Extensão do veto russo à exportação de diesel e os efeitos para o Brasil

Restrições russas reforçam a pressão e a preocupação sobre o mercado do diesel.

Para o Brasil, o efeito tende a ser uma redução da oferta de cargas russas no curto prazo e uma perda de competitividade desse produto. Com a guerra na Ucrânia e as sanções ocidentais contra a Rússia, o diesel russo passou a ser vendido com desconto e ganhou espaço nas importações brasileiras.

Em 30 de julho, o governo russo anunciou uma nova restrição à exportação de diesel, gasolina e outros combustíveis, válida de 1 de agosto de 2026 a 31 de janeiro de 2027.

Os ataques contra refinarias russas pela Ucrânia, provocou desabastecimento. O governo russo determinou medidas de emergência, entre elas o veto à exportação dos derivados, inicialmente de 8 de julho até o fim do mês, agora estendido.

No caso do diesel, porém, não se trata de um bloqueio total durante todo o período, a partir de 1 de setembro, os produtores russos poderão exportar, enquanto intermediários e revendedores continuarão impedidos. A medida é para suprir de combustível o mercado interno russo.

Para o Brasil, o efeito tende a ser uma redução da oferta de cargas russas no curto prazo e uma perda de competitividade desse produto. Com a guerra na Ucrânia e as sanções ocidentais contra a Rússia, o diesel russo passou a ser vendido com desconto e ganhou espaço nas importações brasileiras.

Do óleo diesel importado pelo Brasil no primeiro semestre de 2026, a Rússia respondeu por 64,4% do volume adquirido. No período, a cotação média do diesel importado da Rússia foi de US$0,89 por quilo (FOB), enquanto o importado dos Estados Unidos esteve em média em US$0,92 por quilo ou 4,1%, mais caro que o russo.

Volume das importações de gasóleo (óleo diesel) e participação da Rússia e dos Estados Unidos por mês em 2026 em mil toneladas. (Fonte: Comex | Elaboração: Scot Consultoria)

A limitação das vendas por intermediários pode reduzir a oferta, diminuir os descontos e obrigar compradores brasileiros a disputar cargas de outras origens, uma vez que muitas das vendas para o Brasil são feitas por intermediários e não produtores.

Isso não significa falta de diesel ou aumento de preço no Brasil. Como os produtores russos poderão retomar as vendas em setembro, o impacto dependerá da quantidade efetivamente exportada, dos preços oferecidos e da capacidade brasileira de substituir cargas russas por produto dos Estados Unidos e de outros fornecedores. Ainda assim, a medida adiciona pressão a um mercado que já está com pouca folga.

O preço do diesel subiu neste ano, inicialmente, por causa da alta do petróleo. Os conflitos no Oriente Médio provocaram interrupções efetivas na produção e no transporte pelo Estreito de Ormuz, reduzindo a oferta e elevando o preço do barril.  Para amortecer o impacto interno, foi estabelecido um subsídio de R$1,12 por litro do diesel.

Posteriormente, com a recuperação parcial dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, resultado do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã em 8 de abril e encerrado em 10 de julho, a oferta de petróleo aumentou e o preço do barril caiu.

Preço do petróleo Brent, em US$/barril, no ano de 2026. (Fonte: Investing | Elaboração: Scot Consultoria).

O diesel, no entanto, apesar da cotação ter caído, não foi na mesma proporção. Isso ocorreu porque a oferta do combustível refinado continuou limitada: refinarias exportadoras do Oriente Médio não haviam retomado plenamente as operações, enquanto o refino russo também permanecia afetado. Isso é relevante, pois o Brasil depende de cerca de 30,0% de diesel importado para abastecer o mercado interno.

Cotação média do diesel em São Paulo (R$/litro). (Fonte: Scot Consultoria).

Nesse contexto, a extensão do veto russo aumenta a pressão que já existia. A medida pode reduzir a disponibilidade de diesel com desconto, e dificultar uma queda consistente dos preços no mercado brasileiro.

O fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã havia feito o governo federal manter o subsídio que seria revisto em agosto. O cenário russo vigente deve manter a medida.

Com o primeiro veto da Rússia, em 8 de julho, os Estados Unidos devem abocanhar a maior parte do mercado, o que além dos problemas geopolíticos, deve sustentar as cotações do derivado, já que o combustível estadunidense é mais caro que o russo.

Com informações do Portal Scot Consultoria/Rodrigo De Mundo.

Tarifas de pedágio da BR-163 sobem até 43% a partir de 5 de agosto em MS

Veículos de passeio passarão a pagar entre R$ 9,20 e R$ 14,10 nas nove praças da rodovia; motociclistas seguem isentos.

Motoristas que utilizam a BR-163 em Mato Grosso do Sul enfrentarão novo reajuste nas tarifas de pedágio a partir da zero hora desta quarta-feira (5). A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou o aumento das tarifas nas nove praças da rodovia e publicou a medida no Diário Oficial da União.

Reajuste acumula alta de 40,5%

O aumento aprovado é de 40,53%, resultante da aplicação de um degrau tarifário de 33,64% somado à correção inflacionária de 5,16%. A decisão foi publicada em 22 de julho no DOU e entra em vigor na data anunciada.

Segundo a Motiva Pantanal, concessionária responsável pela administração da BR-163/MS, a atualização dos valores faz parte da 1ª Revisão Ordinária do contrato de concessão otimizado. O reajuste considera a atualização monetária prevista em contrato e a aplicação do primeiro degrau tarifário, vinculado ao cumprimento das metas de investimentos estabelecidas pela ANTT.

Novos valores por praça de pedágio

Com a atualização, a tarifa para veículos de passeio (dois eixos) passa a variar entre R$ 9,20 e R$ 14,10, conforme a praça de pedágio. Os novos valores são:

Mundo Novo: R$ 9,20

Itaquiraí: R$ 12,50

Caarapó: R$ 12,60

Rio Brilhante: R$ 12,70

Campo Grande: R$ 14,10

Jaraguari: R$ 10,90

São Gabriel do Oeste: R$ 10,70

Rio Verde de Mato Grosso: R$ 14,00

Pedro Gomes: R$ 10,30campograndenews

As demais categorias de veículos também terão reajuste proporcional, de acordo com o número de eixos.

Isenção para motocicletas e descontos

As motocicletas seguem isentas do pagamento de pedágio e contam com pista exclusiva para passagem. Motoristas que utilizam TAG eletrônica continuam tendo direito ao DBT (Desconto Básico de Tarifa), de 5%, enquanto veículos leves podem obter reduções progressivas por meio do DUF (Desconto de Usuário Frequente).

Nas cabines manuais, os motoristas podem pagar em dinheiro ou com cartões de crédito e débito por aproximação. A concessionária também disponibiliza pistas automáticas para veículos com TAG e totens de autoatendimento para pagamento com cartão.

Trecho da BR-163 (MS) que foi duplicado pela concessionária responsável (Foto: Divulgação/Motiva Pantanal)

Investimentos previstos na rodovia

A concessionária afirma que antecipou as metas previstas para o período, com auditoria de verificador independente e validação da agência reguladora. Conforme a Motiva Pantanal, somente no primeiro ano do contrato otimizado estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 1,053 bilhão para recuperação do pavimento, duplicações, implantação de faixas adicionais, dispositivos de retorno, vias marginais, modernização das bases operacionais e construção de PPDs (Pontos de Parada e Descanso).

Até março de 2026, cerca de R$ 555 milhões já haviam sido executados.

Atendimento aos usuários

A concessionária mantém atendimento gratuito aos usuários durante 24 horas por dia, com 17 bases do SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário), equipes médicas e mecânicas, guinchos, ambulâncias, caminhões de combate a incêndio e monitoramento operacional. Em 2025, foram registrados aproximadamente 90 mil atendimentos operacionais e cerca de 47 mil usuários receberam assistência na rodovia.

Extensão da BR-163 em MS

A BR-163 corta Mato Grosso do Sul de sul a norte, ligando Mundo Novo, na divisa com o Paraná, a Sonora, na divisa com Mato Grosso. São cerca de 845 quilômetros de extensão, passando por 21 municípios, entre eles Dourados e Campo Grande.

10 mil empregos: Montadora chinesa anuncia fábrica de R$ 4,6 bilhões no Brasil

A empresa vai instalar no Espírito Santo um complexo industrial com capacidade para produzir até 200 mil veículos.

Salários de até R$ 30 mil: GWM abre dezenas de vagas para nova fábrica de carros no Brasil

A montadora chinesa GWM (Great Wall Motor) confirmou a instalação de um novo complexo industrial no Brasil. O empreendimento será construído em Aracruz, no Espírito Santo, onde a empresa planeja investir R$ 4,6 bilhões em uma fábrica com previsão de iniciar as operações em 2029.

Para viabilizar o projeto, foi destinada uma área de 1,74 milhão de metros quadrados, localizada em Barra do Riacho, região estratégica próxima à rodovia ES-257 e a estruturas portuárias que devem facilitar a chegada de componentes e a exportação de veículos.

Montadora chinesa chega ao Brasil com mega fábrica e projeta 3,5 mil vagas de emprego | Jornal Correio

Complexo terá todas as etapas da produção

O terreno foi escolhido para abrigar uma fábrica completa, com espaço para futuras ampliações e instalação de empresas fornecedoras de autopeças e serviços.

O projeto prevê quatro etapas principais da fabricação dos veículos:

Estamparia, responsável pela conformação das chapas metálicas da carroceria;

Soldagem, etapa em que a estrutura do veículo será montada;

Pintura, destinada ao tratamento e acabamento das carrocerias;

Montagem final, quando serão instalados motor, bancos, vidros, rodas e demais componentes.

Produção pode chegar a 200 mil veículos por ano

Segundo o projeto apresentado pela montadora, a unidade terá capacidade para produzir até 200 mil veículos por ano quando estiver operando plenamente. A expectativa também é de um impacto significativo na geração de empregos. Durante a fase de construção, a previsão é criar entre 1.500 e 3.500 postos de trabalho, principalmente na construção civil. Após o início das operações, a estimativa é que o complexo gere até 10 mil empregos diretos e indiretos, considerando toda a cadeia produtiva.

Montadora chinesa ganha terreno público de 1,74 milhão de m² e planeja fábrica de R$ 4,6 bilhões no Brasil.

Projeto mira mercado brasileiro e exportações

Inicialmente, a produção será voltada ao mercado nacional. Em uma segunda etapa, a GWM pretende utilizar a fábrica como base para exportar veículos para países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai.

A localização de Aracruz foi considerada estratégica justamente pela combinação entre infraestrutura rodoviária, disponibilidade de área industrial e proximidade dos portos do Espírito Santo.

O que já está confirmado?

Embora o anúncio da fábrica e a definição da área já tenham sido oficializados, parte do cronograma ainda depende de etapas técnicas e administrativas.

Entre os próximos passos estão a obtenção das licenças ambientais, estudos do solo, obras de terraplanagem, construção da planta industrial e instalação dos equipamentos.

Caso o cronograma seja cumprido, a expectativa da empresa é iniciar as atividades da nova fábrica em 2029.

Com informações do Portal A Tarde

Gasolina com 32% de etanol passa a valer hoje

Postos no MS tem 30 dias para adequar estoques, depois do período de transição a ANP vai autuar.

A alteração não vale para a gasolina premium, que permanece com 25% de etanol anidro.

A gasolina comum e a gasolina comum aditivada passam a ter 32% de etanol anidro a partir deste sábado, 1º de agosto, em Mato Grosso do Sul e nos demais estados brasileiros. Até então, o percentual obrigatório era de 30%.

A mudança foi estabelecida pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) e terá validade inicial de 180 dias. O período poderá ser prorrogado uma única vez por mais 180 dias. A nova composição é chamada de E32.

A alteração não vale para a gasolina premium, que permanece com 25% de etanol anidro.

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), as demais especificações da gasolina não foram modificadas. O RON (número de octano de pesquisa) continua em 94.

Prazo de transição: postos no Centro-Oeste tem 30 dias
Apesar de a nova mistura passar a valer neste sábado, distribuidoras e postos de Mato Grosso do Sul terão prazo para adaptar os estoques produzidos e adquiridos conforme a regra anterior.

Por estar na Região Centro-Oeste, o Estado seguirá o prazo de 15 dias para adequação das distribuidoras e de 30 dias para os postos revendedores.

Durante esse período, a ANP informou que não aplicará autuações ou medidas cautelares de interdição exclusivamente por causa do teor de etanol encontrado na gasolina.

Com isso, os consumidores de Mato Grosso do Sul ainda poderão encontrar temporariamente combustíveis com 30% de etanol nos postos, enquanto os estoques antigos são substituídos pela nova mistura.

Governo abre crédito para manter subsídios
Em paralelo, o governo abriu crédito de R$ 3,33 bilhões para manter subsídios a combustíveis, medida que visa assegurar a estabilidade de preços e o abastecimento nacional diante da nova política de mistura.

Adriane põe a Capital de novo entre as piores no desempenho fiscal

Enfim, Tribunal de Contas começa a apertar o cerco em torno da pior gestão das capitais brasileiras.

TCE-MS frisou que a venda “não se apresenta razoável, nem mesmo aceitável, pois a gestão municipal responde diretamente por esta Corte de Contas sobre as omissões e danos causados ao patrimônio público e à população”.

Vários levantamentos e dados oficiais atestam que Campo Grande (MS) está sofrendo a maior e mais destrutiva crise de competência em gestão de sua história.

Desde que se tornou município, há 127 anos, não se tem notícia de outro ciclo político administrativo tão desastrado e medíocre como este, liderado por Adriane Lopes (PP) desde abril de 2022.

Além de chefiar a gestão que é apontada por pesquisas como a pior de todas as capitais brasileiras, ela parece ter um estoque inesgotável de desmandos para infelicitar os campo-grandenses.

Esta semana a cidade foi sacudida por novos abalos que a prefeita protagonizou, dois deles sustentados por informações com lastro jurídico e institucional.

Campo Grande está entre os piores desempenhos fiscais de MS. (Fonte: Tesouro Nacional).

Um veio de fonte federal, o Tesouro Nacional, colocando Campo Grande de novo entre as piores situações fiscais de Mato Grosso do Sul em 2025. Os dados, divulgados pelo portal de notícias “MS em Brasília”, apontam que a capital sul-mato-grossense obteve a nota C na Capacidade de Pagamento (Capag). Foi o quarto pior desempenho entre os 79 municípios do Estado.

Com isso, a Prefeitura de Campo Grande ficou a menos de dois pontos percentuais do limite que caracteriza o chamado “desequilíbrio fiscal”. Segundo o Tesouro, a poupança corrente – um indicador que mede a relação entre receitas e despesas – atingiu 98,19%. Quanto mais próximo de 100%, menor é a capacidade do município de gerar recursos próprios para investimentos e honrar compromissos financeiros. Ou, em outra comparação, equivale a afirmar que a prefeitura não sabe como se aplica o dinheiro do contribuinte.

Promessa de modernização da frota de ônibus é antiga, Há seis anos um TAC – Termo de Ajuste de Conduta foi assinado, mas não foi totalmente cumporido.

Segundo abalo
A outra bordoada no lombo do governo Adrianista veio do Tribunal de Contas (TCE-MS). O conselheiro Waldir Neves fixou um prazo de 10 dias para a prefeita dar explicações sobre a venda do Consórcio Guaicurus e outros problemas envolvendo o sistema de transporte coletivo que até agora não foram solucionados. O consórcio está sob intervenção desde 16 de junho.

A intervenção do TCE era uma das providências mais reclamadas pela população, diante das denúncias e reclamações dirigidas à prefeita em vários ambientes sociais e políticos.

Por esta razão, além da questão da venda do consórcio, o conselheiro fez questão de pontuar que existem outras obrigações e responsabilidades não assumidas por Adriane Lopes. Em princípio, com a decisão, a Corte julgadora de contas fecha o cerco em torno de uma prefeita que ainda não se deu conta do que fazer.

Juiz puxa orelha de Adriane por enrolar mais de seis meses para resolver transporte coletivo - O Jacaré

Serviço precário
Há seis anos foi celebrado um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), para acompanhar a execução do contrato de concessão entre a prefeitura e o Consórcio Guaicurus.

Nesse período o município deixou de cumprir condições indispensáveis, submetendo os usuários a um serviço cada vez mais precarizado. Waldir Neves se mostrou preocupado com a condição imposta por Adriane para autorizar a venda do consórcio, sem dar detalhes minuciosos e objetivos, além de não informar a posição da empresa interessada na compra.

Ele classificou a situação do transporte coletivo urbano e a oferta de negociação do consórcio de “panorama catastrófico”. Salientou que a prefeitura concordou com o negócio sem exigir dos interessados uma garantia com prazos e possível penalização para regularizar os problemas existentes no serviço. E frisou que a venda “não se apresenta razoável, nem mesmo aceitável, pois a gestão municipal responde diretamente por esta Corte de Contas sobre as omissões e danos causados ao patrimônio público e à população”.

Waldir Neves acentuou: “A negligência da prefeitura vai desde a sua inação na execução direta de ações eficazes decorrente da falta de cuidados com os abrigos, perpassando pela desídia na exigência, ao longo dos anos, de cobrar da Concessionária solução para resolver os problemas corriqueiros na prestação.

Região pantaneira tem novo impulso com recursos garantidos por Nelsinho Trad

Senador já destinou R$ 28,5 milhões a Corumbá e luta pela duplicação da BR-262 no trecho entre a cidade e a ponte.

Senador Nelsinho Trad garante mais de R$ 28,5 milhões para Corumbá e reforça compromisso com o desenvolvimento da região pantaneira – Pérola News

“O meu compromisso não é apenas com Corumbá e Ladário, é com toda a região pantaneira, estratégica para o desenvolvimento nacional”. É o que afirmou o senador Nelsinho Trad (PSD), ao comentar o volume de recursos federais que já destinou para atender demandas corumbaenses: R$ 28,5 milhões. Para ele, pré-candidato à reeleição, esses investimentos fortalecem áreas estratégicas, como a saúde, a infraestrutura, o turismo e a preservação do patrimônio histórico.

Para o turismo e a cultura, ele viabilizou mais de R$ 2,5 milhões, com foco na reforma e revitalização do Museu de História do Pantanal. É um suporte essencial para preservar um dos patrimônios culturais mais importantes do Estado, fortalecendo a identidade local e incentivando a atividade turística.

Na área de infraestrutura urbana, emendas de bancada provisionaram R$ 16 milhões para a revitalização e urbanização da Orla Fluvial, um dos cartões-postais da Cidade Branca.

Segundo o senador, esta providência vai ampliar os espaços de convivência, fomentar o turismo e valorizar um dos espaços urbanos de maior tradição no município.

Para a pavimentação e drenagem no Bairro Guatós foram mais de R$ 3,8 milhões. “O recurso responde ao anseios dos corumbaenses, que sonham com uma expansão urbana estruturada dentro das dimensões espaciais da cidade e com os serviços básicos”.

“A modernização da BR-262 é fundamental para integrar as duas cidades e garantir maior segurança, competitividade e cidadania para quem vive e produz na região” (Senador Nelsinho).

Desafogo
Para desafogar o trânsito ao longo dos 70 km entre a entrada de Corumbá e Ladário e a ponte rodoviária sobre o Rio Paraguai, em Porto Morrinho, Nelsinho tem como prioridade a duplicação deste trecho da BR-262, uma das principais obras de infraestrutura para o desenvolvimento da região.

“A modernização da BR-262 é fundamental para integrar as duas cidades e garantir maior segurança, competitividade e cidadania para quem vive e produz na região”, assinalou.

A saúde pública tem atenção especial. O mandato destinou R$ 5,95 milhões para a rede municipal ampliar a capacidade de atendimento, melhorar a estrutura dos serviços de assistência à população.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Nelsinho liderou as negociações que viabilizaram o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Nas discussões sobre as medidas tarifárias internacionais, votou favoravelmente ao refinanciamento das dívidas dos produtores rurais, contribuiu para garantir segurança jurídica às propriedades localizadas na fronteira e defendeu políticas permanentes de prevenção e combate aos incêndios no Pantanal.

Papy acredita em tendência de melhoria no transporte coletivo da Capital 

Presidente da Câmara vê iniciativas dos vereadores nos ajustes que já começam a ser feitos no sistema.
Papy: mesmo no recesso Câmara acompanha o processo de intervenção no transporte.
Além da intervenção decretada pela Prefeitura Municipal, a troca de concessionárias, caso venha a ocorrer, pode ser outra medida que vá promover as tão aguardadas melhorias no serviço de transporte coletivo em Campo Grande. Esta vigorosa esperança vem sendo alimentada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Epaminondas Papy (PSDB), que mesmo durante o recesso vem acompanhando todas as providências em relação às mudanças decorrentes da intervenção.
Grupos empresariais de outros estados manifestaram interesse na aquisição do Consórcio Guaicurus, ou seja, querem assumir a concessão do serviço. As propostas podem ser apresentadas, mas o negócio depende de autorização da prefeitura.
A prefeita Adriane Lopes (PP) já avisou que só autoriza se quem comprar assumir compromissos indeclináveis, entre os quais a compra de novos ônibus, à instalação de ar-condicionado na frota e à reforma dos terminais de passageiros.
“Entendo que o transporte coletivo existe para quem depende de ônibus, de um transporte público. Cabe ao Poder Executivo e às concessionárias observarem estas condições”.(Papy)
“É exatamente o que a Câmara está propondo e defendendo desde o início desta legislatura. Há muita coisa a ser feita para dar aos usuários uma atenção qualificada: renovação de frota, ar-condicionado, elevador para cadeirantes, revitalização de terminais, cobertura nos pontos, enfim, maior conforto, mais linhas e agilidade”, enumerou Papy. “Entendo que o transporte coletivo existe para quem depende de ônibus, de um transporte público. Cabe ao Poder Executivo e às concessionárias observarem estas condições”.
Instaurada pela Câmara Municipal no início de 2025, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo consumiu meses de investigação, analisando documentos técnicos e mais de 50 horas de depoimentos. Em seu relatório final, a comissão concluiu que diversas cláusulas contratuais não estavam sendo cumpridas, exatamente estas descritas por Papy.
A CPI, presidida por Dr. Lívio, foi relatada por Ana Portela. Completaram o colegiado os vereadores Luiza Ribeiro, Junior Coringa e Maicon Nogueira.

Só agora a prefeita impõe condições para mudar concessão do transporte coletivo

Adriane passou três mandatos ignorando caos no transporte coletivo e agora quer mostrar serviço que nunca fez.
Prefeita Adriane Lopes, ao lado do secretário municipal de Fazenda, Ulisses Rocha, e da vice-prefeita Camila (Foto: Maya Severino).
Depois de atravessar mais de 9,6 anos no poder, sendo 5,4 de vice-prefeita e o restante (quatro anos e oito meses) como titular do cargo, só agora  Adriane Lopes (PP) parece estar descobrindo quais são os estragos causados por seu desgoverno.
Uma das evidências da tardia descoberta é a atrapalhada e dispersiva intervenção no transporte coletivo, trocando a substituindo a direção do grupo concessionário (Consórcio Guaicurus)por uma junta de interventores.
Ao lavar suas mãos, tentando fugir das obrigações institucionais e políticas que lhe competem, a prefeita talvez acreditasse que decretando a intervenção ficaria livre de qualquer tipo de culpa ou reclamação pelos percalços do transporte coletivo.
Assim, ela continuaria tentando fazer a população responsabilizar apenas o consórcio. Enganou-se. Além de não conseguir ir além da pose de inocente, Adriane fez da intervenção mais um dos vários tiros nos pés dados por sua gestão.
Sede da HP Mobilidade Ltda em Goiânia (GO). (Foto: Reprodução).
O disparo foi dado já nos primeiros dias da intervenção, quando começou a ser desenhada a oferta de compra do consórcio por um grupo de outro Estado, o Maas Administração e Participações Ltda, que por sinal tem simpatizantes bem instalados nos poderes políticos e com bases afetivas locais. Logo em seguida mais uma “novidade”, com a revelação de que o real interessado na aquisição seria o HP Mobilidade, de Goiânia.  Assim, estabeleceu-se uma ardilosa confusão.
O negócio avançaria rapidamente, pois o Consórcio Guaicurus – segundo os interventores – estaria afundado nas dívidas e com graves problemas estruturais que o impedem de cumprir o contrato de concessão a contento.
Ora, isto não é novidade e a prefeita já sabe disso desde os dias em que ela era a vice de Marquinhos Trad (de 2017 a 2022). Sabia disso desde então e não tomou uma providência sequer, ainda que fosse ao menos cobrando as empresas a que fizessem o que está determinado nas cláusulas contratuais.
Mulheres passam a ter prioridade para sentar ao lado de janelas nos ônibus de Campo Grande - Correio do Estado
Precocidade 
A negociação com a ‘Mass’ chamou atenção por um outro detalhe: a empresa foi criada em 16 de julho, apenas dois dias antes da assinatura do contrato de compra e venda, e registrada com capital social de R$ 10 mil para iniciar as suas atividades, oferecendo-se para um negócio próximo dos R$ 200 milhões.
No caso da HP Mobilidade, a venda, por depender da autorização da prefeita, vai melhorar as finanças dos atuais empresários do Consórcio Guaicurus. Entretanto, ninguém sabe o que será dos usuários, atirados à própria sorte por uma gestora que não quer gerir a cidade pela qual foi eleita.
Para botar banca, ela proclamou aos quatro ventos sua posição sobre a entrada da HP Mobilidade no município:  “Para entrar em Campo Grande, precisa fazer uma proposta de mudança ou não vai entrar. Se não tiver troca de ônibus, melhoria de serviço prestado e ar-condicionado, não vai entrar”. Esta posição ilustrada por bravatas ninguém havia ouvido desde quando ela se tornou prefeita.
Adriane Lopes: exigências tardias aprofundam o caos no transporte coletivo.
Ônibus circulando com prazo de validade vencido, insuficiência de ar condicionado e elevadores para cadeirantes, vácuos de linhas nos bairros e itinerários irregulares, pontos sem cobertura, ruas e terminais desassistidos e sem manutenção, tudo isso agravado pelo alto custo da passagem, atrasos e precariedade de espaço para os passageiros.
E a prefeita, que não viu nada disso ou simplesmente viu e ignorou, agora impõe condições que deveriam estar vigorando.

Intervenção de Adriane tem gastança e não resolve a crise do transporte coletivo

Em seis meses de contrato, prefeitura vai desembolsar R$ mais de R$ 700 mil só com interventores.

Adriane Lopes e os interventores: gasto sai de R$ 30 mil para R$ 120 mil/mês. (Foto: Madu Livramento)

Uma remuneração mensal de R$ 30 mil. Esta é a quantia a ser paga pela Prefeitura de Campo Grande a cada um dos quatro interventores que foram nomeados pela prefeito Adriane Lopes (PP) para gerir o transporte coletivo urbano. O contrato de intervenção prevê seis meses de duração.

Assim, em 180 dias, o Consórcio Guaicurus vai desembolsar nada menos que R$ 720 mil para pagar por um serviço que, por enquanto, não se sabe qual será o resultado.

A intervenção só foi decretada após vários anos de intensa pressão popular e política sobre a prefeita. Encurralada, ela decretou uma decisão de desfecho imprevisível e interveio no consórcio. Os cálculos sobre este gasto ficariam ocultos pela prefeita, mas o próprio consórcio levantou os documentos, checou valores e denunciou Adriane por aumentar em 300% a remuneração por este serviço.

O Consórcio Guaicurus salientou em nota oficial que a prefeitura criou uma despesa quatro vezes maior para a realização de um mesmo trabalho. “Esta conta vai custar R$ 120 mil por mês a um sistema que já está em crise financeira”.

É que antes da intervenção havia apenas um representantes do consórcio à frente da gestão do sistema, ganhando R$ 30 mil/mês. Após a intervenção, quatro pessoas foram nomeadas.

O Consórcio Guaicurus salientou em nota oficial que a prefeitura criou uma despesa quatro vezes maior para a realização de um mesmo trabalho. “Esta conta vai custar R$ 120 mil por mês a um sistema que já está em crise financeira”, anotou o grupo empresarial.

“O Sistema de Transporte Público de Campo Grande – que já está sem condições de investimento, conforme alertado diversas vezes – terá um custo de R$ 720 mil com a comissão. Esse montante equivale a quase 150 mil passagens de ônibus pagas pelos passageiros locais”, acrescentou.

Cadê os remédios
Não bastasse a tosca barbeiragem na condução do serviço de transporte coletivo urbano, a prefeita continua dirigindo a saúde pública na base da trombada.

Nem os problemas mais elementares ela resolve, como denunciaram moradores da região da Vila Popular e pacientes da Unidade de Saúde da Família Dr. Vespasiano Barbosa Martins.

Na quarta-feira (15/07), eles realizaram um ato de protesto porque ficaram sem remédio na farmácia da unidade, em virtude da falta de um servidor no local de trabalho.

Deu até polícia no local para monitorar a manifestação. Informou-se que a farmácia não funciona desde o dia 1º deste mês, prejudicando cerca de seis mil pessoas que precisam de medicamentos fornecidos pelo SUS gratuitamente.

Até o coordenador do Conselho de Saúde do bairro, o professor Genilson Roberto Flores, informou que o problema se arrasta e o pedido para a contratação de três servidores até agora não obteve resposta da prefeitura.

Consórcio Guaicurus recorre ao TJMS para anular intervenção no transporte

Empresa alega ilegalidades, contesta classificação da ação popular como “estrutural” e pede suspensão de decisões que permitiram bloqueio de contas e atuação de interventores.

Consórcio Guaicurus divulga mudanças em linhas de ônibus - Capital - Campo Grande News

Ação no Tribunal

O Consórcio Guaicurus apresentou um agravo de instrumento ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para tentar anular decisões relacionadas à ação popular que serviu de base para a intervenção no transporte coletivo de Campo Grande.

O recurso, distribuído nesta terça-feira (14/07) à 5ª Câmara Cível sob relatoria do desembargador Vilson Bertelli, tem valor atribuído de R$ 46 milhões.

Contestação das decisões de primeira instância

No recurso, os advogados do Consórcio, Renato Pavan e Edinilson Ferreira da Silva, questionam ao menos duas decisões proferidas pela 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

A primeira determinou, em caráter sigiloso, o bloqueio das contas bancárias do Consórcio antes mesmo da decretação da intervenção administrativa. A segunda revogou esse bloqueio e qualificou a ação popular como processo estrutural, com objetivo de acompanhar a intervenção da Prefeitura e de colaborar na reformulação do sistema de transporte coletivo.

Argumentos da defesa

A defesa sustenta que a ação popular proposta por Lucas Gabriel de Sousa Queiroz Batista extrapola os limites legais desse instrumento processual.

Segundo o recurso, pedidos presentes na ação — como realização de auditoria independente, imposição de obrigações ao Município, readequação do contrato de concessão e eventual declaração de caducidade do serviço — “desbordam, em sua quase totalidade, dos limites objetivos” previstos na Constituição e na Lei nº 4.717/1965. Com base nessa tese, a defesa pede a extinção da ação popular sem julgamento do mérito.

Perda de objeto após intervenção administrativa

Os advogados argumentam também que, depois que a Prefeitura decretou administrativamente a intervenção no Consórcio Guaicurus, o principal pedido da ação popular teria perdido o objeto. “A intervenção (…) sobreveio pela via administrativa própria, mediante ato editado pelo Chefe do Poder Executivo Municipal, e não como efeito ou cumprimento de qualquer comando judicial”, afirmam os autores do recurso.

Nulidade do bloqueio e falta de publicidade

O Consórcio aponta ainda nulidades processuais. Alega que a ordem de bloqueio das contas foi proferida sem fundamentação adequada e não foi regularmente publicada, fato que teria impedido o exercício do contraditório e da ampla defesa.  Essa ausência de publicidade e justificativa técnica é apresentada como razão para anular a decisão que determinou o bloqueio.

Sede do Consórcio Guaicurus em Campo Grande (MS).

Contestações à qualificação “estrutural”

Os advogados questionam a alteração de curso do processo para qualificá-lo como estrutural, afirmando que as partes não foram previamente ouvidas antes da mudança.  No agravo, a defesa fala em “verdadeira decisão surpresa” ao reconhecer o caráter estrutural da ação sem audiência prévia, o que, segundo eles, violaria garantias processuais.

Limites à atuação dos magistrados sobre finanças da intervenção

O Consórcio afirma que o Judiciário extrapolou sua competência ao autorizar interventores a movimentarem recursos financeiros das empresas.  A defesa sustenta que a legislação municipal prevê regras próprias para a administração financeira durante a intervenção e que a autorização judicial ultrapassou tais limites legais.

Próximos passos

Cabe agora ao desembargador Vilson Bertelli analisar o pedido. Caso reconheça urgência, ele pode conceder monocraticamente efeito suspensivo às decisões impugnadas antes do julgamento pela 5ª Câmara Cível. Se não houver decisão monocrática, o recurso seguirá para apreciação colegiada.