Prefeita afirma que 20% dos comissionados não voltam aos cargos na prefeitura

No fim de 2022, Adriane Lopes exonerou todos os comissionados, mas boa parte deve voltar

A prefeita Adriane Lopes (Patriota) disse nesta manhã durante solenidade de assinatura do contrato da obra das unidades habitacionais do Residencial Mandela l, ll e lll, que 20% dos comissionados exonerados na última sexta-feira (30) não voltam. “Isso ainda vai ser deliberado nos próximos dias. Estamos analisando quem volta”, afirmou.

Adriane Lopes durante solenidade de assinatura do contrato da obra das unidades habitacionais

As exonerações foram publicadas antes da virada do ano, com exceção dos secretários de primeiro e nomes do segundo escalão.

Servidores em cargo de comissão de direção, chefia e assessoramento foram demitidos, com validade a partir de 1° de janeiro.

“Fizemos esses atos para reduzir, mas muitos retornarão. Aqueles que estavam trabalhando nos serviços essenciais, retornarão”. Junto disso, cogita a redução citada acima.

Os servidores renomeados devem ter as publicações divulgadas nesta semana, completa a prefeita. Em 1º de janeiro, Adriane Lopes afirmou que muitos voltariam, mas que a medida era forma de iniciar uma gestão mais enxuta.

No fim do ano passado, o município deixou de cumprir a lei que reajuste progressivo dos professores, alegando justamente dificuldades financeiras para tanto.

Comandantes das Forças Armadas desistem de entregar cargos antes da posse de Lula 

A mudança brusca na cúpula militar brasileira foi desarticulada. Os atuais comandantes-gerais das Forças Armadas desistiram de antecipar a saída do cargo nos próximos dias e vão transmitir os comandos em cerimônias separadas a partir de janeiro de 2023, após a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mudança no panorama ocorreu depois de articulação direta do futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

Como mostrou o Estadão, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica indicaram nos bastidores da caserna o desejo de deixar a função antes da hora e chegaram a avisar os superiores – o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas o cenário mudou.

O gesto foi visto por aliados do petista como uma hostilidade política a Lula. Mesmo entre os militares da ativa e da reserva, houve uma série de conversas para demovê-los da atitude, que poderia fazê-los “entrar para a história” de forma negativa, vistos como politizados e alinhados à opção de Bolsonaro de não facilitar a transição para Lula, não verbalizar o reconhecimento da derrota e tampouco participar das solenidades de posse. Oficiais chegaram a dizer que os comandantes não transmitem o cargo a um rival político, mas a colegas de farda – e portanto não haveria motivo para “birra”.

Logo depois de apresentado oficialmente por Lula, Múcio disse que iria procurar os comandantes para explicar seus motivos, ouvi-los e pedir que permanecessem até a posse do petista. Ele afirmou que se engajaria pessoalmente na articulação e que a transição deveria ocorrer dentro das tradições. Depois, foi ao encontro do atual ministro da Defesa para levar o pedido.

Risco

A desarticulação da mudança antecipada foi provocada por causa do risco de isolamento na Força Aérea. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Baptista Júnior, desmarcou a passagem de comando que já organizava em Brasília para o dia 23 de dezembro. Ele havia inclusive feito convites pessoais a oficiais amigos. A cerimônia foi reagendada para 2 de janeiro.

Os comandantes do Exército, general Freire Gomes, e da Marinha, almirante Almir Garnier, não haviam escolhido uma data, nem confirmavam a decisão. Segundo militares das cúpulas das Forças, porém, a ideia era uma saída em conjunto.

Baptista Júnior era o único com data fechada para transmitir o comando ao brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, seu sucessor. No fim de semana, ele publicou uma foto de ambos juntos nas redes sociais. Disse que a Força Aérea Brasileira terá como comandante “um líder nato, profundo conhecedor de todos os assuntos e com visão gerencial apurada”. “Minha torcida e apoio serão permanentes”, escreveu Baptista Júnior.

Lula convidou os futuros comandantes selecionados por Múcio para um primeiro encontro nesta sexta-feira, 16. A reunião ocorreria na semana passada, mas foi adiada para gestões da equipe de Lula, liderada por Múcio, junto à atual cúpula militar de Bolsonaro.