Defensor-geral destaca capacidade da PGE em buscar a conciliação na solução de conflitos

Durante cerimônia de posse como novo defensor-geral do Estado, Pedro Paulo Gasparini destacou a parceria com a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) e a capacidade da instituição em trabalhar pela conciliação na busca da solução de conflitos.

Ao citar o trabalho desempenhado pela procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia, mencionou a atuação da CASC (Câmara Administrativa de Solução de Conflitos).

Pedro Paulo Gasparini destacou a parceria com a PGE (Foto Divulgação)

“Temos trabalhado muito, por meio das Câmaras de Conciliação, no atendimento à população mais carente. E destaco a capacidade da procuradoria em buscar a solução. E, falo isso, sobretudo, na área da saúde, pois há muita procura na Defensoria. Com toda a sua equipe, sempre, quando possível, a PGE está atendendo a população frente às nossas demandas”, discursou.

O objetivo do órgão é buscar a redução do litígio, por meio da negociação, conciliação, mediação e jurisprudência, atuando a partir de soluções semelhantes em casos já resolvidos.

De acordo com o procurador-chefe da CASC, Adriano Aparecido Arrias de Lima, trata-se de uma política que vem sendo concretizada pela PGE desde 2017.

“E com a designação de um procurador específico, desde julho do ano passado, estamos conseguindo resultados mais efetivos. É uma mudança de paradigma de como a administração pública pode solucionar os conflitos”, afirmou.

O foco principal, segundo ele, é reduzir o número de ações em tramitação, o que diminui a pressão sobre a máquina do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da própria PGE, a partir da solução de conflitos em massa.

Outro ponto é a economia gerada para o Estado, com a vantagem da entrega mais célere do direito para as partes interessadas.

Força Nacional vai atuar em áreas de conflitos indígenas em MS

Portaria assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres, autoriza a atuação de policiais da Força Nacional de Segurança em três cidades sul-mato-grossenses palco de recentes conflitos entre indígenas e fazendeiros.

De acordo com a publicação, os servidores serão encaminhados aos municípios de Amambai – onde em junho houve confronto e uma pessoa morreu -, Naviraí e Caarapó.

Confronto recente ocorrido em Amambai deixou uma pessoa morta

A medida teve início na quarta-feira (27/7) com validade até 31 de dezembro deste ano, conforme consta na edição de hoje (28/7) do Diário Oficial da União.

Conforme o Ministério da Justiça, os trabalhos vão ocorrer em apoio à Polícia Federal nessas localidades no que diz respeito as “atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado”, diz trecho da portaria.

Após reunião com o MPF, lideranças da aldeia Amambai concordam com a realização de nova eleição
Portaria assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres, autoriza a atuação de policiais da Força Nacional de Segurança em três cidades sul-mato-grossenses palco de recentes conflitos entre indígenas e fazendeiros.

De acordo com a publicação, os servidores serão encaminhados aos municípios de Amambai – onde em junho houve confronto e uma pessoa morreu -, Naviraí e Caarapó.

Conflitos

No dia 24 de junho, Vito Fernandes, 42, acabou morto após confronto entre indígenas e policiais militares do Batalhão de Choque.

O fato ocorreu na Fazenda Borda da Mata, em Amambai, após ocupação da propriedade, que fica às margens da MS-156.

Durante a ação, 11 pessoas ficaram feridas, oito delas indígenas e três policiais.

Em entrevista concedida à imprensa no dia do fato, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, disse que os policiais militares do Batalhão de Choque foram recebidos a tiros no momento que atendiam ocorrência na propriedade rural.

O titular da pasta afirmou ainda que o problema ocorrido em Amambai não era relacionado a conflito por terra entre moradores da reserva local e fazendeiros, mas sim, provocado por pessoas que deixaram as roças de maconha no Paraguai e tentavam destituir lideranças da região para comandar o espaço.

Um dia antes, mas em Naviraí, grupo de aproximadamente 30 indígenas ocuparam a Fazenda Tejui. Na ocasião, de acordo com ocorrência registrada, moradores do local foram expulsos da casa onde estavam.

Acionada, a Polícia Militar conseguiu controlar a situação. Nessa situação não houve feridos.

Já em Caarapó, servidores da Força Nacional vêm prestando serviço para evitar confrontos na região onde, em junho de 2016, resultaram na morte de Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza.