As obras beneficiam diretamente 230 mil habitantes dos municípios abrangidos pelas rodovias
Máquinas e equipes de trabalhadores já iniciaram na segunda-feira (27 ) intervenções e melhorias ao longo da MS-112 e trechos da BR-158 e BR-436, rodovias concessionadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul para o Consórcio Way Brasil.
A concessão beneficia diretamente 230 mil habitantes dos municípios abrangidos pelas rodovias (Foto Divulgação/Consórcio Way)
Estratégia que garante a desburocratização de processos de concessão, a assinatura do termo de arrolamento de bens é a razão para a agilidade do processo.
Assinado na última quinta-feira (23), juntamente com o contrato de concessão entre o Estado e o consórcio, o termo foi proposto pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) e abrevia os prazos para início de obras em contratos de concessão e de parcerias.
Usualmente este tipo de termo é celebrado entre as partes após período de vistorias e da assinatura de concessões, o que atrasa de fato o início “prático” da concessão.
Todo o processo – desde a fase de estudos – foi coordenado pelo Escritório de Parcerias Estratégicas do Governo do Estado, que modelou totalmente o projeto até sua fase de formalização – incluindo o contrato de concessão e o termo de arrolamento.
A vistoria técnica, base para efetivação do Termo de Arrolamento e Transferência à gestão privada, foi feita pelo Escritório de Parcerias Estratégicas e pelas agências de Regulação de Serviços Públicos (Agems) e Agência de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e pela concessionária das rodovias do Leste de MS.
Rodovias
A concessão beneficia diretamente 230 mil habitantes dos municípios abrangidos pelas rodovias (Cassilândia, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Inocência, Selvíria e Três Lagoas), além de trabalhadores do setor de transportes e turistas, reduzindo o tempo gasto nos deslocamentos e no custo do escoamento da produção agrícola e industrial da região Leste de Mato Grosso do Sul.
A concessionária deverá recuperar, manter a conservação e ampliar a capacidade rodoviária de 412,5 quilômetros de estradas em Mato Grosso do Sul, incluído os 3,8 km da ponte Rodoferroviária, oferecendo agilidade, segurança aos usuários e novas possibilidades logísticas para a Região do Bolsão.
Ao todo serão R$ 3,5 bilhões em investimentos em infraestrutura, ao longo de 30 anos de contrato.
A região de Dourados recebeu mais investimentos do Governo de Mato Grosso do Sul para a melhoria da infraestrutura rodoviária. Nesta segunda-feira (27), o governador Eduardo Riedel entregou a obra de implantação e pavimentação asfáltica da MS-477, trecho do entroncamento da MS-379 (Perimetral Norte), que dá acesso ao distrito de Panambi.
Obra de implantação e pavimentação asfáltica da MS-477 (Fotos: Agesul/Divulgação)
Na solenidade também foi assinada a ordem de serviço para a obra de implantação e pavimentação de acesso à Perimetral Norte de Dourados, a rodovia MS-379, na interseção em nível com a avenida Dom Redovino.
Também estavam presentes no evento o vice-governador José Carlos Barbosa e os secretários Eduardo Rocha (Casa Civil) e Hélio Peluffo (Seilog), além do prefeito de Dourados, Alan Guedes, deputados federais, estaduais e outras autoridades.
O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou, em junho de 2021, a pavimentação asfáltica na MS-477 – que liga a Perimetral Norte até o Distrito de Panambi – para melhorar o tráfego e o escoamento da produção local. Foram investidos R$ 12,7 milhões na obra, que tem 7,8 km de extensão, para impulsionar a economia local e melhorar a logística da região.
Agora o distrito está interligado à área urbana por uma via asfaltada, que dá acesso à Perimetral Norte “Ivo Anunciato Cersósimo” e aos municípios de Itaporã, Douradina, Fátima do Sul, Campo Grande e Ponta Porã.
“Estamos falando de toda a movimentação econômica, dos negócios que se potencializam com essa melhoria na infraestrutura, tanto no campo como na cidade e, de forma ainda mais importante e significativa, a segurança de quem transita por essa rodovia”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
Acesso MS-379 à Perimetral Norte
O Governo de Mato Grosso do Sul contratou a empresa Planacon Construtora para executar a obra de implantação e pavimentação do acesso à Perimetral Norte de Dourados. A previsão é que a pavimentação do acesso à Perimetral Norte de Dourados será realizada em 180 dias consecutivos.
O projeto da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) prevê 400 metros de pavimento na MS-379, que dá acesso à Perimetral Norte, em interseção em nível com a avenida Dom Redovino.
Estudos conduzidos pela Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística) e Agesul apontam que a obra vai dar maior agilidade e segurança ao fluxo de pessoas e de cargas, reduzindo custos logísticos para os negócios na região.
Grupo Way vai assumir gestão da rodovia estadual MS-112 e trechos da BR-158 e BR-436 e investimentos que passam de 3,5 bi
O Governo do Mato Grosso do Sul e o Grupo Way Brasil assinaram na tarde desta quinta-feira (23), no auditório da Governadoria, o contrato de concessão da MS-112 e trechos das rodovias federais BR-158 e BR-436. Pelo documento acordado hoje, o Grupo ficará responsável pela manutenção viária, melhorias de tráfego e capacidade rodoviária de 412,8 quilômetros de estradas em Mato Grosso do Sul e que passam pelas cidades de Cassilândia, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Inocência, Selvíria e Três Lagoas, região nordeste do Estado.
Eduardo Riedel e diretor da Way, Paulo Lopes Foto Saul Schramm
O governador Eduardo Riedel agradeceu a parceria firmada entre a WAY e Mato Grosso do Sul hoje. “Eu não tenho dúvida que essa parceria com Mato Grosso do Sul nasceu da maneira correta, forte, robusta”, comentou.
Além disso, Riedel agradeceu a assistência prestada pela bolsa de valores de São Paulo ao governo de MS durante os processos de concessão e Parcerias Público-Privadas (PPP). “Gostaria de agradecer também a bolsa de valores de São Paulo, a B3, que em parceria com o Estado conduziu todos os processos de PPPs e concessões que fizemos ao longo dos últimos anos”, disse o governador.
O Secretário Hélio Peluffo, de Estado de Infraestrutura e Logística, afirmou que essa concessão “é de extrema importância ímpar para o estado de Mato Grosso do Sul. “Primeiro que você atende o bolsão, que é uma região produtora, que você encaminha para aquela região toda a produção de celulose, que representa hoje 11% da produção nacional, você gera emprego, melhora a qualidade de vida das pessoas, além de garantir que as pessoas possam transitar em segurança”, afirmou.
Com um investimento total de R$ 3,5 bilhões ao longo de 30 anos, a Concessionária WAY-112 ficará responsável por gerir a MS-112, que liga Três Lagoas à Cassilândia, com extensão de 200 km, a BR-158 entre o entroncamento da MS-306 até a MS-444, com extensão de 193.8 km, e a BR-436 entre o entroncamento da BR-158 até a divisa com o estado de São Paulo, incluindo a ponto rodoferroviária com extensão de 18.1 km, totalizando 412.8 km.
Paulo Lopes, presidente da concessionária explicou que a parte mais substancial das obras deverá começar ainda em abril deste ano. “Essa nova concessão, que é um marco hoje assinatura, são mais de 412 quilômetros de concessão da rodovia”, explicou. “Dia 28 nós vamos começar a fazer a fazer todos os trabalhos iniciais, tapa buraco, limpeza, mudança dos dispositivos de segurança e tentar começar a amenizar a parte de acidente na rodovia”
O presidente da nova gestora das rodovias informou que a expectativa da empresa é que as obras de recapeamento na BR-158 e 436, deem uma “cara nova” aos trechos reformados. Além das obras, a empresa estuda uma parceria com a operadora de telefonia Tim para oferecer 4g nas rodovias para usuários da operadora.
Ao final do evento, Riedel agradeceu o trabalho feito por seu antecessor, Reinaldo Azambuja, e destacou a importância dos projetos da gestão anterior para o que ocorre atualmente em MS. “Tudo tem um início, e foi Reinaldo Azambuja que colocou MS nos trilhos, dando início ao processo de crescimento organizado do estado”. afirmou.
Riedel agradeceu o trabalho feito por seu antecessor, Reinaldo Azambuja Foto Saul Schramm
O secretário Hélio Peluffo, parabenizou o ex-governador Reinaldo Azambuja, presente ao evento, e que foi responsável por idealizar o projeto. “O ex-governador sempre pensou em desenvolver todo o Estado, sem se importar quem administra as cidades, parabéns Reinaldo .”
A solenidade da assinatura do contrato de concessão contou com a presença do ex-governador Reinaldo Azambuja e a ex-primeira-dama do Estado, Fátima, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gerson Claro, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), desembargador Sérgio Fernandes Martins e o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em MS Euro Nunes Varanis Junior.
O objetivo é preparar mulheres para acessar o mercado de trabalho por meio de capacitações, oficinas, e auxílio na elaboração de currículos
As mulheres respondem por 44,7% dos 161 mil microempreendedores individuais ativos em Mato Grosso do Sul ou o equivalente a 72 mil MEIs. O salário é menor que dos homens, a carga de trabalho é triplicada e há necessidade de qualificação. Buscando ajudar a mudar este cenário e inserir esta população feminina de forma mais efetiva no mercado trabalho, foi lançado nesta quarta-feira (15) no bairro Coophavila, em Campo Grande, o Emprega Mulheres. O evento do Sebrae-MS conta com a parceria do Governo do Estado por meio da Funtrab (Fundação do Trabalho de MS) vinculada a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Inovação e Tecnologia), Sistema Fecomércio e BPW Associação de Mulheres de Negócios.
Primeira-dama do MS, Mônica Riedel, fez questão de participar da abertura (Fotos: Messias Ferreira)
A primeira-dama de Mato Grosso do Sul, Mônica Riedel, fez questão de participar da abertura e destacou a importância da capacitação e da promoção da autoestima de todas as mulheres. “Queremos crescer juntas, promover o conhecimento e aumentar a participação feminina na sociedade. Essa ação do Sebrae e do Governo do Estado, pela Funtrab tem uma característica grande de inserção da mulher, de dar aquele “empurrãozinho” para quem não sabe por onde começar. Somos capazes, vamos tornar cada vez mais a sociedade melhor”, declarou.
O objetivo é preparar mulheres para acessar o mercado de trabalho por meio de capacitações, oficinas, e auxílio na elaboração de currículos. Nesta quarta e quinta-feira, o evento será realizado na Associação Comunitária da Coophavila, com palestras que vão debater liderança, relacionamento no trabalho, dicas para entrevistas de emprego e automaquiagem.
O secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Ademar Silva Júnior, juntamente com o secretário executivo de Qualificação e Trabalho da Semadesc, Bruno Bastos, e o diretor-presidente da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul, Marco Aurélio Santullo, estiveram na manhã desta quarta-feira (15) na abertura do evento.
A Semadesc é parceira do evento por meio da Funtrab, que está com uma ampla equipe no local, dando consultoria a quem precisa fazer sua carteira e fazendo encaminhamento de vagas. A Funtrab estará ofertando nestes dois dias 1.200 vagas sendo 100 oportunidades apenas na região da Coophavila.
Foi lançado nesta quarta-feira (15) no bairro Coophavila, em Campo Grande, o Emprega Mulheres
De acordo com o secretário-executivo de Qualificação Bruno Bastos, o Estado tem a meta de ampliar a qualificação diante das inúmeras oportunidades de oferta de vagas com o desenvolvimento econômico. “Existem muitas vagas abertas, muitas oportunidades de trabalho. Por isso, queremos promover a capacitação da população em especial os jovens e mulheres”, salientou Bastos.
Ele destacou que um dos eixos da Semadesc é priorizar as mulheres, para que elas possam se qualificar. “Queremos dar várias possibilidades para a capacitação das mulheres. Umas das metas é junto da Secretaria de Educação elevar a escolaridade, porque muitas dessas mulheres são mães solteiras que não finalizaram os estudos”, acrescentou.
Autoestima
Na ocasião, a diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, reforçou que a programação conectará mulheres que precisam de oportunidades profissionais aos possíveis empregadores. “O sucesso acontece quando a oportunidade encontra a determinação, e é isso que estamos produzindo aqui hoje, uma rede de apoio. As mulheres podem participar das oficinas e palestras durante esses dois dias, para se preparar para uma entrevista de trabalho, entender como se comportar no ambiente corporativo, que nem sempre é fácil, e para quem quer empreender, também tem o apoio do Sebrae”, complementa.
“Temos 200 empregadores presentes no evento e 1.217 ocupantes de vagas. Nossa proposta é facilitar o acesso às vagas primárias. Aqui, temos informações sobre acesso às vagas, assim como sobre riscos, segurança e emprego para os ocupantes de vagas específicos. Esta é uma oportunidade importante e o fato de as mulheres terem vindo aqui demonstra o interesse”, complementa o diretor-executivo da Funtrab, Paulo Machado.
Diante da imensidão verde que outrora, reza a lenda, foi o Mar de Xaraés, a estrada de terra batida nos leva a um lugar incomum aos que estão nas urbes agitadas, mas de praxe para os que têm o Pantanal na veia: a Nhecolândia. Ali, há pontos que são paradas obrigatórias para aves que anualmente voam milhares de quilômetros em um ritual migratório que começa bem longe, em países como Canadá, Estados Unidos e México.
A ciência unida ao conhecimento dos pantaneiros formou um casal infalível para encontrar os locais de invernada dos animais que, ao se deslocarem entre os hemisférios norte e sul, buscam suporte de alimentação, água e descanso no Pantanal. Contudo, esse movimento natural e secular esconde o risco da transmissão da influenza aviária.
“Todo o trabalho é feito principalmente nas proximidades das lagoas em propriedades rurais, identificadas por imagens de satélites e também ouvindo a população local como pontos onde as aves silvestres se encontram, e também podem ter contato com as domésticas”, explica o médico veterinário Marco Aurélio Guimarães.
Drone é usado para monitorar aves silvestres que têm o Pantanal como local de invernada durante a migração (Foto Saul Schramm)
Fiscal agropecuário e gerente de Controle e Operações do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul), Guimarães, assim como outros fiscais, tem auxílio da tecnologia para esse trabalho, usando drones para encontrar aves doentes.
Com a visão aérea, é possível identificar aves silvestres caídas ou mesmo com outros sintomas da influenza aviária. “Essas áreas são possíveis pontos de entrada da doença no Brasil, e por isso intensificamos o trabalho nesses locais, mesmo que distantes”, frisa.
Se algum caso suspeito é identificado, as aves domésticas da propriedade têm amostragens de sangue coletadas para análise em laboratório federal, com prazo de uma semana para se ter o resultado nesse período de maior vigilância – que subiu após a identificação da influenza aviária em uma granja boliviana na região dos Andes, que apesar de distante de Mato Grosso do Sul, se faz necessário a intensificação da fiscalização.
Diante da imensidão verde que outrora, reza a lenda, foi o Mar de Xaraés, a estrada de terra batida nos leva a um lugar incomum aos que estão nas urbes agitadas, mas de praxe para os que têm o Pantanal na veia: a Nhecolândia. Ali, há pontos que são paradas obrigatórias para aves que anualmente voam milhares de quilômetros em um ritual migratório que começa bem longe, em países como Canadá, Estados Unidos e México.
A ciência unida ao conhecimento dos pantaneiros formou um casal infalível para encontrar os locais de invernada dos animais que, ao se deslocarem entre os hemisférios norte e sul, buscam suporte de alimentação, água e descanso no Pantanal. Contudo, esse movimento natural e secular esconde o risco da transmissão da influenza aviária.
“Todo o trabalho é feito principalmente nas proximidades das lagoas em propriedades rurais, identificadas por imagens de satélites e também ouvindo a população local como pontos onde as aves silvestres se encontram, e também podem ter contato com as domésticas”, explica o médico veterinário Marco Aurélio Guimarães.
Fiscal agropecuário e gerente de Controle e Operações do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul), Guimarães, assim como outros fiscais, tem auxílio da tecnologia para esse trabalho, usando drones para encontrar aves doentes.
Com a visão aérea, é possível identificar aves silvestres caídas ou mesmo com outros sintomas da influenza aviária. “Essas áreas são possíveis pontos de entrada da doença no Brasil, e por isso intensificamos o trabalho nesses locais, mesmo que distantes”, frisa.
Se algum caso suspeito é identificado, as aves domésticas da propriedade têm amostragens de sangue coletadas para análise em laboratório federal, com prazo de uma semana para se ter o resultado nesse período de maior vigilância – que subiu após a identificação da influenza aviária em uma granja boliviana na região dos Andes, que apesar de distante de Mato Grosso do Sul, se faz necessário a intensificação da fiscalização.
Fronteira em alerta
O monitoramento da migração de aves é apenas uma das ações do Governo de Mato Grosso do Sul para evitar a entrada da influenza aviária no Brasil pelo território sul-mato-grossense. Desde quinta-feira (9) está em funcionamento no Posto de Fiscalização Esdras, na linha de fronteira com a Bolívia, o arco de desinfecção da Iagro.
A estimativa é que diariamente 8 mil veículos de passeio cruzem a linha internacional entre Brasil e Bolívia, além de aproximadamente 800 veículos de cargas. Muitos deles vão passar pelo arco, que com esguichos faz a limpeza necessária para impedir o avanço da influenza.
Outro ponto de fiscalização é a rodovia BR-262, onde fica a unidade da PMA (Polícia Militar Ambiental) no Buraco das Piranhas. Além desses dois trabalhos, também são feitas fiscalizações volantes em diversos pontos da região fronteiriça. Os assentamentos estão inclusos nessa fiscalização, devido a fronteira seca.
Por ora, não há nenhum caso da doença no Brasil. Uma das características da influenza aviária é a alta mortalidade das aves e humanos infectados. A transmissão para humanos só ocorre se houver contato íntimo com esses animais, e não existem ainda casos de transmissão entre humanos. Contudo, uma mutação do vírus pode acontecer e a doença passar a ser transmissível de pessoa para pessoa, seguindo com alta mortalidade.
O governo federal publicou no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (13) a nomeação dos novos superintendentes regionais da Polícia Rodoviária Federal nos 26 estados e no Distrito Federal.
Os ocupantes anteriores dos cargos tinham sido exonerados em 19 de janeiro, e parte dos novos diretores já vinha atuando na função de forma interina.
O novo superintendente da PRF em Mato Grosso do Sul: João Paulo Pinheiro Bueno
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocou todos os comandos regionais da PRF e deve trocar, também, todos os superintendentes locais da Polícia Federal.
Durante o governo anterior, o então presidente Jair Bolsonaro manteve uma relação de proximidade com a cúpula da PF e da PRF e, com frequência, foi acusado pela oposição de aparelhar as corporações e fazer alterações nos comandos das equipes para driblar investigações.
Para MS, o Governo Federal confirmou a nomeação de João Paulo Pinheiro Bueno para a função de Superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Mato Grosso do Sul.
O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso do Sul (SINPRF/MS) havia indicado uma lista de cinco nomes para o cargo de superintendente regional no Estado. A lista apresentada pela PRF tinha como indicados: André Figueiredo de Araújo; Marcos Khadur Rosa Pires; Robinson Luis de Araújo; Waldir Brasil do Nascimento Júnior e Rafael Gomes Charão.
João Paulo Pinheiro chegou a se inscrever uma hora antes, mas acabou não participando da votação. No final, acabou sendo o escolhido.
Com 74 hectares de área verde, pista de caminhada e um viveiro florestal, entre outros atrativos, o Parque Natural Municipal da Lagoa Comprida, em Aquidauana, pode passar por obras de revitalização nos próximos meses. Isso porque a nova parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal deve tirar do papel o projeto de reforma do local.
O Parque foi criado com o objetivo de preservar o ecossistema natural (Foto Chico Ribeiro)
Nesta sexta-feira (10), o secretário estadual de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul, Hélio Peluffo, recebeu o prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro, e o deputado federal Beto Pereira para tratar da proposta.
“É um belo projeto que impacta positivamente no meio ambiente e na qualidade de vida da população, que terá mais lazer, atividade esportiva e recreação. Estamos conversando e construindo novos projetos que serão concluídos ao longo do mandato do governador Eduardo Riedel”, disse Peluffo.
Segundo Odilon, o projeto tem custo estimado de R$ 20 milhões para deixar o Parque da Lagoa “revitalizado e moderno”. “Será um atrativo para nossa cidade e para todo o Mato Grosso do Sul”, reforçou.
O deputado Beto Pereira destacou a relevância do espaço para Aquidauana e todo o Pantanal sul-mato-grossense. “Investir na Lagoa Comprida é investir no meio ambiente e no lazer. Teremos ali um grande cartão postal para o Mato Grosso do Sul”.
O Parque Natural Municipal da Lagoa Comprida foi criado em 2001 “com o objetivo de preservar o ecossistema natural de grande relevância ecológica e beleza cênica, protegendo o patrimônio natural e cultural da região”.
Localizado a cerca de 1,5 km do Córrego João Dias, o Parque é aberto, possui a maior lagoa urbana de Aquidauana e tem uma rica biodiversidade, composta por centenas de espécies de aves, anfíbios, mamíferos, peixes e répteis, além árvores e plantas aquáticas. O espaço já é utilizado pela prefeitura para atividades ambientais, de cultura, lazer e esporte.
Com o objetivo de reduzir o déficit carcerário e melhorar as condições de cumprimento da pena nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado irá construir, nos próximos anos, mais dois presídios no Complexo da Gameleira, em Campo Grande.
A autorização para a construção foi dada ontem (8), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante uma reunião em Brasília (DF), com o governador Eduardo Riedel, que levou ao Governo Federal demandas de Mato Grosso do Sul, especialmente na área da segurança pública.
Governador Eduardo Riedel em audiência com o Ministro da Justiça Foto Guilherme Pimentel
“Pedimos apoio ao Ministério da Justiça e Segurança Pública na construção de presídios que possam abrigar a população carcerária que está crescendo num ritmo acelerado no Estado por conta da fronteira”, explicou Eduardo Riedel.
Conforme o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, as novas unidades, que terão capacidade para 603 vagas – cada uma – e que juntas custarão em torno de R$ 90 milhões, serão construídas no Complexo da Gameleira, onde estrategicamente o Governo do Estado adquiriu uma área de 182 hectares e destinou 50 delas especificamente para o sistema prisional.
Para garantir a segurança do Complexo da Gameleira, a área no entorno será ocupada pelo Governo do Estado, levando em consideração as particularidades do sistema prisional, não havendo possibilidade de construções de moradias nas laterais dos presídios, como acontece no Complexo do Jardim Noroeste, em Campo Grande.
Atualmente o Complexo da Gameleira conta com três unidades prisionais, sendo que duas delas, masculinas e com capacidade total para 1.206 presos, já foram entregues pelo Governo do Estado, e a feminina com capacidade para 407 detentas, deve ser entregue ainda este ano.
Demanda por vagas
O secretário de Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, afirma que Mato Grosso do Sul é o estado brasileiro que mais prende. “O país que mais prende no mundo é os Estados Unidos, que tem uma média de 655 presos por 100 mil habitantes, aqui no Estado são 704 presos por 100 mil, enquanto a média nacional está em torno de 368 presos por 100 mil habitantes”.
As prisões, que acabam gerando déficit de mais de 5 mil vagas no sistema prisional, resultam da eficiência das polícias no combate aos crimes, de acordo com Videira, principalmente o tráfico, já que é Mato Grosso do Sul o estado brasileiro que mais apreende drogas. Somente no ano passado as forças de segurança estaduais tiraram de circulação mais de 516 toneladas de drogas.
“Quanto mais você apreende, quanto mais você prende, mais você tem esse impacto na segurança pública, tanto no sistema penitenciário, como nas medidas socioeducativas. A droga a Polícia Civil incinera, o veículo utilizado no transporte do entorpecente a Sejusp leiloa, mas o autor do tráfico deve cumprir sua pena nas unidades da Agepen, ser ressocializado e devolvido para a sociedade melhor que entrou, o que demanda vagas nos presídios e altos investimentos do Governo do Estado, no custeio do sistema”, destaca o secretário.
Atualmente 42% da população carcerária do Mato Grosso do Sul é oriunda do tráfico de drogas e, conforme Videira, metade desses presos são de outros estados. Cada preso custa ao sistema penitenciário estadual em torno de R$ 2.500 por mês.
Equipes da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) identificaram nesta terça-feira (7) um “site dublê” que se passa pelo endereço oficial de pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), levando os contribuintes sul-mato-grossenses ao erro, que desatentos acabam caindo em golpes pela internet.
Conforme identificado pela equipe de Tecnologia da Informação fazendária do Governo, o anúncio fraudulento está intitulado como “I P V A 2023 – I P V A – pagedemo.co”. O site falso acessava em segundo plano o site da Sefaz.
Além disso, no endereço mantido pelos criminosos também eram gerados documentos de arrecadação falsos – ou seja, se pagos, o dinheiro dos contribuintes além de não quitar o imposto ainda eram perdidos, ficando de posse dos golpistas.
Para proteger os contribuintes, a secretaria emitiu o alerta e ainda determinou como primeira providência a suspensão temporária do site de pagamento do IPVA 2023. “A Sefaz-MS reafirma seu compromisso com a transparência pública, bem como com os contribuintes sul-mato-grossenses”, explica a nota de alerta.
Além das providências técnicas e administrativas, a pasta fazendária de Mato Grosso do Sul também já acionou a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) para que todas as medidas cabíveis na esfera criminal possam ser tomadas.
O Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), em Campo Grande, retomou nesta terça-feira (7) os atendimentos a novos pacientes. A instituição havia suspendido essas atividades no dia 22 de fevereiro deste ano, em razão de uma paralisação de médicos, provocada pela crise financeira da entidade em decorrência de um déficit mensal de R$ 770 mil.
Hospital de Câncer de Campo Grande. — Foto: Divulgação/Hospital Alfredo Abrão
As atividades foram retomadas após uma reunião na segunda-feira (6), entre o Ministério Público Estadual (MPMS), governo do estado e prefeitura de Campo Grande, definir um repasse emergencial de recursos para atender a instituição.
O governo repassou R$ 3,489 milhões por meio de um convênio já firmado anteriormente. Já a prefeitura se comprometeu a repassar R$ 300 mil até está quarta-feira (8). Os recursos do município representam a primeira parcela de verba federal, no valor de R$ 2,609 milhões, do Ministério da Saúde, referente a procedimentos oncológicos já realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o HCAA, os recursos serão utilizados na compra de insumos, medicamentos e para o pagamento de fornecedores.
Segundo o presidente do Hospital de Câncer, Amilcar Silva Júnior, uma solução definitiva sobre o déficit mensal do hospital deverá ser discutido em outra reunião com o Poder Público.
“O HCAA agradece a sensibilidade das autoridades que nos acolheram e buscaram essa solução conjunta emergencial, para dar continuidade ao atendimento no hospital. Acreditamos que de agora em diante, a solução para o déficit deva ocorrer o mais breve possível para propiciar o equilíbrio financeiro do HCAA, que trata com qualidade os pacientes oriundos do SUS atendendo 70% de todo o atendimento oncológico do estado”, apontou Amilcar.
Durante a paralisação dos novos atendimentos médicos, 500 primeiras consultas deixaram de ser realizadas. Segundo o diretor-clínico do hospital, João Paulo Villalba, a regulação deverá encaixá-las com urgência nas agendas disponíveis.
Um dos novos pacientes que já foi atendido nesta terça é o mecânico Adenilson Teixeira. Ele viajou cerca de 400 quilômetros para fazer a primeira consulta no hospital.