Tiro que deixou adolescente cega foi disparado pela própria vítima

O caso aconteceu na última quarta-feira (23), no bairro São Conrado e a vítima segue internada na Santa Casa de Campo Grande

A polícia concluiu que foi acidental o tiro que deixou cega uma adolescente, de 17 anos, no bairro São Conrado, em Campo Grande. O caso aconteceu na quarta-feira (23) e a jovem permanece internada no Hospital Santa Casa da capital para se recuperar.

Jovem foi atendida pelo Corpo de Bombeiros. — Foto: Adriano Fernandes

Segundo a delegada titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), Anne Trevizan, a jovem manuseava o revólver, quando aconteceu o acidente. A arma pertence ao marido da vítima, de 20 anos, que foi preso no dia por porte ilegal.

Contudo, ele teve liberdade provisória concedida ontem (25). Conforme decisão do juiz Felipe Medeiros, na audiência de custódia, o rapaz foi liberado provisoriamente, devendo manter o endereço atualizado e comparecer em todos os atos do processo.

Menina de 2 anos gruda olho com supercola e espera 5 dias por cirurgia

Uma criança de 2 anos precisou esperar por cinco dias para fazer uma cirurgia na rede pública de saúde do Distrito Federal após colar as pálpebras do olho direito em um acidente doméstico. O procedimento aconteceu na manhã de hoje no Hospital de Base de Brasília.

A madrinha da criança, a auxiliar de escritório Lia Lucena, de 54 anos, diz que o acidente doméstico aconteceu na quinta-feira (16), em Ceilândia. A menina teria sido levada cinco vezes em unidades de saúde, mas sem sucesso no atendimento cirúrgico.

Menina ficou com cola por cinco dias no olho direito no DF
Imagem: Arquivo Pessoal

De acordo com a família, a menina estava brincando e acabou pegando um tubo de supercola — também conhecida como cola instantânea —, grudando parte das mãos e o olho direito. “Ela estava brincando e pegou essa cola escondida da mãe. Não sabemos ao certo o que aconteceu. Se passou direto no olho ou se assustou ao ver a mão e passou no rosto”, disse a madrinha.

Depois de cinco dias com a cola no olho, a família agora diz sente alívio por não ter acontecido nada pior com a visão da menina.

“Você não faz ideia do alívio com a cirurgia, porque desde quinta-feira a gente não relaxa momento algum. Estávamos muito preocupados porque imaginar perder a visão com 2 anos era algo que nem consigo descrever.

Peregrinação atrás de atendimento

Segundo a família, criança foi atendida primeiramente no Hospital de Base. Lá, os parentes receberam orientação para fazer compressa de água morna e refrigerante para desgrudar o produto da pele.

Com medo de realizar o procedimento com refrigerante, os familiares decidiram apenas usar a compressa com água, mas isso acabou causando problemas na pele da menina. Em razão disso, no dia seguinte, a criança foi levada ao Hran (Hospital Regional da Asa Norte), mas por causa do regime de plantão do feriado, a cirurgia se tornou inviável.

“Voltamos para casa e não passamos o refrigerante, apenas a compressa [com água]. Só que a pele começou a irritar e retornamos no outro dia, mas no Hran. O médico que avaliou disse que era caso de cirurgia, mas que não poderia fazer por causa do plantão de feriado, fazendo um encaminhamento para o Hospital de Base”, contou a madrinha.
No sábado (18), a menina buscou um hospital particular, que receitou um antibiótico para prevenir contra eventual infecção no globo ocular. No dia seguinte, a família decidiu procurar novamente o Hran, mas a unidade teria encaminhado mais uma vez para o Hospital de Base.

Ao procurar a unidade orientada, a família alega que recebeu a informação de que não tinha sala de cirurgia disponível. Foi quando os parentes decidiram expor a situação nas redes sociais e buscar a imprensa na segunda-feira (20). Isso teria pressionado o hospital a marcar o procedimento para hoje.

“Acionamos a imprensa para não voltar para casa sem atendimento. A médica informou para aguardar até 17h para sabermos se poderíamos fazer a cirurgia em cinco dias. Nisso, pediram para irmos 22h para o procedimento, mas umas 19h ligaram dizendo que não daria para fazer, e orientaram para chegarmos hoje às 6h”, descreve a madrinha.

O que fazer em caso de acidente com cola instantânea?

Em caso de contato com os olhos, os fabricantes dessas colas, em conformidade com especialistas, orientam enxaguá-los cuidadosamente com água em abundância. Geralmente também disponibilizam no verso dos tubos esclarecimentos, orientações e contatos.

Quando atingidas, áreas sensíveis, com presença de mucosas (lábios, pálpebras), também devem ser lavadas com bastante água morna e ainda sabão neutro. Como a cola preenche e adere rugosidades, é importante uma hidratação local, mas em casos de exposição volumosa ou impossibilidade de abertura de olhos e boca, o certo é correr para o pronto-socorro.

O método mais indicado e seguro é mergulhar a área “colada”, como a mão, em água morna com sabão neutro. Após cerca de 10 minutos tente a remoção, que inclusive pode ser feita nas pontas de dedos com lixa de unha.
Também são bem-vindos para separar a cola da pele óleo, margarina e hidratante, enquanto sal rende uma leve esfoliação e ajuda a desgrudar dedos.

Já no hospital, após avaliação do médico, geralmente é empregado, para desfazer aderências superficiais difíceis, um procedimento demorado, em etapas, com pinças delicadas, lavagem abundante com soro fisiológico e pomadas.
Na parte externa dos olhos, havendo muita cola presa, o oftalmologista pode ter que fazer a retirada dos cílios (epilação), também por meio de pinças ou até mesmo no centro cirúrgico com bisturi e sedação local, a depender do quadro. Por isso, muito cuidado ao usar cola instantânea.