Cuidado: mercadores de ilusão na área!

Começou 2024, um ano eleitoral. Em Mato Grosso do Sul centenas de candidatos (homens e mulheres) disputarão 79 prefeituras, uma delas a de Campo Grande, o maior colégio eleitoral no Estado. Não é preciso ser adivinho ou ter bola de cristal para antecipar agora que é enorme a probabilidade de uma “guerra” pelo voto, num cenário delineado pelo equilíbrio entre possíveis concorrentes.

Esta conclusão nasce naturalmente no ventre da lógica, da sensatez e da responsabilidade com que o assunto deve ser tratado e analisado. Se cada um tem suas preferências, isto é da democracia e elas precisam ser respeitadas. Porém, jamais reveladas com a intenção de influenciar ou de contaminar o ambiente e o interesse de quem vai votar.

Quem lança ao publico uma opinião ou conclusão com a intenção de “vender” à sociedade uma informação plantada por suas suspeitas e próprias “verdades”, cedo ou tarde cairá no descrédito ou nele já está afundado e não sabe. Não é nada novo nesta Capital e no Estado. São muitos os exemplos de campanhas eleitoras iniciadas e até transcorridas com vencedores de véspera, favoritos “nomeados” criminosamente por seus áulicos.

No final de 2023, algumas fontes de (des)informação insistiram em desenhar como favas contadas a tendência de vitória de certa candidatura em primeiro turno. Só faltou a tais mercadores de ilusões sugerir a roupa de gala para a posse do candidato ou candidata “eleito (a)” um ano antes do pleito.

Faltou também respeitar os eleitores. Estes não são tapados, sabem ter participado de eleições municipais e estaduais recentes, nas quais teve gente chamada de governador ou de prefeito antes da hora e quando as urnas foram abertas a decepção foi tão doída quanto o tombo eleitoral e político.

Não se brinca com a realidade. A realidade sugere bom-senso – a quem tem, evidentemente. E credibilidade, a quem dela faz questão. Fora disto, é mercadejar fantasias, fazer de conta que sabe-tudo e confundir com glórias e aplausos a vergonha e os apupos da gente de bem.

Força Nacional vai atuar em áreas de conflitos indígenas em MS

Portaria assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres, autoriza a atuação de policiais da Força Nacional de Segurança em três cidades sul-mato-grossenses palco de recentes conflitos entre indígenas e fazendeiros.

De acordo com a publicação, os servidores serão encaminhados aos municípios de Amambai – onde em junho houve confronto e uma pessoa morreu -, Naviraí e Caarapó.

Confronto recente ocorrido em Amambai deixou uma pessoa morta

A medida teve início na quarta-feira (27/7) com validade até 31 de dezembro deste ano, conforme consta na edição de hoje (28/7) do Diário Oficial da União.

Conforme o Ministério da Justiça, os trabalhos vão ocorrer em apoio à Polícia Federal nessas localidades no que diz respeito as “atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado”, diz trecho da portaria.

Após reunião com o MPF, lideranças da aldeia Amambai concordam com a realização de nova eleição
Portaria assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres, autoriza a atuação de policiais da Força Nacional de Segurança em três cidades sul-mato-grossenses palco de recentes conflitos entre indígenas e fazendeiros.

De acordo com a publicação, os servidores serão encaminhados aos municípios de Amambai – onde em junho houve confronto e uma pessoa morreu -, Naviraí e Caarapó.

Conflitos

No dia 24 de junho, Vito Fernandes, 42, acabou morto após confronto entre indígenas e policiais militares do Batalhão de Choque.

O fato ocorreu na Fazenda Borda da Mata, em Amambai, após ocupação da propriedade, que fica às margens da MS-156.

Durante a ação, 11 pessoas ficaram feridas, oito delas indígenas e três policiais.

Em entrevista concedida à imprensa no dia do fato, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, disse que os policiais militares do Batalhão de Choque foram recebidos a tiros no momento que atendiam ocorrência na propriedade rural.

O titular da pasta afirmou ainda que o problema ocorrido em Amambai não era relacionado a conflito por terra entre moradores da reserva local e fazendeiros, mas sim, provocado por pessoas que deixaram as roças de maconha no Paraguai e tentavam destituir lideranças da região para comandar o espaço.

Um dia antes, mas em Naviraí, grupo de aproximadamente 30 indígenas ocuparam a Fazenda Tejui. Na ocasião, de acordo com ocorrência registrada, moradores do local foram expulsos da casa onde estavam.

Acionada, a Polícia Militar conseguiu controlar a situação. Nessa situação não houve feridos.

Já em Caarapó, servidores da Força Nacional vêm prestando serviço para evitar confrontos na região onde, em junho de 2016, resultaram na morte de Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza.