Governo vai investir R$ 8,2 milhões para reformar o Regional e Hemocentro de Dourados

O Governo do Estado firmou quatro contratos que somam R$ 8,2 milhões para reformar o Hemocentro de Dourados e o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) de Campo Grande. Os contratos com as empresas que vão trabalhar nas melhorias dos prédios foram publicados na edição desta quinta-feira (20) do Diário Oficial do Estado.

O Hemocentro de Dourados passará por reforma geral, com reorganização do estacionamento, troca do telhado, mudança das instalações elétricas, modernização da climatização, pintura, substituição do gerador e layout novo. O investimento será de R$ 2,8 milhões.

Já o HRMS de Campo Grande passará por três obras de reforma. A primeira na fachada, que será recuperada e terá pintura nova, assim como os brises, as coberturas metálicas das entradas (marquises) e as esquadrias externas. Neste contrato, o investimento é de R$ 2,7 milhões.

A segunda obra será executada na Central de Material Esterilizado, com R$ 1,3 milhão. O setor passará por reforma geral, com troca dos sistemas de elétrica e hidráulica, além de uma modernização da climatização, substituição dos forros e pintura nova, deixando o espaço com um novo layout.

Por último, a terceira obra do HRMS será feita no setor de hemodiálise. Com R$ 1,2 milhão, o espaço terá ampliação do número de cadeiras de atendimento com reformas elétrica, hidráulica, dos forros e modernização da climatização, além da pintura, deixando o espaço com layout novo.

“Com essas obras, vamos melhorar as estruturas de saúde tanto para quem trabalha quanto para quem é atendido. Vamos oferecer as condições necessárias para que a saúde preste um atendimento cada vez melhor ao cidadão”, destaca o secretário Hélio Peluffo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).

As quatro obras de reforma foram contratadas pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), com interveniência da SES (Secretaria Estadual de Saúde) e serão pagas com recursos estaduais e federais, administrados pelo FESA (Fundo Especial de Saúde).

Com a publicação dos contratos, as obras serão iniciadas após assinatura das Ordens de Início dos Serviços (OISs) – que deve ocorrer nas próximas semanas. Prazos de duração e outros detalhes podem ser conferidos na página 50 do DOE-MS.

Inscrições de seleção de médicos pediatras para o HRMS terminam na próxima quarta

As inscrições tiveram início no dia 28 de março com a abertura do período de envio de documentos para a avaliação curricular

A Funsau (Fundação Serviços de Saúde) recebe, até a próxima quarta-feira (5), as inscrições do Processo Seletivo Simplificado para a contratação de médicos pediatras que atuarão no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul).

As inscrições tiveram início no dia 28 de março com a abertura do período de envio de documentos para a avaliação curricular.  Ao todo são oferecidas 17 vagas para reforçar o atendimento, conforme destaca a diretora-presidente do HRMS, Marielle Alves Corrêa.

“Buscamos reforçar o quadro de profissionais no sentido de garantir o atendimento de qualidade aos nossos pacientes”, acrescentou.

Conforme o edital, os contratados deverão cumprir 12 horas semanais e o período de contratação será de até um ano, podendo ser prorrogado ou rescindido a qualquer tempo.

Clique aqui e confira mais informações sobre o edital – entre as páginas 96 e 104.

Hospital Regional ganha reforço na realização de exames com tecnologia inédita

O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) ganhou reforço na realização de exames do laboratório de Análises Clínicas com a instalação de mais um equipamento tecnológico, o VersaCell X3.

Conforme a bióloga Eliane Borges de Almeida, gerente e responsável técnica do laboratório, o novo equipamento integra, por meio da robótica, dois sistemas que já operavam no setor: o Dimension EXL200 e o Advia Centaur XPT.

Dretora-presidente do HRMS, Marielle Alves Correa Esgalha (Fotos Bruno Rezende)

“Esta tecnologia nos permitirá melhorar o fluxo de trabalho em nosso laboratório, independente de estarmos realizando testes de bioquímica ou imunoensaios, com a flexibilidade de conectar dois ou mais analisadores por meio de uma única interface”, disse a bióloga.

Na prática, o VersaCell X3 opera como um gerenciador de amostras que comporta 200 unidades por vez, um trabalho que antes era feito manualmente.

“Com este investimento ganhamos a possibilidade de gerenciar melhor nossas operações frente aos equipamentos que estarão conectados, além de rastrear resultados de pacientes e o desempenho do QC (controle de qualidade), consolidando a gestão de dados em um único local, direcionando o analista clínico para informações pertinentes”, emendou a responsável pelo setor.

Novo Equipamento do Hospital Regional

Com um fluxo intenso de realização de coletas de pacientes internados e ambulatoriais, só no primeiro bimestre deste ano, o laboratório realizou quase 50 mil exames, sendo 36 mil de bioquímica e, na visão da diretora-presidente do HRMS, dra. Marielle Alves Corrêa Esgalha, a chegada da nova tecnologia vai permitir maior agilidade e precisão na realização dos exames.

“Dentro do nosso laboratório a gente passa por uma inovação tecnológica, permitindo uma melhora em toda a qualidade e presteza em que a gente disponibiliza os resultados. Quem ganha com isso é a população”, destacou a diretora-presidente do HRMS.

O novo equipamento foi disponibilizado por meio de contrato de locação com a empresa Genética. De acordo com representantes da empresa, o HRMS é o único hospital público a operar com o VersaCell X3 em Mato Grosso do Sul.

MP investiga desvio de R$ 3,8 milhões em compras fraudadas por ex-servidor do Hospital Regional

Segundo a apuração do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o ex-coordenador de logística e suprimentos do Hospital Regional do estado desviou o montante por meio de fraudes nas compras de medicamentos e objetos hospitalares, como máscaras de proteção

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga um suposto esquema de desvio de R$ 3,8 milhões em compras de medicamentos e itens hospitalares, como máscaras de proteção do Hospital Regional de Campo Grande (HRMS), a maior instituição hospitalar pública do estado.

Segundo a denúncia, o ex-coordenador de logística e suprimentos do HRMS, Rehder dos Santos Batista, receberia propina de empresas vencedoras de processos licitatórios para simular a entrada e a saída de produtos no estoque da unidade.

A investigação do MPMS aponta que os medicamentos eram faturados, pagos, porém não eram entregues. O órgão também apura entregas em menor quantidade que a adquirida e de produtos falsificados no lugar dos originais.

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é o maior do estado. — Foto: Edemir Rodrigues/Subsecom

O diretor-presidente do Hospital Regional, Livio Leite, que assumiu a instituição em 2021, disse que tem colaborado com as investigações. Durante uma semana, representantes da força-tarefa responsável pela investigação ficaram no almoxarifado colhendo informações. O representante também disse que aguarda o final do processo para solicitar a restituição de todos os valores pagos indevidamente na compra dos suprimentos em análise.

Fraudes em compras
Na semana passada, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão em imóveis de dez pessoas, entre empresários e servidores públicos, além de endereços de sete empresas de Campo Grande. Rehder foi um dos alvos, em Itajaí (SC), onde mora. O ex-coordenador foi afastado do cargo em julho de 2021 por decisão judicial.

O Ministério Público pediu a prisão Rehder, mas a Justiça não concedeu. O material apreendido na casa do ex-servidor e nas empresas está sendo analisado e periciado. Por enquanto, os investigados respondem pelos crimes de peculato (corrupção praticada com envolvimento de agente público), falsidade ideológica e entrega de mercadoria falsificada.

Nos depoimentos aos promotores, representante de uma das empresas confessou o pagamento de propina para o ex-coordenador de logística e suprimentos do HRMS. A testemunha relata que não entregou parte dos produtos comprados e que usou o valor recebido pela nota fiscal de R$ 122 mil para repassar R$ 84 mil a Rehder.

Segundo apurado pelo MPMS, o procedimento ilegal foi repetido outras três vezes. A propina era paga na empresa, mas teve uma vez que o dinheiro foi entregue no estacionamento do hospital.

Operação Parasita
A operação chamada de Parasita reúne três Procedimento Investigatório Criminal (PIC’s) baseados em denúncias recebidas pela ouvidoria do MPMS em sindicâncias do HRMS e relatórios da Controladoria Geral da União.

No primeiro procedimento, os promotores Adriano Lobo e Humberto Lapa Ferri afirmam que “agentes públicos, sob coordenação do servidor Rehder dos Santos Batista, falsamente atestaram a entrada, no estoque do HRMS, dos produtos denominados ‘Kit de imunoteste de metotrexato’, ‘pipeta pasteur polietileno 3 ml, descartável graduada, com 150mm de comprimento, caixa com 1.000 unidades’ e ‘tubo Falcon cônico, em polipropileno, opaco e graduado, não estéril e com tampa de rosca, com capacidade para 50 ml, em caixa com 500 unidades”.

Os promotores afirmam, na cautelar que pediu as buscas e apreensões, que, no caso específico do imunoteste, o ex-coordenador “formalizou uma requisição de compra de quantidade excessiva deste reagente laboratorial, muito além da demanda do hospital. Posteriormente, sob o comando do servidor Rehder, foi cadastrada a entrada fictícia do produto no sistema de informática do HRMS e, imediatamente na sequência, foi registrada no sistema de informática a saída, como se a quantia total do produto fosse instantaneamente utilizada”.

Nove mil testes foram comprados, quando o uso médio da unidade, segundo testemunhas ouvidas pelo MPMS, era de 100 unidades por período de aquisição.

Outros procedimentos de investigação
O mesmo modus operandis norteia o segundo PIC, que apura a compra, também em quantidade excessiva, de 18.000 unidades de contraste radiológico iodado não-iônico, com teor de iodo não inferior a 300 mg/ml, frasco/ampola com 50ml em maio de 2018. Uma testemunha disse que esse número seria suficiente para suprir a necessidade de pacientes durante 18 meses e, nos registros do estoque, a quantidade total foi consumida em poucos dias.

A inicial detalha o esquema: “Segundo apurado, após o registro de entrada dos quantitativos de 6.800 unidades (NF nº 12122) mais 6.000 unidades (NF nº 12114), há o imediato registro de saída do mesmo quantitativo. No mesmo mês, dias após, há o registro de entrada de mais 5.200 unidades do mesmo produto (NF nº 12123), e também há o registro da imediata saída de toda a quantidade, para local fisicamente inexistente, em verdade, trata-se de mera manipulação do sistema, com registros falsos, resultando em montante total de 18.000 unidades do produto que jamais foram entregues ao HRMS, manobra destinada a permitir o desvio de dinheiro público, aqui em valores originais de R$ 2.550.600,00 (dois milhões, quinhentos e cinquenta mil e seiscentos reais).”

Os servidores, de acordo com a apuração do MPMS, usavam subterfúgios para justificar a diferença de estoque acrescentando, no sistema de informática, informações fictícias como remessa dos produtos para locais físicos inexistentes, empréstimo dos suprimentos para as próprias empresas fornecedoras e recontagem de estoque.

O terceiro PIC analisa a compra de 20.000 máscaras N95 para o uso de funcionários do hospital. O produto foi comprado mediante dispensa de licitação e a empresa escolhida entregou produtos falsificados que não serviram por não proteger os servidores de infecções. As máscaras que custaram R$ 599.000,00 tiveram de ser descartadas.

O Ministério Público também descobriu indícios de que as empresas agiam em conluio, e não como concorrentes, para burlar os processos licitatórios. Apesar de nomes diferentes, graus de parentesco entre os sócios das diversas empresas reforçam a suspeita. Duas delas, inclusive, usavam o mesmo IP (identidade do computador) para participar dos certames.

Governo do Estado entrega equipamentos para Hospital Regional de Três Lagoas

O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, de Três Lagoas, administrado pelo Instituo Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), recebeu os aparelhos de tomografia e ressonância magnética que foram instalados recentemente na unidade hospitalar. Os dois aparelhos representam investimento de mais de R$ 6 milhões, sendo R$ 5,8 milhões de recursos federais e R$ 290 mil de contrapartida do Governo do Estado.

Entrega de-equipamentos ao Hospital Magid Thomé de Três Lagoas Foto Divulgação

Para o secretário de Estado de Saúde, Flávio Britto, a aquisição dos equipamentos representa a consolidação da regionalização da saúde, que vai atender a toda a população da Costa Leste de Mato Grosso do Sul. “Estamos felizes em, mais uma vez, visitar a unidade de Três Lagoas e presenciar a evolução nos atendimentos. O Estado vem realizando esse trabalho incansável pela manutenção do atendimento em Saúde, e isso nos faz ver que os investimentos têm sido bem aproveitados. A parceria com o Acqua é salutar, e nós acreditamos que a população de Três Lagoas e região será muito beneficiada”.

“É importante ressaltar que os equipamentos já se encontram instalados no hospital, as salas estão sendo preparadas para que estes equipamentos estejam em pleno funcionamento. Nós lembramos que ainda haverá a capacitação dos servidores que irão operar estes equipamentos. Mas em breve esses aparelhos estarão fazendo a diferença na vida de todos os moderadores desta região”, destaca Britto.

O diretor-presidente do Instituto Acqua, Samir Siviero, destaca o empenho do Governo do Estado ao assumir o compromisso junto à população de toda a região de Três Lagoas e demais municípios. “Nosso compromisso é com a população. Estamos atuando com o que há de melhor e mais qualificado para avançar com os atendimentos e garantir, além da eficiência, qualidade e acolhimento. O Governo tem sido fundamental com todo suporte e empenho. É um trabalho em construção que já mostra importantes resultados”.

O secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica (SEGOV), Eduardo Rocha, também participou da visita técnica ao Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas.

Hospital Regional

O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, foi criado para atender a linha de trabalho de média e alta complexidade, contando com Unidade de Terapia Intensiva e Enfermarias (adulto e pediátrica) e os atendimentos ocorrem diuturnamente. Nesta primeira fase que foi entregue à população, a unidade hospitalar conta com 116 leitos e a expectativa é que suas áreas de atuação estejam em pleno funcionamento até o final deste ano.

A Secretaria de Estado de Saúde publicou em Diário Oficial o contrato de gestão que prevê a construção do Bloco C – Ala Materno Infantil, no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas. O Instituto Acqua, organização que administra a unidade, vai receber o termo aditivo no valor de R$ 17.302.192,46 para realizar o projeto executivo e projetos complementares, bem como os orçamentos cedidos pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul).

O hospital conta com as seguintes especialidades: cardiologia, neurologia clínica, pediatria, pneumologia, urologia, endocrinologia e recentemente assumiu a realização de cirurgias bariátricas. E já atende pacientes de 10 municípios, sendo além de Três Lagoas, estão: Água Clara, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Inocência, Paranaíba, Santa Rita do Rio Pardo e Selvíria, totalizando mais de 150 mil pessoas da Costa Leste do Estado.