Boca de urna aponta vitória de Eduardo Riedel em MS

Segundo pesquisa boca de urna do Instituto Ranking Brasil neste domingo, e divulgada a pouco, mostra que o candidato do PSDB está a frente do Capitão Contar (PRTB). O tucano tem 53% dos votos e Contar 47%.

Esses dados são de 30 municípios de MS na corrida para governo, e também da disputa pela presidência da República, onde o presidente Bolsonaro (PL) tem 61% e o candidato do PT, Lula 39%

Na apuração estiveram envolvidas cinco equipes, que totalizam  35 integrantes que atuarão presencialmente em tempo real, realizando 3 mil entrevistas.

Seguindo as determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os resultados das pesquisas realizadas à ‘boca-de-urna’ serão divulgados após concluída a votação em todo o país para que, conforme o tribunal, não seja exercida influência sobre os eleitores.

Eleitor que colou teclas de urna é solto e encaminhado para psicólogo

Gabriel Scherer da Costa, de 22 anos, passou por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (4) e foi liberado

O eleitor Gabriel Scherer da Costa, de 22 anos, passou por uma audiência de custódia na manhã desta terça-feira (4), em Campo Grande, e responderá em liberdade por colar as teclas de uma urna eletrônica com cola instantânea e de alta resistência durante a votação, no último domingo (2). A Justiça acatou pedido da defesa, mas orientou que o estudante passe por tratamento psicológico.

Eleitor que colou teclas de urna eletrônica passou por audiência de custódia — Foto: Cristiano Arruda

Ao conceder liberdade ao jovem, o juiz eleitoral Luiz Felipe Medeiros levou em consideração o fato de Gabriel não ter antecedentes criminais, ter boa conduta, residência fixa, um trabalho e também estudar.

“Embora tenha sido contra a administração pública, em processo eleitoral, não foi um crime violento, ninguém se machucou. Ele preenche todos os requisitos da lei para responder ao processo em liberdade”, destacou Luiz Felipe Medeiros.

Durante audiência de custódia ficou determinando que além de ter que procurar atendimento em um dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Campo Grande, Gabriel também deverá manter atualizado seu endereço e comparecer perante à Justiça sempre que convocado.

Para o advogado de defesa, a decisão do juiz foi positiva. “Gabriel é um jovem estudante que, talvez, naquele momento, não tinha consciência do que estava fazendo, pela situação política do país. Foi questão de protesto, e ele passou por uma situação grave de trauma, em função da morte do pai”, justificou o advogado Joaquim Soares.

O computador e o celular de Gabriel, itens apreendidos no momento da prisão, ainda passam por perícia e só devem ser devolvidos após o procedimento. A urna danificada também está sob o poder da Polícia Federal, que analisa o equipamento e é responsável pelo inquérito.

Com a determinação da Justiça, Gabriel irá responder em liberdade pelo crime previsto no artigo 72 da Lei 9507/77, que trata de causar propositadamente dano ao equipamento de votação, com pena prevista de 5 a 10 anos de prisão.

Gabriel foi preso por colar as teclas de uma urna eletrônica com cola instantânea e de alta resistência, em uma seção eleitoral da faculdade Estácio de Sá, em Campo Grande, no domingo (2).

O jovem conseguiu sair do local de votação antes de ser descoberto, mas foi preso pela Polícia Federal pouco tempo depois na própria casa. À polícia o jovem confessou o crime e afirmou ter feito a ação em protesto contra a polarização das eleições em 2022.

Identificado rapaz preso por jogar cola super bonder em urna eletrônica

Foi identificado como Gabriel Scherer da Costa, de 23 anos, o homem preso na manhã de hoje (2), após jogar cola super bonder em uma urna eletrônica, da seção 582, localizada na Faculdade Estácio de Sá, em Campo Grande.

Foto Divulgação

O aparelho teve de ser substituído pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral). O rapaz foi levado para a sede da Polícia Federal e vai passar por audiência de custódia na terça-feira (4).

Conforme o juiz da 8ª Zona Eleitoral, Luiz Felipe Medeiros Vieira, o jovem despejou um tubo de supercola nas teclas da urna e saiu do local de votação. Quando o próximo eleitor foi votar, se deparou com o equipamento danificado e chamou os mesários. A Polícia Federal foi acionada e Gabriel acabou preso em casa. Ao ser indagado pelo juiz sobre a sua atitude, o jovem disse: “Não suporto mais a polarização”.

Segundo o advogado de Gabriel, Joaquim Oliveira Neto, o jovem sofre de transtorno (não soube dizer qual) e faz tratamento psiquiátrico. Ele falou que o rapaz foi para casa, no Bairro Vilas Boas, e confessou para mãe o crime, dizendo ter se arrependido. A polícia foi até a residência e levou Gabriel para a Polícia Federal, onde deve ficar até passar por audiência de custódia.

Vídeo: Homem é flagrado quebrando urna a pauladas

Ato de vandalismo eleitoral sério foi filmado por internautas neste domingo (2). Uma gravação mostra um homem quebrando uma urna eletrônica à pauladas em Goiânia, Capital de Goiás.

Segundo a Polícia Militar, o homem apresenta ter problemas psicológicos e foi conduzido à Polícia Federal logo após a confusão. A urna danificada era da seção 165 e, segundo a equipe da escola, ela foi substituída.

De acordo com o capitão Leandro Pires, ele estava na escola, quando os mesários o chamaram para ajudar a conter o homem. “A princípio, ele vai ser autuado pelo dano que causou na urna eletrônica. Ele já veio com o ânimo de quebrar esse equipamento. Ele estava muito exaltado”, explicou o capitão ao G1.

TSE endurece regra, e eleitor deve deixar celular com mesário antes do voto

O plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) endureceu as regras para garantir a segurança do sigilo do voto e fixou que eleitores não poderão entrar nas cabines de votação com aparelhos celulares, mesmo que desligados. O uso do equipamento já é proibido por lei, mas agora os cidadãos deverão deixá-lo com mesários antes de votar.
A decisão foi proferida hoje (25) em consulta formulada pelo União Brasil, que pediu esclarecimentos sobre trechos da resolução sobre a proibição. Os mesários poderão acionar o juiz eleitoral em caso de descumprimento da norma e a Polícia Militar poderá ser chamada ao local.

Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, disse que o tema é uma das preocupações trazidas pelos comandantes das polícias militares realizada ontem. Moraes mencionou três cenários que, segundo ele, preocupam a Corte Eleitoral que justificam a medida:

O eleitor que é coagido por grupos criminosos para gravar o voto em determinado candidato escolhido por milícias;
O eleitor que recebe uma vantagem indevida para votar em determinado candidato e grava o vídeo para demonstrar a compra do voto;
E o eleitor que intencionalmente vota de forma incorreta, usando números incorretos ou inexistentes, para gravar o voto e dizer que as urnas estariam com defeito ou fraudadas

Moraes não deixou claro se algumas das duas primeiras hipóteses de fato foram ocorrem recentemente. Ele, porém, relembrou indiretamente episódios ocorridos em 2018 e em 2020, quando eleitores gravaram o procedimento de voto de forma enganosa, apertando os números inexistentes para acusar suposta “fraude” nas urnas.

“Digita o número não existente ou que seria de presidente para deputado, aí não aparece número, não aparece rosto, e monta um vídeo para indicar que houve um problema nas urnas eletrônicas”, disse Moraes.

O ministro relembrou que o TSE havia flexibilizado o porte de celular na cabine, permitindo ao eleitor que ficasse com o aparelho, desde que desligado e no bolso. A última resolução sobre o tema publicada em dezembro do ano passado definia somente que o celular ficasse desligado, “sem manuseio na cabine de votação”.
“Nós percebemos isso que não é satisfatório, uma vez que o mesário não pode ingressar na cabine, que é indevassável, para ver se a pessoa ligou ou não o celular”, disse.

O ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do TSE, concordou com a posição e disse ser uma solução “prática e pragmática” para garantir a segurança do voto.
“Se em um momento determinado em que os ânimos não estavam tão exaltados e o país não estava tão polarizado, a nossa resolução permitiu estabelecer uma certa flexibilidade nesta questão, o momento agora requer tenhamos uma posição bem firme”, afirmou.

A ministra Cármen Lúcia frisou que a cabine de votação é “indevassável” e que a restrição visa o direito do sigilo do voto do eleitor, e não pode ser vista como “mera burocracia” da Justiça Eleitoral.
“A cabine é indevassável. O voto é o cidadão com ele mesmo. Costumo dizer em sala de aula: é um momento ele com ele mesmo. Nem com Deus, nem com demônio, nem com ninguém. É o cidadão com ele mesmo. E isso é um direito de sua identidade política expressa naquele momento”, disse Cármen.