Usuários do transporte público devem revalidar cartão de isenção

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informa aos usuários que utilizam do benefício de isenção tarifária do transporte público, que se atentem aos prazos de validade de seus cartões e procurem a Central de Atendimento para a atualização do documento.

Durante a pandemia, os prazos para que os beneficiários revalidassem seus cartões, foram suspensos devido às condições e dificuldades de atendimento da época.

Passado esse período, de acordo com o Gerente Executivo do Consórcio Guaicurus, Robson Strengari, há a necessidade de revalidar o documento para que o beneficiado continue a utilizar o transporte público de forma gratuita. “Com a retomada dos prazos, é preciso que os usuários fiquem atentos para não serem surpreendidos com o vencimento na hora da utilização do transporte público, para as duas modalidades de cartão: com ou sem acompanhante”, ressalta.

Se o cartão estiver desatualizado há mais de 2 anos ou se o usuário não atualiza seus dados desde 2020, é necessário comparecer imediatamente para renovação na Central de Atendimento ao Cliente. O prédio está localizado na Rua 25 de Dezembro, 924, esquina com a Rua Antônio Maria Coelho, fone 3316-6645.

Deputados elogiam aporte do Governo para transporte público de Campo Grande

O repasse de R$ 1.100 milhão firmado pelo Governo do Estado para a Prefeitura de Campo Grande repassar à concessão municipal do transporte público da Capital foi elogiado em tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (29).

Paulo Duarte puxou o assunto na tribuna. Sessões são transmitidas ao vivo pelos canais oficiais da ALEMS Foto: Luciana Nassar

Quem iniciou o assunto foi o deputado Paulo Duarte (PSB), que agradeceu a sensibilidade do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em conceder o aporte para evitar reajustes na tarifa. “Mesmo não sendo a obrigação dele, pois é uma questão municipal, o governador teve uma atitude estadista ao subsidiar o transporte ao trabalhador campo-grandense. O transporte coletivo é um problema gravíssimo. Eu que fui prefeito vi a situação e tive que me virar sozinho. Essa atitude de socorro aos que dependem do transporte foi de extrema importância”, considerou Duarte.

Gerson Claro reforçou a necessidade de mais opções de transportes

O parlamentar disse que infelizmente o acordo é para resolver a questão pontual do aumento que viria, mas que ainda é preciso discutir os demais problemas que envolvem o transporte. Gerson Claro (PP) concordou. “Precisa ser discutido em suas raízes. Penso que é preciso trazer mais esse debate para a Assembleia, por exemplo, o problema da mobilidade urbana. Campo Grande tem quase 1 milhão de habitantes e sequer tem outras opções de transporte público. A eterna discussão da gratuidade, sem ter a preocupação com  a gestão e boa governança”, ressaltou.

 

Lidio Lopes agradeceu aporte do governo e pediu melhor gestão

Lídio Lopes (PATRI) também agradeceu o repasse estadual e disse que hoje a demanda é muito alta. “Há um gargalo que a gestão não consegue dar conta. Quando fui vereador lembro que discutíamos 17 pontos de gratuidade, que recai ao cidadão que paga, mas a conta não fecha. O município faz o subsídio, mas assim mesmo com o preço de combustíveis desenfreado foi preciso o Governo intervir. O espanto é quando vem a concessionária dizer que mesmo assim não cobre. Como assim? Então entrega a concessão e outras empresas vão conseguir. Não pode continuar como está, faltando ônibus, faltando pontos e linhas, é momento muito difícil”, considerou o parlamentar que é casado com a atual prefeita da Capital, Adriane Lopes.

Câmara de Vereadores aprova mudanças em lei para subsídio do transporte coletivo de Campo Grande

Transporte coletivo ficou paralisado por 24 horas no dia 21 de junho, após a empresa responsável pelo serviço atrasar pagamento dos funcionários.

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, na sessão desta terça-feira (28), o projeto de lei 10.702/22, que permite que a Prefeitura firme parcerias com o estado e a União para subsidiar a gratuidade do transporte coletivo aos estudantes da Rede Estadual e das instituições de ensino federais.

Mudança em lei pode permitir ao governo bancar passe escolar Foto: Arquivo/Izaias Medeiros

A medida é da Mesa Diretora, mas tem o aval da prefeitura para auxiliar o custeio do benefício de gratuidade do passe de estudante no município de Campo Grande.

Segundo o Consórcio Guaicurus, responsável pela concessão, os estudantes da Rede Estadual representam aproximadamente 50% das gratuidades concedidas atualmente, com um custo de cerca de R$ 1 milhão.

No dia 21 de junho, motoristas do transporte coletivo anunciaram paralisação e os serviços ficaram 24 horas sem atendimento por falta de pagamento. Durante uma reunião de conciliação, ficou determinado o pagamento para hoje (28).

Há meses, o Consórcio afirma que está tendo dificuldades em manter a operação dos serviços. Segundo eles, o aumento na tarifa é “iminente” e “necessário para resolver o problema de falta de caixa”.

Reunião ainda sem data
Uma reunião sobre a situação do transporte coletivo deveria ter ocorrido na tarde de segunda-feira (27) entre a Prefeitura de Campo Grande, o Consórcio Guaicurus e entidades envolvidas. Contudo, o encontro foi desmarcado, pela segunda vez, já que na sexta-feira (24) também havia a promessa de conversa.

Para resolver o problema do transporte público, o Consórcio Guaicurus quer que a passagem de ônibus seja reajustada em R$ 6,16 para todos os passageiros, ou que as gratuidades sejam pagas por meio de subsídio às empresas.

O Consórcio Guaicurus também alega que atualmente o déficit entre valor recebido e recursos com despesas é, justamente, de R$ 5 milhões.