Disputa para governador no segundo turno movimenta 12 estados brasileiros

Os eleitores de todos os estados retornarão às urnas no dia 30 de outubro para definirem a disputa em segundo turno para a Presidência da República

Contar e Riedel disputam o governo de MS (Foto: Divulgação )

O segundo turno das eleições para governador será realizado em 12 estados. Nessas unidades da federação, nenhum dos candidatos atingiu mais de 50% dos votos válidos para vencer a disputa em primeiro turno.

O segundo turno será disputado entre os seguintes candidatos:

Alagoas – Paulo Dantas (MDB) x Rodrigo Cunha (União)

Amazonas – Wilson Lima (União) x Eduardo Braga (MDB)

Bahia – Jerônimo Rodrigues (PT) x ACM Neto (União)

Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB) x Marato (PL)

Mato Grosso do Sul – Capitão Contar (PRTB) x Eduardo Riedel (PSDB)

Paraíba – João Azevêdo (PSB) x Pedro Cunha Lima (PSDB)

Pernambuco – Marília Arraes (Solidariedade) x Raquel Lyra (PSDB)

Rio Grande do Sul – Onyx Lorenzoni (PL) x Eduardo Leite (PSDB)

Rondônia – Coronel Marcos Rocha (União) x Marcos Rogerio (PL)

Santa Catarina – Jorginho Mello (PL) x Décio Lima (PT)

Sergipe – Rogério Carvalho (PT) x Fábio (PSD)

São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos) x Fernando Haddad (PT)

Em 14 estados e no Distrito Federal, os governadores foram eleitos no primeiro turno.

Os eleitores de todos os estados retornarão às urnas no dia 30 de outubro para definirem a disputa em segundo turno para a Presidência da República.

A segunda fase do pleito será disputada pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 48,43% dos votos válidos no primeiro turno (57,2 milhões), e Jair Bolsonaro (PL), que recebeu 43,20% (51 milhões).

Riedel celebra votação e reforça no 2° turno propostas e diálogo com eleitor

Estreante em eleições, Eduardo Riedel deixou para trás nomes históricas da política regional

Eduardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45), disputará o segundo turno das eleições com Capitão Contar (PRTB), e vai apresentar ao eleitorado sul-mato-grossense um projeto transformador para o Estado e sociedade.

” Vamos fortalecer o projeto e trabalhar por um futuro melhor para todos os sul-mato-grossenses”, diz Riedel Foto: Saul Schramm

“Vamos fortalecer o projeto e trabalhar por um futuro melhor para todos os sul-mato-grossenses. Vamos continuar conversando com as pessoas, com a sociedade, com as lideranças, com os 79 municípios do Estado. Quem quiser apoiar este projeto será muito bem vindo”, afirmou Eduardo Riedel.

Com 100% das urnas apuradas, Contar somou 26,71% dos votos válidos, contra 25.16% de Riedel. O ex-governador André Puccinelli (MDB) ficou em terceiro, com 17,18%, seguido por Rose Modesto (União Brasil), com 12,42%, Giselle Marques (PT), com 9,42%%, e do ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, com 8,68%%.

Riedel e agora senadora eleita por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, comemoram juntos o resultado das eleições e já projetaram um 2° turno de apresentação de propostas, projetos e diálogo com a população.

 

Na Assembleia Legislativa 17 deputados conseguiram se reeleger

Os eleitores definiram nas eleições, neste domingo (2), a nova composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, composta por 24 deputados estaduais. Destes, 17 parlamentares conseguiram se reeleger.

Dos três deputados eleitos mais bem posicionados dois são do PSDB: Mara Caseiro, com 49.512, e com 49.184 votos, Paulo Corrêa. O terceiro é o Zeca do PT (PT), com 47.193. Ao todo, 17 candidatos estão em reeleição, cinco são novatos e dois já foram deputados e voltam para a Assembleia.

O candidato Thiago Vargas (PSD) teve 18.288 votos, mas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aparece como anulado sub-judice.

Confira abaixo a relação dos deputados federais reeleitos por Mato Grosso do Sul:

  1. Mara Caseiro (PSDB) – 49.512 votos;
  2. Paulo Corrêa (PSDB) – 49.184 votos;
  3. Jamilson Name (PSDB) – 43.435 votos;
  4. Zé Teixeira (PSDB) – 39.329 votos;
  5. Lídio Lopes (Patriota) – 32.412 votos;
  6. Coronel David (PL) – 31.480 votos;
  7. Pedro Kemp (PT) – 27.969 votos;
  8. Lucas de Lima (PDT) – 26.575 votos;
  9. João Henrique Catan (PL) – 25.914 votos;
  10. Gerson Claro (PP) – 25.839 votos;
  11. Londres Machado (PP) – 25.691 votos;
  12. Antonio Vaz (Republicanos) – 19.395 votos;
  13. Renato Câmara (MDB) – 17.756 votos;
  14. Amarildo Cruz (PT) – 17.249 votos;
  15. Neno Razuk (PL) – 17.023 votos;
  16. Marcio Fernandes (MDB) – 16.111 votos;
  17. Rinaldo Modesto (Podemos) – 12.800 votos.

Candidatos novatos

  • Pedro Caravina (PSDB) – 31.952 votos;
  • Rafael Tavares (PRTB) – 18.224 votos;
  • Pedrossian Neto (PSD) – 15.994 votos;
  • Lia Nogueira (PSDB) – 15.155 votos;
  • Roberto Hashioka (PSDB) – 13.662 votos.

Candidatos que voltaram à Assembleia:

  • Zeca do PT (PT) – 47.193 votos;
  • Junior Mochi (MDB) – 26.108 votos.

Bancada Federal do MS foi renovada em 50% nesta eleição

O eleitorado de Mato Grosso do Sul irá renovar metade de sua bancada federal para o quadriênio 2023-2026. Com quase 100% das urnas apuradas, Marcos Polon (PL), que foi apoiado pelo filho de Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro, foi o mais votado do pleito, com 103.055 votos.

Marcos Polon, Rodolfo Nogueira, Geraldo Resende e Camila Jara são as novidades – Fotomontagem

Também está reeleito o deputado federal Beto Pereira (PSDB), que atingiu 97.618 votos, o segundo mais votado do pleito. O terceiro mais votado também é tucano: é o ex-secretário de saúde e atual suplente de deputado, Geraldo Resende (PSDB), que conquistou 95.913 votos.

O PT volta a ter dois deputados federais em sua bancada em Brasília (DF). Vander Loubet reelegeu-se e foi o quarto mais votado com 75.630 votos. A quinta mais votada será uma estreante no Congresso: Camila Jara (PT), que obteve 56.525.

Dagoberto, ex-pedetista que ingressou no PSDB em março último, conseguiu voltar à Câmara dos Deputados, com os seus 47.974 votos.

O deputado federal Luiz Ovando (PP) também conseguiu se reeleger com seus 45.464 votos. Por causa da boa votação de Marcos Polon, Rodolfo Nogueira (PL) também conquista um lugar na Câmara, com 41.741 votos.

Outros dois deputados federais de Mato Grosso do Sul não conseguiram a reeleição foram Loester Trutis (PL), com 21.779 votos, Fábio Trad (PSD), que teve 43.809 votos, foi o oitavo mais votado, mas seu partido não atingiu o coeficiente.

As outras duas deputadas disputaram outros cargos: Tereza Cristina (PP) foi eleita senadora, e Rose Modesto (União Brasil) disputou o governo do Estado e foi a quarta mais votada.

Com 88,82% das urnas apuradas, Tereza Cristina é eleita senadora em MS

Tereza Cristina Corrêa da Costa (PP) foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul nas eleições deste domingo (02). Ele teve 735738 votos o equivalente a 61% até o momento, com 88,82% das urnas apuradas no Estado.

Luiz Henrique Mandetta (União Brasil) foi o segundo candidato mais votado, com 15,50% dos votos. Candidato pelo PT, Tiago Botelho ficou em terceiro com 12,44% dos votos. Juiz Odilon (PSD) ficou em quarto com 10,83% dos votos.

Tereza Cristina estava em seu segundo mandato como deputada federal pelo Estado. Apoiada fortemente pelo setor do agronegócio, se tornou braço direito do presidente Jair Bolsonaro onde comandou a pasta da agricultura na atual gestão.

Soraya Thronicke vota e lembra que Bolsonaro traiu Riedel e é vaiada

Presidenciável do União Brasil votou depois das 10h acompanhado do marido e de assessores. Ela disse em entrevista que, acredita no processo eleitoral e está otimista com o resultado das urnas.

A candidata do União Brasil à Presidência, Soraya Thronicke, votou na manhã deste domingo (2) na Escola Municipal Professor Arassuay Gomes de Castro, localizada no bairro Vila Manoel da Costa Lima, em Campo Grande (MS).

Soraya Thronicke vota em Campo Grande — Foto: JoséPereira/TVMorena

Soraya Thronicke chegou à zona eleitoral pouco depois das 10h, acompanhada do marido e de assessores, cercada por jornalistas que tentavam registrar seu voto. Ela levou cerca de um minuto para concluir a votação na urna eletrônica.

Em entrevista coletiva após votar, Thronicke comentou que estava feliz por retornar para Campo Grande para votar. “Eu andei pelo Brasil inteiro nessa campanha, comecei a minha campanha aqui e hoje aqui de novo, em Campo Grande, para votar, para exercer o meu papel, antes de candidata, antes de senadora, meu papel de cidadã. Estou muito feliz, hoje é a festa da democracia, porque eu ainda acredito que nós vivemos em uma democracia e que saibamos discutir política com urbanidade, com respeito, porque quem não tem argumentos, grita. Quem não sabe o que quer, grita. Nós não precisamos gritar e desrespeitar os outros para tratar de política”.

Ela declarou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) traiu o candidato ao governo estadual Eduardo Riedel (PSDB) ao declarar apoio ao Capitão Contar (PRTB) durante debate nacional. Neste momento foi vaiada por apoiadores do presidente que estavam na fila de votação. Uma delas a chamou de ‘traidora de Bolsonaro’, aos gritos. Soraya se afastou e continuou a entrevista já perto do portão de saída da escola.

“Tudo pode acontecer, a pesquisa é uma foto do dia, uma foto do momento daquela determinada localidade onde as pessoas foram entrevistadas, mas a gente tem que ver o filme inteiro, não só a foto”, completou Soraya.

A presidenciável do União Brasil irá acompanhar a apuração ao lado da família, colegas de partido e aliados.

Reinaldo aposta em Riedel no segundo turno das eleições em MS

No término do segundo mandato, o atual governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, acredita firmemente que o seu aliado, Eduardo Riedel (PSDB) estará no segundo turno das eleições, que deve ocorrer no próximo dia 30 de outubro, caso necessário.

Governador Reinaldo Azambuja após votação – Crédito: Chico Ribeiro/Divulgação

Azambuja compareceu para votar, por volta das 9h da manhã deste domingo (2), na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, no Jardim dos Estados, em Campo Grande.

Em relação a campanha de Riedel, o atual chefe do executivo estadual declarou “fizemos uma boa caminhada, o Eduardo se superou aí com boas propostas, era o candidato mais desconhecido e chega bem, chega tranquilo”.

Citando as pesquisas realizadas em MS para o postulante a sua cadeira no Governo do Estado, o atual governador disse “sempre confiei primeiro na proposta, segundo no trabalho” [se referindo ao seu ex-secretário de Infraestrutura], e ainda disse que “a pesquisa que tem melhor resultado é a das urnas”.

Sobre um possível apoio a Puccinelli (MDB) ou Marquinhos Trad (PSD), em um eventual segundo turno entre esses candidatos, Azambuja foi enfático: “eu tenho confiança que o Eduardo estará no segundo turno. Confiança pelo trabalho, pela boa campanha que ele fez”.

Eleições 2022

Em MS, quase 2 milhões de eleitores estão aptos a participarem do processo que escolherá composições na Câmara dos Deputados, Assembleia, Senado Federal, além de Governado e Presidência da República.

A votação em Mato Grosso do Sul ocorre entre 7h e 16h. A medida foi determinada pela Justiça Eleitoral que unificou os horários em todo o país, de acordo com o fuso de cada região. Caso tenha necessidade, o segundo turno será em 30 de outubro.

Giselle Marques vota e está confiante na vitória de Lula no 1º turno

A petista Giselle Marques votou às 9h deste domingo (2), no Colégio Cristão Aliançados, Vila do Polonês, em Campo Grande. Ela acredita em vitória de Lula em primeiro turno e diz que a democracia sairá vitoriosa neste pleito.

Giselle Marques votou em Campo Grande – Foto Itamar Buzzatta

“Minha expectativa é muito favorável. Acredito que Lula ganha já nesse primeiro turno”, disse.

Na ida para a urna, ela disse que espera ir para a disputao do 2º turno e que acredita na transferência de votos do Lula.

Giselle Marques estava com a bandeira do Brasil e disse que a extrema direita tentou se apropriar do símbolo da nação.

Mais de 156 milhões de brasileiros vão às urnas neste domingo

Um dos pontos que chama atenção será o grande número de jovens aptos a votar

Chegou o grande dia para a escolha dos novos representantes para os próximos quatro anos. No domingo, 2 de outubro, 156.454.011 de brasileiros irão às urnas para escolher o novo presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. A votação acontece em 5.570 cidades do país, incluindo o Distrito Federal e Fernando de Noronha, e 181 localidades no exterior.

Para estas eleições foi registrado um aumento de 6,21% do eleitorado em comparação com a última eleição geral, realizada em 2018, quando 147.306.275 pessoas estavam habilitadas para votar.

O eleitorado brasileiro é majoritariamente composto por mulheres. Elas correspondem a 52,65% do total apto a votar nas Eleições 2022. Já os homens somam 47,33% dos votantes.

Faixa etária

Este ano, serão 2.116.781 eleitores jovens, que têm 16 e 17 anos; e 14.893.281 eleitores com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo. Somam-se ao grupo de eleitores idosos 184.330 votantes que possuem 100 anos ou mais. Pessoas na faixa dos 25 aos 44 anos correspondem a 40,72% dos eleitores.

O eleitorado com deficiência no Brasil e no exterior corresponde a 0,81% do total de votantes. Ao todo, 1.271.381 pessoas declararam ter deficiência ou mobilidade reduzida, sendo 642.441 mulheres; 628.827 homens; e outras 113 sem informação relativa ao gênero.

Nome social

Por falar em gênero, desde 2018, pessoas transgênero, transexuais e travestis podem solicitar à Justiça Eleitoral a inclusão do nome social no título de eleitor. Naquele ano, 7.945 eleitoras e eleitores exerceram esse direito. Agora, esse número cresceu para 37.646 pessoas com nome social, um aumento de 373% em relação às últimas eleições gerais. Desses mais de 37 mil votantes, 20.129 se identificam com o gênero feminino e 17.517 com o masculino.

Colégios eleitorais

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados que representam os três maiores colégios eleitorais do Brasil, respectivamente. São Paulo concentra 22,16% de todas as pessoas aptas a votar em 2022. Logo em seguida vem Minas Gerais, com 10,41%; e Rio de Janeiro, com 8,2% do total de eleitores do país.

Roraima, Amapá e Acre são os estados que representam os três menores colégios eleitorais. Em Roraima votam 0,23% do total de eleitores, enquanto no Amapá estão 0,35% e no Acre 0,38% do eleitorado.

Vagas disponíveis

No Congresso Nacional são 540 vagas disponíveis, sendo 513 para deputada ou deputado federal e outras 27 para senadora ou senador.

Nas Assembleias Legislativas são 1.035 cadeiras em disputa, distribuídas em 26 Unidades da Federação. Já para a Câmara Legislativa do DF serão eleitos 24 parlamentares. Para os cargos do Poder Executivo serão escolhidos 27 governadores e um presidente da República.

Servidores e Mesários

A realização de eleições para eleger representantes políticos é uma conquista assegurada pela Constituição Federal.

Em todo país, mais de 22 mil servidoras e servidores da Justiça Eleitoral trabalham para garantir que esse direito possa ser exercido. Além disso, são mais de três mil juízas e juízes e três mil promotoras e promotores, que atuam em 28 tribunais eleitorais; 2.637 zonas e 496 mil seções eleitorais, instaladas inclusive nas aldeias de povos originários.

Neste ano, 1,7 milhão de mesários foram nomeados para trabalhar nas seções eleitorais espalhadas pelo país. Entre eles, 52% foram convocados pela Justiça Eleitoral a realizar o trabalho, enquanto 48% se candidataram para atuar voluntariamente no dia da eleição.