Indústria de MS gerou 838 novas vagas de emprego formal em junho

O setor industrial de Mato Grosso do Sul foi responsável, em junho, pela abertura de 838 postos formais de trabalho em Mato Grosso do Sul, resultado de 6.950 contratações e 6.112 demissões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Já no acumulado de janeiro a junho, são 7.684 vagas abertas pela indústria, resultado de 45.257 contratações e 37.573 demissões. Com esse resultado, o conjunto da atividade industrial foi responsável por 25% do total de vagas abertas em Mato Grosso do Sul no período indicado.

Com esse resultado, a atividade industrial foi responsável por 25% do total de vagas abertas em MS Foto: Divulgação

As atividades industriais que mais abriram vagas no mês de junho foram: construção de edifícios (+380), abate de bovinos (+192), fabricação de açúcar (+158), obras de acabamento, instalações e serviços especializados (+152) e fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+132).

Já as atividades industriais que mais abriram vagas no acumulado de janeiro a junho fora: construção de edifícios (+2.093), obras de acabamento, instalações e serviços especializados (+1.430), fabricação de álcool (+1.053), obras de infraestrutura (+878), fabricação de açúcar (+806), fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+478) e fabricação de celulose (+208).

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou junho de 2022 com o total de 140.514 trabalhadores empregados.

“Até aqui, houve um aumento de 5,78% em relação ao fechamento do ano anterior, quando o contingente ficou em 132.830 funcionários. Com isso, a atividade industrial responde por 23,7% de todo o emprego com carteira assinada (CLT) existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás do segmento de Serviços, que emprega 226.480 trabalhadores, com participação equivalente a 38,2%, e Comércio, com 141.252 empregados ou 23,8%.

Municípios que mais empregaram

Em relação aos municípios, constata-se que em 59 deles as atividades industriais registraram saldo positivo de contratação no período de janeiro a junho de 2022, proporcionando a abertura de 8.640 vagas.

Entre as cidades com saldo positivo de pelo menos 250 vagas, destacam-se: Ribas do Rio Pardo (+1.430), Campo Grande (+1.259), Três Lagoas (+797), Aparecida do Taboado (+755), Rio Brilhante (+421), Nova Andradina (+414), Dourados (+355), Bonito (+319) e Nova Alvorada do Sul (+257).

As atividades que mais contribuíram nos municípios indicados foram: construção de edifícios (+1.749), obras de acabamento, instalações e serviços especializados (+1.237), obras de infraestrutura (+667), fabricação de álcool (+627), fabricação de brinquedos e jogos recreativos (+481), fabricação de açúcar (+455), abate de bovinos (+192), fabricação de celulose (+185), confecção de peças do vestuário (+95) e preparação de concreto e argamassa (+61).

Por outro lado, em outros 17 municípios as atividades industriais registraram saldo negativo, proporcionando o fechamento de 956 vagas. Entre as cidades com saldo negativo de pelo menos 200 vagas destaca-se Juti (-218). A atividade que mais contribuiu no município indicado foi o abate de bovinos (-233).

MS estima crescimento do PIB e geração de 127 mil empregos nos próximos 15 anos

Investimentos para driblar gargalos na logística estadual giram em torno de R$ 50 bilhões

Um Estudo de Diagnóstico Logístico de Mato Grosso do Sul prevê investimentos em torno de R$ 100 bilhões para melhorar o escoamento de rodovias, hidrovias e ferrovias do estado. Além dos recursos, o Produto Interno Bruto (PIB) local, que hoje é de pouco mais de R$ 50 bilhões, deve aumentar, chegando a 30%. As informações foram divulgadas durante reunião com representantes estaduais e de instituições privadas no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) nesta terça-feira (26).

Segundo Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul deve gerar até 2037, mais de 127 mil empregos Foto Divulgação

Segundo o titular da Secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul deve gerar até 2037, mais de 127 mil empregos. Ainda segundo Verruck, com o mapeamento será possível analisar estratégias para solucionar os gargalos na logística estadual, como os custos de frete e a elevação de preços dos produtos. Ele explica que nas rodovias federais, um dos principais problemas está na BR-262.

“Houve um aumento de carga principalmente pós problema na hidrovia e a entrada do minério nessa rodovia. Então esse é um principal gargalo onde nós temos elevado nível de acidentes, deterioração da pista. O que nós estamos propondo no médio e longo prazo? São os projetos de ferrovia, mudar o perfil, sair de 80% da ferrovia pra 50%, que vai ter um tem uma capacidade de expansão relativamente pequena por causa do fluxo, mas principalmente na questão ferroviária”, explica.

Sobre as hidrovias, que englobam Ladário, Corumbá e Porto Esperança, há expectativa de mais investimentos. Conforme o governo, são três os pontos críticos entre Porto Murtinho e Corumbá.

“Então já existe um estudo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) desses três pontos. Existe um pedido de licenciamento junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) que autoriza a dragagem nesses locais. No ano passado o governador Reinaldo destacou pagar investimento na casa de R$ 15 milhões”, pontuou.

A infraestrutura rodoviária do estado conta com aproximadamente 20 mil km de rodovias (estaduais e federais), sendo 43% pavimentadas e 75% de administração estadual. Dentre essas extensões, estão as duas concessões rodoviárias: a da BR-163/MS (845 km), concedida à CCR MSVia a ser relicitada ao final de 2022; e a da MS 306 (219 km), concedida à Way-306.

A pesquisa mostra ainda crescimento na produção de minério, soja, milho e de celulose, o que também aumenta a concentração de toda operação em cima transporte do rodoviário.

Fundação do Trabalho abre semana com 2.470 vagas no Estado

Somente em Campo Grande são 1.049 ofertas

A Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) abre a semana com 2.470 vagas para quem está buscando uma oportunidade de emprego. Para pessoas com deficiência também existem vagas exclusivas.

Em Campo Grande são oferecidas hoje mais de mil vagas e  os trabalhadores podem buscar colocação na Funtrab, que fica na Rua 13 de maio, 2.773 – Centro (entre as Ruas Cândido Mariano e Dom Aquino) (67)3320-1400.

Funtrab abre semana com 2.470 vagas no Estado (Foto: Divulgação)

Entre as oportunidades estão vagas na construção civil (com 65 oportunidades para pedreiro e 63 para servente), comércio, serviços e indústria.

A Funtrab  disponibilizou um aplicativo para agendamento de atendimento, que pode ser baixado no celular que é o  “MS CONTRATA+” para Trabalhadores.

Posteriormente, os interessados devem se cadastrar na Funtrab com RG, CPF e Carteira de Trabalho, à Rua 13 de maio, 2773, Campo Grande/MS, de segunda a sexta, das 7h30 às 17h30, para concorrer às vagas e requerer o Seguro-Desemprego.

Confira aqui as vagas por município.

Mato Grosso do Sul está entre os 5 estados que mais contrataram no ano

Estado acumula mais de 19.068 novas vagas no mercado de trabalho formal nos primeiros quatro meses do ano

Impulsionado pelo setor de serviços, Mato Grosso do Sul permanece sendo destaque positivo na geração de empregos com carteira assinada, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

Em abril, o Estado criou 2.586 novas vagas no mercado de trabalho formal (com 29.060 admissões e 26.474 desligamentos). Com esse resultado, a Unidade da Federação acumula mais de 19.068 novas vagas no mercado de trabalho formal no quadrimestre. O aumento de 3,39% em relação ao estoque de empregos do mês de dezembro de 2021 coloca Mato Grosso do Sul em 5º lugar em termos de crescimento percentual no ano de 2022, atrás apenas de Amapá (4,31%), Goiás (3,74%), Roraima (3,52%) e Mato Grosso (3,48%).

Para o governador Reinaldo Azambuja, a geração de empregos é resultado de políticas públicas e do desenvolvimento do Estado. “Esses números mostram a transformação de Mato Grosso do Sul e a confiança de quem quer investir aqui. Fizemos o dever de casa, as reformas necessárias e hoje Mato Grosso do Sul é um estado equilibrado financeiramente, capaz de cumprir obrigações, com o pagamento de salários do funcionalismo em dia e fazendo investimentos. Quem investe aqui tem segurança jurídica. Temos uma das melhores políticas de incentivos fiscais, abrindo uma janela de oportunidades, gerando empregos, renda e promovendo o desenvolvimento social”, explicou o governador Reinaldo Azambuja. 

Com exceção do industrial, que teve queda de 335 vagas, todos os setores tiveram saldo positivo no mês de abril em Mato Grosso do Sul. O melhor resultado ficou por conta da área de Serviços, com 1.038 empregos criados, seguido por Comércio (659), Agricultura (652) e Construção (572).

Entre os municípios sul-mato-grossenses com melhor saldo de empregos estão Campo Grande (552), Três Lagoas (453), Ribas do Rio Pardo (354), Nova Alvorada do Sul (304), Vicentina (241), Caarapó (230), Costa Rica (116), Ivinhema (111) e Nova Andradina (117). No mês, o Brasil gerou 196,9 mil empregos formais.

No acumulado de 12 meses (de maio de 2021 a abril de 2022), Mato Grosso do Sul gerou 37.808 empregos com carteira assinada. E para impulsionar ainda mais as contratações, até sexta-feira (10), a Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) realiza o Feirão Digital de Empregos por meio do aplicativo “MS Contrata+”, disponível para IOS e Android.

Confira aqui um resumo feito pela Funtrab sobre a geração de empregos em MS

Atitude, e não “varinha mágica”, criou as condições para MS gerar 36.287 empregos em 2021, diz Reinaldo

Medidas duras, impopulares e o equilíbrio das contas criaram as condições para que Mato Grosso do Sul pudesse manter os níveis de crescimento e chegar ao fim de 2021 com saldo de 36.287 novos postos de trabalho, afirmou o governador Reinaldo Azambuja. Ele comentou os números positivos do mercado de trabalho no Estado nesta terça-feira (1º), durante entrevista ao vivo no programa Band Cidade, da TV Guanandi.

Segundo o governador, a alta no nível de empregabilidade no Estado, que vem se repetindo nos últimos anos, tem uma explicação lógica: o equilíbrio. Sem uma gestão com indicadores positivos, tanto do ponto de vista fiscal quanto administrativo, dificilmente as políticas de indução ao desenvolvimento teriam êxito. Reinaldo destacou que o nível de empregabilidade está atrelado aos pilares de crescimento, sustentados por um conjunto de medidas de curto, médio e longo prazos. “Não tem varinha mágica. É atitude”, afirmou o governador.

De acordo com o Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), Mato Grosso do Sul acumulou no ano de 2021 a geração de 36.287 novos postos de trabalho, com destaque para o comércio – 11.822 novas vagas de emprego com carteira assinada. Em seguida vem o setor de serviços. O aumento em relação a 2020 foi de 6,9%. Campo Grande apresentou o melhor resultado com geração de 13.369 novos empregos formais, seguido por Dourados (4.038) e Três Lagoas (2.590).

“Não há milagre”, reiterou o governador, destacando que o desempenho na geração de empregos em 2021 reflete os resultados de medidas duras, impopulares, mas também de ações estratégicas, muitas delas adotadas para contornar períodos de retração da economia, como foi no início do primeiro mandato, e situações de crise sanitária, como a pandemia, que se arrasta por dois anos.

Reinaldo mencionou entre as ações estratégicas, capazes de contornar dificuldades e induzir o crescimento, os investimentos em infraestrutura, que chegaram nos 79 municípios. Hoje Mato Grosso do Sul é o primeiro no ranking de investimentos per capita, está entre os estados mais competitivos, promoveu ajustes e reformas necessárias ao equilíbrio das contas. As medidas de ajustes, segundo o governador, deram credibilidade à gestão pública, além de segurança para aos investimentos privados.

Um novo Estado

Reinaldo Azambuja também comentou a boa performance do Estado no enfrentamento da pandemia e o avanço na vacinação, com medidas compartilhadas e participação de todos os municípios. “A ciência orienta os nossos passos. Não politizamos a vacina, investimos na saúde e criamos uma teia de suporte aos municípios”, disse o governador sobre o êxito no enfrentamento da pandemia, situação que, segundo ele, permite ao Estado vislumbrar uma das melhores perspectivas de retomada do crescimento.

O governador disse que a crise obrigou a tomada de decisões e medidas impopulares, mas elas vieram acompanhadas de ações que amorteceram o impacto na vida dos trabalhadores e na manutenção de empresas. O ambiente de confiança no governo, em razão da solidez fiscal e políticas de incentivo e estímulo ao desenvolvimento contribuíram para a abertura de mais empresas, um indicador que remete ao resultado positivo na geração de novos empregos formais. Mato Grosso do Sul tem quase 300 mil empresas ativas, das quais 6 mil no setor industrial.

 

Frigorífico de jacarés entra em operação este ano em Corumbá

Até o final deste ano, deve entrar em operação o primeiro frigorífico de jacarés de Mato Grosso do Sul. O empreendimento localizado na BR-262, aproximadamente 50 quilômetros da área urbana de Corumbá, foi lançado nesta quarta-feira, 15 de junho, pelo presidente do grupo Caimasul, Raul Amaral.

“Quero agradecer ao prefeito Paulo Duarte, à Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, toda sociedade corumbaense, ao governo do Mato Grosso do Sul, Secretaria de Meio Ambiente, Ibama, Imasul  e Polícia Ambiental por nos apoiar, acreditar e confiar em nosso trabalho”, afirmou o empresário.

Quando estiver operando com capacidade máxima, o que deve acontecer até o final de 2017, serão produzidos 10 mil quilos de carne de jacaré por mês. Todo o réptil será aproveitado, desde a carne – são 11 diferentes tipos de cortes –, o couro, a cabeça e até as vísceras, que serão transformadas em ração animal pela própria empresa.

“Isso deve promover o turismo na região e levar o nome de Corumbá e do Pantanal para lá dos limites territoriais do Brasil, chegando aos mercados mais exigentes como Milão, Paris e Nova York. Como sempre digo, estamos aqui para somar. Como tantos outros empresários da nossa região, queremos ver o município e o Estado prosperarem, fortalecer nossa sociedade e promover consciência ambiental para as novas gerações”, reforçou Amaral.

Todo o manejo da área de trabalho é sustentável. A água usada nas baias onde ficam os animais vai para bacias de decantação, onde é tratada e reutilizada. Como todo o corpo do animal tem uma utilidade, praticamente não haverá resíduos. Hoje existem cerca de 80 mil jacarés na fazenda, todos coletados na natureza antes de nascerem.

A escolha de matrizes de produção também já começou. O objetivo do grupo é produzir ali mesmo cerca de 80% de toda demanda necessária até 2018. Ainda segundo o presidente da Caimasul, um fundo será criado para financiar estudos de preservação da espécie.

“Será destinado um valor por cada animal abatido pelo frigorifico. Ele será canalizado para a Fundação Caimasul que deve administrar esses fundos e promover com eles investigações cientificas com o jacaré do Pantanal em conjunto com a CSG, Embrapa e universidades para que, com este conhecimento, possamos preservar essa espécie em seu habitat natural”, completou Raul Amaral.

O apoio do Poder Público municipal foi determinante para que o projeto saísse do papel e ganhasse forma. “Há dois anos, a Prefeitura passou a ter efetivamente a primeira Lei de Incentivo Fiscal, aprovada pela Câmara Municipal e que possibilitou também que esse investimento estivesse acontecendo em Corumbá”, destacou o prefeito corumbaense, Paulo Duarte.

“É bom lembrar também que esse investimento já começou. Hoje é a etapa de lançamento do frigorifico, mas toda parte da criação já está aqui instalada há mais de um ano. Teremos aqui, com toda certeza, um empreendimento que vai gerar empregos direta e indiretamente, como já está gerando, sendo ainda um referencial para o turismo de nossa cidade”, completou Duarte.

“No momento que a gente vive, de crise econômica, isso é o que temos buscado para Corumbá. Atrair investimentos, gerar emprego, gerar renda e movimentar a economia da cidade. Quem leva a cidade para o crescimento, para o desenvolvimento, é o setor privado. A Prefeitura tem que ser parceira, tem que estar junto e fomentar esse tipo de coisa. Isso que temos buscado. Trabalhamos muito nisso nesses três anos e meio e em todas as áreas, com o pequeno, médio e o grande empreendedor”, finalizou Paulo Duarte.