Trabalhadores são levados para hospital após vazamento de amônia em frigorífico

Funcionários da planta da JBS localizada na BR-163, em Dourados, precisaram deixar as dependências do frigorífico na noite de terça-feira (28/2) após ocorrência de vazamento de amônia no local.

Funcionários da JBS do lado de fora após vazamento de amônia

De acordo com o Dourados News, por volta de 22h30 alguns trabalhadores deixaram a linha de produção e estavam do lado de fora da JBS.

Relatos apontam que era possível sentir o odor do produto desde a BR-163.

Da rodovia, era possível observar uma ‘fumaça’ e duas ambulâncias levaram pessoas que passavam mal para um hospital particular da cidade.

A reportagem ainda apurou que um chamado chegou a ser feito para o Corpo de Bombeiros, porém, em seguida a situação foi controlada e não houve necessidade de atendimento.

A assessoria de imprensa da JBS informou através de nota que a situação na unidade de Dourados está controlada.

“Os colaboradores receberam pronto atendimento, e a Companhia está prestando todo apoio necessário”, resume o material.

Também foi questionada a quantidade de pessoas que precisaram de encaminhamento hospitalar, porém, até a publicação do material a resposta ainda não havia chegado.

Frigorífico de jacarés entra em operação este ano em Corumbá

Até o final deste ano, deve entrar em operação o primeiro frigorífico de jacarés de Mato Grosso do Sul. O empreendimento localizado na BR-262, aproximadamente 50 quilômetros da área urbana de Corumbá, foi lançado nesta quarta-feira, 15 de junho, pelo presidente do grupo Caimasul, Raul Amaral.

“Quero agradecer ao prefeito Paulo Duarte, à Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, toda sociedade corumbaense, ao governo do Mato Grosso do Sul, Secretaria de Meio Ambiente, Ibama, Imasul  e Polícia Ambiental por nos apoiar, acreditar e confiar em nosso trabalho”, afirmou o empresário.

Quando estiver operando com capacidade máxima, o que deve acontecer até o final de 2017, serão produzidos 10 mil quilos de carne de jacaré por mês. Todo o réptil será aproveitado, desde a carne – são 11 diferentes tipos de cortes –, o couro, a cabeça e até as vísceras, que serão transformadas em ração animal pela própria empresa.

“Isso deve promover o turismo na região e levar o nome de Corumbá e do Pantanal para lá dos limites territoriais do Brasil, chegando aos mercados mais exigentes como Milão, Paris e Nova York. Como sempre digo, estamos aqui para somar. Como tantos outros empresários da nossa região, queremos ver o município e o Estado prosperarem, fortalecer nossa sociedade e promover consciência ambiental para as novas gerações”, reforçou Amaral.

Todo o manejo da área de trabalho é sustentável. A água usada nas baias onde ficam os animais vai para bacias de decantação, onde é tratada e reutilizada. Como todo o corpo do animal tem uma utilidade, praticamente não haverá resíduos. Hoje existem cerca de 80 mil jacarés na fazenda, todos coletados na natureza antes de nascerem.

A escolha de matrizes de produção também já começou. O objetivo do grupo é produzir ali mesmo cerca de 80% de toda demanda necessária até 2018. Ainda segundo o presidente da Caimasul, um fundo será criado para financiar estudos de preservação da espécie.

“Será destinado um valor por cada animal abatido pelo frigorifico. Ele será canalizado para a Fundação Caimasul que deve administrar esses fundos e promover com eles investigações cientificas com o jacaré do Pantanal em conjunto com a CSG, Embrapa e universidades para que, com este conhecimento, possamos preservar essa espécie em seu habitat natural”, completou Raul Amaral.

O apoio do Poder Público municipal foi determinante para que o projeto saísse do papel e ganhasse forma. “Há dois anos, a Prefeitura passou a ter efetivamente a primeira Lei de Incentivo Fiscal, aprovada pela Câmara Municipal e que possibilitou também que esse investimento estivesse acontecendo em Corumbá”, destacou o prefeito corumbaense, Paulo Duarte.

“É bom lembrar também que esse investimento já começou. Hoje é a etapa de lançamento do frigorifico, mas toda parte da criação já está aqui instalada há mais de um ano. Teremos aqui, com toda certeza, um empreendimento que vai gerar empregos direta e indiretamente, como já está gerando, sendo ainda um referencial para o turismo de nossa cidade”, completou Duarte.

“No momento que a gente vive, de crise econômica, isso é o que temos buscado para Corumbá. Atrair investimentos, gerar emprego, gerar renda e movimentar a economia da cidade. Quem leva a cidade para o crescimento, para o desenvolvimento, é o setor privado. A Prefeitura tem que ser parceira, tem que estar junto e fomentar esse tipo de coisa. Isso que temos buscado. Trabalhamos muito nisso nesses três anos e meio e em todas as áreas, com o pequeno, médio e o grande empreendedor”, finalizou Paulo Duarte.