro, então ministro da Educação. Após o aliado do presidente Jair Bolsonaro deixar o governo em meio ao escândalo, a ministra Cármen Lúcia remeteu o inquérito para primeira instância.
A Polícia Federal informou que, com base em documentos, depoimentos e relatório de investigação preliminar da Controladoria-Geral da União, “foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas”.
A operação mira supostos crimes de tráfico de influência, corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa.
Gabinete paralelo
Em conversas gravadas que vieram à público em março deste ano, o ex-ministro Milton Ribeiro admitiu que priorizava o atendimento a prefeitos que chegam ao ministério por meio dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Falando a dirigentes municipais dentro do ministério, Ribeiro afirmou, na ocasião, que seguia ordem do presidente Jair Bolsonaro.
Na gravação, Milton Ribeiro diz que a liberação de recursos foi um “pedido especial” de Bolsonaro. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do (pastor) Gilmar (Santos)” – Arilton Moura e Gilmar Santos estavam presentes na reunião. “A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”.
O Estadão publicou relatos de prefeitos que conversaram com Gilmar e Arilton. Segundo os dirigentes municipais, a dupla de prefeitos se oferecia para “resolver problemas” no Ministério – desde colocar em dia pagamentos atrasados até a liberação de verbas. O prefeito de Jaupaci (GO), Laerte Dourado, disse ser “amigo do pessoal” dos pastores. Por intermédio deles, esteve duas vezes no MEC. A primeira foi uma reunião em janeiro. Buscava investimento de R$ 800 mil para “reformar escola” e “comprar ônibus”, e os pastores lhe disseram que iriam ajudar.
Os recursos obtidos pelos prefeitos são do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), destinados à reforma e construção de escolas e creches. Também podem ser usados para adquirir ônibus escolares e materiais didáticos, entre outros itens.
O Orçamento do Fundo para 2022 é de R$ 45,6 bilhões, dos quais R$ 18,5 bilhões estão reservados para transferências a Estados e municípios.
Outro relato, o prefeito Gilberto Braga (PSDB), de Luís Domingues (MA), revelou que o pastor Arilton Moura chegou a pedir pagamento em ouro para liberar recursos da pasta destinados à construção de escolas e creches em municípios.
Segundo Braga, o pastor cobrava outros R$ 15 mil apenas para abrir protocolos de demanda no ministério. Depois que a demanda fosse atendida, outro valor era solicitado, o que poderia variar de caso a caso.
“Para mim, como a minha região era área de mineração, ele pediu 1 quilo de ouro”, revelou o prefeito. “Ele (Arilton) disse: ‘Traz um quilo de ouro para mim’. Eu fiquei calado. Não disse nem que sim nem que não”, acrescentou Braga que, segundo ele, não aceitou a proposta e também não recebeu a verba solicitada ao MEC.
Gilberto Braga também deu detalhes da reunião sobre os valores, que ocorreu em abril de 2021 em um restaurante de Brasília logo após encontro com Milton Ribeiro. De acordo com o prefeito, a cobrança era feita em um papo “muito aberto”.
“O negócio estava tão normal lá que ele não pediu segredo, ele falou no meio de todo mundo. Inclusive, tinha outros prefeitos do Pará. Ele disse: ‘Olha, para esse daqui eu já mandei tantos milhões, para outro, tantos milhões’”, detalhou. O pastor Arilton Moura ainda repassou, naquele mesmo encontro, o número de sua conta-corrente a todos os prefeitos presentes para o depósito da ‘taxa’ de R$ 15 mil para protocolar pedidos junto ao MEC.
Gilmar e Arilton estiveram em pelo menos 22 agendas oficiais do Ministério da Educação desde o começo de 2021, sendo 19 delas com a presença do então ministro Milton Ribeiro.
A definição do apoio de Jair Bolsonaro (PL) ao pré-candidato do PSDB ao governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), foi destaque na imprensa nacional neste último fim de semana.
Conforme levantamento feito pelo jornal O Globo, divulgado neste domingo (19), com a dobradinha com Riedel o presidenciável tem apoio de 23 estados. O ex-presidente Lula, seu principal adversário na disputa eleitoral, conta com apoio de 15 estados.
Tereza Cristina, (ao centro) foi apontada como fundamental para selar a dobradinha Riedel e Bolsonaro
No cenário nacional, o PSDB se aliou ao MDB, apoiando a pré-candidatura de Simone Tebet. No entanto, segundo dados do jornal Estado de São Paulo, veiculado no sábado (18) esta aliança não deve se repetir em 15 estados, inclusive na terra da candidata, Mato Grosso do Sul.
A aproximação de Riedel com a ex-ministra e pré-candidata ao Senado pelo PP, a deputada federal Tereza Cristina, foi apontada como fundamental para selar a dobradinha Riedel e Bolsonaro.
“Fechado com Bolsonaro”
Eduardo Riedel, ex-secretário estadual e candidato governista a sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB) vai apoiar, e receber o apoio, do presidente Jair Bolsonaro (PL). A “dobradinha” Riedel/Bolsonaro foi confirmado pelo próprio pré-candidato ao Executivo sul-mato-grossense.
“Estou fechado com o Bolsonaro”, disparou o ex-secretário de Infraestruta e, antes desse cargo, secretário de Governo. “Estou em um partido que até hoje não decidiu se tem [candidato à] presidente ou não tem. O centro [no caso, a terceira via] tem dificuldade em discutir um projeto para o país”, completou Riedel.
Conhecido por posições brandas, Riedel fugiu à regra e foi mais incisivo das declarações – talvez por não ser mais integrante do governo, e sim um pré-candidato mais “solto” e precisando “pisar mais firme” para mostrar a que veio. “Entre os projetos que aí estão eu coloco claramente minha posição pelo presidente Bolsonaro. Não tenho nenhum problema em colocar isso de maneira clara”, frisa Eduardo Riedel.
O Senado aprovou nesta segunda-feira, 13, texto-base do projeto que fixa o limite de 17% para a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre itens considerados essenciais, como combustíveis, energia, telecomunicações e transporte coletivo. Com o parecer favorável dos senadores de Mato Grosso do Sul, o placar foi de 65 a 12. Tanto Simone Tebet (MDB), quanto Nelsinho Trad (PSD) e a senadora Soraya Thronicke(União).
Plenário do Senado durante a votação do texto (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado )
Os senadores ainda vão analisar os chamados destaques, sugestões de mudanças ao texto-base. Em seguida, a proposta volta à Câmara dos Deputados, que já aprovou o projeto, por causa das alterações que foram feitas.
O ICMS é um tributo estadual, responsável pela maior parcela de tributos arrecadada pelos cofres estaduais. Como mostrou o , hoje a alíquota chega a 34% em alguns Estados, como a cobrada pelo Rio de Janeiro sobre a gasolina. A proposta compõe o pacote do governo para derrubar o preço dos combustíveis, uma preocupação do comando de campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. O custo total é estimado em R$ 46,4 bilhões aos cofres públicos para para reduzir em R$ 1,65 o litro da gasolina e em R$ 0,76 o do óleo diesel.
O custo total do pacote, anunciado a quatro meses das eleições em que Bolsonaro pretende se reeleger, inclui R$ 29,6 bilhões fora do teto de gastos, a regra que atrela o crescimento das despesas à inflação, para compensar Estados e municípios pela perda na arrecadação até o fim deste ano.
Os outros R$ 16,8 bilhões são estimativas de renúncias do que o governo federal vai abrir mão de receitas ao zerar tributos federais sobre gasolina. Os valores podem subir com alterações feitas pelos parlamentares. O teto para a equipe econômica é de R$ 50 bilhões.
Os governadores, contrários ao pacote, dizem que pode não haver impacto para o consumidor final, ao mesmo tempo em que preveem perda de arrecadação e crise fiscal nos Estados e municípios, que podem chegar a R$ 115 bilhões, pelos cálculos dos governadores.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou na Cúpula das Américas nesta sexta-feira (10). Durante a fala, Bolsonaro ignorou os dados referentes à fome no Brasil e celebrou a capacidade do país de “garantir a segurança alimentar” do restante do mundo.
De acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, lançado nesta quarta-feira (8), cerca de 33,1 milhões de brasileiros passam fome atualmente. Em pouco mais de um ano, houve um incremento de 14 milhões de pessoas na condição de não ter o que comer todos os dias.
Presidente Jair Bolsonaro discursou nesta sexta (10) na Cúpula das Américas (Foto: PATRICK T. FALLON/AFP via Getty Images)
Ainda assim, na Cúpula das Américas, o presidente celebrou a capacidade do Brasil de alimentar um sexto do mundo.
“O Brasil alimenta um bilhão de pessoas. Garantimos a segurança alimentar de um sexto da população mundial. Uma realidade: sem o nosso agronegócio, parte do mundo passaria fome. O Brasil não apenas evitou uma crise alimentar ao garantir acesso à fertilizantes, mas também desempenhou um papel de liderança na busca de soluções em busca da segurança alimentar”, declarou Jair Bolsonaro.
O encontro acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos, e tem como objetivo falar sobre a manutenção da democracia nas Américas, com foco no meio ambiente. Bolsonaro também celebrou a preservação da Amazônia.
“Somos um dos países que mais preserva o meio ambiente e suas florestas. Temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo. Mesmo preservando 66% de nossa vegetação nativa e usando apenas 27% do nosso território para pecuária e agricultura, somos uma potência agrícola sustentável. Não necessitamos da região amazônica para expandir nosso agronegócio. Somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta, abrigando a maior biodiversidade do planeta. Os nossos desafios são proporcionais ao nosso tamanho.”
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em abril o Brasil teve um recorde de desmatamento da Amazônia Legal. Os alertas de desmatamento na Amazônia em abril atingiram 1.012,5 km² de floresta.
LOS ANGELES, EUA (FOLHAPRESS) – Em seu primeiro encontro com Joe Biden desde que o americano chegou ao poder, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) fez uma defesa da soberania da Amazônia, criticou a política do “fique em casa” para o combate à pandemia e disse que pretende terminar seu governo de modo democrático.
Ele pediu por eleições limpas, confiáveis e auditáveis. “Para que não sobre nenhuma dúvida depois. Tenho certeza que ele será realizado nesse espírito democrático. Cheguei pela democracia e tenho certeza de que quando deixar o governo também será de forma democrática”, afirmou.
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 17-06-2014 – O presidente americano Joe Biden durante declaração à imprensa na Embaixada Americana em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
Os dois presidentes se reuniram pela primeira vez nesta quinta-feira (9), depois de um ano e meio de uma relação distante, em que não houve nem sequer um telefonema entre os líderes de dois dos maiores países das Américas. A reunião começou por volta de 16h (20h em Brasília), em um pavilhão de exposições em Los Angeles, onde se realiza a nona edição da Cúpula das Américas.
Nas palavras iniciais, Biden fez elogios ao Brasil. Disse que o país tem uma democracia vibrante, com instituições eleitorais robustas, que tem feito um bom trabalho para proteger a Amazônia e que pretendia tratar de algumas questões de interesse comum com o brasileiro.
Bolsonaro chamou Biden de “prezado companheiro” ao concluir sua fala. “Em alguns momentos nos afastamos por questões ideológicas, mas com nossa chegada ao governo, nunca tivemos afinidades tão grandes”, ressaltou, repetindo posição frequente durante o mandato de Trump.
No encontro, todos das comitivas dos dois países estavam de máscara, exceto os presidentes. Biden e Bolsonaro se sentaram a cerca de dois metros de distância. Eles se olharam pouco enquanto falavam. Bolsonaro discursou por mais tempo do que Biden e buscou justificar suas posições, como a postura adotada no conflito com a Rússia. Eles não responderam a perguntas. Em seguida, a conversa seguiu a portas fechadas.
Os líderes foram acompanhados por outras autoridades. Do lado brasileiro, a lista incluía o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o chanceler Carlos França, os ministros da Justiça, da Saúde e do Meio Ambiente, o embaixador nos EUA, Nestor Forster, e o secretário de Assuntos Estratégicos, João Alfredo Júnior.
Do lado americano, estiveram o secretário de Estado, Antony Blinken, o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, o secretário-assistente para o Hemisfério Ocidental, Brian Nichols, o diretor de Departamento Ocidental do NSC (Conselho de Segurança Nacional), Juan González, a diretora de segurança de fronteiras do NSC, Katie Tobin, e a diretora do NSC para assuntos caribenhos, Nada Brown.
Antes do encontro, Bolsonaro disse a jornalistas que estava tranquilo e que pretendia usar a reunião para fortalecer a relação com o governo americano. Segundo ele, sua proximidade com o ex-presidente Donald Trump ficou para trás. “Não vim aqui tratar desse assunto. Já é um passado. Vocês sabem que eu tive um excelente relacionamento com o presidente Trump. O presidente agora é Joe Biden, é com ele que eu converso, ele é o presidente e não se discute mais esse assunto”, afirmou Bolsonaro, na saída do hotel.
“Precisamos aprofundar nosso relacionamento, sempre tive enorme consideração pelo povo americano, temos valores em comum, como democracia e liberdade, e será um bom encontro com o presidente Biden”. disse.
Bolsonaro defendeu Trump, derrotado por Biden nas eleições de 2020. Na época, o líder brasileiro declarou apoio ao republicano e, depois da votação, chegou a colocar em dúvida a vitória de Biden, ecoando o discurso fantasioso de que o pleito teria sido fraudado ele fez isso na própria terça (7), antes de viajar aos EUA. “Quem diz [sobre fraude] é o povo americano. Eu não vou entrar em detalhe na soberania de um outro país. Agora, o Trump estava muito bem, e muita coisa chegou para a gente que a gente fica com o pé atrás. A gente não quer que aconteça isso no Brasil”, afirmou, em entrevista ao SBT.
Nesta quinta, questionado pelos jornalistas em frente ao hotel sobre a expectativa de obter novos recursos para a Amazônia, Bolsonaro ponderou que a questão é se as promessas serão de fato cumpridas e fez críticas a entidades ambientais. “Tem que ficar preocupado com dinheiro usado por ONGs. Tínhamos no Brasil ONGs que pegavam dinheiro do governo e davam para o MST. Cortei isso aí”, disse, sem apresentar evidências.
Biden aceitou se reunir com Bolsonaro como forma de convencê-lo a viajar para a Cúpula das Américas, evento que corria risco de ficar esvaziado. Oito chefes de Estado do continente decidiram boicotar o principal encontro de líderes do continente, em resposta à decisão dos EUA de não convidar os regimes de Cuba, Nicarágua e Venezuela, ditaduras tidas como párias por Washington.
Na abertura oficial do evento, nesta quarta, Biden ressaltou a importância de defender a democracia e os direitos humanos. “Em um momento em que a democracia está sob ataque no mundo todo, vamos nos unir de novo e renovar nossa convicção de que a democracia não é só o fator definidor da história americana, é um ingrediente essencial do futuro das Américas”, discursou.
Bolsonaro desembarcou em Los Angeles na manhã desta quinta (9). Ao chegar ao hotel, cumprimentou um pequeno grupo de apoiadoras, chamado Vovós Poderosas de Las Vegas, que viajaram para conhecê-lo. Horas mais tarde, conversou com elas por cerca de meia hora, no saguão do hotel.
“Rezamos todos os dias para que o presidente possa dar conta de seus desafios. Torcemos muito por ele”, disse Suzana Fortes, 66, uma das integrantes do grupo e há 35 anos nos EUA.
Na noite desta quinta, Biden oferecerá um jantar aos líderes estrangeiros que vieram para a cúpula. Bolsonaro deve discursar em uma das sessões plenárias na sexta (10). O presidente brasileiro fica em Los Angeles até sexta. Em seguida, viaja para Orlando, onde inaugurará um vice-consulado do Brasil na cidade e terá encontros com apoiadores.
Biden evitou qualquer contato com presidente brasileiro desde que assumiu a Casa Branca, em janeiro de 2021
Diferentes no estilo e na visão política, os presidentes Jair Bolsonaro e Joe Biden terão seu primeiro encontro nesta quinta-feira, 9, em Los Angeles. Se tudo der certo nas previsões do Itamaraty e da Casa Branca, o encontro será lembrado apenas pela foto dos dois presidentes juntos. A reunião foi articulada às pressas e não houve a costura de uma agenda comum.
Biden se dobrou à ideia de um encontro bilateral com o brasileiro na iminência de sediar uma Cúpula das Américas esvaziada AFP
Biden evitou qualquer contato com Bolsonaro desde que assumiu a Casa Branca, em janeiro de 2021, mas se dobrou à ideia de um encontro bilateral com o brasileiro na iminência de sediar uma Cúpula das Américas esvaziada. Garantir a reunião foi a forma como encontrou para atrair Bolsonaro, que até então se sentia desprezado pelo americano.
Uma extensa lista de tópicos é mencionada por diplomatas brasileiros quando o assunto é o encontro bilateral, mas os aliados de Bolsonaro sabem que o que pode render manchetes é a conversa sobre eleições no Brasil. Bolsonaro coloca em xeque a legitimidade da eleição de Biden, como cópia do discurso de seu ídolo, o ex-presidente Donald Trump. Também seguindo o exemplo do republicano, o presidente brasileiro ataca o sistema eleitoral do Brasil, o que preocupa a Casa Branca.
Nos anos em que Trump era presidente, Bolsonaro teve três amigáveis reuniões com o americano, incluindo uma recepção oficial na Casa Branca, algo que Biden nunca ofereceu.
ELEIÇÕES
De nenhum dos lados há a expectativa de que seja um encontro de “caneladas”, mas Biden não deve se furtar aos assuntos incômodos, segundo a Casa Branca. O conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, afirmou ontem que o americano tratará da questão de eleições “abertas, livres, justas, transparentes e democráticas” no Brasil. Parlamentares do Partido Democrata e ativistas ainda pedem que Biden cobre Bolsonaro um posicionamento a respeito do desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira na Amazônia.
A Casa Branca também quer tratar da questão ambiental, cara ao governo Biden. Segundo Sullivan, é uma área onde pode haver progresso concreto na relação entre os dois países. Diplomatas próximos a Bolsonaro dizem que o presidente está pronto para comentar bons resultados do Brasil na questão, adotados desde abril do ano passado, após pressão dos americanos pelo compromisso com metas concretas para reduzir o desmatamento. Diplomatas brasileiros argumentam que a reunião poderia desfazer a imagem de que Bolsonaro é um pária internacional.
Presidente da República e pré-candidato a reeleição, Jair Bolsonaro (PL), deve visitar Mato Grosso do Sul no dia 20, conforme revelou nesta terça-feira (7) o deputado federal Loester Trutis, que também busca a reeleição e é do PL. Ele vem ao estado para lançar apoio oficial a pré-candidata ao Senado, deputada federal Tereza Cristina (PP) e ao pré-candidato ao governo do Estado, Eduardo Riedel (PSDB).
Foto de visita passada feita por Riedel e Tereza a Bolsonaro, em Brasília – Divulgação/Ascom
“Pra mim, é seguir as orientações do líder e presidente Jair Bolsonaro, mesmo quando essas orientações não fazem parte dos meus planos pessoais. O presidente, com seus 33 anos de experiência política, escolheu como pré-candidata ao Senado, Tereza Cristina, e como pré-candidato ao Governo do MS, Eduardo Riedel. Eu confio no presidente, e se esses candidatos dele se comprometerem com as pautas que defendo, eles serão meus candidatos”, postou.
Na última sexta-feira (3), bolsonaristas do Estado protagonizaram um bate-boca com a tropa de choque do presidente, durante agenda da Frente Parlamentar da Lealdade, realizada na Câmara de Vereadores, na Capital. O grupo já suspeitava que o pré-candidato da direita conservadora Capitão Renan Contar (PRTB) não seria o escolhido por Bolsonaro.
“Logo após recebermos Daniel Silveira, Carla Zambelli e Major Fabiana, nosso estado receberá Bolsonaro na capital, Campo Grande”, revela Trutis em post no Instagram, citando a visita do deputado cassado Silveira ao lado das parlamentares bolsonaristas.
Em seguida, Trutis continua o texto em tom de desabafo, perguntando “o que é ser Bolsonarista leal?”, se refereindo claramente a confusão ocorrida na Câmara Municipal, durante o ato com Silveira e Zambelli, alvo de protestos de até então aliados.
O presidente Jair Bolsonaro anunciou na segunda-feira (6), em declaração à imprensa, uma proposta para reduzir os impostos estaduais sobre os combustíveis em troca do ressarcimento da perda de receita com recursos federais. A ideia é aprovar uma proposta de emenda constitucional (PEC) que autorize os estados a zerarem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre o óleo diesel e o gás de cozinha (GLP). Ao fazerem isso, os governos estaduais contariam com uma compensação financeira equivalente à receita que deixaria de ser arrecadada.
Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco,da República, Jair Bolsonaro e da Câmara, Arthur Lira, Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
“Nós zeramos o PIS/Cofins [imposto federal] desde o ano passado e desde que os senhores governadores entendam que possam também zerar o ICMS, nós, o governo federal, os ressarciremos aos senhores governadores o que deixarão de arrecadar”, disse Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Durante o anúncio, ele estava acompanhado dos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de alguns dos seus principais ministros, como Paulo Guedes (Economia), Adolfo Sachsida (Minas e Energia) e Ciro Nogueira (Casa Civil). Antes da declaração à imprensa, eles estavam reunidos na sede do governo federal para debater as medidas.
Para ser viabilizada, a proposta do governo precisa assegurar a aprovação do projeto que limita a aplicação de alíquota do ICMS sobre bens e serviços relacionados a combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. O projeto de lei complementar (PLP), que passou pela Câmara e agora está em análise no Senado, fixa a alíquota desse imposto em, no máximo 17% sobre esses setores, e também prevê mecanismos de compensação aos estados.
“Nós, aqui, esperamos, como é democrático, que o Senado tenha a tranquilidade, autonomia e sensibilidade no PLP 18. E que nós, após isso, tramitaremos uma PEC que autorize o governo federal a ressarcir os estados que estiverem à disposição para zerar esses impostos estaduais, sem prejuízo nenhum para os governadores”, disse o presidente da Câmara, Arthur Lira.
Situação excepcional
Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a situação atual exige a colaboração entre a União, os estados e os municípios. “Todos têm de colaborar. Estados e municípios estão numa situação que nunca estiveram antes. Todos no equilíbrio, em azul, pagando os fornecedores. Estão com as contas em dia, estão dando até aumento de salários. Estamos renovando o compromisso com a proteção da população brasileira, com a cooperação entre os entes federativos”, explicou, durante o pronunciamento.