O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou na madrugada desta quinta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou coagi-lo para dar um golpe de estado. A investida, segundo o parlamentar, foi recusada e prontamente denunciada. O senador também anunciou que vai renunciar ao mandato.
A declaração do senador foi dada durante uma live nas redes sociais.
Senador Marcos do Val acusa ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar convencê-lo a dar golpe de Estado – Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
— Eu ficava puto quando me chamavam de bolsonarista. Vocês me esperem que vou soltar uma bomba. Sexta-feira vai sair na Veja a tentativa de Bolsonaro de me coagir para que eu pudesse dar um golpe de estado junto com ele, só para vocês terem ideia. E é lógico que eu denunciei — afirmou do Val.
Após a transmissão, Marcos do Val usou sua conta no Instagram para reforçar o que havia declarado anteriormente. O parlamentar capixaba comunicou sua “saída definitivamente da política”.
“Perdi a convivência com a minha família em especial com minha filha. Não adianta ser transparente, honesto e lutar por um Brasil melhor, sem os ataques e as ofensas que seguem da mesma forma. Nos próximos dias, darei entrada no pedido de afastamento do senado e voltarei para a minha carreira nos EUA”, escreveu o senador.
Marcos do Val também alegou ter perdido a “paixão” por sua atividade parlamentar, lembrou que teve um problema de saúde, “chegando a sofrer um princípio de infarto”, e que vem sofrendo ofensas pesadas e que afetam até mesmo sua família.
“Desculpem, mas meu tempo, a minha saúde até a minha paciência já não estão mais em mim! Por mais que doa, o adeus é a melhor solução para acalmar o meu coração”, finalizou.
Valdemar Costa Neto afirmou que minuta golpista existia “na casa de todo mundo”
Ao dizer que cópias da minuta golpista, como a encontrada na casa de Anderson Torres, estavam ‘na casa de todo mundo’, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto complicou não só a vida do ex-ministro da Justiça, como também a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A avaliação foi feita pela equipe de Bolsonaro ao blog de Valdo Cruz, do portal G1.
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto disse que versões da minuta golpista circulavam “na casa de todo mundo” (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Torres tem um depoimento marcado para a próxima quinta-feira (2), no qual deve ser questionado sobre a omissão durante os atos golpistas promovidos por bolsonaristas no dia 8 de janeiro, em Brasília (DF). Além disso, também vai ser perguntado sobre a ‘minuta do golpe’ encontrada na casa dele pela Polícia Federal.
Para a equipe de Bolsonaro, Valdemar tentou defender o ex-presidente quando fez a declaração sobre o documento, mas acabou complicando a vida de todos ao admitir que a proposta de golpe tinha até outras versões.
De acordo com aputação de Valdo Cruz, investigadores da PF confirmam que o documento encontrado na casa de Torres tem a ver com algo discutido dentro do governo Bolsonaro no ano passado.
Assim, o ex-ministro e ex-secretário da Segurança Pública do DF terá que dizer qual o objetivo da minuta e quem a elaborou.
Na casa de ‘todo mundo’ Em declaração ao jornal O Globo na última sexta-feira (27), Costa Neto afirmou ter recebido diversas propostas de como ‘tirar o presidente Lula (PT) do governo’.
“Advogados me mandavam como fazer utilizando o artigo 142, mas tudo fora da lei. Tive o cuidado de triturar”, declarou.
Depois o chefe do partido de Bolsonaro disse que versões do documento poderiam ser encontradas ‘na casa de todo mundo’.
“Aquela proposta que tinha na casa do ministro da Justiça, isso tinha na casa de todo mundo. Muita gente chegou para mim agora e falou: ‘Pô, você sabe que eu tinha um papel parecido com aquele lá em casa. Imagina se pegam’.
Visto diplomático, usado pelo ex-capitão para entrar no país, vence na segunda-feira
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou a mudança de status de seu visto nos Estados Unidos. O pedido é para que o visto diplomático, que vence na segunda-feira 30, deixe de ser considerado e que uma autorização para turismo passe a ser usada por ele. A informação é da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP
Conforme noticiou CartaCapital na quinta-feira 26, com a mudança do visto, Bolsonaro conseguiria ficar ao menos mais alguns dias nos EUA, uma vez que não precisaria sair do País enquanto aguarda a análise de seu pedido. Vale lembrar que a alteração não é automática e poderá ser negada. Caso seja rejeitada, restariam poucas opções para o ex-presidente ficar em solo norte-americano.
O visto de turista é válido por 90 dias, o que faria com que ele pudesse ampliar em até três meses sua estadia no País. Informações divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo nesta sexta dão conta de que Bolsonaro pediu para que seu anfitrião, o ex-lutador José Aldo, permita que ele fique em sua casa até, ao menos, o final de fevereiro.
Os dois pedidos indicam, portanto, que o ex-capitão não pretende voltar tão cedo ao Brasil. Nesta sexta, Valdemar Costa Neto chegou a afirmar que Bolsonaro pretendia retornar na semana que veem. Michelle, que acompanhou o marido na viagem, desembarcou na quinta-feira no Aeroporto de Brasília.
Parte dessas estruturas para reunir apoiadores foi montada em locais sem relação com agendas oficiais de Bolsonaro, como nas portas de aeroportos e bases militares em que ele estava hospedado.
Foram gastos R$ 44.364,59 em ao menos nove cercadinhos, como ficaram conhecidos os gradis onde Bolsonaro cumprimentava apoiadores e fazia selfies com eles.
Os gastos foram identificados pelo UOL após a suspensão do sigilo de notas fiscais pagas com cartões corporativos da Presidência da República.
As despesas com cercadinhos concentram-se em fevereiro de 2021—um dos períodos mais letais da pandemia. Nessas ocasiões, Bolsonaro provocou aglomerações sem uso de máscara de proteção.
Ainda não é possível saber o número exato das despesas, uma vez que lotes de notas fiscais ainda estão sendo digitalizados. A queda do sigilo foi obtida pela agência Fiquem Sabendo —especializada em LAI (Lei de Acesso à Informação).
Cercadinho durante férias em SC
Entre 12 e 17 de fevereiro, Bolsonaro gastou R$ 12.040 com o aluguel de grades para um cercadinho montado em frente ao Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul (SC), onde passou férias com a família.
Foram alugados 860 m de gradis em um período em que o ex-presidente não tinha agenda oficial.
Nessas férias, Bolsonaro usou uma moto aquática da Marinha para fazer passeios pelo litoral da região, visitou o parque temático Beto Carrero World e participou de pescarias.
Maratona de viagens
Entre 18 e 26 de fevereiro de 2021, foram montados ao menos seis cercadinhos em viagens.
Quatro dessas estruturas para apoiadores foram montadas em frente a aeroportos onde Bolsonaro pousou para ir a agendas e só serviram para que o presidente confraternizasse com seus seguidores. São elas:
Campina Grande (PB), em 19 de fevereiro, a um custo de R$ 10.100;
Foz do Iguaçu (PR), em 25 de fevereiro, por R$ 1.950;
Parnaíba (PI), em 26 de fevereiro, custando R$ 7.624
Nos casos de Campina Grande e Parnaíba, as agendas oficiais foram realizadas em outros municípios. Já em Foz do Iguaçu, ele partiu para um evento fechado na sede de Furnas.
Outro cercadinho foi montado em Sorocaba (SP), em 25 de junho de 2021, na frente do aeroporto, onde Bolsonaro cumprimentou apoiadores. Para essa estrutura, foram gastos R$ 1.500.
Claque em inaugurações
Em outros casos, foram montados cercadinhos na porta de locais onde Bolsonaro participaria de agendas oficiais.
Em 4 de fevereiro de 2021, o então presidente inaugurou um centro esportivo em Cascavel, no Paraná. Na entrada do local, parou para falar com militantes bolsonaristas que esperavam no cercadinho.
No Ceará, em um mesmo dia (25 de fevereiro), foram montados dois cercadinhos onde Bolsonaro interagiu com apoiadores nas cidades de Caucaia e Tianguá. Essas estruturas custaram R$ 4.350,59.
Na ocasião, ele assinou termo para realização de obra viária e visitou uma rodovia.
Em 18 de fevereiro daquele ano, em Campinas, uma estrutura gradeada foi montada em frente à Escola Preparatória de Cadetes do Exército, onde o então presidente participou de cerimônia de formação de turma de militares. O custo desses gradis foi de R$ 4.400.
Notas fiscais do cartão corporativo do ex-presidente mostram que os passeios tinham o suporte de grande contingente de agentes públicos
Durante o seu mandato presidencial, cada viagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a lazer ou para passear de moto envolveu um custo médio de 100 mil reais para os cofres públicos. Nos compromissos, o ex-capitão costumava ser acompanhado de até 300 militares.
As informações foram reveladas nesta segunda-feira 23 pelo jornal O Estado de S. Paulo, em parceria com a Fiquem Sabendo, agência de dados especializada no acesso a informações públicas. Os números constam em notas fiscais que mostram gastos com cartão corporativo de Bolsonaro.
Foto: Ernesto Benavides/AFP
Cada viagem do ex-presidente para a realização de “motociatas” exigia gastos com hospedagem para cerca de 30 servidores públicos. O gasto com alimentação, por exemplo, era feito para aproximadamente 300 pessoas da área militar que davam suporte no lugar em que o evento seria realizado.
Segundo as notas reveladas, um único passeio de moto de Bolsonaro no Rio de Janeiro, em maio de 2021, custou 116 mil reais para os cofres públicos. O evento contou com suporte dos policiais militares locais, a tropa de choque, socorristas e agentes do Exército.
Os números mostram, ainda, que era comum, em cada viagem, a aquisição de 300 lanches de 30 reais cada, totalizando 9 mil reais por evento. Os documentos apontam que os locais onde a tropa de apoio a Bolsonaro se alimentava de modo mais frequente eram as padarias Tony e Thays (com 102 compras, totalizando 126 mil reais), em São Paulo, e Santa Marta (com 24 compras, totalizando 364 mil reais) , no Rio de Janeiro.
As contas apresentavam valores altos em razão da grande quantidade de pessoas envolvidas nos passeios de Bolsonaro.
Os gastos com combustíveis das aeronaves não foram revelados, uma vez que eram custeados pela Força Aérea Brasileira. Entretanto, o que se servia nos trajetos (conhecido com serviços de comissaria, a exemplo da alimentação a bordo) era pago com com cartão corporativo, em uma média de 4 mil reais por viagem.
As “motociatas” foram promovidas de modo constante durante o governo Bolsonaro. Os eventos tinham como único objetivo aproximar o ex-presidente dos seus apoiadores e não eram marcados pelo anúncio de novas políticas públicas ou ações do governo federeral.
Até o momento, Bolsonaro não se pronunciou sobre a nova revelação de gastos com o cartão corporativo.
Principal investigado é o ajudante de ordens do ex-presidente, mas materiais mostram que o político estava ciente de tudo
Investigações que correm no Supremo Tribunal Federal (STF), obtidas pelo Metrópoles, conectam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à suposta existência de um ‘caixa 2’ dentro do Palácio do Planalto e o ligam à realização de atos antidemocráticos.
Ajudante de ordens de Bolsonaro é suspeito de gerenciar um ‘caixa 2’ no Planalto; ex-presidente estaria ciente (REUTERS/Carla Carniel)
De acordo com a reportagem publicada pelos jornalistas Rodrigo Rangel e Sarah Teófilo, um homem de confiança de Bolsonaro gerenciava o suposto ‘caixa 2’, que funcionava com dinheiro vivo proveniente de saques feitos a partir de cartões corporativos da Presidência e de quartéis das Forças Armadas.
O dinheiro era usado, entre outras coisas, para pagar um cartão com despesas pessoais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro – criado no nome de uma amiga dela, Rosimary Cardoso Cordeiro, funcionária do Senado – e para pagar contas pessoais do clã presidencial.
As investigações estão sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Entenda
O tenente-coronel do Exército Mauro Cesar Barbosa Cid – conhecido como “coronel Cid” – é o personagem central das investigações. Homem de confiança de Bolsonaro, ele era:
Ajudante de ordens do ex-presidente até o final do mandato;
Guardião do celular de Bolsonaro, atendendo ligações e respondendo mensagens;
Responsável por tarefas corriqueiras da família, como pagar as contas – a mais sensível, no caso;
Ele também era encarregado de pagar contas pessoais da família de Michelle.
Muitas das operações realizadas pela equipe de Cid era com dinheiro em espécie, na boca do caixa de uma agência bancária localizada dentro do Palácio do Planalto.
Durante as investigações, os policiais identificaram que o modus operandi de Cid era parecido com o apurado nas rachadinhas que envolviam o atual senador Flávio Bolsonaro, filho 01 do ex-presidente. As ações envolviam:
Dinheiro manejado à margem do sistema bancário;
Saques em espécie;
Pagamentos em espécie;
Uso de funcionários de confiança nas operações.
A partir daí, os investigadores começaram a enxergar fortes indícios de lavagem de dinheiro. Além dos saques a partir de cartões corporativos, Cid supostamente recebia valores provenientes de saques feitos por militares ligados ao tenente-coronel e lotados em quartéis de fora de Brasília.
Os detalhes dessas transações estão mantidos sob sigilo absoluto.
Conexão com atos golpistas
As investigações acessadas pelo Metrópoles também indicam que o “coronel Cid” funcionava como um elo entre Bolsonaro e vários radicais que desejavam que a militância bolsonarista atacasse as instituições democráticas.
Um dos contatos frequentes de Cid, inclusive, era o blogueiro Allan dos Santos, foragido nos Estados Unidos que teve prisão decretada em 2021.
No material obtido por policiais, como uma série de áudios, fica claro que Bolsonaro tinha conhecimento e controle de tudo que Cid fazia – tanto nos pagamentos com dinheiro vivo, quanto na interlocução com bolsonaristas extremistas.
Inclusive, o próprio ex-presidente aparece como interlocutor em mensagens que Cid mantinha em seu aplicativo – com o qual conversava com os radicais.
O que dizem os envolvidos?
Interlocutores de Jair Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro admitiram ao Metrópoles que houve “confusão” com os valores em espécie, mas negam que contas pessoais do clã e de parentes de Michelle fossem pagas com os saques corporativos do governo.
De acordo com eles, Cid precisava lidar com os valores em espécie, já que:
Muitas das despesas “tinham valor ínfimo”;
Portanto, precisavam ser pagas diretamente a fornecedores que “prestavam serviços informalmente”;
Não foi explicado o motivo pelos quais tais fornecedores precisavam receber em espécie em vez de transferência bancária, por exemplo.
Não houve resposta sobre:
Pagamento dos boletos, especialmente os do cartão cedido pela amiga de Michelle;
Contas de familiares da ex-primeira-dama;
O Metrópoles também entrou em contato com Rosimary, a amiga que cedia o cartão para Michelle. Ela, no entanto, se recusou a dar explicações, afirmou não ter sido notificada sobre as investigações e disse que trata-se de “um assunto pessoal” sobre o qual só falará com seu advogado.
Valdemar Costa Neto considerou que ex-presidente tem “zero responsabilidade” por ato terrorista do dia 8 de janeiro
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, concedeu entrevista à rádio CBN na manhã desta sexta-feira (20) e lembrou da derrota de seu candidato, Jair Bolsonaro (PL), para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última eleição presidencial.
“Quando acabou a eleição, eu fiquei surpreso. No dia seguinte, eu não quis ir vê-lo. Ele mandou me chamar, eu fui e fiquei impressionado com como ele estava abatido. Na semana seguinte, cheguei a pensar que o Bolsonaro fosse morrer, ao ver o estado que ele estava. Passadas algumas semanas, ele melhorou”, declarou.
Valdemar Costa Neto manifestou preocupação com a saúde de Bolsonaro após derrota nas urnas (AP Photo/Eraldo Peres)
Valdemar reforçou sua preocupação e afirmou que o temor pela saúde de Bolsonaro era real.
“Ele explicou que estava sem comer. Ficava quatro, cinco dias sem comer. Cheguei a avisar o assessor dele: ‘O Bolsonaro vai morrer’.”
“Culpa é do governo” O presidente do partido também comentou sobre os atos terroristas praticados por apoiadores do ex-presidente no último dia 8, em Brasília. Para ele, Bolsonaro teve “zero responsabilidade” no episódio.
“A culpa de tudo isso é do governo atual. São eles quem mandam no Exército, nas policias e isso aconteceu. Não tinha policial suficiente para defender os prédios federais”, garantiu.
Valdemar considerou, ainda, que o “bolsonarista de verdade é família, não gosta disso, ficou pedindo para que não se quebrasse nada”. “Havia extremistas infiltrados”, falou.
Ao contrário do comentado pelo político, no entanto, as investigações dão conta de que pessoas próximas a Bolsonaro foram responsáveis por financiar os atos, e que o ex-presidente é tido como líder intelectual do episódio de vandalismo.
Relação com Lula Apesar das críticas ao novo governo, Valdemar garantiu que o PL não fará oposição radical ao mandato de Lula. Pelo contrário: garantiu que pode até votar com o presidente em questões de interesse nacional.
“Não vamos fazer uma oposição radical. Somos um partido de direita, mas não queremos que o Brasil vá para trás”, argumentou.
Retorno de Bolsonaro e “salário de ministro” Sobre o “exílio” do ex-presidente nos Estados Unidos, o líder do PL garantiu que o retorno ao Brasil acontecerá no fim desse mês, apesar dos rumores de um possível prolongamento da viagem.
Valdemar explicou que vai pagar “salário de ministro” para Bolsonaro e sua esposa, Michelle, para que sigam trabalhando no partido.
“Quero de qualquer forma o Bolsonaro aqui no Brasil, trabalhando e prestigiando o partido, indo nos nossos eventos, visitando as cidades. E principalmente a esposa dele, a dona Michelle, que se revelou com um carisma impressionante. Com isso, nós queremos eles para que fortaleçam o nosso partido.”
Minuta do golpe Em relação à “minuta do golpe”, encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso desde o último fim de semana, Valdemar fez questão de se distanciar da questão e se disse “surpreso” com a existência do documento.
“Olha, fiquei surpreso, lógico! Mas acontece que daquele documentos, vários outros circularam. Teve gente que me mandava proposta de qual lei ou artigo eu tinha que usar para não deixar o Lula assumir. As propostas vinham de todo lugar. Aquilo que acharam na casa do ex-ministro da Justiça pode ter sido uma dessas”, concluiu.
Projeções em um prédio em Manhattan, Nova York (EUA), chamam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados de “ratos da Flórida”.
Nas imagens, os políticos aparecem com orelhas que lembram as do personagem Mickey Mouse.
O ex-presidente norte-americano Donald Trump, com quem Bolsonaro tentou manter relações próximas ao longo de sua gestão, também é alvo das projeções.
Os dois aparecem juntos na tela com os dizeres “família do crime” e “prenda-os”.
As críticas ainda se estendem a:
Carlos Bolsonaro (Republicanos), vereador do Rio e filho do ex-mandatário;
Hamilton Mourão (Republicanos), ex-vice-presidente e senador eleito;
Silas Malafaia, pastor;
Sergio Moro (União Brasil), ex-juiz e senador eleito;
Allan Santos, blogueiro foragido que está nos EUA;
Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil.
Bolsonaro está na Flórida desde 30 de dezembro. Ele viajou dois dias antes do fim do seu mandato como presidente e, por isso, não participou da cerimônia de posse de Lula (PT), como manda a tradição.
Na segunda-feira passada (9), chegou a ser internado, mas deixou o local um dia depois, contrariando recomendações médicas sob o argumento de que prefere ter pessoas de confiança cuidando dele.
Depois dos atos terroristas de 8 de janeiro no Distrito Federal, 46 deputados estadunidenses pediram que o ex-presidente fosse mandado de volta ao Brasil – solicitação também feita por parlamentares brasileiros.
Segundo Bolsonaro, ele pretendia ficar nos EUA até o final de janeiro, mas vai adiantar seu retorno devido a uma novo caso de obstrução intestinal. Ele tem um histórico de hospitalizações por problemas intestinais desde que levou uma facada no abdome durante a campanha eleitoral de 2018.
A cada dez sigilos decretados pelo governo federal desde 2015, oito foram na gestão Bolsonaro Imagem: Agência Brasil
Levantamento da ONG Transparência Brasil mostra que do total de negativas irregulares desde 2015, 80% aconteceram no último mandato presidencial
O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) impôs 1.108 sigilos de cem anos, de acordo com levantamento da ONG Transparência Brasil. Deste total, 413 foram considerados indevidos.
A organização não-governamental obteve os dados por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Os números foram divulgados pelo portal UOL.
Os dados mostram que, desde 2015, o governo federal decretou 1.379 sigilos de cem anos. O governo Bolsonaro responde por 80% desse total.
Em seu primeiro ano de mandato, Bolsonaro decretou 255 sigilos de cem anos, sendo 140 considerados irregulares. Para carimbar como secreto por um século, o governo do ex-presidente usava o artigo 31 da LAI. O trecho da lei restringe a divulgação de informações pessoais, sem interesse público.
Com base neste argumento, a gestão de Bolsonaro impôs sigilos centenários para informações como o acesso de seus filhos ao Palácio do Planalto às reuniões feitas pelo presidente com pastores que negociaram verbas no Ministério da Educação.
De acordo com a transparência Brasil, o argumento não se sustenta. O governo deveria, segundo a ONG, tornar as informações públicas e ocultar apenas os dados pessoais do envolvido.
Parte dos pedidos de informação dizia respeito à saúde de Bolsonaro. Houve solicitações de dados sobre exames de Covid-19, cartão de vacinação do ex-presidente, afastamento para cirurgia, uso de cloroquina e ivermectina e utilização de pseudônimo para atendimentos médicos.
No segundo ano de governo, Bolsonaro decretou 303 sigilos de cem anos. Desse total, 135 foram considerados indevidos. Em 2021 o governo do ex-presidente alcançou o ápice: foram 342 decretos com sigilos centenários, sendo 79 irregulares.
O último ano do governo Bolsonaro teve ainda 208 decretos de cem anos, com 59 deles considerados indevidos.
Os dados foram disponibilizados após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter determinado à Controladoria Geral da união (CGU) a análise de todos os sigilos de cem anos estabelecidos no governo Bolsonaro. A ONG obteve dados a partir de 2015.
Na gestão de Dilma Rousseff, em 2015, o governo federal decretou 27 sigilos de cem anos, sendo nove irregulares. No ano seguinte, sob comando de Dilma e de Michel Temer (MDB), foram 66 sigilos centenários, com 25 deles considerados indevidos.
Em 2017 e 2018, ambos sob comando de Temer, foram 63 e 115 decretos com sigilos de cem anos, com 19 e 47 irregulares, respectivamente.
Ele teve um cargo comissionado na Diretoria de Promoção e Fortalecimento de Direitos da Criança e do Adolescente entre fevereiro e outubro de 2019
Wellington Macedo de Souza, 47 anos, blogueiro cearense procurado por tentar explodir uma bomba perto do aeroporto do DF, teve um cargo no governo Bolsonaro e pediu dinheiro através das redes sociais para se esconder da polícia quando já estava foragido. As informações foram divulgadas neste domingo pelo programa “Fantástico” da TV Globo.
Wellington Macedo de Souza, suspeito de envolvimento em ataque a bomba no DF, teve cargo no governo Bolsonaro; Blogueiro ocupou cargo na pasta de Damares Alves – Foto: Reprodução/Redes Sociais
O blogueiro, natural de Sobral, no interior do Ceará, foi assessor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Ele teve um cargo comissionado na Diretoria de Promoção e Fortalecimento de Direitos da Criança e do Adolescente entre fevereiro e outubro de 2019.
Frequente nas redes sociais, Wellington teve a prisão decretada por Alexandre de Moraes por incentivar atos antidemocráticos no dia 7 de setembro de 2021. Desde então, cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, frequentava o acampamento bolsonarista.
Wellington também coleciona processos por vídeos atacando políticos locais e professores da rede de ensino de Sobral. O ex-advogado de Wellington Macedo, Diego Petterson, o defendeu em mais de 60 casos, mas afirmou que não possui mais contato com o cearense.
“Atualmente eu não tenho contato direto com ele desde que foi residir no Distrito Federal”, disse Diego.
A reportagem do Fantástico, divulgou imagens das câmeras de uma loja e do próprio caminhão onde a bomba foi plantada, do momento em que o carro de Wellington se aproxima lentamente do veículo, para que o cúmplice Alan Diego dos Santos Rodrigues coloque a bomba. Os dois homens e George Washington Oliveira de Sousa tiveram as denúncias aceitas pela Justiça.
Ainda de acordo com o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Leonardo de Castro Cardoso, o blogueiro teve participação direta nos ataques contra o prédio da Polícia Federal em Brasília no dia 12 de dezembro do ano passado. Na ocasião, bolsonaristas radicais tentaram invadir prédio da PF e incendiaram veículos.
“Nós conseguimos comprovar que no dia 12 de dezembro o cearense e o outro praticaram também atos de depredação. A prisão dos dois também foi decretada. Eles têm dois mandados de prisão em aberto em cada um deles”, disse o delegado.
No dia que a bomba foi colocada no caminhão-tanque próximo ao aeroporto de Brasília, Wellington já era foragido da Operação Nero, por tentativa de invasão ao edifício-sede da Polícia Federal.
O blogueiro cearense no dia 29 de dezembro, quando foi alvo de um mandado de busca e apreensão pelos atos de vandalismo, publicou um vídeo em seu perfil em uma rede social dizendo ser “vítima do ministro Alexandre de Moraes”.
“Mais uma vez vítima da truculência da polícia política de Alexandre de Moraes. Agentes fortemente armados invadiram meu apartamento, em Brasília, como se eu fosse um bandido de alta periculosidade. Patriotas estão sendo caçados, e o único crime é lutar por um país livre e mais justo. Não aceitamos que nossa nação fique nas mãos de bandidos. O STF tem agido como milícia, soltando bandidos e prendendo cidadãos de bem”, disse o blogueiro, mostrando imagens da ação da polícia.
Antes de finalizar o vídeo, Wellington pediu ajuda para se manter escondido. “Eu tenho muita fé em Deus que nós vamos vencer. Eu preciso agora de sua ajuda e de suas orações”, falou o bolsonarista, divulgando na postagem o número do PIX.