Nove cidades de MS vão receber apoio da Força Nacional no 1° turno das eleições

Para proporcionar maior segurança durante o primeiro turno das Eleições 2022, Mato Grosso do Sul e outros dez estados da federação vão receber equipes da Força Nacional.

As zonas eleitorais de Amambai, Paranhos, Bela Vista, Caracol, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Antônio João e Caarapó tiveram o reforço solicitado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Mato Grosso do Sul.

A escolha dos nove municípios no Estado se justifica pela presença significativa da população indígena e proximidade da linha internacional de fronteira.

O pedido foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As decisões devem ser referendadas pelo Plenário do TSE.

A escolha dos nove municípios no Estado se justifica pela presença significativa da população indígena

A possibilidade de requisição do auxílio das Forças Federais pelo TSE está prevista na legislação desde 1965.

O artigo 23, inciso XIV, do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) estabelece que cabe privativamente ao TSE “requisitar Força Federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões dos tribunais regionais que o solicitarem, e para garantir a votação e a apuração”.

De acordo com a regra prevista na Res.-TSE 21.843/2004, o TSE pode requisitar o apoio para garantir o livre exercício do voto, a normalidade da votação e da apuração dos resultados.

Para tanto, os TREs devem encaminhar o pedido indicando as localidades e os motivos que justifiquem a necessidade de reforço na segurança, com a anuência da Secretaria de Segurança dos respectivos estados.

Os pedidos aprovados pelo TSE são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução das ações empreendidas pelas Forças Armadas.

Força Nacional vai atuar em áreas de conflitos indígenas em MS

Portaria assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres, autoriza a atuação de policiais da Força Nacional de Segurança em três cidades sul-mato-grossenses palco de recentes conflitos entre indígenas e fazendeiros.

De acordo com a publicação, os servidores serão encaminhados aos municípios de Amambai – onde em junho houve confronto e uma pessoa morreu -, Naviraí e Caarapó.

Confronto recente ocorrido em Amambai deixou uma pessoa morta

A medida teve início na quarta-feira (27/7) com validade até 31 de dezembro deste ano, conforme consta na edição de hoje (28/7) do Diário Oficial da União.

Conforme o Ministério da Justiça, os trabalhos vão ocorrer em apoio à Polícia Federal nessas localidades no que diz respeito as “atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado”, diz trecho da portaria.

Após reunião com o MPF, lideranças da aldeia Amambai concordam com a realização de nova eleição
Portaria assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres, autoriza a atuação de policiais da Força Nacional de Segurança em três cidades sul-mato-grossenses palco de recentes conflitos entre indígenas e fazendeiros.

De acordo com a publicação, os servidores serão encaminhados aos municípios de Amambai – onde em junho houve confronto e uma pessoa morreu -, Naviraí e Caarapó.

Conflitos

No dia 24 de junho, Vito Fernandes, 42, acabou morto após confronto entre indígenas e policiais militares do Batalhão de Choque.

O fato ocorreu na Fazenda Borda da Mata, em Amambai, após ocupação da propriedade, que fica às margens da MS-156.

Durante a ação, 11 pessoas ficaram feridas, oito delas indígenas e três policiais.

Em entrevista concedida à imprensa no dia do fato, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, disse que os policiais militares do Batalhão de Choque foram recebidos a tiros no momento que atendiam ocorrência na propriedade rural.

O titular da pasta afirmou ainda que o problema ocorrido em Amambai não era relacionado a conflito por terra entre moradores da reserva local e fazendeiros, mas sim, provocado por pessoas que deixaram as roças de maconha no Paraguai e tentavam destituir lideranças da região para comandar o espaço.

Um dia antes, mas em Naviraí, grupo de aproximadamente 30 indígenas ocuparam a Fazenda Tejui. Na ocasião, de acordo com ocorrência registrada, moradores do local foram expulsos da casa onde estavam.

Acionada, a Polícia Militar conseguiu controlar a situação. Nessa situação não houve feridos.

Já em Caarapó, servidores da Força Nacional vêm prestando serviço para evitar confrontos na região onde, em junho de 2016, resultaram na morte de Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza.