Mais de 30 acidentes e três mortes nas rodovias de MS marcam operação no feriadão

Ao todo, foram mais de 2700 veículos abordados, 33 acidentes e de 3 mortes registradas nas rodovias do estado

Terminou ontem (12) a Operação Nossa Senhora Aparecida que reforçou a fiscalização nas 10 rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram mais de 2700 veículos abordados, 33 acidentes e de 3 mortes registradas nas rodovias do estado.

Termina Operação Nossa Senhora Aparecida (Foto: Divulgação )

Nas Rodovias Estaduais, a polícia registrou sete acidentes, com 12 pessoas feridas e nenhuma morte. A fiscalização também registrou 2 motoristas que dirigiam embriagados. Já nas Rodovias Federais houve 44 motoristas autuados por dirigir depois de beber, 26 acidentes e três mortes.

A fiscalização começou no dia 7 de outubro e teve como objetivo garantir a fluidez no trânsito, evitando assim acidentes e crimes no período de feriado prolongado.

Com o fim da operação, a Polícia Rodoviária reforça a importância do uso de cinto de segurança e cuidado na ultrapassagem.

Operação acaba com líder de facção ‘Catraca’ morto em troca de tiros com a polícia

Catraca é apontado por autoridades como chefe de uma facção criminosa no município de Sonora

Uma operação policial desencadeada no início da manhã desta sexta-feira (7) resultou na morte de Gilso Lúcio Araujo de Souza, mais conhecido como Catraca, que é apontado por autoridades como chefe de uma facção criminosa no município.

Inicialmente, a informação era de que ele e mais duas pessoas teriam morrido durante a operação que conta até com helicóptero para cumprimento de mandados na cidade de Sonora, a 351 quilômetros de Campo Grande,

Entretanto, a polícia só confirma uma morte. O delegado Allan Patrick Rodrigues da Cruz acompanha o caso.

Os moradores de Sonora estão apreensivos com a situação. Nos grupos de WhatsApp disparam áudios e questionamentos sobre o ocorrido. Por lá, a informação também era de três mortos.

“Catraca” já foi preso duas vezes por homicídio simples na forma tentada, outras duas por ameaça com agravante de violência doméstica, além de responder por tráfico de drogas, crimes de furto, roubo, desobediência, direção perigosa, furto qualificado e lesão corporal.

Policiais foram recebidos com tiros e revidaram. Gilso foi atingido e não resistiu Foto: WhatsApp/EMS

Segundo a polícia, “Catraca” era considerado o líder do PCC (Primeiro Comandado da Capital) na cidade de Sonora, alvo principal da operação realizada nesta manhã. Ao cumprir o mandado, os policiais foram recebidos com tiros e revidaram. Gilso foi atingido e socorrido para o hospital da cidade, mas não resistiu e faleceu.

A arma usada por “Catraca” foi apreendida, na casa dele a polícia encontrou dinheiro vivo, cocaína, celulares e materiais utilizados para o uso de entorpecentes. Segundo a PM, nenhum policial ficou ferido. A operação segue em andamento e mais detalhes serão divulgados em breve pelo delegado Allan Patrick Rodrigues da Cruz.

 

PMA inicia hoje a Operação Padroeira do Brasil durante o feriado prolongado

PMA deflagra nesta sexta-feira (7), a operação Padroeira do Brasil durante o feriado prolongado, com prioridade à prevenção à pesca predatória dentro da operação Ictiofauna

Campo Grande (MS) – Desde o mês de julho, até o fim de setembro, a Polícia Militar Ambiental desenvolveu a operação Pesca Legal, na qual foram autuados 75 pescadores em R$ 95,6 mil e apreendidos 423 kg de pescado e 211 redes de pesca, além de 14 barcos e 13 motores em menos de três meses de operação. No dia 1º de outubro, a PMA apertou mais a fiscalização e vigilância dos cardumes, em prevenção à pesca predatória, que previa englobar a operação Padroeira do Brasil, tendo em vista o feriado prolongado, quando se precisa destinar ainda mais policiais nos rios, devido à grande quantidade de pessoas nos rios e quando os cardumes já estão cada vez maiores e, consequentemente, mais vulneráveis.

Todos os pescadores, em qualquer período, inclusive, aqueles que vão praticar o pesque-solte, precisam tirar suas licenças de pesca (Fotos: Divulgação/PMA)

Portanto, a partir de amanhã (7), às 8h00, com encerramento no dia 13 (quinta-feira), às 9h00, a Polícia Militar Ambiental deflagra a operação Padroeira do Brasil, dentro da operação Ictiofauna. Serão utilizados 350 homens na fiscalização com foco especial aos trabalhos relativos às atividades que envolvem recursos pesqueiros, tanto em rios, inclusive, mantendo vigilância dos cardumes, bem como em estradas de acessos aos rios mais piscosos, para orientações e, também, para evitar fugas de pescadores inescrupulosos que tentem fuga da fiscalização fluvial.

Essa operação de reforço à fiscalização nos rios do estado é importante, tendo em vista a proximidade do período de piracema e, portanto, quando vários cardumes já se encontram em formados e cada vez ficam maiores. Por esta razão, a quantidade de turistas e pescadores se intensifica, exatamente, em razão das facilidades de captura do pescado neste período, aproveitando ainda os feriados prolongados. Dessa forma, a fiscalização, que já está sendo efetuada com bastante intensidade, será aumentada nos rios, com uso de todo efetivo administrativo.

PREOCUPAÇÃO COM A RETIRADA DE PETRECHOS ILEGAIS DO RIOS

Uma das ações preventivas que surtem grande efeito na proteção dos cardumes é a retirada de petrechos ilegais dos rios e tem sido uma das principais preocupações da Polícia Militar Ambiental, pois o uso de petrechos proibidos como as redes de pesca, espinhéis, anzóis de galho e uso de tarrafas, pelo alto poder de captura, possui grande poder de depredação de cardumes. Os Policiais terão atenção especial à retirada desses materiais ilegais.

A manutenção da fiscalização e retirada desses petrechos precisam ser constantes, tendo em vista, a grande capacidade de captura e ocasionamento de mortes dos peixes, pois, os pescadores armam o material pela madrugada e ficam somente conferindo, quando não observam presença da fiscalização, o que torna a prisão dos elementos que armam os petrechos ilegais muito difícil, devido ao pouco tempo que ficam nos rios.

Mesmo, quando os criminosos não vão conferir, por algum motivo, ou se esquecem de onde armaram, esses materiais continuam matando peixes. Dessa forma, a retirada é preventiva à mortandade dos peixes, bem como um prejuízo financeiro aos proprietários.

FISCALIZAÇÃO A OUTROS CRIMES AMBIENTAIS PELAS 26 SUBUNIDADES DA PMA

Apesar de o foco ser a pesca, a PMA fiscaliza o ambiente como um sistema complexo em que todos os entes são importantes e precisam estar equilibrados e, portanto, bem cuidados. Dessa forma, todas as 27 Subunidades farão o atendimento de denúncias e a fiscalização preventiva com relação aos desmatamentos, exploração ilegal de madeira, incêndios, às carvoarias ilegais e ao transporte de carvão e de outros produtos florestais, caça, o combate ao transporte de produtos perigosos, poluição, bem como demais crimes contra a flora. Contra a fauna, a região onde ocorre o tráfico de papagaios neste período preocupante de reprodução continua com um esquema de fiscalização também para evitar a retirada dos filhos dos ninhos.

CRIMES ADVERSOS AOS AMBIENTAIS – Em todas as operações, a PMA tem prevenido e reprimido crimes de outra natureza adversa à ambiental, dentro de sua função constitucional de Polícia Militar. Nesta operação não será diferente. Crimes como o tráfico de drogas, de armas, contrabando, descaminho, furto e roubo de veículos, porte e posse ilegal de arma, entre outros serão combatidos.

ALERTA AOS PESCADORES

A PMA alerta para que as pessoas que praticarão a pesca, que cumpram as leis, pois, mesmo com a pesca aberta, várias atitudes são crimes, inclusive, com as mesmas penalidades de pescar em período de piracema. Exemplo: Pescar com petrechos, ou com método de pesca proibidos, em quantidade superior à permitida, ou em local proibido e capturar pescado com tamanho inferior ao permitido, ou que estejam com a pesca proibida (ex: dourado e a piracanjuba).

Na parte criminal, conforme a Lei Federal nº 9.605/12/2/1998, a pessoa pode ser presa, algemada, encaminhada à Delegacia de Polícia, onde é autuada em flagrante delito, podendo sair sob fiança não sendo reincidente e, ainda ter todo o produto da pesca, barcos motores e veículos apreendidos. Na reincidência não há fiança. Na parte administrativa, o Decreto Federal nº 6514/22/7/2008, que regulamenta a parte administrativa da Lei Federal nº 9.605/12/2/1998, prevê multas de R$ 700 a R$ 100 mil reais e mais R$ 20 reais por quilo do pescado irregular.

Sabe-se que a cada ano há um aumento da sensibilização ecológica da população, que além de conservar melhor os recursos naturais, tem denunciado as pessoas que insistem em infringir a legislação ambiental. A confiança que a população tem na PMA tem feito com que as denúncias aumentem vertiginosamente a cada ano.

INFORMAÇÃO RELATIVA À LEGISLAÇÃO DE PESCA (Cartilha com todas as informações no Portal: www.pm.ms.gov.br – cidadão– cartilha do pescador)

PEIXES COM PESCA PROIBIDA (crime – captura, transporte, industrialização e armazenamento).

Dourado – (Salminus brasiliensis) – Piracanjuba ou bracanjuba – (Brycon orbignyanus)

COTA PARA CAPTURA.

A cota de captura de pescado para o pescador amador é de apenas um exemplar de peixe nativo de qualquer peso, desde que não seja do tamanho inferior ao permitido, ou com captura proibida e cinco exemplares de piranha.

TRANSPORTE DE PESCADO LICENÇA DE PESCSA – Efetuar a vistoria e lacre nos postos da PMA. Necessidade da LICENÇA DE PESCA (RETIRAR PELO PORTAL – www.imasul.ms.gov.br). Caso não faça o lacre, há apreensão do produto e multa.

PETRECHOS PROIBIDOS PARA O PESCA PROFISSIONAL: Cercado, pari ou qualquer aparelho fixo; do tipo elétrico, sonoro ou luminoso; Fisga, gancho ou garateia, pelo processo de lambada; Arpão, flecha, covo, espinhel ou tarrafão; Substância tóxica ou explosiva; Qualquer aparelho de malha (Ex: – redes e tarrafas).

PERMITE-SE AO PESCADOR PROFISSIONAL – Tarrafa para captura de isca (altura máxima de 2 metros, malha entre 2 e 5 cm e linha de náilon com espessura máxima de 0,50 mm); 8 (oito) anzóis de galho devidamente identificados, 5 (cinco) boias fixas (cavalinho), devidamente identificados. Os petrechos autorizados deverão ser identificados por plaquetas com o número da Autorização Ambiental para Pesca Comercial emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul.

COTA PESCADOR PROFISSIONAL – 400 kg por mês.

RIOS ONDE É PROIBIDA A PESCA DE QUALQUER NATUREZA (MENOS A CIENTÍFICA AUTORIZADA):

Rio Salobra – Município de Miranda e Bodoquena (neste rio a navegação é permitida somente com motor de 4 tempos, de potência até 15 hp). – Córrego Azul – Município de Bodoquena. – Rio da Prata – Município de Bonito e Jardim. – Rio Nioaque – Município de Nioaque e Anastácio.

Obs.: A pesca amadora e a pesca profissional não são permitidas a menos de 200 metros a montante ou a jusante das barragens, corredeiras, cachoeiras e escadas de peixe. A PESCA

NESSES RIOS E LOCAIS É CRIME.

RIOS E TRECHOS DE RIOS EM QUE É PERMITIDA PESCA SOMENTE NA MODALIDADE PESQUE-SOLTE.

Rio Negro – trecho situado na confluência do Rio Negro com o Córrego Lajeado, localizado próximo à cidade de Rio Negro até o brejo existente no limite oeste da Fazenda Fazendinha, no município de Aquidauana.

Rio Perdido – em toda sua extensão, compreendendo os municípios de Bonito, Jardim, Caracol e Porto Murtinho.

Rio Abobral – em toda sua extensão.

O objetivo da fiscalização é prevenir a pesca predatória, pois o trabalho da PMA é preventivo. A intenção não é prender as pessoas por pesca predatória e sim, evitar que ela seja praticada. Com todas estas informações, o desconhecimento não pode ser alegado. Mais informações no site: www.pm.ms.gov.br – serviços – (Cartilha do Pescador).

Para coibir crimes eleitorais, Sejusp deflagra Operação Eleições 2022 nesta sexta-feira em todo o Estado

Será deflagrada nesta sexta-feira (30), pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Mato Grosso do Sul, a Operação Eleições 2022, que conta com a participação de todas as forças estaduais de segurança (Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento de Operações de Fronteiras (DOF) e órgãos estaduais de inteligência).

As forças estaduais de segurança estão mobilizadas, num total de 8.000 homens e mulheres Foto Edemir Rodrigues

As atividades monitoradas e coordenadas em nível nacional pela Secretaria de Operações Integradas, através do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) e, em Mato Grosso do Sul, pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), através do Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICC-E), já estão em pleno funcionamento desde o último dia 26 de setembro.

As forças estaduais de segurança estão mobilizadas, num total de 8.000 homens e mulheres, atuando em todo o Estado, para prestar apoio irrestrito à Justiça Eleitoral, visando prevenir, coibir e reprimir, se necessário for, toda e qualquer ação ou delito que de alguma forma venham a prejudicar o bom andamento das eleições e da ordem pública.

Entre os delitos que estarão sendo coibidos durante a Operação Eleições 2022 estão possíveis crimes eleitorais (boca de urna, transporte ilegal de eleitores, compras de votos, entre outros), manifestações pacíficas e/ou violentas, bloqueio de vias, rixas, ameaças e atentados, entre outros delitos e infrações que comprometem a segurança do pleito eleitoral. Serão ainda monitorados pela segurança pública outros fatores que podem ter impactos nas eleições, como temporais e/ou alagamentos e quedas de energias em locais de votação e de apuração dos votos.

As ações da segurança pública serão intensificadas especialmente nos locais e espaços que possuem relação direta com o pleito eleitoral, como cartórios eleitorais, locais de votação, locais de totalização/apuração, vias públicas e estações de transporte público. Para tanto, cada instituição de segurança elaborou seu próprio planejamento específico de ações, protocolos e planos operacionais integrados.

As ações da Operação Eleições 2022 começaram com o planejamento prévio em 26 de setembro, e serão intensificadas pelas instituições de segurança pública do Estado, no âmbito de suas competências, no período que antecede as eleições (30/09), durante a realização do pleito (02/10) e se estende até a finalização da totalização de votos do segundo turno eleitoral, marcado para o dia 30 de outubro.

Além da Sejusp, estão em atuação a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, Coordenadoria Geral de Perícias, Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), Superintendência de Assistência Socioeducativa (SAS), Departamento de Operações de Fronteira (DOF), órgãos estaduais de inteligência e Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICC-E). Também estão envolvidos na Operação Eleições 2022 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Ministéro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Ministério da Defesa (MD), a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça (Seopi), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC-N), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Forças Armadas e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), bem como as Secretarias Municipais de Segurança, Guardas Municipais e Agetran.

Boletins

Os indicadores gerados por possíveis crimes ou impactos no pleito irão alimentar os boletins informativos que serão divulgados de 3 em 3 horas, partir das 9h do dia 2 de outubro, por meio de releases que serão encaminhados por e-mail ou grupos de imprensa.

Os trabalhos serão monitorados pelo CICC-N e pelo Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICC-E).

Eleitorado

No Mato Grosso do Sul, o Pleito Eleitoral de 2022 será realizado nos 79 municípios e, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral, foram disponibilizados um total de 1.051 locais de votação distribuídos em 54 Zonas Eleitorais, perfazendo um total de 1.996.510 eleitores aptos a exercerem a cidadania por meio do voto.

Do eleitorado sul-mato-grossense, 1.047.054 são mulheres, o que representa 52,4% dos eleitores. Já os homens totalizam 949.456 eleitores.

Operação apreendeu 4,8 toneladas de carne podre que era fornecida para escolas municipais e estaduais

Delegado classificou como ‘trágica’ situação em que a carne era armazenada

Mais de 4,8 toneladas de carne imprópria para consumo foram apreendidas nesta sexta-feira (23), em uma empresa de fabricação de linguiça e embutidos em Campo Grande, que era fornecedora de escolas da Capital e do interior.

A apreensão ocorreu após uma denúncia e feita por uma força-tarefa formada por policiais da Delegacia do Consumidor (Decon), Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e Vigilância Sanitária de Campo Grande.

Carne imprópria para consumo foi encontrada em fábrica de linguiça que era fornecedora de escolas em Campo Grande e no interior — Foto: Decon/Divulgação

No local, além da carne foram apreendidas ainda 570 dúzias de ovos sem origem.

Segundo a força-tarefa, a empresa recebia a carne congelada, descongelava e depois volta a congelar o produto. Além disso, processavam restos de vários pedaços de carne e comercializavam como se fosse produto vindo de uma única peça.

Os técnicos da Iagro e Vigilância Sanitária apontaram que a carne encontrada no local, não reúne sequer condições para a produção de ração.

Segundo o delegado Reginaldo Salomão, a situação em que os alimentos eram armazenados foi classificada como ‘trágica’.

A empresa foi lacrada pela polícia. O dono da Embutidos Tradição Eireli, no bairro Atlântico Sul, quando viu a chegada da polícia fugiu.

O delegado disse que foram encontrados pacotes de carne descongelando no chão e algumas com larvas e ovos, todas podres, sem condição de consumo. No galpão não havia telas de proteção para evitar a entrada de bichos e muitas moscas estavam no ambiente. Vizinhos afirmam que o mau cheiro na região era frequente.

O sal que era usado para fazer charque estava armazenado no banheiro junto de produtos de limpeza. O delegado afirma que o dono da empresa falsificava SIFs (Selos de Inspeção Federal), usando os registros de outras duas empresas.

Operação mira quadrilha de contrabando de celulares em MS e no PR

Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (14), a quadrilha Buena Vita, pela Polícia Federal, a qual mira desarticular quadrilha especializada no descaminho de produtos eletrônicos, principalmente smartphones. A justiça de Naviraí expediu 17 mandados de busca e apreensão, sendo dois deles em empresas situadas em Mundo Novo e em Guaíra-PR.

O nome da Operação Buena Vita faz referência ao padrão de vida dos integrantes da organização criminosa – Crédito: Divulgação-Polícia Federal

Após denúncia anônima ao Ministério Público Federal que apontava atuação de criminosos no descaminho de produtos eletrônicos em larga escala na região, as investigações foram iniciadas. O trabalho investigativo levantou provas e evidenciou um padrão de vida totalmente incompatível com a atividade formal declarada pelos integrantes da organização criminosa.

A polícia constatou que os indivíduos ostentavam atividades e ganhos ilícitos nas redes sociais.

Além dos 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Naviraí foi determinado também o bloqueio de bens e valores em relação a cada um dos investigados (pessoas físicas e jurídicas), até o limite de R$ 3.969.537,00.

Na Operação Buena Vita foram mobilizados aproximadamente 80 policiais federais, além de servidores da Receita Federal do Brasil, que contribui com a Operação.

O nome da Operação Buena Vita faz referência ao padrão de vida dos integrantes da organização criminosa.

Além disso, foi também deferido o sequestro de todos os imóveis e veículos registrados em nome dos investigados, além de contas bancárias em todo o território nacional. Foi deferido também o sequestro judicialmente de imóveis e veículos possivelmente em nome de “laranjas”.

O objetivo principal da operação é dissolver a organização criminosa investigada com a descapitalização de seus principais membros de modo a fazer cessar suas atividades, tanto na região da fronteira, quanto em outras regiões do território nacional e também no Paraguai, de onde são enviados os grandes carregamentos de eletrônicos para vários Estados da federação.

 

PF cumpre mandados em MS contra lavagem de dinheiro a ex-major

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (6/9) a Operação La Famiglia, que tem como objetivo reprimir e desarticular estrutura de lavagem de dinheiro constituída por pessoas ligadas ao núcleo familiar de Sérgio Roberto de Carvalho, o Major Carvalho, preso recentemente na Hungria.

Ex-major Carvalho foi preso em 21 de junho, na Hungria. (Foto: VMM)

Eles são responsáveis por parte da movimentação financeira, aquisição, administração e alienação de bens oriundos de suas práticas criminosas. São nove mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em Campo Grande e Jaraguari, além de São Paulo (SP) e São José do Rio Preto (SP).

Também foi decretado o sequestro de imóveis dos investigados avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões.

A investigação evidenciou a prática de atos de lavagem de dinheiro consubstanciados em negócios jurídicos fraudulentos e compra de bens imóveis e móveis, em especial fazendas, subsidiados com recursos provenientes do tráfico internacional de drogas, bem como investimentos com a finalidade de desempenhar atividade rural pecuária, visando, assim, converter os ativos ilícitos em lícitos.

O trabalho é um desdobramento da Operação Enterprise, deflagrada pela Polícia Federal no dia 23 de novembro de 2020 em diversos Estados da Federação e no exterior para combater um conglomerado de organizações criminosas vocacionadas ao crime de tráfico internacional de drogas.

A investigação deflagrada hoje recai sobre a lavagem de dinheiro perpetrada pelo núcleo familiar de Sérgio Roberto desmantelado na sobredita operação, responsável pelo envio de toneladas de cocaína para a Europa.

Os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, com penas que podem variar de 3 a 10 anos para cada ação perpetrada.

Operação da PF combate venda clandestina de combustível

A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal e da Marinha do Brasil, deflagrou nesta quarta-feira, 31 de agosto, a Operação Mad Max III, inspirada em outras duas ações realizadas em agosto de 2018 e março de 2019.
A operação visa a busca e apreensão de combustíveis trazidos da Bolívia clandestinamente e vendidos em Corumbá, Ladário e Porto Esperança, que fica distante cerca de 100 km das duas cidades. Foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão.

Parte de combustível apreendido nesta quarta-feira Foto Divulgação PF

O esquema

A investigação da Polícia Federal descobriu que bolivianos e brasileiros utilizavam veículos, muitas vezes modificados, para buscar combustível em Puerto Quijarro ou Puerto Suárez, na Bolívia, para armazenar e vender, de forma clandestina e a valores mais baratos, no lado brasileiro da fronteira.

O combustível era armazenado em galões de plástico e distribuído, muitas vezes, em garrafas pets ou galões menores para o transporte do comprador, além da possibilidade de abastecer no próprio local.

Revólver e pacote com dólar apreendidos Foto Divulgação PF

A prática criminosa acontece na região há pelo menos 5 anos. Nas duas operações realizadas em 2018 e 2019, a PF apreendeu cerca de 900 litros de combustível em cada ação. Nesta operação, foram 1.891 litros. Também foram apreendidos dinheiro (dólar e real), pacotes de cigarro, arma de fogo e ainda 5 veículos que eram utilizados para transportar combustível da Bolívia para o Brasil.

Para o transporte internacional regular, o combustível deve ser licenciado na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e registrado por meio de uma declaração de importação, sendo a carga parametrizada na Receita Federal.

Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, importação ilegal de combustível, por armazenar substância tóxica irregularmente e eventual crime ambiental que possa ser encontrado no decorrer da investigação.
Nome da operação

A operação faz alusão à famosa saga de filmes “Mad Max”, onde o mundo como conhecemos não existe mais e o combustível virou o item de sobrevivência mais desejado do planeta. Assim, a trama é sobre os conflitos que a necessidade do combustível pode gerar e quantos crimes serão cometidos para obtê-lo.

PF deflagra Operação Niño Seguro de combate à disseminação de pornografia infantil

Foi cumprido um mandado de busca e apreensão, que resultou na apreensão de aparelhos celulares e anotações suspeitas

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (30/8), em Três Lagoas/MS, a Operação Niño Seguro, com o objetivo de reprimir o compartilhamento de arquivos com pornografia infantil na internet.

A investigação originou-se a partir de cooperação internacional entre a Polícia do Peru e a Polícia Federal, indicando que brasileiros estariam compartilhando imagens de pornografia infantil na internet, dentre eles um residente em Três Lagoas/MS.

Foi cumprido um mandado de busca e apreensão, que resultou na apreensão de aparelhos celulares e anotações suspeitas. Os materiais apreendidos serão submetidos a exames periciais e análise pela equipe de investigação.

Em caso de indiciamento, o investigado poderá responder por crimes contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente, com penas privativas de liberdade que, somadas, podem chegar a 10 anos de reclusão.

O nome da operação, traduzido do espanhol, significa Criança Segura.

PF deflagra nova fase de operação contra fraudes em benefícios do governo

Policiais federais de Dourados cumprem na manhã desta quinta-feira (25/8), segunda fase da Operação Contritio Fiduciae, que busca desarticular esquema de fraude no pagamento de benefícios do Governo Federal.

São cumpridos dois mandados de busca e apreensão na cidade de Nova Andradina e a Justiça Federal ainda autorizou a bloqueio patrimonial de bens em até R$ 1 milhão de dois investigados que seriam, segundo a PF (Polícia Federal), os maiores beneficiários.

Dois mandados de busca e apreensão são cumpridos em Nova Andradina – Crédito: Divulgação/PF

Ao longo dos trabalhos de apuração, foi constatado que o esquema criminoso proporcionou a geração de dezenas de fraudes.

Os benefícios foram revertidos em favor da funcionária terceirizada da CEF (Caixa Econômica Federal) e de terceiros, dentre eles os alvos das buscas realizadas nesta quinta. Ainda não se sabe o prejuízo causado aos cofres públicos.

O nome da operação foi dado em alusão à quebra de confiança em que agiu a principal investigada, ao utilizar a senha de um funcionário da CEF para a invasão de área restrita da CEF e modificação de dados para a realização das fraudes.

Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações, estelionato e associação criminosa (art. 312, § 1, art. 171, § 3º e art. 313-B, art. 288 do Código Penal).

Primeira fase

No dia 28 de junho, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação na cidade de Ivinhema.

Na ocasião, a funcionária terceirizada da CEF (Caixa Econômica Federal) foi alvo da ação por, segundo relatos na época, se apropriar de senha de servidor do banco para fraudar benefícios do auxílio emergencial pagos pela União.