Enfim, Tribunal de Contas começa a apertar o cerco em torno da pior gestão das capitais brasileiras.

Vários levantamentos e dados oficiais atestam que Campo Grande (MS) está sofrendo a maior e mais destrutiva crise de competência em gestão de sua história.
Desde que se tornou município, há 127 anos, não se tem notícia de outro ciclo político administrativo tão desastrado e medíocre como este, liderado por Adriane Lopes (PP) desde abril de 2022.
Além de chefiar a gestão que é apontada por pesquisas como a pior de todas as capitais brasileiras, ela parece ter um estoque inesgotável de desmandos para infelicitar os campo-grandenses.
Esta semana a cidade foi sacudida por novos abalos que a prefeita protagonizou, dois deles sustentados por informações com lastro jurídico e institucional.

Um veio de fonte federal, o Tesouro Nacional, colocando Campo Grande de novo entre as piores situações fiscais de Mato Grosso do Sul em 2025. Os dados, divulgados pelo portal de notícias “MS em Brasília”, apontam que a capital sul-mato-grossense obteve a nota C na Capacidade de Pagamento (Capag). Foi o quarto pior desempenho entre os 79 municípios do Estado.
Com isso, a Prefeitura de Campo Grande ficou a menos de dois pontos percentuais do limite que caracteriza o chamado “desequilíbrio fiscal”. Segundo o Tesouro, a poupança corrente – um indicador que mede a relação entre receitas e despesas – atingiu 98,19%. Quanto mais próximo de 100%, menor é a capacidade do município de gerar recursos próprios para investimentos e honrar compromissos financeiros. Ou, em outra comparação, equivale a afirmar que a prefeitura não sabe como se aplica o dinheiro do contribuinte.

Segundo abalo
A outra bordoada no lombo do governo Adrianista veio do Tribunal de Contas (TCE-MS). O conselheiro Waldir Neves fixou um prazo de 10 dias para a prefeita dar explicações sobre a venda do Consórcio Guaicurus e outros problemas envolvendo o sistema de transporte coletivo que até agora não foram solucionados. O consórcio está sob intervenção desde 16 de junho.
A intervenção do TCE era uma das providências mais reclamadas pela população, diante das denúncias e reclamações dirigidas à prefeita em vários ambientes sociais e políticos.
Por esta razão, além da questão da venda do consórcio, o conselheiro fez questão de pontuar que existem outras obrigações e responsabilidades não assumidas por Adriane Lopes. Em princípio, com a decisão, a Corte julgadora de contas fecha o cerco em torno de uma prefeita que ainda não se deu conta do que fazer.

Serviço precário
Há seis anos foi celebrado um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), para acompanhar a execução do contrato de concessão entre a prefeitura e o Consórcio Guaicurus.
Nesse período o município deixou de cumprir condições indispensáveis, submetendo os usuários a um serviço cada vez mais precarizado. Waldir Neves se mostrou preocupado com a condição imposta por Adriane para autorizar a venda do consórcio, sem dar detalhes minuciosos e objetivos, além de não informar a posição da empresa interessada na compra.
Ele classificou a situação do transporte coletivo urbano e a oferta de negociação do consórcio de “panorama catastrófico”. Salientou que a prefeitura concordou com o negócio sem exigir dos interessados uma garantia com prazos e possível penalização para regularizar os problemas existentes no serviço. E frisou que a venda “não se apresenta razoável, nem mesmo aceitável, pois a gestão municipal responde diretamente por esta Corte de Contas sobre as omissões e danos causados ao patrimônio público e à população”.
Waldir Neves acentuou: “A negligência da prefeitura vai desde a sua inação na execução direta de ações eficazes decorrente da falta de cuidados com os abrigos, perpassando pela desídia na exigência, ao longo dos anos, de cobrar da Concessionária solução para resolver os problemas corriqueiros na prestação.






