Presidente eleito ampliou para 37 o número de ministérios para acomodar aliados
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou os 16 nomes restantes que irão comandar os 37 ministérios de seu governo. O petista assumirá o País no próximo dia 1º de janeiro.
Lula e Simone Tebet Foto: Adriano Machado
Entre os anunciados estão Simone Tebet, para o Planejamento, e Marina Silva, no Meio Ambiente. Ambas foram fundamentais para angariar votos para Lula, principalmente no segundo turno contra o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL). As duas foram muito aplaudidas durante o anúncio.
Marina Silva e Lula Foto: Adriano Machado
Além das novas ministras, Lula também anunciou outros importantes nomes, como Renan Filho, que assumirá o Ministério dos Transportes; Jáder Filho, em Cidades; e Carlos Lupi para o comado da Previdência. O presidente nacional do PDT declarou apoio ao petista no segundo turno.
Para fechar seus ministros, foram apresentados ainda:
Waldez Góes, na Integração Nacional; Carlos Fávaro, na Agricultura e Pecuária; Alexandre Silveira, em Minas e Energia; André de Paula, na Pesca e Aquicultura; Paulo Teixeira, no Ministério do Desenvolvimento Agrário; Daniela do Waguinho, no Turismo; Juscelino Filho, na pasta das Comunicações; Ana Moser, em Esportes; Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas; Gonçalves Dias, na chefia do Gabinete de Segurança Institucional; Paulo Pimenta, na Secretaria de Comunicação Social.
Lula e Simone Tebet acertaram os ponteiros. A senadora do MDB aceitou convite para assumir o Ministério do Planejamento no futuro governo
Lula e Simone Tebet acabam de acertar os ponteiros. A senadora do MDB aceitou convite para ser ministra do Planejamento no futuro governo, com a inclusão do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) na pasta.
Candidata à Presidência pelo MDB, Simone Tebet foi importante aliada de Lula no segundo turno da eleição
O acordo finalmente foi selado após idas e vindas. No início, Simone Tebet pleiteou o comando do Ministério do Desenvolvimento, que, contudo, foi entregue por Lula ao petista Wellington Dias.
Depois disso, como antecipou a coluna na sexta-feira (23/12), o Ministério do Planejamento passou a ser a pasta mais provável para Tebet, mas ela resistiu a aceitar o convite. Avaliava que o ministério tinha “pouca ação política”. A emedebista chegou a flertar com o Meio Ambiente, mas Marina Silva bateu o pé e ficou com o comando da pasta.
Com a transferência do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) para o Planejamento, definida hoje, o ministério se tornou mais atrativo para Tebet.
Candidata à Presidência pelo MDB, Simone Tebet foi importante aliada de Lula no segundo turno da eleição, quando mergulhou de cabeça na campanha do petista. No governo, ela representará a cota institucional do MDB, dando início a uma costura para consolidar aliança em 2026.
Além de Tebet, o MDB pleiteia mais dois ministérios, Cidades e Transportes, que contemplariam, respectivamente, as bancadas do partido na Câmara e no Senado.
Planejamento é uma das poucas pastas que restaram para acomodar senadora, que ficou em 3º lugar na disputa presidencial e cujo apoio foi fundamental para vitória de Lula
A senadora Simone Tebet sinalizou a aliados que só aceita o ministério do Planejamento se vier “turbinado” com bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O Planejamento é uma das poucas pastas que restaram para acomodar a senadora, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial e cujo apoio se tornou fundamental para a vitória de Lula.
Outra alternativa seria encaixar a senadora no ministério das Cidades Ricardo Stuckert
As negociações estão sendo feitas entre Alexandre Padilha, futuro ministro das Relações Institucionais, e Baleia Rossi, presidente do MBD. Tebet chega a Brasília na noite desta segunda-feira (26).
Aliados de Tebet pedem ainda que o Plano de Parceira Público Privada (PPI) venha para o Planejamento. Pelo desenho atual da nova Esplanada, essa área fica na Casa Civil, sob comando de Rui Costa.
Outra alternativa seria encaixar a senadora no ministério das Cidades, mas a vaga é pleiteada pelo MDB da Câmara e não chegou a ser oferecida a Tebet. Segundo aliados, emissários de Lula sinalizaram com os ministérios do Meio Ambiente, que deve ficar com Marina Silva, e com o Turismo, que a senadora rejeitou.
Hoje Banco do Brasil e Caixa estão sob o guarda-chuva do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A expectativa é de que ambos os bancos sejam comandados por mulheres, que foram escolhidas por indicação do presidente eleito Lula, conforme apurou à CNN.
Já BNDES fica no guarda-chuva do futuro ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o vice-presidente Geraldo Alckmin. O presidente do BNDES será Aloizio Mercadante.
Na reunião com a cúpula emedebista, Lula garantiu que Simone será sua ministra, mas disse que quer oferecer o Meio Ambiente ou do Planejamento
Além da senadora Simone Tebet (MS), o MDB terá mais dois ministérios no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Transportes, com o ex-governador e senador eleito Renan Filho (AL), e Cidades. O pleito é uma demanda antiga da legenda, que brigava para assumir duas vagas, além da que será dada à parlamentar. Alas do partido defendem que ela seja contabilizada como da cota pessoal de Lula.
O martelo foi batido em reunião de lideranças do MDB com o presidente eleito ontem, disseram integrantes da legenda ao GLOBO. Mas uma disputa interna na bancada do partido na Câmara, a quem coube a indicação para a pasta das Cidades, pode acabar sendo resolvida com a indicação de Tebet para o Ministério das Cidades, e não para o do Meio Ambiente, como prefere o PT.
A senadora Simone Tebet (MDB-MS), em entrevista coletiva do grupo de transição. Foto: Reprodução
Embora tenha despontado como favorito, o deputado federal José Priante (PA) sofre a resistência do clã Barbalho. O governador reeleito Helder Barbalho (PA), se reunirá nesta sexta-feira com o líder do partido na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões Jr (AL), para tentar chegar a um consenso. Caso a conversa não prospere, quem será indicada, garantiram fontes ao GLOBO, será Tebet.
Na reunião com a cúpula emedebista, Lula garantiu que Tebet será sua ministra. Mas afirmou que vai oferecer à senadora os ministérios do Meio Ambiente ou do Planejamento. Tebet já indicou a aliados que, entre as duas pastas, prefere a do Meio Ambiente, mas a condição é a de que a deputada eleita Marina Silva (Rede-SP) ocupe a nova função de comandante da autoridade climática, com status de ministra. A pasta da Cidade não estava no xadrez. Tebet e Lula se encontram hoje para decidir qaul pasta a senadora ocupará.
Tebet resistia a aceitar o Meio Ambiente justamente por conta de sua proximidade com Marina, que se deu no segundo turno das eleições. Mas acabou cedendo à ideia após pressão do PT e de empresários que apoiaram a terceira via. Na reunião da última quinta-feira, o presidente eleito também sinalizou, ao contrário do que defende o presidente do partido, deputado federal reeleito Baleia Rossi (SP), que a indicação de Tebet entrará em sua cota pessoal, inclusive para não ser cobrado por outros partidos pelos três ministérios dados ao MDB.
Capacidade de entrega Segundo emedebistas ouvidos pelo GLOBO, a escolha de Renan Filho, filho de Renan Calheiros, para Transportes teve como pano de fundo o bom desempenho de Alagoas no setor. O estado, que foi governado pelo senador eleito em duas ocasiões, já foi classificado pela Confederação Nacional de Transporte (CNT) como o líder no ranking das melhores rodovias públicas do país.
Além disso, integrantes do MDB entendem que a pasta poderá trazer projeção ao senador. Lembram que Transportes fica hoje no guarda-chuva do Ministério da Infraestrutura, que foi comandado pelo governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Renan Filho chegou a ser sondado pelo PT para ocupar o Ministério do Planejamento, a pedido do futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A ideia, porém, não agradou à bancada emedebista do Senado, que desejava uma pasta com “ação política”, requisito que Transportes atende. Emedebistas sempre tiveram foco em assumir pastas com orçamentos robustos e que tenham o que chamam “capacidade de entrega”, como Cidades.
Parlamentar que ficou em 3º lugar na disputa presidencial está encerrando mandato de senadora
Em emocionado discurso de despedida do Senado, nesta quarta-feira (14), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) defendeu o regime democrático, a participação ativa da mulher na vida pública e cobrou melhorias nas condições de vida dos brasileiros de todas as regiões do país.
“É preciso urgentemente que o livro volte ao lugar das armas, a esperança ocupe o lugar da iniquidade, a verdade varra definitivamente a mentira, o ouvido conciliador volte a ocupar o lugar do, hoje, grito de ordem, e que o diálogo assuma definitivamente o seu lugar no lugar do ditado, para que o amor definitivamente tome o lugar do ódio”, afirmou.
Simone ficou em terceiro lugar na eleição presidencial deste ano Foto: Roque de Sá Agência Senado
Simone Tebet, cujo mandato termina em 1º de fevereiro de 2023, disse que a democracia e os direitos constitucionais não podem se limitar a discursos de ocasião, e que a Constituição, “a nossa maior e mais abrangente luz, não pode ser mero ornamento nas prateleiras vazias”. A senadora expressou gratidão aos seus pares e afirmou que “só é cidadão quem tem salário justo e digno, quem lê e escreve, quem mora, quem tem hospital e remédio e lazer para descanso”.
“Nossa missão é garantir que os direitos mais sagrados, invioláveis, individuais, fundamentais, como direito à vida, à liberdade, à igualdade e à propriedade, não sejam apenas de poucos, mas de todos. Ao longo da minha caminhada, aprendi que não se luta apenas para vencer. Confesso aqui que ganhei muito mais nas vezes em que perdi as batalhas. Mas, se a gente luta, é para defender projetos, para disseminar ideias, para iluminar caminhos, para plantar boas sementes para ter uma colheita coletiva no futuro. Eu não posso negar que, em determinados momentos, eu fui ao limite da minha capacidade física e mental”, afirmou.
Simone Tebet ficou em terceiro lugar na eleição presidencial deste ano, quando obteve 4.915.423 votos, equivalente a 4,16% do eleitorado, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após o primeiro turno, a senadora se uniu à campanha do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, eleito para um terceiro mandato de presidente da República no segundo turno das eleições, em 30 de outubro último.
“No limite das minhas naturais limitações e possibilidades, procurei fazer da fagulha da esperança de muitos um facho de luz para iluminar os caminhos do povo brasileiro. A busca por igualdade de oportunidades sempre foi a minha grande missão, a minha grande causa e por ela lutei. Lutei por um Brasil justo e solidário, para que cidadania não fosse apenas uma mera figura de retórica nem se restringisse ao simples ato de ir às urnas votar, mas pudesse ser a mais absoluta e plena, pudesse representar aquilo que está na Carta Magna”, afirmou.
Simone Tebet disse ainda que, junto com a bancada feminina do Senado, “buscou superar o ódio, a violência, as injustiças, a incúria política e administrativa, o descaso e a omissão que, infelizmente, marcaram, nesses quatro anos, a cena política brasileira”. A senadora ressaltou que, vinda “do interior do interior” do Brasil, jamais imaginou chegar tão longe e ocupando espaços que, nos últimos 198 anos, sempre foram dominados pelo timbre masculino.
“Fui a primeira mulher presidente da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, fui a primeira presidente da comissão mais importante desta Casa, a Comissão de Constituição e Justiça e, graças à bancada do meu partido, por unanimidade, fui a primeira mulher a liderar a maior bancada, na época. Fui a primeira líder da bancada feminina no Senado Federal”, afirmou.
Simone Tebet defendeu ainda a participação das mulheres na política e disse que a atuação feminina é fundamental para o avanço democrático do país.
“Vocês vão descobrir talentos, vão descobrir competência, ética, respeito e, acima de tudo, um amor incondicional de mãe e de mulher por este país. E eu peço ao Brasil, agora que saio que, pelas redes sociais, acompanhem os trabalhos dos nossos colegas, mas deem um olhar especial para cada uma das deputadas, das senadoras, das parlamentares, das mulheres que fazem política no Brasil e vocês vão ver quantos talentos, e quanto desperdício de capacidade, está o Brasil perdendo na causa pública. Os registros do Senado dão um testemunho dos avanços na legislação da nossa bancada, não só no combate à violência contra a mulher, em que tivemos a unanimidade dos votos com os parlamentares homens, mas na nossa luta contra qualquer tipo de discriminação”, afirmou.
Simone Tebet disse que a CPI da Covid transformou sua indignação em coragem ao constatar que 700 mil pessoas perderam as vidas. “Muitas delas poderiam estar vivas não fosse uma política de saúde pública movida pela insensatez, pela insensibilidade e pela omissão. Há tanto por fazer e há tantos retrocessos para combater” , desabafou.
Simone Tebet adiantou que não pretende abandonar a vida pública. “Não sei aonde a vida vai me levar, mas farei política enquanto viver, como cidadã, como professora, como advogada, repito, aonde quer que a vida me leve. Lutarei e continuarei a lutar por um Brasil sem fome e sem miséria, por saúde e educação de qualidade, que devolvam a cidadania e nos retirem dessa vergonhosa situação de ser um dos países com maior desigualdade social do planeta; por um Brasil que volte a ter, na nossa diversidade, a nossa maior riqueza, afinal, somos um único país. Um país, enfim, cujo povo cultiva em terra fértil, com seu trabalho, sua arte e seus sabores, o futuro que todos nós queremos”, afirmou.
Simone Tebet também agradeceu a todos os funcionários do Senado.
— Sou testemunha de que vocês são o coração, a alma e o pulmão do Senado Federal. Nós passamos; vocês permanecem, porque nós somos passageiros; vocês são necessários, missionários da causa pública — destacou.
Senadores e senadoras saudaram a atuação de Simone Tebet, entre eles Mara Gabrilli (PSDB-SP), candidata a vice-presidente na chapa do MDB nas últimas eleições.
— Foi uma honra construir quase cinco milhões de votos com você e todas as pessoas e partidos que juntos confiaram em nós. Foi um orgulho poder representar com você a valorização do feminino que cuida, que faz as coisas com amor. O país só será desenvolvido de fato se não deixar ninguém para trás. O Brasil tem que ser de todos, incluindo as mulheres e a diversidade em suas tomadas de decisão — afirmou.
Eduardo Braga (MDB-AM) apontou em Simone Tebet a “sensibilidade em fazer o bem, motivada em construir soluções para melhorar a vida com o olhar diferenciado, o olhar feminino, sempre mais acurado e observador que nós outros, o olhar masculino, um ser humano sem preconceito, que não distingue ricos de pobres, brancos, negros, pretos e pardos, que se sensibiliza com as crianças e tornou a causa das crianças brasileiras e da política pública infantil a prioridade de sua candidatura” à Presidência da República. O senador apontou ainda o destaque, a visibilidade e a projeção que Simone Tebet alcançou em 2022.
— Você foi a mulher que foi mais longe no MDB, que empunhou temas antes não levantados pelo MDB, e por uma voz feminina representando o partido — afirmou.
Jorge Kajuru (Podemos-GO) destacou as virtudes de Simone Tebet como “mulher, mãe, esposa e principalmente filha”.
— É muito difícil falar de ti sem emoção. Nenhuma outra mulher, politicamente falando, me proporcionou tantos momentos inesquecíveis. Você sai do Senado para o Ministério do Desenvolvimento Social, e você terá a faixa da Presidência da República em 2026 —afirmou.
Paulo Paim (PT-RS) destacou a liderança política de Simone Tebet e disse que a senadora “é uma mulher além de seu tempo, que vai ajudar a reconstruir o Brasil para todos, sem nenhum tipo de preconceito, com olhar humano, uma visão de políticas humanitárias”.
Rose de Freitas (MDB-ES) destacou a atuação política de Simone Tebet no Senado e nas eleições presidenciais, “no gesto de uma mulher que compartilha uma luta para ajudar a eleger um presidente da República depois de não ter atingido a sua meta”.
— Essa grandeza os homens não têm sempre. As mulheres têm mais. Discutir para onde você dever ir é tão pequeno diante do tamanho que você foi nessa luta. O brasil se orgulha de você, e eu, muito, muito, muito — afirmou.
Eliziane Gama (Cidadania-MA) ressaltou que Simone Tebet constitui um exemplo para a nova geração de mulheres brasileiras, que veem na senadora um modelo de coragem. A senadora afirmou ainda que a presença de Simone Tebet no palanque de Luiz Inácio Lula da Silva foi importante para a vitória do candidato do PT à Presidência da República.
— Você marca nossa geração, você marca o nosso tempo, sobretudo porque nos inspira, você é uma inspiração para as mulheres brasileiras, você é uma inspiração para mim — afirmou.
Leila Barros (PDT-DF) destacou o orgulho de ter participado da mesma legislatura de Simone Tebet.
— Você é realmente gigante e você cresceu, você chegou na campanha e se agigantou, nos representou por ser mulher e por ter coragem no momento em que muitos ficaram em cima do muro, à espera da posição de terceiros. E a gente sabe o preço que você pagou. O governo que hoje chega tem que entender a sua força e o que você representa enquanto mulher — argumentou.
Marcelo Castro (MDB-PI) classificou Simone Tebet como “competente, preparada, inteligente, presente, sempre defendendo as boas causas nacionais”.
— Do fundo do meu coração, você foi nota dez nessa campanha, você foi brilhante e você hoje é uma unanimidade nacional. Eu não conheço uma pessoa que não tenha você no mais elevado conceito, todas as pessoas com quem conversei durante a campanha foram unânimes em dizer que você foi a melhor em todos os debates. Você era a candidata certa na hora errada, inadequada, porque havia no Brasil uma bipolarização muito forte que diminuiu a chance dos outros candidatos — afirmou.
Ex-aluna de Simone Tebet e sua concorrente nas eleições presidenciais, Soraya Thronicke (União-MS) parabenizou a senadora pela “grandeza, elegância, inteligência, coragem, presença, amizade e força”.
— Aqui no Brasil ser mulher na política não é fácil, porque às vezes você é usada, é enganada, e são poucas as mulheres que se dispõem — afirmou.
Nilda Gondim (MDB-PB) disse que Simone Tebet deu visibilidade à mulher e vai representa-las em um cargo federal como reconhecimento a sua participação na campanha presidencial.
Zenaide Maia (Pros-RN) afirmou que Simone Tebet possui a qualidade de transmitir o que ela conhece para todas as mulheres e a generosidade de dizer que está aprendendo com a gente.
— Nós estamos aqui para aquelas mulheres que não tem representatividade, o que você transmite para as mulheres é isso, ‘que eu estou com vocês. A gente sabe que a fome daquelas crianças e mães estão ali não porque Deus quis. Foram decisões políticas que fizeram com que jovens, adultos e crianças estejam a essa hora sem ter nenhuma alimentação — argumentou.
Paulo Rocha (PT-PA) destacou que o PT mantém “o maior carinho e respeito” pela postura de Simone Tebet na eleição presidencial.
— Você vai ser reconhecida porque o nosso partido e o nosso maior líder, o presidente Lula, trata as coisas com gratidão. Eu sei da sua luta no partido para sair candidata. O resultado foi pequeno, mas foi exatamente a resposta pela sua grandeza e, no segundo turno, você mostrou quem você é e o tamanho que você tem na política. A sua postura política no segundo turno te fez maior até do que você é na política. Você saiu nessas eleições maior que todos os que tratam a política com resultado menor. Você tem a política como instrumento de mudança e transformação no país — afirmou.
A atuação de Simone Tebet também foi saudada pelos senadores Alessandro Vieira (PSDB-SE), Giordano (MDB-SP), Confúcio Moura (MDB-RO), Esperidião Amin (PP-SC), Flávio Arns (Podemos-PR) e Dario Berger (PSB-SC).
Ao final de seu pronunciamento, Simone Tebet expressou gratidão a todos os seus pares. E leu manifesto de sua autoria, escrito de madrugada, após o resultado das eleições no segundo turno, declarando o seu apoio incondicional ao Presidente Lula, “na convicção de que as urnas não levaram para o segundo turno dois democratas — apenas um — e na convicção de que o Presidente Lula, com a sua equipe, vai tirar o Brasil do mapa da fome”, concluiu.senador
Simone forma equipe de transição de presidente eleito Lula
A senadora sul-mato-grossense Simone Tebet, do MDB, foi escolhida como uma das integrantes da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. O nome dela foi formalizada na terça-feira (8) pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, do PSB.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da senadora Simone Tebet (MDB) em campanha (Foto: Ricardo Stuckert)
A atuação de Simone, segundo ela, tem como foco em temas ligados à assistência social.
Simone, que tem sido cogitada a chefiar um dos ministérios do governo eleito, uniu-se a Lula tão logo terminou as eleições do primeiro turno. Fora do pleito, a senadora resolveu apoiar o petista e, desde então, tornou-se um das peças fundamentais da aliança que elegeu Lula para o terceiro mandato.
O chamado transição de governo é uma prática imposta em regimes democráticos cuja a missão é assegurar que o presidente da República eleito receba informações e dados necessários ao exercício da função, assim que tomar posse.
Ainda não há definição de qual ministério Simone pode ocupar. Há quem aposte que ela vire ministra da Agricultura. No entanto, há ainda rumores de ela possa chefiar o ministério da Justiça, ou Educação.
A candidata a presidente derrotada do MDB, Simone Tebet, votou na manhã deste domingo (30) na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, localizada no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande (MS).
Simone Tebet chegou à zona eleitoral pouco depois das 8h. Ela foi cercada por jornalistas que tentavam registrar seu voto.
Em entrevista coletiva, Tebet disse que este domingo é o dia mais importante para esta geração quando se refere à democracia. “Hoje nós estamos diante do dia mais importante, eu acredito que de toda a nossa geração, quando nós estamos falando de país, de democracia. Hoje, o povo soberanamente vem às urnas e, de forma democrática, escolhe o futuro que quer para si, para os seus filhos e, o mais importante, é esperar que esse dia seja sereno, de paz, que a vontade do eleitor seja acatada e, seja qual for o resultado, nós estamos prontos para defender a democracia, o país”, pontou.
Simone Tebet vota em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. — Foto: OsvaldoNóbrega/TVMorena
“Espero que a partir de amanhã nós tenhamos um país a ser reconstruído e um povo a ser novamente unido. Dito isso, fico muito feliz de ter a coragem de estar do lado certo da história. […] Eu não defendo Lula, nem PT, nem 13, eu defendo o Brasil de todos, inclusivo, generoso, solidário, um projeto de poder e de país que inclua os 210 milhões de brasileiros, um Brasil que não descrimine, que não seja homofóbico, não seja misógino, que não seja racista, que dê igualdade e oportunidade para todos”, afirmou Tebet.
Sobre um cenário em que o ex-presidente e candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva ganhe as eleições, Tebet disse que não tem pretensão a nenhum cargo. “O meu projeto, a minha intenção, eu sou candidata a servir ao Brasil, como sempre fiz. Então, diante dessa situação, desse momento, estou muito feliz de, como brasileira que sou e sul-mato-grossense, mesmo em um estado que pensa diferente de mim, estar aqui me posicionando com a coragem de uma mulher brasileira, de uma mulher sul-mato-grossense”.
A candidata à presidência derrotada ainda declarou apoio ao candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel. “No primeiro turno, eu sou MDBista, eu votei em André Puccinelli, agora no segundo turno eu acompanho o meu marido e estou com Eduardo Riedel”.
Depois de votar, Simone irá visitar a família e na sequência embarca para São Paulo, onde acredita que vai acompanhar a apuração junto a Lula.
Acompanhada de assessores e candidatos a cargos estaduais, a emedebista candidata a presidente ressaltou o crescimento da representação feminina no Congresso
Simone Tebet votou há pouco na Escola Estadual Lucia Martins Coelho, no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Acompanhada de assessores e candidatos a cargos estaduais, a emedebista ressaltou o crescimento da representação feminina no Congresso.
Simone votou na Escola Estadual Lucia Martins Coelho Foto Reprodução
Mais cedo, no Twitter, a presidenciável postou que a data marca “um grande momento da nossa democracia”.
“Chegou a hora de exercer o seu direito ao voto, um grande momento da nossa democracia. Vote com amor e coragem”, escreveu.
Em Maringá, candidata do MDB faria caminhada e iria a encontro na Associação Comercial e Industrial
O avião que transportava a senadora Simone Tebet (MDB), candidata à presidência da República, teve que arremeter antes do pouso previsto em Maringá (PR), nesta segunda-feira (26), devido ao mau tempo.
Simone Tebet — Foto: Flick/Simone Tebet
Segundo a própria senadora, a aeronave tentou “por diversas vezes” fazer o pouso, mas não foi possível. Com isso, ela seguiu diretamente para Pelotas (RS), onde foi cumprir a agenda seguinte.
Simone Tebet faria uma caminhada em Maringá durante a manhã e depois iria a um encontro na Associação Comercial e Industrial.
Já em Pelotas, a candidata dá, na tarde desta segunda, uma coletiva de imprensa no Comitê Suprapartidário da campanha. Ela estará acompanhada pelo candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e o vice dele, Gabriel Souza (MDB).
Para o fim da tarde, Tebet tem compromisso marcado em Santa Maria (RS), onde se encontrará com os reitores da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), Luciano Schuch, e da UFN (Universidade Franciscana), Irani Rupolo. Por fim, faz caminhada pelo centro da cidad
Nome da senadora foi oficializado na chapa feminina durante reunião no diretório estadual do partido, em São Paulo, nesta terça (2/8)
A senadora Mara Gabrilli (SP) foi oficializada como candidata à vice-Presidência na chapa de Simone Tebet (MDB) ao Palácio do Planalto. O nome da parlamentar foi anunciado, nesta terça-feira (2/8), na sede do diretório estadual do PSDB, em São Paulo.
O martelo foi batido após reunião da executiva do MDB e o PSDB, com participação do Cidadania, na noite dessa terça (1º). Gabrilli deixa o mandato como senadora por São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, onde teve mais de 6 milhões de votos em 2018.
As senadoras Simone Tebet e Mara Gabrilli, que compõem uma chapa 100% feminina — Foto: Foto: Twitter / Reprodução
Durante o pronunciamento após o anúncio, a candidata à vice fez uma crítica a governos que não respeitam minorias.
“Eu fico arrasada de ver um governo desdenhando da população negra, de mulheres, de indígenas, da comunidade LGBT, de pessoas com deficiência, de idosos. Isso é impossível de conviver. A riqueza do Brasil é a diversidade da população. Quem desdenha isso não merece ser presidente, não merece a confiança do brasileiro.”
Ela também fez críticas ao governo do PT, e disse que pretende “lutar pela justiça social”.
“Eu tinha tudo pra ir pro lado oposto da política, porque eu vi dentro da minha casa o meu ser extorquido pelo PT. O meu pai faleceu de dor. Eu sou uma pessoa que tem medo da injustiça, e quero reafirmar o compormisso por lutar pela justiça social, para que todas as pessoas tenham oportunidade. Quero lutar contra a fome e contra o racismo”, declarou.
Na abertura do evento, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, defendeu que a escolha é um “símbolo de esperança”. Os presidentes do MDB e do Cidadania — que formam a coligação junto ao partido —, Baleia Rossi e Roberto Freire também estiveram presentes.
A candidatura de Simone Tebet (MS) à presidência foi confirmada pelo MDB na quarta-feira (27), após o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, negar ação apresentada por ala do partido para impedir a realização da convenção. Longe de ser unanimidade internamente, o nome de Tebet foi aprovado.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que se afastou da possibilidade de concorrer na chapa, e o senador José Serra (PSDB-SP) também participaram do evento de anúncio.