Prefeita acumula fracassos em 9,5 anos tendo nas mãos a caneta política mais poderosa de Campo Grande.

Praticamente todos os serviços sob cuidados obrigatórios da Prefeitura de Campo Grande ou não funcionam ou são prestados precariamente, como nos casos da saúde, dos transportes e da manutenção urbana.
A situação fica ainda mais deplorável com os impactos da desastrosa gestão financeira e do desprezo absoluto às leis de transparência, pois uma densa cortina de mistério vem cobrindo saques e repasses públicos sem divulgação detalhada nos meios oficiais de informação à sociedade.
Este é o cenário que evidencia incompetência gerencial e política da prefeita Adriane Lopes (PP). Ela está no poder deste 2017, quando era vice de Marquinhos Trad e assumiu a titularidade em abril de 2022. E durante estes nove anos e meio não conseguiu assumir suas obrigações ou dar solução para os problemas mais simples, como a falta de remédios básicos (a Dipirona, por exemplo) na rede pública, as deficiências do transporte coletivo e os serviços de manutenção das ruas e logradouros.

A falta de cuidados com a cidade é tão brutal que explica o fracasso de Adriane na luta que vem travando contra os buracos, o lixo e a desorganização nos serviços em toda sua era de poder.
Em comparação com Marquinhos, ela gastou três vezes mais com manutenção das vias públicas e mesmo assim não impediu a proliferação de buracos. O Portal da Transparência divulgou dados demonstrando que o investimento médio nas operações tapa-buracos saltou de R$ 13,5 milhões para R$ 46,3 milhões, um aumento de 242%.
Serviços afetados
Por causa das irregularidades na pavimentação, cresceu o número de acidentes, com registro de pessoas mortas e feridas, danos materiais e outros prejuízos, inclusive em equipamentos públicos.
Vários serviços de primeira necessidade estão afetados, entre os quais o atendimento médico de urgência, o transporte coletivo, as mudanças e as entregas em domicílio. E não seria a falta de dinheiro a causa.
Até uma operação especial, a “Buracos Sem Fim”, foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual para apurar o uso e a destinação do dinheiro que estava voltado para os reparos na pavimentação.
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Informou-se que de 2018 a 2025 a prefeitura desembolsou R$ 239,6 milhões para pagar três empresas de tapa buracos: Construtora Rial, RR Barros e Arnaldo Santiago.
Na gestão de Marquinhos, de 2018 a 2021, o total gasto foi de R$ 54,1 milhões. Em 2026, os contratos continuam ativos e em execução.
Adriane acabou de lançar mais um “pacote”, chamado Vira CG”, com R$ 280 milhões para drenagem, asfalto, recapeamento e ciclovias para 29 bairros.
Ela já havia obtido verbas que até agora não mostraram o anunciado desempenho, como os R$ 37 milhões para manutenção com recapeamento contínuo e os R$ 100 milhões de emendas federais de deputados e senadores, para pavimentação e drenagem de vias urbanas.
E os buracos estão aí, como a sorrir diante dos derrotados campo-grandenses

Pior gestão
Não por acaso ou obra do destino Adriane faz história, mas não como a primeira mulher eleita para governar a cidade, e sim por ostentar vergonhosa liderança nos rankings que apontam os piores gestores, gestoras e gestões dos municípios brasileiros.
Uma das pesquisas, feita pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência e divulgada em 2026, constatou: apenas 7% dos entrevistados aprovam seu governo, enquanto 90% o desaprovam e 80% o classificam como ruim ou péssimo.
Com sua rejeição entre as pontuações mais altas, a prefeita ainda faz o pior piorar. Responsável pela infestação de buracos nas ruas do centro e dos bairros, ela sequer se dá conta que é uma das principais causas da tragédia que se chama transporte coletivo na Capital.
A maioria dos danos que os ônibus sofrem é por causa do estado caótico das ruas – e nem assim a prefeita deixou de cometer mais uma desfeita histórica, ao decretar intervenção no Consórcio Guaicurus, lavar as mãos de suas obrigações e esconder-se no aconchegante abrigo dos bajuladores e afins das folhas secretas.








