As investigações tiveram início com uma apreensão no Aeroporto Internacional de Campo Grande de várias caixas de medicamento de origem argentina contendo o princípio ativo “Neostigmina”.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Autoimune, para desarticular esquema clandestino de importação e comercialização de medicamentos falsificados e de origem estrangeira.
O comércio irregular de medicamentos falsificados ocorre em 16 estados e no distrito federal. — Foto: PF
Ao todo, são 32 mandados de busca e apreensão e prisão preventiva, sendo um em Campo Grande e um em Ponta Porã, além de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santos.
As investigações contra o esquema criminoso tiveram início a partir de uma apreensão de várias caixas de medicamentos de origem argentina contendo o princípio ativo “Neostigmina”, no Aeroporto Internacional de Campo Grande, em agosto desse ano.
A carga não possuía documentação que comprovasse sua entrada regular no território nacional.
Durante as investigações, os agentes descobriram a participação de diversas empresas de fachada, em 65 municípios, localizadas em 16 Estados e no Distrito Federal. Em 10 meses, os criminosos movimentaram cerca de R$4 milhões.
A operação é realizada em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e as Vigilâncias Sanitárias do município de Cuiabá e dos Estados de Goiás, São Paulo e Espírito Santo.
Operação Autoimune
O nome da Operação deve-se ao emprego dos medicamentos importados no tratamento de diversas doenças autoimunes, ou seja, patologias nas quais o sistema imunológico ataca células saudáveis, levando ao desenvolvimento dos mais variados sintomas.
Duas pessoas foram mortas na madrugada desta quarta-feira, 09 de novembro, em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS). As vítimas fatais estavam foragidas nos bairros Aero Rancho e Caiobá, em Campo Grande (MS), e possuíam passagem por tráfico de drogas e assalto, bem como ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A primeira vítima foi identificada como Ana Paula dos Santos Silva, de 40 anos, conhecida como “Boladona”. Os policiais cumpriam ações da Operação Espartanos I, com cinco mandados de prisão para prender foragidos da Justiça de Campo Grande, quando foram recebidos a tiros pela mulher em residência do Caiobá. Boladona é suspeita de assaltar casas lotéricas e extorsão a pessoas idosas. Na ocasião, passava-se por homem.
O outro morto pelo Choque foi identificado como André Eduardo Vargas Maia, de 30 anos, vulgo “Feben”. O homem era indiciado por tráfico de drogas. Informações do Batalhão de Choque apontam que a equipe se deslocou até residência na rua Cecília Alves Correia, no Aero Rancho, por volta das 05h30 para prendê-lo, quando foram recebidos a tiros.
André tinha passagem por latrocínio. Em 2011, ele participou da tentativa de assalto a uma construtora, na Vila Bandeirantes, que terminou na morte do engenheiro eletricista Severino de Souza Júnior, de 38 anos.
Policiais do Choque foram recebidos a tiros por foragidos da Justiça – (Foto: Divulgação)
Ainda, de acordo com nota da Polícia Militar, “foi necessário o uso imediato da força proporcional para repelir a ameaça, sendo realizados disparos contra o mesmo, o qual caiu ao chão e foi desarmado pelos policiais do Choque”.
Ambas vítimas foram socorridas para o Hospital Regional, porém morreram na unidade hospitalar. Os dois evadidos do sistema prisional mortos pela madrugada possuíam ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (08), a Operação “Resfriamento”, pela polícia civil, com cumprimento de mandados de prisão temporária e busca e apreensão em Dourados e em Juti. Um servidor público e um despachante foram presos temporariamente.
A ação é coordenada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (Dracco) e conta com o apoio da Corregedoria de Trânsito do Detran, Delegacia Regional de Fátima do Sul e Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e mira esquema de emissão de documentos veiculares irregulares, efetivadas na agência do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Juti.
Polícia civil apurou que veículos irregulares, até mesmo de outros estados, seriam regularizados, mediante inserção de documentos falsos – Crédito: Divulgação/ Polícia Civil
A Polícia Civil apurou que veículos irregulares, até mesmo de outros estados, seriam regularizados, mediante inserção de documentos falsos e pagamento de propina a servidores, sem nunca terem passado por vistorias de segurança ou ingressado no Estado.
Inquérito Policial e informações levantadas pela Corregedoria do Detran apontam que foram regularizadas duas carretas com quatro eixos, sem a devida apresentação do Certificado de Segurança Veicular (CSV), quando também era terminantemente proibida a circulação de veículos de quatro eixos. Além das irregularidades da composição do veículo e da ausência da apresentação de documentos de segurança obrigatório, foi verificado que os proprietários dos veículos residem fora do Estado e que foi utilizado endereço falso para a efetivação da fraude.
Ainda de acordo com a polícia civil, documentos de veículos foram emitidos mesmo com um endereço evidentemente fraudulento, de Dourados, por meio de intermédio de um despachante situado também no município. O processo foi efetivado na agência do Detran de Juti.
Outras diligências revelaram verdadeira organização criminosa voltada para o “esquentamento” de veículos, envolvendo o gerente da agência e pessoas a ele relacionadas. No total, os integrantes da organização teriam movimentado mais de R$ 17 milhões, em menos de dois anos.
A polícia representou pela prisão temporária de um servidor do Detran de Juti, que teria sido responsável pela liberação irregular dos veículos, e também de uma pessoa do despachante que intermediou o processo, a qual reside em Dourados, e foi presa no Jardim Flórida, na manhã de hoje (08).
A polícia também fez buscas na casa da pessoa presa em Dourados e no despachante, situado na Vila Alba.
Também foram representadas por buscas domiciliares em residências de outras pessoas cujo vínculo com a organização encontra-se em apuração.
Os pedidos foram deferidos por decisão judicial e cumpridos pela polícia civil na manhã de hoje. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão.
Diversos veículos foram apreendidos, dentre eles, carros de alto valor, motocicletas, e também documentos e valores em espécie, que ainda estão sendo contabilizados pelas equipes que participam da operação.
A “Resfriamento” pode ter ligação a outra operação, essa de combate ao tráfico, deflagrada na manhã desta terça-feira (08), em Campo Grande.
De acordo com as informações iniciais, a operação foi realizada em 17 bairros da região Imbirussu. Cerca de 25 mandados de prisão foram emitidos e sete prisões foram realizadas
A Polícia Civil, por meio da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), deflagrou na manhã desta terça-feira (08) a Operação Imbirussu. Foram mobilizados 120 agentes policiais, que atuaram nos bairros da região Imbirussu, em Campo Grande. A operação também contou com apoio aéreo de helicóptero.
Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados para a Denar pela manhã
De acordo com as informações iniciais, a operação foi realizada em 17 bairros da região Imbirussu. Cerca de 25 mandados de prisão foram emitidos e sete prisões foram realizadas.
Além das prisões, dois carros foram apreendidos, sendo um Toyota Corolla e um Volkswagen Golf, além de vários tabletes de maconha, papelotes de cocaína, dinheiro, balança de precisão e outros materiais usados para o tráfico de drogas. O total das apreensões não foi informado.
De acordo com o delegado Hoffman D’Avila, titular da Denar, a operação é fruto do trabalho de campo aliado ao setor de inteligência da polícia. “Cumprimos mandados de busca e apreensão. As pessoas que foram presas em flagrante hoje já são conhecidas pela Denar e a maioria já tem passagem policial”, explicou ele.
Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados para a Denar pela manhã. Uma coletiva de imprensa deve ser realizada no final da operação para a polícia passar todos os detalhes e o balanço dos mandados cumpridos.
Cinco pessoas foram presas em flagrante, na manhã desta terça-feira (8), em Três Lagoas (MS) e Andradina (SP), suspeitos de tráfico de drogas. De acordo com a polícia, a Operação Hygéia contou com cerca de 100 policiais e três cães farejadores.
Cerca de 100 policiais se reuniram para operação nesta terça-feira (8) — Foto: Divulgação
Outros indivíduos que estavam foragidos foram indiciados pelos crimes de tráfico de drogas, receptação e furto de energia elétrica.
Durante as investigações foram coletadas informações sobre um esquema de comércio de drogas, nos municípios de Três Lagoas/MS e Andradina/SP, envolvendo indivíduos presos e em liberdade.
As ações das equipes policiais resultaram na apreensão de substâncias entorpecentes, incluindo maconha, crack e cocaína, diversos aparelhos celulares, veículos e aproximadamente R$ 2 mil em espécie.
Além disso, também foi recuperado um veículo furtado no mês de maio deste ano.
A ação foi desenvolvida pela Delegacia Regional de Policia Civil de Três Lagoas/MS, e coordenada através da Seção de Investigações Gerais (SIG), contando com a participação da Polícia Militar e Policia Militar Ambiental de Três Lagoas/MS, da Policia Federal, e da Policia Civil, do município de Andradina/SP.
A partir de meia noite de amanhã (4), em todos os rios que cortam o território de Mato Grosso do Sul, inclusive os Federais, inicia-se o período de defeso para a proteção da Piracema, o período reprodutivo da maioria das espécies de peixes das duas bacias que cortam o Estado (Paraná e Paraguai). Este período se estenderá até o dia 28 de fevereiro de 2023, em todos os rios de Mato Grosso do Sul.
A PMA (Polícia Militar Ambiental) mantém a operação ictiofauna iniciada para a proteção dos cardumes no mês outubro, até 5 de novembro à 8h para evitar que as pessoas permaneçam nos rios depois de meia noite de amanhã (4), quando haverá o fechamento da pesca.
A partir de 00h00 do dia 5 de novembro, a estratégia de fiscalização mantida durante os meses de setembro e outubro, com fiscalização intensificada desde setembro, será alterada, visto que não mais haverá pescadores nos rios, a não ser àqueles que poderão praticar algumas modalidades de pesca, como a pesca de subsistência e a científica, devidamente autorizada, bem como nos lagos das usinas hidrelétricas do rio Paraná, onde poderá haver pesca de peixes exóticos e não nativos da bacia.
Policiais federais cumpriram na manhã desta quinta-feira (27/10), em Nova Alvorada do Sul, mandado de busca e apreensão dentro da segunda fase da Operação Corte na Tangente. A ação visa buscar elementos e encontrar outros líderes da organização criminosa especializada na prática de contrabando e descaminho de mercadorias do Paraguai.
Primeira fase da Operação Corte na Tangente foi deflagrada em fevereiro deste ano – Crédito: Divulgação/PF
A determinação judicial foi expedida pela Justiça Federal de Dourados, que também deferiu pelo sequestro de valores depositados nas contas bancárias de duas pessoas investigadas.
Deflagrada inicialmente em fevereiro de 2022, a Corte na Tangente teve o principal líder preso em Nova Alvorada do Sul. Ele era o responsável em movimentar dezenas de veículos diariamente com mercadorias estrangeiras com destino aos grandes mercados consumidores do país, para posterior comercialização.
Meses depois, a Polícia Federal continuou a observar grande fluxo dos produtos ilícitos e cooptação de dezenas de pessoas para a prática do contrabando e descaminho. Os agentes também constataram grande fluxo financeiro por parte do líder, utilizando contas bancárias de terceiros, resultando na ação de hoje.
Em coletiva realizada no dia 22 de fevereiro na delegacia da Polícia Federal, em Dourados, o delegado Luis Henrique Corrêa da Silveira explicou o modo de operação do grupo, que segundo ele, realizava o esquema há sete anos e tinha Nova Alvorada do Sul como centro da organização.
A cidade, na região central de Mato Grosso do Sul é o principal entroncamento no Estado para a região Sudeste do país e principal destino dos produtos.
“São em torno de 40 veículos circulando diariamente, todos sob o comando do homem que prendemos nesta manhã [de 22 de fevereiro]. Além disso, ele também chefiava várias pessoas que atuavam como mateiros [que se escondem às margens de rodovias para avisar sobre movimentações policiais] e em outras funções dentro da organização”, detalhou aos jornalistas durante a primeira fase.
Na época, policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva. Houve bloqueio nas contas bancárias de R$ 3.124.373,00 de investigados, além do ‘sequestro’ judicial aos bens móveis e imóveis dos líderes da organização criminosa.
Balanço divulgado na manhã desta quinta-feira (20/10) pela Polícia Federal mostra a apreensão de diversos veículos de luxo, pedras que se assemelham a esmeraldas, equipamentos eletrônicos e dinheiro durante operação La Casa de Papel, desencadeada ontem (19/10) contra esquema de pirâmide financeira.
Operação La Casa de Papel foi realizada ontem em vários estados do país – Crédito: Divulgação/PF
A investigação teve início em Dourados, após a prisão de duas pessoas no ano passado. Elas tentavam chegar no Paraguai utilizando escolta armada e transportando esmeraldas avaliadas em 100 mil dólares.
Conforme a PF, as ações resultaram na apreensão de 16 veículos, entre eles caminhonetes, BMW’s, Porsches e Mercedes Benz. Também foram encontrados 268 quilos de pedras verdes que serão periciadas. Os objetos se assemelham a esmeraldas.
Nos locais onde ocorreram cumprimento de mandados de busca, os agentes encontraram R$ 21 mil, US$ 9.250 em espécie – mais US$ 250 mil em cripto ativos -, além de 1.280 euros, joias, relógios e canetas.
Outras 100 cabeças de gado e 75 ovelhas acabaram apreendidas pela Polícia. Aparelhos de telefone celular (35), quinze computadores, equipamentos eletrônicos e documentos foram levados para embasar as investigações.
Ainda segundo relatado pela PF, a Justiça decretou sequestro de diversos bens dentre eles imóveis, em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás dos suspeitos de participação nos crimes.
A operação mira quadrilha responsável por implantar esquema de pirâmide financeira captando recursos de aproximadamente 1,3 milhão de pessoas em mais de 80 países.
A Polícia Civil iniciou na manhã desta terça-feira (18) uma megaoperação para combater uma das principais facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Mais de 80 policiais estão envolvidos na ação, que já cumpriu 30 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão preventiva em Água Clara (MS).
Mandados foram cumpridos em Água Clara — Foto: Polícia Civil
De acordo com a Polícia Civil, a operação chamada “Expurgo” apura crimes de tráfico de drogas e posse de arma de fogo, cometidos em pelos integrantes da facção, que nasceu no sistema prisional de São Paulo. Os policiais utilizam um helicóptero para auxiliar nas buscas. A população da região acordou assustada com o barulho da aeronave e das sirenes.
A operação cumpriu ainda um mandado de sequestro de imóvel, oriundo do crime de lavagem de dinheiro, avaliado em 350 mil. A facção tinha como principal área de atuação a cidade de Água Clara.
A ação é realizada em conjunto com a Polícia Civil e Ministério Público.
Acusado de tráfico de drogas, homem, identificado como Matheus Santos, de 23 anos, foi morto em troca de tiros com policiais civis em Água Clara (MS). O traficante, conhecido como ‘Chinfra’, era um dos alvos da ação e teria reagido à abordagem da Polícia Civil.
Arma apreendida durante operação — Foto: Polícia Civil/ Reprodução
O nome da operação deriva do fato de que muitos dos integrantes já haviam sido presos e continuavam praticando crimes e comandando a organização de dentro dos presídios, sendo necessária uma ação mais abrangente para acabar com toda estrutura criminosa de uma só vez.
Ao todo, a ação contou com a participação de dois promotores de justiça, 94 policiais civis, 11 policiais penais, 27 viaturas e apoio aéreo de helicóptero. Também foram realizadas buscas nas celas nos presídios de Campo Grande e Três Lagoas, onde os principais integrantes da organização criminosa se encontravam detidos. Os internos investigados serão transferidos a penitenciária de segurança máxima.
Operação Oplá deflagrada na manhã desta quarta-feira (14/10) em Mato Grosso do Sul, mira esquema de trânsito e comércio de armas de grosso calibre e munições possivelmente desviadas de CAC’s (Caçador, Atirador e Colecionador) e clubes de tiros.
A ação é realizada pela Polícia Federal e Exército Brasileiro nas cidades de Campo Grande e Maracaju.
Mandados de busca e apreensão são cumpridos hoje em duas cidades de MS – Crédito: Divulgação/PF
As investigações apontam que esses materiais estariam em nome de ‘laranjas’ e, possivelmente, serviriam para o uso de “organizações criminosas dedicadas à prática de crimes violentos, como roubos a comércios, bancos e até tomada de cidades”, informa a PF.
Ao todo, foram sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça que são cumpridos nas duas cidades sul-mato-grossenses.
O início dos trabalhos de investigação ocorreu há 10 dias, quando um CAC foi preso e apreendidas com ele três pistolas 9mm, quatro fuzis, munições e coletes balísticos com identificações falsas da Polícia Civil.
Os trabalhos seguem em andamento. O nome da operação é de origem grega e significa “armas”.