Instrutor de Jair Renan é preso em operação contra documentos falsos e comércio ilegal de armas

Com mais de 420 mil seguidores nas redes sociais, Maciel Carvalho já assessorou Jair Renan diversos negócios.

O empresário e influenciador Maciel Carvalho, que já assessorou Jair Renan, filho do ex-presidente Bolsonaro, foi preso pela Polícia Civil durante a Operação Falso Coach, nesta quinta-feira em Águas Claras, no Distrito Federal. Ele é investigado pelos crimes de posse, porte e comércio ilegal de armas de fogo.

Em 2021, o influenciador, que tem mais de 420 mil seguidores, deu entrevista ao lado de Jair Renan, de quem era empresário. Na ocasião, ele se apresentou como instrutor de tiros, advogado e ex-pastor de uma igreja da Assembleia de Deus.

Ex-empresário do filho 04 de Bolsonaro é preso por fraude em compra de armas Foto: Reprodução: Redes Sociais

Em setembro do mesmo ano, quando a casa do filho 04 do ex-presidente foi pichada em Brasília, foi Maciel Carvalho que registrou a ocorrência na Polícia Civil da capital. Maciel Carvalho também deu aulas de tiro para o filho do ex-presidente e para a mãe de Jair Renan, Ana Cristina Siqueira Valle.

De acordo com informações da Polícia Civil, Maciel teria usado documentos falsos para ocultar antecedentes criminais e conseguir o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Ele estava em liberdade provisória após diversas passagens pela polícia.

A Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão em duas salas comerciais e em um escritório. No local, os agentes apreenderam várias armas, munições, aparelhos celulares, computadores e documentos diversos. Entre eles, a carteira de habilitação de Jair Renan Bolsonaro.

No entanto, informações preliminares da Polícia não apontam indícios entre a família do ex-presidente e o caso.

PF realiza operação contra comércio de medicamentos falsos

As investigações tiveram início com uma apreensão no Aeroporto Internacional de Campo Grande de várias caixas de medicamento de origem argentina contendo o princípio ativo “Neostigmina”.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Autoimune, para desarticular esquema clandestino de importação e comercialização de medicamentos falsificados e de origem estrangeira.

O comércio irregular de medicamentos falsificados ocorre em 16 estados e no distrito federal. — Foto: PF

Ao todo, são 32 mandados de busca e apreensão e prisão preventiva, sendo um em Campo Grande e um em Ponta Porã, além de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santos.

As investigações contra o esquema criminoso tiveram início a partir de uma apreensão de várias caixas de medicamentos de origem argentina contendo o princípio ativo “Neostigmina”, no Aeroporto Internacional de Campo Grande, em agosto desse ano.

A carga não possuía documentação que comprovasse sua entrada regular no território nacional.

Durante as investigações, os agentes descobriram a participação de diversas empresas de fachada, em 65 municípios, localizadas em 16 Estados e no Distrito Federal. Em 10 meses, os criminosos movimentaram cerca de R$4 milhões.

A operação é realizada em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e as Vigilâncias Sanitárias do município de Cuiabá e dos Estados de Goiás, São Paulo e Espírito Santo.

Operação Autoimune

O nome da Operação deve-se ao emprego dos medicamentos importados no tratamento de diversas doenças autoimunes, ou seja, patologias nas quais o sistema imunológico ataca células saudáveis, levando ao desenvolvimento dos mais variados sintomas.