Instituída comissão especial para analisar projetos de reforma do Regimento Interno

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gerson Claro (PP), publicou, no Diário Oficial do Parlamento da última terça-feira (2), o Ato 407/2023, que institui e designa os membros da Comissão Especial de Reforma do Regimento Interno (Resolução 65/2008).

Deputado João César Mattogrosso foi escolhido para presidir a Comissão Foto: Luciana Nassar

O grupo será presidido, de acordo com ata de eleição, também publicada no Diário Oficial da terça-feira, pelo deputado João César Mattogrosso (PSDB).

Conforme o Ato 407/2023, foram designados para compor a Comissão, além de João César Mattogrosso, os deputados Antonio Vaz (Republicanos), Junior Mochi (MDB), Roberto Hashioka (União) e a deputada Gleice Jane (PT). O trabalho da Comissão é o de analisar os projetos de reformas do Regimento Interno.

Na manhã da terça-feira, foi realizada reunião da Comissão, conforme consta na Ata 01/2023, que trata sobre a eleição e posse do presidente e vice-presidente. As escolhas foram realizadas às 10h na Sala de Reuniões anexa ao Plenário Júlio Maia, na ALEMS. Além da presidência, que ficou com o deputado João César Mattogrosso, foi escolhido para a vice-presidência o deputado Antonio Vaz.

 

Deputados criam comissão e cobram duplicação da BR-163 após prorrogação de relicitação

Paulo Corrêa (PSDB) afirmou que a comissão é de fundamental importância, para angariar os reclames da população

Durante a sessão de ontem, os deputados estaduais Roberto Hashioka (União), Mara Caseiro (MDB), Junior Mochi (MDB) e Paulo Corrêa (PSDB) cobraram melhorias, duplicação e investimentos na BR-163, após a decisão do Ministério do Transporte em prorrogar o processo de relicitação da BR-163, em prazo de 24 meses, a partir de março. Essa decisão foi alvo de críticas dos deputados, que formaram comissão para reivindicar melhorias à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) durante sessão plenária, dessa terça- -feira (14).

“Querem mais 2 anos à CCR sem exigir a duplicação? disse Paulo Corrêa (Fotos: Luciana Nassar)

Roberto Hashioka (União), explicou que a decisão atende recomendação da ANTT e ainda não estabelece o compromisso de continuidade da duplicação de 100% do trecho entre Sonora e Mundo Novo, licitado à empresa CCR MSVia, que continuará cobrando pedágio.
“Além disso, minha preocupação é com a separação da rota ao norte e ao sul de Campo Grande, como trechos diferenciados. Ou seja, vai licitar o primeiro trecho e deixando o segundo para outra oportunidade, o que vai encarecer o pedágio”, disse o deputado.
Já o deputado Junior Mochi (MDB) também questionou os valores e disse que, inicialmente, a empresa havia dito que o custo para poder duplicar seria de R$ 5 bilhões e não foi entregue nem 18% das obras. “De 2015 para cá, em um quarto do prazo, ela já arrecadou tudo isso e não fez nem 18% da duplicação?E ainda, na nova concessão, a outra empresa vai ter que considerar um débito com a concessionária atual, de R$ 1,4 bilhão. Essa conta não fecha.”

Comissão formada

Durante a sessão, os parlamentares formaram uma comissão representativa para discutir problemas na concessão e apresentar as reivindicações à ANTT. Além de Hashioka, Mochi e Mara, o deputado Pedro Kemp (PT) faz parte do grupo de trabalho. O deputado Paulo Corrêa (PSDB) afirmou que a comissão é de fundamental importância, para angariar os reclames da população. “Querem dar mais dois anos à CCR MSVia sem exigir a duplicação? É nos chamar de bestas e bobos. Precisa de uma entrada na indústria Belo, em Itaquiraí, tem que fazer obra de acesso em Dourados, tem que duplicar! Várias cidades estão com problemas de acesso. Não fazer a duplicação é falha gravíssima. Não deve dar nada a essa empresa, precisa fazer a relicitação na hora”, considerou Corrêa.

Comissão foi formada para discutir problemas na concessão 

Audiência

Uma nova audiência pública será realizada para debater a BR-163

Sobre o tema, o presidente da Casa, deputado Gerson Claro (PP), afirmou que uma nova audiência pública será realizada na Alems para a discussão, dia 21, no Plenário Júlio Maia. “Peço empenho de todos os deputados para a participação neste evento”, convidou o presidente Gerson Claro (PP).

Em audiência realizada em 2019, a CCR MSVia alegou que apenas 17,7% do total da extensão havia sido duplicada, apesar de o contrato de concessão ter exigido 100% da duplicação, dos 845,4 quilômetros.

Comissão pede fim das sessões híbridas na Assembleia

A comissão formada pelos deputados Junior Mochi (MDB), Pedro Kemp (PT) e Pedrossian Neto (PSD) apresentou, nesta terça-feira (14), um Projeto de Resolução (PR) que pretende alterar o Regimento Interno da Casa de Leis, quanto às sessões remotas.

A proposta foi lida por Junior Mochi e trouxe, dentre os pontos, que as sessões se darão de maneira presencial, “salvo em situações que impeçam ou inviabilizem a participação física dos deputados e servidores, hipótese que se admitirá a possibilidade de sessões remotas”. De acordo com o projeto, a presença remota será admitida caso o parlamentar tenha sido designado pela Mesa Diretora e esteja em missão oficial representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) ou em caso de licença saúde.

Junior Mochi apresentou relatório da comissão que visa mudar o Regimento Interno (Foto Divulgação)

“Ao parlamentar que precisar acompanhar a sessão plenária de maneira remota será vedado o direito de manifestação no pequeno expediente, grande expediente e explicações pessoais”, explicou o deputado. Ao parlamentar que participar de forma remota será possível votar na Ordem do Dia.

Mochi ainda disse que a redação inicial do Projeto de Resolução foi feita por meio de um consenso entre os três parlamentares membros da comissão formada a pedido da Mesa Diretora, mas que a proposta, que precisa de 1/3 das assinaturas, ou seja oito deputados, ainda está sujeita a alterações e que, posteriormente, no decorrer do trâmite ainda será possível apresentar emendas.

O presidente da Casa de Leis, deputado Gerson Claro (PP) recebeu a manifestação da comissão. “Vamos disponibilizar para todos os deputados a redação inicial, para que façam um  estudo e em seguida faremos uma reunião do Colégio de Líderes para deixar ‘bem arredondado’ para colocar em votação e seguir a mudar o Regimento”, ponderou o presidente. A proposta será disponibilizada na íntegra pelo Sistema Legislativo clicando aqui.

Prefeita afirma que 20% dos comissionados não voltam aos cargos na prefeitura

No fim de 2022, Adriane Lopes exonerou todos os comissionados, mas boa parte deve voltar

A prefeita Adriane Lopes (Patriota) disse nesta manhã durante solenidade de assinatura do contrato da obra das unidades habitacionais do Residencial Mandela l, ll e lll, que 20% dos comissionados exonerados na última sexta-feira (30) não voltam. “Isso ainda vai ser deliberado nos próximos dias. Estamos analisando quem volta”, afirmou.

Adriane Lopes durante solenidade de assinatura do contrato da obra das unidades habitacionais

As exonerações foram publicadas antes da virada do ano, com exceção dos secretários de primeiro e nomes do segundo escalão.

Servidores em cargo de comissão de direção, chefia e assessoramento foram demitidos, com validade a partir de 1° de janeiro.

“Fizemos esses atos para reduzir, mas muitos retornarão. Aqueles que estavam trabalhando nos serviços essenciais, retornarão”. Junto disso, cogita a redução citada acima.

Os servidores renomeados devem ter as publicações divulgadas nesta semana, completa a prefeita. Em 1º de janeiro, Adriane Lopes afirmou que muitos voltariam, mas que a medida era forma de iniciar uma gestão mais enxuta.

No fim do ano passado, o município deixou de cumprir a lei que reajuste progressivo dos professores, alegando justamente dificuldades financeiras para tanto.

Vídeo: Após enxurrada de denúncias, vereadores tentam moralizar o Proinc

Após uma enxurrada de críticas, o Proinc (Programa de Inclusão Profissional), que beneficia pessoas de baixa renda a terem emprego, terá lei alterada em Campo Grande. A comissão formada por seis vereadores esteve em reunião com a diretoria da Funsat (Fundação Social do Trabalho) na semana passada e mais duas de trabalho que se encerraram hoje (22).

Conforme informado pelo Vereador Marcos Tabosa (PDT), que é membro da comissão, “o objetivo é assegurar que apenas pessoas em situação de vulnerabilidade social sejam beneficiadas pelo programa. Desta forma, a Lei Municipal 6.277, de 16 de setembro de 2019, que instituiu o novo Proinc e beneficia pessoas de baixa renda com um contrato de trabalho por um período de dois anos, terá adequações”, disse.

Participaram dos encontro além de Tabosa, os vereadores Betinho (Republicanos), Beto Avelar (PSD), Professor André Luis (Rede), Clodoilson Pires (Podemos) e William Maksoud (PTB).

O debate foi aberto após denúncias de mau uso do programa e até mesmo a suposta presença de funcionários fantasmas. De acordo com o vereador Betinho “Estamos criando mecanismos para dirimir as dúvidas que haviam, para deixar o programa mais preciso”, disse.

Segundo o professor André, foi apresentada a possibilidade de transformar em lei o decreto municipal que exige que, para ter direito a participar, o beneficiário precisa estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único Para Programas Sociais) do Governo Federal. Como é um projeto de inclusão, também estamos estudando a possibilidade de destinar cotas para autistas e pessoas com deficiência, em torno de 5%”, afirmou.

Há ainda o debate sobre uma margem de 10% para beneficiários “livres”, que são pessoas que não se encontram necessariamente em situação de baixa renda, mas que eventualmente estão desempregadas há mais de seis meses. Também a sugestão de criar, dentro do Proinc, um programa de qualificação profissional para adolescentes de 15 a 17 anos.

Tais mudanças foram discutidas e a comissão deve apresentar uma redação final para aprovação nos próximos dias. As medidas, caso sejam sancionadas, não terão efeito retroativo e valerão apenas para os novos inscritos. Ou seja, aqueles que já estão sendo beneficiados, terão seus contratos cumpridos até o fim.pedido de execução de sentença e a prefeitura terá mais 30 dias para liberar a lista.

“Estou esperando a boa vontade da prefeitura. A lista que foi divulgada foi passada pelos jornalistas, eu não tive acesso direto a isso. Nessa lista de 123 pessoas já foram constatadas irregularidades. Pegamos, por exemplo, o número de CPF dessas pessoas e entramos na Justiça Federal para ver primeiro a qualificação. Sabemos também que, quando saiu a sentença, houve uma exoneração em massa de Proincs”, ponderou o vereador André.

Existem outros casos de desvio de função, pessoas lotadas na Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e Funesp (Fundação de Esportes) desde 2013. E, ainda, beneficiários também do Auxílio Brasil, ganhando R$ 600 do governo federal.

“Existem 25 processos administrativos da Funsat de pessoas que estão devolvendo o dinheiro recebido do Proinc. É uma coisa que está correndo em paralelo, o diretor-presidente da Funsat nos apresentou a lista dessas pessoas que estão devolvendo por mês aproximadamente R$ 3,5 mil”, revelou o vereador André.

A Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) confirmou a devolução do dinheiro recebido indevidamente por pessoas cadastradas. “Desde o ano passado a Funsat tem tomado providências administrativas para a devolução dos valores recebidos indevidamente”, informaram sem citar a quantidade de processos.

Para o vereador Tabosa existiram dois Proinc, o velho, que segundo ele precisa ser investigado, e o novo com a nova legislação. Inclusive o vereador defende a criação da CPI do Proinc.

Senador Nelsinho Trad é relator de comissão que vai apurar criminalidade na Amazônia

A Comissão Temporária Externa Norte do Senado Federal, criada para acompanhar as investigações das mortes do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, foi instalada nesta manhã e definiu o Plano de Trabalho.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) foi eleito, por aclamação, para ser o relator. Os parlamentares também escolheram Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Fabiano Contarato (PT-ES) para presidência e vice-presidência.

Parlamentar também cobrou agilidade para o início das oitivas no Senado Federal. Foto: Sheyla Leal

De acordo com o senador Nelsinho Trad, a comissão tem ainda, por objetivo, apurar as causas do aumento da criminalidade e de atentados contra povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e jornalistas na Amazônia. “Com vistas a garantir uma melhor atuação do poder público na região, fiscalizar as providências adotadas diante dos crimes recentes, apoiando a investigação  e a sua possível relação com o esquema de pesca ilegal e narcotráfico”, explicou.

O parlamentar também cobrou agilidade para o início das oitivas no Senado Federal. Ficou definido que a comissão vai ouvir as lideranças indígenas da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), o ministro da Justiça e o diretor da Polícia Federal já na próxima quarta-feira (22).

“Enquanto presidente do Parlamaz (Parlamento Amazônico), trago as demandas dos parlamentares de oito países amazônicos que cobram esclarecimentos, assim como toda a sociedade. Queremos respostas,” afirmou o senador Nelsinho Trad.