Usuários do transporte público devem revalidar cartão de isenção

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informa aos usuários que utilizam do benefício de isenção tarifária do transporte público, que se atentem aos prazos de validade de seus cartões e procurem a Central de Atendimento para a atualização do documento.

Durante a pandemia, os prazos para que os beneficiários revalidassem seus cartões, foram suspensos devido às condições e dificuldades de atendimento da época.

Passado esse período, de acordo com o Gerente Executivo do Consórcio Guaicurus, Robson Strengari, há a necessidade de revalidar o documento para que o beneficiado continue a utilizar o transporte público de forma gratuita. “Com a retomada dos prazos, é preciso que os usuários fiquem atentos para não serem surpreendidos com o vencimento na hora da utilização do transporte público, para as duas modalidades de cartão: com ou sem acompanhante”, ressalta.

Se o cartão estiver desatualizado há mais de 2 anos ou se o usuário não atualiza seus dados desde 2020, é necessário comparecer imediatamente para renovação na Central de Atendimento ao Cliente. O prédio está localizado na Rua 25 de Dezembro, 924, esquina com a Rua Antônio Maria Coelho, fone 3316-6645.

Bolsonaro pagou cercadinho com cartão corporativo até em férias

Parte dessas estruturas para reunir apoiadores foi montada em locais sem relação com agendas oficiais de Bolsonaro, como nas portas de aeroportos e bases militares em que ele estava hospedado.

Foram gastos R$ 44.364,59 em ao menos nove cercadinhos, como ficaram conhecidos os gradis onde Bolsonaro cumprimentava apoiadores e fazia selfies com eles.

Os gastos foram identificados pelo UOL após a suspensão do sigilo de notas fiscais pagas com cartões corporativos da Presidência da República.

As despesas com cercadinhos concentram-se em fevereiro de 2021—um dos períodos mais letais da pandemia. Nessas ocasiões, Bolsonaro provocou aglomerações sem uso de máscara de proteção.

Ainda não é possível saber o número exato das despesas, uma vez que lotes de notas fiscais ainda estão sendo digitalizados. A queda do sigilo foi obtida pela agência Fiquem Sabendo —especializada em LAI (Lei de Acesso à Informação).

Cercadinho durante férias em SC

Entre 12 e 17 de fevereiro, Bolsonaro gastou R$ 12.040 com o aluguel de grades para um cercadinho montado em frente ao Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul (SC), onde passou férias com a família.

Foram alugados 860 m de gradis em um período em que o ex-presidente não tinha agenda oficial.

Nessas férias, Bolsonaro usou uma moto aquática da Marinha para fazer passeios pelo litoral da região, visitou o parque temático Beto Carrero World e participou de pescarias.

Maratona de viagens

Entre 18 e 26 de fevereiro de 2021, foram montados ao menos seis cercadinhos em viagens.

Quatro dessas estruturas para apoiadores foram montadas em frente a aeroportos onde Bolsonaro pousou para ir a agendas e só serviram para que o presidente confraternizasse com seus seguidores. São elas:

Campina Grande (PB), em 19 de fevereiro, a um custo de R$ 10.100;

Foz do Iguaçu (PR), em 25 de fevereiro, por R$ 1.950;

Parnaíba (PI), em 26 de fevereiro, custando R$ 7.624

Nos casos de Campina Grande e Parnaíba, as agendas oficiais foram realizadas em outros municípios. Já em Foz do Iguaçu, ele partiu para um evento fechado na sede de Furnas.

Outro cercadinho foi montado em Sorocaba (SP), em 25 de junho de 2021, na frente do aeroporto, onde Bolsonaro cumprimentou apoiadores. Para essa estrutura, foram gastos R$ 1.500.

Claque em inaugurações

Em outros casos, foram montados cercadinhos na porta de locais onde Bolsonaro participaria de agendas oficiais.

Em 4 de fevereiro de 2021, o então presidente inaugurou um centro esportivo em Cascavel, no Paraná. Na entrada do local, parou para falar com militantes bolsonaristas que esperavam no cercadinho.

No Ceará, em um mesmo dia (25 de fevereiro), foram montados dois cercadinhos onde Bolsonaro interagiu com apoiadores nas cidades de Caucaia e Tianguá. Essas estruturas custaram R$ 4.350,59.

Na ocasião, ele assinou termo para realização de obra viária e visitou uma rodovia.

Em 18 de fevereiro daquele ano, em Campinas, uma estrutura gradeada foi montada em frente à Escola Preparatória de Cadetes do Exército, onde o então presidente participou de cerimônia de formação de turma de militares. O custo desses gradis foi de R$ 4.400.

Cartão corporativo: Gastos elevados de Bolsonaro coincidem com motociatas

Registros mostram dispêndio de quase R$ 200 mil em datas próximas a 3 eventos; despesas de Lula e Dilma foram maiores

Os gastos no cartão corporativo da Presidência da República durante a gestão Jair Bolsonaro (PL) – revelados depois de um período de sigilo com o argumento de preservar a segurança do chefe do Executivo e de parentes – apontam que foram registrados gastos expressivos durante motociatas.

Ao menos três exemplos revelam isso. O Estadão pesquisou registros de notas fiscais em datas próximas aos passeios de moto. Geralmente os eventos eram associados a outros compromissos da agenda oficial, mas pairavam dúvidas sobre os custos relacionados a essas atividades.

Presidente Bolsonaro participa de motociata com apoiadores em Porto Alegre Foto: Reprodução Estadão

Na véspera de uma motociata realizada no Rio de Janeiro, em maio de 2021, foram gastos R$ 33 mil em uma panificadora. Já entre os dias 9 e 10 de julho do mesmo ano, na Serra Gaúcha e em Porto Alegre – onde foi seguido de moto por apoiadores -, foram mais R$ 166 mil no cartão corporativo, em 46 despesas, concentradas em hospedagem, alimentação e combustível. Outro caso aconteceu em Ribeirão Preto (SP), em maio de 2022, onde foi feito pagamento de R$ 16 mil em uma padaria.

Segundo dados obtidos pela agência Fiquem Sabendo, a Presidência na gestão Bolsonaro gastou ao menos R$ 27,6 milhões com cartão corporativo. O ex-presidente não é o que fez mais despesas desse gênero. No seu primeiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva consumiu, em valores atualizados pela inflação, R$ 59,7 milhões entre 2003 e 2006. No segundo mandato, foram mais R$ 47,9 milhões. Entre 2011 e 2014, Dilma Rousseff gastou R$ 42,3 milhões.

Bolsonaro foi, no entanto, o único presidente a dizer publicamente que não fazia uso do cartão. A divulgação dos extratos, porém, mostra que isso não era verdade e detalha como ele usava o dinheiro da conta privativa de presidente da República. Os valores referentes a Bolsonaro ainda podem ser maiores porque nem todos os dados de despesas com cartão foram consolidados.

Nos quatro anos de governo, Bolsonaro disse ao menos 15 vezes em lives que não utilizava o cartão corporativo para despesas pessoais e dizia que eram para bancar a equipe que o acompanhava nas viagens. “O meu particular, eu posso sacar até R$ 25 mil por mês e tomar em tubaína. Nunca saquei um centavo”, disse o presidente, durante uma live em nas redes sociais no dia 1.º de setembro do ano passado.

Dos 59 tipos de despesas feitas com o cartão, os gastos com hotel foram os que mais consumiram recursos. Pelo menos R$ 13,6 milhões foram desembolsados em hospedagem: muitas vezes em locais de luxo, contrariando o discurso geralmente adotado por Bolsonaro, que afirmava ser contrário a esbanjar dinheiro público quando é possível optar pela simplicidade.

Na lista de endereços que receberam quantias polpudas está o Ferraretto Hotel, em Guarujá (SP), cidade onde o agora ex-presidente costumava passar momentos de descanso. Ao longo dos quatro anos, o estabelecimento recebeu R$ 1,46 milhão. Consultas na internet mostram que as diárias variam de R$ 436 (em promoção) a R$ 940. Assim, considerando um valor médio de R$ 500, o montante seria suficiente para mais de 2,9 mil diárias.

Chama a atenção na lista de despesas a presença de um acanhado restaurante de Boa Vista, em Roraima. Há uma nota de R$ 109 mil no Sabor de Casa, estabelecimento que fornece marmitas promocionais a R$ 20 e também faz entregas.

Também em panificadoras os gastos em vários estabelecimentos passavam de R$ 10 mil. Por 20 vezes ao longo do mandato de Bolsonaro, há pagamentos para uma das filiais da padaria carioca Santa Marta. As notas fiscais variam de R$ 880 (menor valor) a R$ 55 mil (maior valor), com média de R$ 18 mil. Ao todo, o estabelecimento recebeu R$ 362 mil do cartão corporativo da Presidência. Um dos gastos foi no dia 22 de maio de 2021, na véspera de uma motociata realizada no Rio.

A predileção por doces, muitas vezes confessados por Bolsonaro, aparecem em números. Em cinco sorveterias foram feitas 62 compras, que somaram R$ 8,6 mil.

Não é ilegal comprar sorvete com o cartão corporativo. Mas esse recurso deve ser usado para ações fundamentais ao governo, principalmente em deslocamentos – e todas as sorveterias listadas no sistema são de Brasília.

Cliente chamada de “vagabunda” em cartão de banco quer indenização de R$ 50 mil

A mulher se assustou assim que abriu a correspondência e encontrou o xingamento estampado no cartão de crédito

Uma mulher, que preferiu não ser identificada, teve o sobrenome trocado pelo xingamento de “vagabunda” no cartão de crédito. A vítima, de 29 anos, entrou com processo por danos morais e pede indenização de R$ 50 mil pela situação vexatória.

Ao receber a correspondência, em Campo Grande, a mulher disse ter ficado completamente constrangida. O advogado Ederson Lourenço, que representa vítima no processo.

A mulher foi chamada de ‘vagabunda’ em cartão de crédito. — Foto: Arquivo pessoal

“A minha cliente me procurou logo depois que recebeu o cartão. Ela me disse que estava em casa em uma confraternização com amigas e tinha deixado para abrir o envelope em que o cartão estava depois do serviço. Quando abriu o papel, leu ‘vagabunda’ no cartão, ela disse ter começado a dar risada, mas depois se deu conta do que tinha acontecido”, detalha o advogado.

Lourenço detalhou que a cliente havia pedido o cartão de crédito e dois dias depois o objeto chegou. Até então, na correspondência, o nome da mulher estava correto, a surpresa maior foi quando abriu e viu o xingamento no cartão.

O advogado descreve o caso como “humilhante e vexatório”.

Em nota, o C6 Bank, banco em que o cartão foi solicitado, detalhou que acompanha o processo, mas não pode fornecer informações. Leia a posicionamento abaixo:

“Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar nº 105/2001, não podemos fornecer a terceiros informações de operações ativas e passivas de serviços bancários, sob pena de quebra de sigilo bancário. As informações somente podem ser fornecidas diretamente ao consumidor ou na forma autorizada na citada lei. Estamos à disposição dos clientes para esclarecer dúvidas, resolver qualquer problema e apurar todos os casos”.