Identificado rapaz preso por jogar cola super bonder em urna eletrônica

Foi identificado como Gabriel Scherer da Costa, de 23 anos, o homem preso na manhã de hoje (2), após jogar cola super bonder em uma urna eletrônica, da seção 582, localizada na Faculdade Estácio de Sá, em Campo Grande.

Foto Divulgação

O aparelho teve de ser substituído pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral). O rapaz foi levado para a sede da Polícia Federal e vai passar por audiência de custódia na terça-feira (4).

Conforme o juiz da 8ª Zona Eleitoral, Luiz Felipe Medeiros Vieira, o jovem despejou um tubo de supercola nas teclas da urna e saiu do local de votação. Quando o próximo eleitor foi votar, se deparou com o equipamento danificado e chamou os mesários. A Polícia Federal foi acionada e Gabriel acabou preso em casa. Ao ser indagado pelo juiz sobre a sua atitude, o jovem disse: “Não suporto mais a polarização”.

Segundo o advogado de Gabriel, Joaquim Oliveira Neto, o jovem sofre de transtorno (não soube dizer qual) e faz tratamento psiquiátrico. Ele falou que o rapaz foi para casa, no Bairro Vilas Boas, e confessou para mãe o crime, dizendo ter se arrependido. A polícia foi até a residência e levou Gabriel para a Polícia Federal, onde deve ficar até passar por audiência de custódia.

Eleitor cola teclas de urna eletrônica em Campo Grande e PF investiga o caso

O caso ocorreu nas primeiras horas de votação em uma seção eleitoral da faculdade Estácio de Sá em Campo Grande

Um eleitor, de 23 anos, é investigado por colar as teclas de uma urna eletrônica com cola instantânea e de alta resistência, em uma seção eleitoral da faculdade Estácio de Sá, em Campo Grande, neste domingo (2). O jovem conseguiu sair do local de votação antes de ser descoberto e, agora, a Polícia Federal realiza a apuração do crime.

Juiz eleitoral compareceu à seção logo após o crime. — Foto: KharinaPrado/TVMorena

De acordo com o juiz eleitoral, Luiz Felipe Medeiros, o crime foi revelado após o eleitor sair da sala de votação. “O eleitor saiu e o eleitor seguinte que foi votar constatou que os teclados estavam colados, por isso não foi possível o eleitor votar”, informou.

Segundo o magistrado, imediatamente a urna eletrônica foi substituída e a votação prosseguiu normalmente, após um período de paralisação. O suspeito foi identificado e a Polícia Federal acionada para apurar o caso.

“A equipe da Polícia Federal já está presente aqui no local com a identificação do eleitor e vai iniciar essa investigação e a apuração desse crime eleitoral que ocorreu aqui”, afirmou o juiz.
A urna danificada foi encaminhada pela Polícia Federal para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Menina de 2 anos gruda olho com supercola e espera 5 dias por cirurgia

Uma criança de 2 anos precisou esperar por cinco dias para fazer uma cirurgia na rede pública de saúde do Distrito Federal após colar as pálpebras do olho direito em um acidente doméstico. O procedimento aconteceu na manhã de hoje no Hospital de Base de Brasília.

A madrinha da criança, a auxiliar de escritório Lia Lucena, de 54 anos, diz que o acidente doméstico aconteceu na quinta-feira (16), em Ceilândia. A menina teria sido levada cinco vezes em unidades de saúde, mas sem sucesso no atendimento cirúrgico.

Menina ficou com cola por cinco dias no olho direito no DF
Imagem: Arquivo Pessoal

De acordo com a família, a menina estava brincando e acabou pegando um tubo de supercola — também conhecida como cola instantânea —, grudando parte das mãos e o olho direito. “Ela estava brincando e pegou essa cola escondida da mãe. Não sabemos ao certo o que aconteceu. Se passou direto no olho ou se assustou ao ver a mão e passou no rosto”, disse a madrinha.

Depois de cinco dias com a cola no olho, a família agora diz sente alívio por não ter acontecido nada pior com a visão da menina.

“Você não faz ideia do alívio com a cirurgia, porque desde quinta-feira a gente não relaxa momento algum. Estávamos muito preocupados porque imaginar perder a visão com 2 anos era algo que nem consigo descrever.

Peregrinação atrás de atendimento

Segundo a família, criança foi atendida primeiramente no Hospital de Base. Lá, os parentes receberam orientação para fazer compressa de água morna e refrigerante para desgrudar o produto da pele.

Com medo de realizar o procedimento com refrigerante, os familiares decidiram apenas usar a compressa com água, mas isso acabou causando problemas na pele da menina. Em razão disso, no dia seguinte, a criança foi levada ao Hran (Hospital Regional da Asa Norte), mas por causa do regime de plantão do feriado, a cirurgia se tornou inviável.

“Voltamos para casa e não passamos o refrigerante, apenas a compressa [com água]. Só que a pele começou a irritar e retornamos no outro dia, mas no Hran. O médico que avaliou disse que era caso de cirurgia, mas que não poderia fazer por causa do plantão de feriado, fazendo um encaminhamento para o Hospital de Base”, contou a madrinha.
No sábado (18), a menina buscou um hospital particular, que receitou um antibiótico para prevenir contra eventual infecção no globo ocular. No dia seguinte, a família decidiu procurar novamente o Hran, mas a unidade teria encaminhado mais uma vez para o Hospital de Base.

Ao procurar a unidade orientada, a família alega que recebeu a informação de que não tinha sala de cirurgia disponível. Foi quando os parentes decidiram expor a situação nas redes sociais e buscar a imprensa na segunda-feira (20). Isso teria pressionado o hospital a marcar o procedimento para hoje.

“Acionamos a imprensa para não voltar para casa sem atendimento. A médica informou para aguardar até 17h para sabermos se poderíamos fazer a cirurgia em cinco dias. Nisso, pediram para irmos 22h para o procedimento, mas umas 19h ligaram dizendo que não daria para fazer, e orientaram para chegarmos hoje às 6h”, descreve a madrinha.

O que fazer em caso de acidente com cola instantânea?

Em caso de contato com os olhos, os fabricantes dessas colas, em conformidade com especialistas, orientam enxaguá-los cuidadosamente com água em abundância. Geralmente também disponibilizam no verso dos tubos esclarecimentos, orientações e contatos.

Quando atingidas, áreas sensíveis, com presença de mucosas (lábios, pálpebras), também devem ser lavadas com bastante água morna e ainda sabão neutro. Como a cola preenche e adere rugosidades, é importante uma hidratação local, mas em casos de exposição volumosa ou impossibilidade de abertura de olhos e boca, o certo é correr para o pronto-socorro.

O método mais indicado e seguro é mergulhar a área “colada”, como a mão, em água morna com sabão neutro. Após cerca de 10 minutos tente a remoção, que inclusive pode ser feita nas pontas de dedos com lixa de unha.
Também são bem-vindos para separar a cola da pele óleo, margarina e hidratante, enquanto sal rende uma leve esfoliação e ajuda a desgrudar dedos.

Já no hospital, após avaliação do médico, geralmente é empregado, para desfazer aderências superficiais difíceis, um procedimento demorado, em etapas, com pinças delicadas, lavagem abundante com soro fisiológico e pomadas.
Na parte externa dos olhos, havendo muita cola presa, o oftalmologista pode ter que fazer a retirada dos cílios (epilação), também por meio de pinças ou até mesmo no centro cirúrgico com bisturi e sedação local, a depender do quadro. Por isso, muito cuidado ao usar cola instantânea.