O serviço deve durar 240 dias consecutivos, mas o prazo começa a contar a partir da data de assinatura do documento
O Governo do Estado vai investir R$ 27,7 milhões na recuperação de mais um trecho da MS-157, no município de Itaporã. Nesta quinta-feira (27), a Agesul (Agência de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) publicou no Diário Oficial contrato com a empresa Engepar para a melhoria na rodovia.
Recuperação da MS-157 (Foto: Divulgação)
Os serviços devem durar 240 dias consecutivos, mas o prazo começa a contar a partir da data de assinatura do documento que autoriza o início da obra.
Conforme o contrato, a restauração do pavimento, com melhoramento e adequação da capacidade de tráfego, segurança e drenagem da MS–157 será executada da ponte sobre o Rio Carumbé até o início do trecho urbano de Itaporã. Este é o lote 2 da obra, que tem extensão de 21,50 quilômetros.
O lote 1 está em execução desde julho de 2022 pela empresa LCM Construções e recebe R$ 75,6 milhões de investimento do Estado. São 42,32 quilômetros da rodovia em restauração, da BR-267 até início do trecho urbano do distrito de Carumbé, na divisa de Itaporã com Maracaju. O prazo para conclusão é janeiro de 2024.
O pagamento referente a abril vai injetar R$ 559.284.971 na economia do Estado
Já no próximo sábado (29) os mais de 85 mil servidores públicos estaduais, entre ativos efetivos e comissionados, inativos, aposentados e pensionistas, terão disponível em suas contas o salário referente ao mês de abril.
Para o governador Eduardo Riedel, a antecipação é um reconhecimento da importância dos servidores
Legalmente, o pagamento pode ser realizado até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado, contudo o depósito deste mês foi antecipado para antes do feriado prolongado do Dia do Trabalhador – comemorado dia 1º de maio, segunda-feira.
Para o governador Eduardo Riedel, a antecipação é um reconhecimento da importância dos servidores. “O pagamento dos salários no começo do mês é prioridade, mas em comemoração aos trabalhadores, antecipamos esse depósito para que antes do dia 1º esse dinheiro esteja na conta dos servidores. É uma forma do governo reconhecer a importância daqueles que dedicam sua vida ao serviço público, com a missão de atender a sociedade e servir o interesse coletivo”, disse.
O Governo de Mato Grosso do Sul fará o depósito nas contas dos servidores e demais que têm tal direito já na sexta-feira (28), garantindo assim que o pagamento esteja disponível na data seguinte para saque ou transações virtuais para os correntistas do Banco do Brasil.
Segundo as informações da SAD (Secretaria de Estado de Administração), o pagamento mensal injeta mais de meio bilhão de reais na economia sul-mato-grossense, de maneira direta. No caso dos vencimentos referentes à abril, são R$ 559.284.971.
O modelo de governança implementado pelo Governo de Mato Grosso do Sul para a realização de ações de prevenção e combate aos incêndios florestais é um exemplo para o Brasil, afirmou o pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Alberto Setzer, em sua apresentação no Seminário sobre Prevenção de Incêndios Florestais em Mato Grosso do Sul, realizado no auditório do Bioparque Pantanal, nesta terça-feira (25).
O evento foi promovido pela Semadesc (em parceria com Reflore “Foto Mairinco Pauda”
O evento foi promovido pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) em parceria com Reflore, CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e Famasul. O Seminário marcou o lançamento das ações conjuntas do Governo do Estado e setor privado, com o lançamento das campanhas “Fogo, mude os hábitos para a vida continuar”, da administração estadual, e da 11ª edição do “Fogo Zero”, iniciativa da Reflore.
“Hoje, o Governo do Estado, em conjunto com a Reflore, lançou o programa Fogo Zero do Mato Grosso do Sul. Uma campanha importante na prevenção dos incêndios florestais. E é bom lembrar que Mato Grosso do Sul caminhou muito no combate ao incêndio. Basta verificar os dados ano passado onde Mato Grosso do Sul transformou numa ilha no Brasil em relação à prevenção e ao combate de incêndios, com o menor nível de incêndios florestais em relação ao ano anterior e também em relação aos outros estados brasileiros”, afirmou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
As campanhas do Governo do Estado e da Reflore englobam disseminação massiva de peças publicitárias com ênfase na prevenção, por meio dos órgãos de imprensas, redes digitais e estruturas dos órgãos parceiros. “O primeiro alerta que a gente quer fazer é exatamente uma campanha de prevenção, mas é uma campanha que nós chamamos de operativa, nós temos ações voltadas para isso, coordenadas pelo Comitê do Fogo, que é nossa instância maior de governança. Não são somente ações de conscientização, mas de atuação efetiva, em conjunto com o setor produtivo e o governo federal”, acrescentou o titular da Semadesc.
O Comitê do Fogo (Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) é coordenado pela Semadesc e promove a discussão, gestão, coordenação, monitoramento, avaliação, prevenção e combate aos incêndios florestais no Estado de Mato Grosso do Sul e a proposição de normas. O Comitê é composto pela Semadesc, Imasul, Ibama, Dnit, Agesul, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar Ambiental, Embrapa (representando instituições de pesquisas e ensino), WWF-Brasil e SOS Pantanal (Representando Organizações Não Governamentais), Famasul, Reflore, Biosul e Ministério Público Estadual.
“O importante nesse momento é que os nossos produtores rurais continuem avançando nas ações de prevenção, fazendo seus aceiros, pois não é porque está chovendo que nós não vamos ter a incêndios florestais no Estado neste ano no período de seca. Além disso, teremos campanha nas escolas, campanha junto ao produtor rural, campanha junto a todas as entidades, seja a Reflore, a Famasul, o setor industrial, a Biosul, para que a gente neste ano consiga tornar Mato Grosso do Sul um estado que consegue prevenir e consegue combater os seus incêndios”, finalizou Jaime Verruck.
Participaram do seminário, Frederico Borges Stella, representando o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni; o presidente e o diretor da Reflore, Luís Calvo Ramires Júnior e Dito Mário; o comandante geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, coronel Frederico Reis Pouso Salas; a superintendente interina do Ibama-MS, Joanice Lube Batilani e o promotor de Justiça do Núcleo Ambiental de Mato Grosso do Sul, Luciano Furtado Loubet, do MP-MS.
Mato Grosso do Sul modelo para o país
Em sua apresentação no Seminário realizado pela Semadesc, o pesquisador Alberto Setzer, do INPE, falou sobre o Programa Queimadas do INPE-MCTI, que apoia os Estados com dados e produtos, em tempo quase-real para a implementação de políticas locais/regionais para o controle, redução e gestão do uso ilegal e descontrolado do fogo na vegetação. “Nesse contexto, Mato Grosso do Sul evoluiu de maneira exemplar no uso de dados e produtos, sendo um dos melhores exemplos no país”, afirmou Alberto na apresentação.
De acordo com os dados apresentados pelo pesquisador do INPE, de 1º de janeiro a 24 de abril de 2023 houve uma redução de 36% no número de focos de incêndios registrados em todo o Estado de Mato Grosso do Sul em relação ao mesmo período de 2022 (caiu de 551 no ano passado para 351 neste ano). Somente no bioma Pantanal, de 1º de janeiro a 23 de abril de 2023 foram 55 focos registrados, número 73% inferior ao verificado no ano passado. Em 2020, neste mesmo período foram 1548 detecções, quase 30 vezes menos ocorrências.
Setzer reforçou que estiagens extremas, como a de 2019-2020 sempre ocorreram e vão ocorrer com maior frequência e, com elas, os incêndios florestais. Ele acrescenta que o uso das novas tecnologias sempre vai trazer mais avanços, mas também é importante ações de educação ambiental, fiscalização/punição, alternativas técnicas, incentivos fiscais atuação dos setores governamental, privado e das ongs.
“A solução está na governança adequada, no que Mato Grosso do Sul é o exemplo a ser seguido. Hoje nós temos aqui em Mato Grosso do Sul, instituições e organizações trabalhando justamente com a questão do fogo, no sentido de estudar e minimizar o seu uso. A gente percebe várias instituições envolvidas com o apoio do Governo do Estado nos mais altos níveis, criando legislação, decreto e implementando essas leis, esses decretos. E essa é a governança e a gente vê que isso está tendo um efeito”, afirmou Alberto Setzer.
A reunião também tratou de convênios com a Itaipu Bi-Nacional e o Prosolo
O Governo do Estado garantiu, nesta terça-feira (25), mais R$ 150 mil para os municípios que compõem a região do CONISUL-Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios da Região Sul. São 14 prefeituras que vão receber este recurso, além de um caminhão prancha, que serve para transportar maquinários.
A informação foi repassada pelo secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, na reunião com prefeitos da região Sul (Foto Divulgação)
A reunião extraordinária com os gestores e representantes dos municípios contou com a participação do secretário de Estado da Casa Civil, Eduardo Rocha, que ouviu as demandas dos prefeitos. “A temática municipalista, que rege a gestão estadual, busca no diálogo com as prefeituras a promoção de benfeitorias e investimentos para os 79 municípios sul-mato-grossenses. Essa é a palavra de ordem do governador Eduardo Riedel”, disse o secretário.
O prefeito de Sete Quedas, Chico Piroli, que preside o grupo, disse que a presença do secretário confirma a forma como o Estado enxerga os municípios. Para ele, a abertura com a gestão estadual tem garantido o desenvolvimento de toda a região. “Ficamos satisfeitos com a presença do secretário Eduardo Rocha, que é uma pessoa de bom trato e entende as nossas demandas”, completou.
Além do anúncio do convênio de R$ 150 mil com o Governo do Estado, a reunião também tratou de convênios com a Itaipu Bi-Nacional e o Prosolo.
Conisul
O consórcio é composto por 14 municípios:Amambai, Aral Moreira, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Tacuru e Sete Queda. Acompanharam o secretário Eduardo Rocha o secretário executivo do interior da Casa Civil, Tuta e o assessor especial do gabinete da Casa Civil, Dorival Betini.
Iniciado em janeiro deste ano, o Censo Previdenciário 2023 é obrigatório para o funcionalismo estadual, cuja finalidade é, entre outras, atualizar e consolidar as informações de todos os servidores do Estado. O encerramento será na sexta-feira, 28 de abril.
O procedimento que pode ser feito na modalidade de autocadastramento on-line (Foto:Ageprev)
Até o momento somente 70,8 % dos funcionários (48.200 servidores) participaram do recenseamento, faltam 10. 217 servidores ativos. O procedimento que pode ser feito na modalidade de autocadastramento on-line por meio do site www.censo.ms.gov.br.
Outra possibilidade é a forma presencial, para a qual é necessário agendamento, que pode ser feita nos polos de atendimentos disponibilizados nos municípios Três Lagoas, Coxim, Jardim, Corumbá, Dourados, Ponta Porã, Naviraí e Nova Andradina. Para o segurado que possui mais de um vínculo é necessário apenas um recenseamento, permanecendo o vínculo de servidor ativo.
Já aqueles que cumprem pena de prisão ou detenção, há a obrigação de apresentar atestado ou declaração de permanência carcerária expedido pela instituição prisional, com entrega postal com AR (aviso de recebimento).
A não realização do recadastramento dentro do prazo estabelecido, acarretará algumas consequências ao servidor, tais como a suspensão do pagamento da remuneração, proventos ou pensão até que a situação se regularize, podendo haver o cancelamento do benefício.
Àqueles que, porventura permanecerem com dúvidas, a Ageprev (Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul) mantém suporte de atendimento via e-mail (censo@ageprev.ms.gov.br), por WhatsApp (67) 99630-7481 ou teleatendimento no telefone (67) 4042-1007.
A atualização das informações é obrigatória para servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Policia Militar e Corpo de Bombeiros.
O Governo Estadual enviou, para a Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o projeto de lei que busca a revisão geral anual da remuneração dos servidores e dos empregados públicos estaduais. O índice proposto é de 5% e visa à recomposição da perda inflacionária.
O governador Eduardo Riedel frisa que esse índice de revisão salarial “não se estende aos servidores públicos estaduais ocupantes dos cargos de professor, especialista em educação, professor-leigo e professor do quadro suplementar, ativos e inativos com paridade, e a seus respectivos pensionistas”.
Caso aprovada, a proposta vigora a partir de 1º de maio para os servidores (Foto: Álvaro Rezende)
Ele justifica que o reajuste destes profissionais está é previsto na Lei Federal 11.738/2008, que regulamenta o piso salarial profissional nacional da categoria.
Caso aprovada, a proposta passa a vigorar a partir de 1º de maio para os servidores do Poder Executivo Estadual, nas datas-bases estabelecidas nas legislações específicas para os integrantes da Defensoria-Pública, do Tribunal de Contas, do Ministério Público de Contas, da Assembleia Legislativa, do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado.
O projeto deve ser apresentado na sessão plenária desta terça-feira (25). Depois, segue para análise da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) e, caso receba parecer favorável, continua tramitando na Casa de Leis.
Moradores que vivem no bairro comemoram a obra de asfalto no dia em que a licitação foi lançada
Menos de três meses. Esse foi o período que o Governo do Estado levou para licitar e contratar a obra de pavimentação e drenagem em diversas ruas da Moreninha IV, em Campo Grande. O processo foi iniciado em 30 de janeiro e nesta segunda-feira, dia 24 de abril, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) publicou no Diário Oficial o contrato de R$ 1,2 milhão com a empresa Equipe Engenharia para levar asfalto ao bairro.
Pavimentação é mais uma ação de melhoria para os bairros que formam as Moreninhas (Foto: Chico Ribeiro)
Conforme o projeto, passarão por obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais as ruas João Adolfo Cintra, Cândida Menezes Cintra, Antônio Pires de Oliveira e Clotilde Chaia, no trecho entre as ruas Copaíba e Ivo Osman Miranda. Outra via que será pavimentada é a Rua Elias Saad, entre a Antônio Pires de Oliveira e a Clotilde Chaia.
Moradores que vivem no bairro comemoram a obra de asfalto no dia em que a licitação foi lançada. Eles disseram que assim vão fugir do barro e da poeira e ainda vão ter suas residências valorizadas. Um sonho antigo que vai se tornar realidade.
Após a publicação do contrato, o Governo do Estado precisa liberar a Ordem de Início dos Serviços (OIS) para a obra começar. O documento deve ser assinado nos próximos dias e o prazo contratual para duração do empreendimento é de 180 dias consecutivos. Detalhes do contrato podem ser conferidos a partir da página 94 do Diário Oficial. Clique aqui para ler.
Moreninhas em desenvolvimento
A pavimentação de ruas da Moreninha IV é mais uma ação de melhoria para o conjunto de bairros que formam as Moreninhas, na área Sul de Campo Grande. O Governo do Estado já executa no local a obra do novo acesso à região, que está dividida em duas partes. A primeira, já em execução, passa pela revitalização da Avenida Alto da Serra, que recebe R$ 41,3 milhões de investimentos.
Já a segunda parte da obra, que vai ligar o final da Avenida Alto da Serra à Rua Salomão Abdala, criando conexão com as avenidas Guaicurus e Rita Vieira de Andrade, está em fase de projetos e desapropriações. A expectativa é aplicar R$ 32 milhões nesta fase da obra.
“É um conjunto de investimentos que melhora a qualidade de vida das pessoas que vivem nas Moreninhas. As obras dão mais segurança e mobilidade para todos que passam pelo bairro”, destaca o secretário Hélio Peluffo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).
Projeto deve ser assinado e levado à Assembleia Legislativa no dia 2 de maio
Visando solucionar um problema antigo de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado elabora um Projeto de Lei para subsidiar o upgrade de CNHs dos tipos C e D para D e E, respectivamente, para que os motoristas de caminhão estejam aptos a conduzir grandes veículos nas rodovias, suprindo o déficit de mão de obra no setor estadual de transportes.
“A deficiência no mercado de trabalho está sendo identificada em várias categorias. Nós vamos entrar com uma política pública junto com as entidades representativas do setor, para que a ação aconteça em uma escala maior”, afirmou o governador, Eduardo Riedel.
De início, serão disponibilizadas 1.000 vagas, e o “voucher” para realizar essa mudança na CNH
Jaime Verruck, titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), explica que os motoristas de caminhão só podem atuar no transporte se possuírem carteira D ou E.
O “upgrade” dessas carteiras custa aproximadamente R$ 6 mil, o que faz com que motoristas desistam de avançar à próxima categoria.
“Hoje no Estado temos 500 motoristas parados. O motorista de caminhão só pode dirigir se ele é D ou E. O motorista de grandes caminhões, só pode com E. O motorista da D, vai para E, e quem está na C para E. Fizemos isso com o sindicato dos trabalhadores e dos transportadores”, afirmou.
De início, serão disponibilizadas 1.000 vagas, e o “voucher” para realizar essa mudança na CNH deverá ser concedido de acordo com a demanda. O projeto deve ser assinado e levado à Assembleia Legislativa no dia 2 de maio.
“Vamos mandar um projeto de lei que não vai cobrar para quem tiver no programa. Com esse voucher, ele recebe, entra no sistema, faz o curso e apresenta no Detran. São pessoas que imediatamente entram no mercado de trabalho”, ressaltou.
Segundo o estudo realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas de MS (Sindicargas) em parceria com a categoria, hoje, mais de cinco mil trabalhadores compõem o grupo estagnado nas categorias “C” e “D”, com salários em torno de R$ 2,5 a R$ 3 mil.
Um motorista com categoria “E” ganha em média R$ 8 mil, com trabalhadores que tiram até R$ 17 mil e outros que batem apenas R$ 3,5 mil no mês.
Para avançar para essa última categoria de habilitação, estima-se que o trabalhador hoje – além de participar do curso de 30 dias para a progressão – precise desembolsar pelo menos R$ 4,2 mil no processo.
Dorival Oliveira, Diretor de Administração do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado de Mato Grosso do Sul (Setlog), destaca que os motoristas preferem continuar trabalhando na cidade, por um salário menor, do que investir no upgrade da CNH.
“Muito motorista prefere ficar ganhando menos na cidade e, aliado ao alto custo da CNH, a pessoa acaba desistindo”, pontua.
Dorival cita que um dos principais problemas do setor é o envelhecimento dos profissionais que realizam a função de estradeiro de longas viagens.
“Não tem material de reposição. Hoje você é difícil pegar uma pessoa de 20 e poucos anos que quer ser motorista de caminhão. É uma profissão que parece que perdeu o atrativo, mesmo pagando salários bons a nível de mercado”, expõe Dorival.
Para o diretor da Setlog, a medida será um ótimo incentivo para trazer novos profissionais para o mercado.
“A gente precisa tomar uma posição, porque, continuando dessa forma, vamos chegar daqui a dois ou três anos e não vai mais existir motorista estradeiro”, concluiu.
Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, no fim de março, Mato Grosso do Sul estava precsando de aproximadamente 3.000 trabalhadores para o setor em 2023. A falta de mão de obra faz com que empresas deixem parte de suas frotas estacionadas, sem profissionais qualificados para atuar.
Entenda as categorias da CNH Atualmente, motorista que tira sua primeira habilitação como condutor categoria B, leva cerca de três anos até chegar na E, com a possibilidade de dirigir as carretas e caminhões com reboques que fazem esse transporte de carga.
Essa progressão pode se dar de duas formas distintas, sendo uma delas a opção de subir de categoria a cada ano, já que é necessário o intervalo de 12 meses para progredir em ordem alfabética.
Entretanto, o motorista que visa a última das categorias, pode esperar por dois anos na “B” e pular direto para a “D”, sem passar pela classe intermediária (que permite digir caminhões não articulados, tratores e máquinas agrícolas).
Uma vez na D, basta esperar mais 12 meses até chegar na última categoria, sendo necessários:
Ter 21 anos completos Curso prático de 20 horas/aula Teste de direção veicular Estar aprovado nos exames de aptidão física e mental Além de não ter cometido infração gravíssima nos últimos 12 meses
Com uma nova unidade de produção de sêmen suíno no município de Campo Grande – investimento de R$ 50 milhões a ser realizado pela Agroceres PIC e que terá capacidade de atender 120 mil matrizes suínas/ano – a suinocultura sul-mato-grossense chega a um novo patamar em nível nacional e mundial, impulsionada pelos incentivos do Governo do Estado.
“Mato Grosso do Sul vai continuar executando ações sempre investindo no desenvolvimento das cadeias produtivas”, explicou o governador Eduardo Riedel, durante o 1° Encontro de Lideranças da Suinocultura realizado pela Asumas – Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores realizado na Expogrande.
Governador Eduardo Riedel participou do 1º Encontro de Lideranças da Suinocultura de MS (Foto-Saul-Schramm)
“É união das cooperativas e das empresas que está ajudando a transformar o cenário da suinocultura sul-mato-grossense”, complementou lembrando que hoje a suinocultura estadual é a sexta maior do País com mais de 100 mil matrizes suínas, e tem previsão de crescer 49% nos próximos anos.
Isso será possível aliando a tecnologia, a eficiência da produção e a sustentabilidade. Estes pilares foram destacados também hoje pelo governador durante a comemoração de aniversário de 30 anos da Asumas.
“Nesses 30 anos observamos a evolução da agropecuária em especial a suinocultura. E isso foi feito com trabalho, empreendedorismo e tecnologia presente no Estado”, disse Riedel.
Ele salientou que somente os programas de incentivos do Governo já garantiram mais de R$ 370 milhões nas cadeias produtivas seja pecuária, suinocultura, peixe e aves.
Já o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, ressaltou que Mato Grosso do Sul mudou de patamar de tecnologias. “Além do salto na produção de animais estamos evoluindo transformando dejetos em biometano em energia. Isso tudo com apoio do Governo por meio do Leitão Vida”.
“Essa será a primeira unidade produtora de sêmen suíno no Centro-Oeste e uma das maiores do país. É um empreendimento que completa todo o encadeamento produtivo da suinocultura em Mato Grosso do Sul, um conceito que o Governo do Estado vem trabalhando para realizar nos últimos anos. Nosso Estado já é referência nacional e mundial em aves, em genética bovina e, agora, entramos definitivamente no mapa da genética suína”, prosseguiu o secretário Jaime Verruck.
Assinaturas
A fim de promover o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à gestão e ao aproveitamento agronômico dos resíduos da produção de suínos, a Asumas (Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores), Embrapa Agropecuária Oeste, Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) assinaram uma carta de intenção, onde as entidades se comprometem a desenvolver iniciativas que minimizem potenciais impactos ambientais na produtividade da cadeia suinícola de Mato Grosso do Sul.
“Suinocultura é sustentabilidade, e o investimento em pesquisas e desenvolvimento é o caminho para quem quiser avançar. Dentro da Asumas estamos buscando incansavelmente promover ações que beneficiem a nossa produção de maneira responsável. Com essa nova parceria firmada, queremos avançar ainda mais. Essa é uma iniciativa que não tenho dúvidas que irá mudar nosso Estado de patamar”, comentou o presidente da Asumas, Milton Bigatão.
O 1º Encontro de Lideranças da Suinocultura foi realizado pela Asumas e reuniu autoridades do governo e de toda cadeia produtiva do Estado para discutir as principais questões do setor em Mato Grosso do Sul. Estiveram presentes o governador Eduardo Riedel, a senadora Tereza Cristina, o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, e o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, entre outras autoridades.
A Agroceres PIC já é parceira da Granja Rio Verde, unidade multiplicadora de matrizes suínas da Cooasgo (Cooperativa Agropecuária de São Gabriel do Oeste) no município de Rio Verde, onde já produz anualmente cerca de 40 mil matrizes de suínos.
O titular da Semadesc acrescenta que a escolha de Campo Grande para o investimento se deu por questões sanitárias. “Por isso, esse tipo de empreendimento tem de estar a uma certa distância dos núcleos produtores de suínos, o que coloca a Capital no circuito da genética suína no Estado. Estamos consolidando o projeto de expansão da suinocultura em nosso Estado. Seremos exportadores de genética suína, atendendo também o mercado brasileiro”, finalizou Jaime Verruck.
O Governo do Estado firmou quatro contratos que somam R$ 8,2 milhões para reformar o Hemocentro de Dourados e o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) de Campo Grande. Os contratos com as empresas que vão trabalhar nas melhorias dos prédios foram publicados na edição desta quinta-feira (20) do Diário Oficial do Estado.
O Hemocentro de Dourados passará por reforma geral, com reorganização do estacionamento, troca do telhado, mudança das instalações elétricas, modernização da climatização, pintura, substituição do gerador e layout novo. O investimento será de R$ 2,8 milhões.
Já o HRMS de Campo Grande passará por três obras de reforma. A primeira na fachada, que será recuperada e terá pintura nova, assim como os brises, as coberturas metálicas das entradas (marquises) e as esquadrias externas. Neste contrato, o investimento é de R$ 2,7 milhões.
A segunda obra será executada na Central de Material Esterilizado, com R$ 1,3 milhão. O setor passará por reforma geral, com troca dos sistemas de elétrica e hidráulica, além de uma modernização da climatização, substituição dos forros e pintura nova, deixando o espaço com um novo layout.
Por último, a terceira obra do HRMS será feita no setor de hemodiálise. Com R$ 1,2 milhão, o espaço terá ampliação do número de cadeiras de atendimento com reformas elétrica, hidráulica, dos forros e modernização da climatização, além da pintura, deixando o espaço com layout novo.
“Com essas obras, vamos melhorar as estruturas de saúde tanto para quem trabalha quanto para quem é atendido. Vamos oferecer as condições necessárias para que a saúde preste um atendimento cada vez melhor ao cidadão”, destaca o secretário Hélio Peluffo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).
As quatro obras de reforma foram contratadas pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), com interveniência da SES (Secretaria Estadual de Saúde) e serão pagas com recursos estaduais e federais, administrados pelo FESA (Fundo Especial de Saúde).
Com a publicação dos contratos, as obras serão iniciadas após assinatura das Ordens de Início dos Serviços (OISs) – que deve ocorrer nas próximas semanas. Prazos de duração e outros detalhes podem ser conferidos na página 50 do DOE-MS.