Debate na Câmara aponta importância de ampliar rede de urgência e ações de prevenção na saúde

A necessidade de reestruturação da Rede de Urgência e Emergência em Campo Grande foi debatida em Audiência Pública, na manhã desta segunda-feira (12), na Câmara Municipal. Uma das preocupações é porque a partir do dia 1º de fevereiro de 2023 o Hospital Universitário (HU) da Capital deixará de atender na Rede de Emergência, o que exige alternativas para garantir atendimentos a pacientes. Ampliar as ações preventivas também está entre os focos para evitar sobrecarga nos prontos-socorros.

O debate foi proposto pelo vereador Dr. Victor Rocha, vice-presidente da Comissão de Saúde da Casa de Leis, e secretariada pelo vereador Prof. André Luis. Nos encaminhamentos da Audiência, foi salientada a necessidade de incluir outras secretarias e departamentos no debate sobre medidas preventivas, seja para reduzir os acidentes de trânsito ou para evitar que problemas de saúde agravem-se e tornem-se crônicos. Hoje, 50% dos atendimentos no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são de vítimas de acidentes de trânsito.

Foto Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

“Precisamos ainda ampliar os leitos hospitalares para reduzir o tempo de espera nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)”, disse o vereador Dr. Victor Rocha. Essa espera tem chegado a até 3 dias, em alguns casos. Há duas sinalizações para que a Santa Casa e o Hospital Adventista do Pênfigo possam atender parte dessa demanda dos hospitais. O vereador enfatizou ainda o momento de preocupação com a rede de urgência, salientando a necessidade de uma rede estruturada entre Município, Estado e União. “Queremos por meio dessa discussão melhorar cada vez mais”, completou. A judicialização de procedimentos médicos foi outro ponto de preocupação debatido.

Hospitais – Representando o HU, a médica Andrea Lindeberg expôs a prioridade do Hospital Universitário no atendimento para que os estudantes possam aprender mais durante a graduação e residência médica. Atualmente, dos 210 leitos disponíveis, 70% são destinados a atendimentos de urgência e 30% para cirurgias eletivas. A ideia é inverter esses indicadores. “A superlotação sempre existiu e pudemos evidenciar que é impossível, na formação dos profissionais, atender paciente numa maca, ajoelhado no chão. Entendemos que é inadmissível. O que precisa é uma reorganização total da rede”, afirmou, garantindo que os pacientes serão recebidos no Pronto Atendimento desde que tenham um leito digno para atendê-los.

O diretor administrativo do HU, Carlos Coimbra, expôs a dificuldade financeira do HU. “Na sexta-feira passada, para empenhar mais materiais de consumo, deixamos de pagar todos os contratos do hospital”, mencionou, salientando que R$ 400 mil que deixaram de ser pagos em recontratualização anterior pela Secretaria Municipal de Saúde precisam ser repassados.

“A gente precisa achar caminhos”, declarou a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria Auxiliadora Fortunato, sobre algumas dificuldades enfrentadas no SUS (Sistema Único de Saúde). Ela mencionou, principalmente, a preocupação com a saída do Hospital Universitário da Rede de Urgência e como será absorvido esse serviço, lembrando do papel do Conselho em monitorar como está a assistência.

A entrada do Hospital Adventista do Pênfigo na Rede de Urgência é uma das alternativas analisadas. O diretor administrativo Everton Martin falou desse planejamento, que já vem sendo realizado há dois anos. “Estamos finalizando tratativas. É um hospital de pequeno e médio porte e temos condições de receber uma parte da rede”, disse. O Hospital conta com 85 leitos, sendo 20 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e está com o pronto-socorro desativado.

A presidente eleita da Santa Casa, Alir Terra, salientou que o debate de todos tem o “único objetivo de garantir um processo efetivo e eficaz para continuar salvando vidas”, disse, complementando que a Rede de Urgência precisa ser vista de forma mais harmoniosa entre hospitais e a Secretaria do Município. Ela informou que o hospital faz 3,8 mil atendimentos por mês e declarou a dificuldade em cumprir metas de cirurgias e procedimentos diante de atendimento de urgência sendo realizado acima da capacidade. “Se não conseguirmos atender as cirurgias eletivas por causa da urgência e emergência somos cobrados. Temos que ter equilibro”, disse.

Prevenção – O coordenador de urgência da Sesau, Yama Higa, chamou a atenção para os problemas dos doentes clínicos e crônicos, que representam a maioria dos atendimentos de urgência, em destaque por doenças cardiovasculares. “Hoje esses pacientes com doenças crônicas representam de 75% a 80% dos atendimentos. O trauma fica com o restante”, disse. Ele salientou a necessidade de ampliar parcerias para discutir temas relacionados a esse impacto.

“Quando falamos de urgência, temos a correção de algo que podia não ter acontecido. Temos leis e órgãos para evitar problemas, que não usamos adequadamente”, explicou o vereador Prof. André Luís, mencionando como exemplo legislação que impede a comercialização de lanches considerados não-saudáveis nas cantinas escolares. Ele falou do trabalho com outros órgãos para mitigar essa sobrecarga na rede de urgência.

Gestão – Rosana Leite, secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Saúde. parabenizou a Câmara Municipal por utilizar o instrumento da Audiência Pública nesse debate, “como oportunidade de entrar em contato com todos e debater o tema exaustivamente”. Ela mencionou que a nova gestão da Sesau agirá em consonância com as normas e, se algo não estiver em acordo, será discutido.

O secretário municipal de Saúde, Sandro Benites, que assumiu a pasta na última semana, falou que visitou todas as unidades 24 horas e identificou a necessidade de ampliar a comunicação na gestão. “A Sesau está de portas abertas para todos os hospitais, porque temos um objetivo em comum: a saúde do cidadão campo-grandense”, disse. A educação em saúde e em trânsito também estará no foco para ajudar na prevenção. Mutirões para reduzir a espera por cirurgias ou procedimentos constam no planejamento da Sesau.

A parceria com os 79 municípios foi enfatizada pela diretora de atenção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Angélica Cristina. “Estamos a disposição para fazermos um grupo de trabalho e repensarmos os serviços de urgência da Capital”, disse. Ela ressaltou que está sendo montado um Plano Diretor Hospitalar Estadual para aprimorar o atendimento no interior, analisando o perfil de cada região. O Hospital de Três Lagoas terá atendimento de cardiologia, enquanto Dourados atenderá pacientes de ortopedia.

Macas – Outra dificuldade relatada na Audiência foi a retenção de macas do Samu pelos hospitais, em decorrência da falta de leitos para pacientes de casos de urgência. A prática acaba prejudicando o atendimento de ocorrências. “É importante lembrar que só se retém uma maca porque não tem onde pôr o paciente. Todos os dias recebo telefonemas de familiares de pacientes que estão na maca, que sentem que estão abandonados. Maca é algo ruim, mas não tendo leito, não há outro meio a ser feito”, declarou o vereador. Ele enfatizou ainda a importância de resolver o problema no Estado para não sobrecarregar a rede no Município.

Metade dos atendimentos feitos pelos socorristas são relacionados a traumas, conforme o coordenador do Samu, Ricardo Rapassi. “Os pacientes são, na maioria, graves. Além de custo financeiro, há custo social para o sistema, pois muitos não conseguem continuar em seus trabalhos. É preciso tratar a causa com urgência”, disse. Ele lembrou que o número de motos nas ruas tem aumentado e destacou a importância de pensar no paciente na casa, na rua, que terá lesão permanente ou falecer se não for socorrido rápido”, disse. As macas, segundo ele, têm ficado retidas por até 10 horas.

Relatório do TCU apontará omissão e falta de transparência do governo Bolsonaro na Saúde

Documento será entregue nesta quarta (16) ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, coordenador da transição de governo. Ao todo, documento abrangerá avaliação em 29 áreas.

O Tribunal de Contas da União (TCU) entregará nesta quarta-feira (16) à transição de governo um relatório no qual, entre outros pontos, apontará omissão e falta de transparência do governo Jair Bolsonaro na área da Saúde.

O documento será entregue pelo presidente em exercício do TCU, Bruno Dantas, ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, coordenador da transição de governo.

Ministro Queiroga da Saúde com o presidente Jari Bolsonaro

A entrega do relatório está prevista para as 16h30, na sede do Centro do Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona a transição. Ao todo, o documento abrange 29 áreas.

Após o resultado das eleições, o TCU anunciou a criação de um comitê para acompanhar a transição de governo.

Conforme noticiou a colunista do g1 Andréia Sadi, Alckmin pediu ao tribunal relatórios com dados e informações que podem assessorar a transição na discussão de futuras políticas públicas do país.

Além da Saúde, o TCU encontrou riscos em áreas como educação, transporte, benefício assistencial, contratação pública, segurança cibernética, obras paralisadas, políticas públicas de inovação, qualidade e transparência dos dados governamentais informatizados.

Trecho sobre a Saúde
A GloboNews apurou que, no trecho sobre a Saúde, os técnicos do TCU concluíram que, no governo Bolsonaro, o Ministério da Economia editou normas infralegais que restringiram o uso de importantes ferramentas tecnológicas (como a Plataforma +Brasil e o ComprasNet), deixando de fora qualquer monitoramento e avaliação das transferências obrigatórias.

Essas transferências constituem a maior parte dos repasses federais nas áreas de saúde.

“A omissão do Poder Executivo em adotar as ferramentas tecnológicas disponíveis para monitorar a aplicação dos recursos federais, repassados a título de transferência obrigatória, ensejou a expedição de recomendação para adoção de medidas visando a garantir a rastreabilidade, a comparabilidade e a publicidade dos dados decorrentes da efetiva aplicação dos recursos de natureza federal, com a necessária identificação do credor final”, disse uma fonte envolvida na elaboração do parecer.

O TCU também cobrou a regulamentação da Lei Complementar 141/2012 para garantir, nos sistemas centralizados mantidos pela União, formas de comparar e rastrear a aplicação dos recursos federais da Saúde.

Além disso, os técnicos apontam ainda que há falhas de transparência nas informações sobre insumos estratégicos de saúde.

O TCU está apurando suspeitas de irregularidades no Ministério da Saúde. Técnicos relataram a falta de transparência sobre insumos estratégicos.

A Corte também apura, a partir de uma representação recebida pelo tribunal, a suspeita de que o ministério ampliou o sigilo sobre os produtos que mantém em seus estoques, limitando o conhecimento da sua real situação.

Riedel conta como a regionalização desafogou a saúde em Campo Grande

Com mais saúde no interior, só 10% dos pacientes viajam para tratamento na Capital

Um dos principais responsáveis pela regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45) tem falado bastante sobre os impactos desta estratégia em todo o Estado e, especialmente em Campo Grande.

As ações capitaneadas por Eduardo Riedel deram o start necessário para o processo de regionalização

Em Mato Grosso do Sul, quem antes precisava viajar centenas de quilômetros dentro de uma ambulância para ter acesso à saúde de qualidade, agora consegue tratamento adequado na cidade onde vive. A regionalização dos sistemas de saúde já atende, na prática, cidadãos de todas as regiões, do Conesul ao Norte e do Pantanal ao Bolsão.

Em 2015, 46% de todos os procedimentos de média e alta complexidade do Estado eram realizados em Campo Grande. Hoje, apenas 10% das internações dos principais hospitais da Capital, Santa Casa e Regional Rosa Pedrossian, são de pacientes que vivem em cidades do interior.

“E isso impacta diretamente na vida dos campo-grandenses, que passam a ter com um atendimento mais ágil”, explica o candidato.

Mas, há muito ainda a ser feito. As ações capitaneadas por Eduardo Riedel em suas passagens pelas secretarias de Governo de Infraestrutura deram o start necessário para o processo de regionalização. Estas ações ainda refletem nas entregas promovidas pelo poder público. “A perspectiva é que 2022 se encerre com 945 novos leitos e uma estrutura muito complexa e regionalizada. E vamos continuar nesta toada, ampliando a regionalização”, explica.

Na Capital, a saúde também avançou com a conclusão do Hospital do Trauma, anexo à Santa Casa, após 21 anos de obras paralisadas, e do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, que recebeu investimentos estaduais para o término dos sete pavimentos mais o subsolo.

No Bolsão, a construção do Hospital Regional de Três Lagoas desafogou as filas por consultas e exames. Na fronteira, a modernização do Regional de Ponta Porã aumentou o número de atendimentos cirúrgicos. No Pantanal, a ampliação da Santa Casa de Corumbá está em fase final e no Norte a ativação de novos serviços como a hemodiálise expandiu os serviços de saúde para 40 municípios.

Em Dourados, a construção do Hospital Regional que vai atender mais de 30 cidades está avançada. Demais obras de reformas, ampliações e modernizações de hospitais também beneficiaram as cidades de Alcinópolis, Anastácio, Aquidauana, Bodoquena, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nioaque e Nova Andradina.

Saúde confirma quase mil casos e duas mortes por Covid-19 em MS

Boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (4/9) revela 954 novos casos e duas mortes confirmadas por Covid-19 nos últimos sete dias em Mato Grosso do Sul.

Os dois novos óbitos não aconteceram nesse período, mas foram notificados somente agora. As vítimas são de Coronel Sapucaia e Chapadão do Sul e as mortes foram em 22 de setembro e 2 de julho.

Com isso, o Estado já contabiliza 581.344 contaminações e 10.837 pessoas mortas em decorrência da doença.

Oito estão hospitalizados por conta da doença, todos na rede pública: três em leitos clínicos e cinco em UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo). E 1.075 estão em isolamento domiciliar.

Até o momento, 95,72% da população vacinável (com cinco anos ou mais) de Mato Grosso do Sul tomou pelo menos uma dose da vacina.

Eduardo Riedel vai focar na atenção básica e na interiorização da saúde

Candidato ao Governo do Estado, ele explica suas prioridades para o setor

Candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45), Eduardo Riedel (PSDB) foi o artífice, nos últimos sete anos e meio, das políticas públicas que enxugaram a máquina administrativa do Estado, que implementaram a estratégia de municipalização das ações de governo e da interiorização dos investimentos, que levaram milhões de reais em investimentos aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Esta política de desenvolvimento com responsabilidade social se refletiu na questão da saúde pública no Estado, Riedel avisa que vem muito mais por aí.


O processo de regionalização da saúde tem sido fundamental, e será ampliado nos próximos anos, garante Riedel Foto Saul Schramm

“Vamos concluir a interiorização e atacar uma das principais causas da insatisfação das pessoas: a atenção básica, o posto de saúde que está caindo aos pedaços, as pessoas aguardando horas na fila, sem médico para atender. Tem municípios que fizeram o dever de casa e dão show na atenção primária, com mais de 95% de cobertura, e tem municípios que não fizeram bem este trabalho. Vamos ter que cobrar este resultado, pois eles são o ponto de partida da complexa administração da saúde”, disse o candidato.

Para Riedel, o investimento mais importante para o setor se dá em ações de promoção de saúde e prevenção de doenças, e também na atenção primária, que devem estar associadas a outros setores, como a questão do saneamento e dá segurança no trânsito, que também impactam na saúde. “Tudo isso tem grande influência na redução do número de internações hospitalares, desafogando o setor. São ações tão ou mais importantes do que a construção de hospitais. Outro aspecto que influencia na economia de recursos é qualificação profissional e a infraestrutura e tecnologia dos serviços hospitalares. Vamos estar focados nisso”.

RESPONSABILIDADE DE TODOS
O financiamento da saúde pública no Brasil é tripartite. Isso significa que a União os Estados e Municípios tem que contribuir com uma fatia de sua manutenção. Historicamente esta divisão tem pesado mais aos cofres estaduais e municipais, que são os grandes responsáveis pela manutenção da máquina do SUS, hoje. A manutenção do custeio de leitos de UTI e o financiamento do próprio SUS passam, portanto, por políticas públicas que permitam investimentos superiores ao teto constitucional da Saúde.

“Para isso, é preciso fortalecer ainda mais a nossa economia, dando aos municípios fôlego fiscal para ampliarem sua margem de investimentos. Da mesma forma, o Estado deve garantir não só o mínimo constitucional mas, também, ampliar este percentual conforme a necessidade. Para isso, vamos continuar trabalhando para aumentar a pujança econômica de Mato Grosso do Sul, gerando mais riquezas e, em consequência, aumentando nossa capacidade de investimento”, explica Riedel.

“Tivemos a pandemia, que comprometeu o sistema de saúde, mas que foi enfrentada com investimentos sólidos. Conseguimos ser o estado que mais vacinou no Brasil, justamente por esta relação com os 79 municípios, esta sinergia que atendeu a população, colocando a vacina no braço das pessoas, inclusive na fronteira”, lembra o candidato.

O processo de regionalização da saúde tem sido fundamental, e será ampliado nos próximos anos, garante Riedel. “A regionalização da saúde, com a construção e ativação de novos hospitais, está sendo vital para desafogar o fluxo de pacientes na capital. Com isso, o atendimento de pacientes do interior em Campo Grande diminuiu de 45% para 9%. A regionalização existe na prática”.

Ele destacou também a importância da Caravana da Saúde. “Assumimos um governo com 500 mil pessoas na fila de procedimentos, por isso realizamos a Caravana da Saúde. Ela foi fundamental para diminuir as filas num primeiro momento. E agora temos que continuar o processo”.

“O caminho para uma saúde mais potente em MS é dar foco à Atenção Básica, e vamos trabalhar junto com os municípios para contratar mais profissionais de saúde, dependendo do resultado que cada município apresentar na Atenção Básica. Vamos trabalhar juntos”, finalizou.

Rainha Elizabeth 2ª está sob cuidado médico; família real é chamada

Familiares foram informados e já viajaram para o Castelo de Balmoral, na Escócia, para auxiliarem na recuperação da monarca

Médicos estão preocupados com a saúde da rainha britânica Elizabeth e recomendaram que a monarca de 96 anos permaneça sob supervisão médica, disse o Palácio de Buckingham nesta quinta-feira, 8.

Rainha Elizabeth II Foto: Reuters

“A rainha continua confortável e em Balmoral”, informou o palácio em comunicado, que minimizou as especulações de que a monarca sofreu uma queda.

Após o alerta médido, o príncipe britânico Charles e o príncipe William viajaram para a residência da rainha Elizabeth no Castelo de Balmoral, na Escócia.

“Suas altezas reais o príncipe de Gales e a duquesa de Cornualha viajaram para Balmoral”, disse um porta-voz da Clarence House.

Uma fonte do Palácio de Kensington confirmou os movimentos de William.

Reuniões canceladas
Na quarta-feira, 8, a rainha foi forçada a cancelar uma reunião virtual planejada com ministros depois de ser aconselhada a descansar por seus médicos.

No dia anterior, ela havia sido fotografada nomeando Liz Truss como a nova primeira-ministra do país em sua casa escocesa, o Castelo de Balmoral.

A primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, disse que todo o país está profundamente preocupado com a notícia. “Meus pensamentos – e os pensamentos das pessoas em todo o Reino Unido – estão com Sua Majestade a Rainha e sua família neste momento”, declarou ela.

 

Vídeo: Caos na Saúde se agrava cada vez mais em Campo Grande

Sem dinheiro, prefeitura adota medidas paliativas para tentar atender a população

É cada vez mais grave a situação da Saúde em Campo Grande. O caos administrativo e financeiro herdado pela prefeita Adriane Lopes de Marquinhos Trad, ex-prefeito e agora candidato a governador, está levando ao desespero milhares de pessoas que buscam atendimento médico nas unidades de Saúde.

Ontem, a UPA Universitário estava lotada. Pais e crianças aguardavam, em pé, mais de duas horas para serem atendidos.

Na Santa Casa, por conta do atraso em pagamentos de médicos, resultado do constante calote que a prefeitura dá no hospital, a superlotação vem sobrecarregando a fila das cirurgias ortopédicas.

Na Câmara Municipal, denúncias da falta de material e de estrutura para atendimento odontológico na rede municipal de saúde será tema de audiência pública.

No Centro Regional de Saúde do Aero Rancho, pacientes aguardam mais de 12 horas em ala de emergência pela transferência para a rede hospitalar, por falta de ambulância para o transporte.

A crise na área da Saúde foi o tema abordado nesta terça-feira, 30 de agosto, pelo jornalista Edir Viégas na coluna CBN em Pauta, na qual criticou o ex-prefeito Marquinhos Trad pelo fato deste anunciar a intenção, se eleito governador, de “levar seu modelo de gestão a todo o Mato grosso do Sul”.

“Deus nos livre disso. Precisamos de soluções, não de mais problemas. O caos que ele provocou em Campo Grande já está de bom tamanho”, disse o jornalista.

Ele lembrou que, quando prefeito, Marquinhos Trad vetou a construção do hospital municipal, reteve dinheiro de emendas destinado a hospitais, vetou o pagamento de adicional de insalubridade aos profissionais da saúde, deu constantes calotes na Santa Casa e deixou de aplicar ao menos R$ 880 milhões no setor.

“Além disso, na fila das cirurgias eletivas estão hoje mais de 12 mil pessoas, fruto da falta de compromisso com a população, pois quando prefeito, não autorizou a contratualização de hospitais para participarem da Caravana da Saúde, programa do governo do Estado que tem como objetivo justamente reduzir essa fila”, finalizou Edir Viégas.

Covid mata 17 pessoas no Estado em semana com mais de 2,7 mil novos casos

O boletim epidemiológico da Covid-19 traz o registro de 17 óbitos recentes atribuídos a esta doença em Mato Grosso do Sul na última semana. Com a atualização, o Estado passa a acumular 10.803 mortes desde o início da pandemia.

Nas unidades hospitalares em Mato Grosso do Sul, 25 pacientes estão internados com o coronavírus

Já a quantidade de testagens positivas chegou em 577.313, com 2.771 novos casos registrados em semana mais recente.

Nas unidades hospitalares em Mato Grosso do Sul, 25 pacientes estão internados diagnosticados com o coronavírus – 13 em leitos clínicos e 12 em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O boletim epidemiológico da Covid é elaborado pala SES (Secretaria de Estado de Saúde), através da Gerência Técnica de Influenza e Doenças Respiratórias, vinculado ao setor de Vigilância em Saúde.

Nos 123 anos de Campo Grande, Riedel afirma que saúde será prioridade

Candidato ao Governo do Estado, ele garantiu que dará continuidade a interiorização da saúde

Nos 123 anos de sua emancipação política, comemorados nesta sexta-feira (26), Campo Grande recebeu um compromisso de Eduardo Riedel (PSDB) – candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45): otimizar a área da saúde da capital nos próximos anos.

Uma das estratégias para isso, segundo Riedel, é a ampliação do processo de regionalização da saúde, desafogando a estrutura da capital e dando condições para que o interior do Estado possa dar conta de sua demanda.

Para Riedel o processo de regionalização da saúde tem sido fundamental, e será ampliado os próximos anos Foto: Gabriel Gabino

O financiamento da saúde pública no Brasil é tripartite. Isso significa que a União os Estados e Municípios tem que contribuir com uma fatia de sua manutenção. Historicamente esta divisão tem pesado mais aos cofres estaduais e municipais, que são os grandes responsáveis pela manutenção da máquina do SUS, hoje.

“A manutenção do custeio de leitos de UTI e o financiamento do próprio SUS passam, portanto, por políticas públicas que permitam investimentos superiores ao teto constitucional da Saúde. Para isso, é preciso fortalecer ainda mais a nossa economia, dando aos municípios fôlego fiscal para ampliarem sua margem de investimentos. E é isso que faremos”, afirmou Riedel.

Segundo o candidato, o Estado deve garantir não só o mínimo constitucional mas, também, ampliar este percentual conforme a necessidade. “Para isso, vamos continuar trabalhando para aumentar a pujança econômica de Mato Grosso do Sul, gerando mais riquezas e, em consequência, aumentando nossa capacidade de investimento”, garantiu.

Apesar da pandemia, que comprometeu o sistema de saúde, mas que foi enfrentada com investimentos sólidos em MS, o Estado conseguiu ser o que mais vacinou no Brasil, justamente por esta relação com os 79 municípios, esta sinergia que atendeu a população, colocando a vacina no braço das pessoas, inclusive na fronteira. Eduardo Riedel foi o grande articulador deste processo, à frente do Prosseguir, plano de governo que fez e ainda faz frente à doença.

O processo de regionalização da saúde tem sido fundamental, e será ampliado nos próximos anos. A regionalização da saúde, com a construção e ativação de novos hospitais, está sendo vital para desafogar o fluxo de pacientes na capital. Com isso, o atendimento de pacientes do interior em Campo Grande diminuiu de 45% para 9%.

“A regionalização existe na prática. Assumimos um governo com 500 mil pessoas na fila de procedimentos, por isso realizamos a Caravana da Saúde. Ela foi fundamental para diminuir as filas num primeiro momento. E agora temos que continuar o processo”, disse Riedel.

Para ele, o caminho para uma saúde mais potente em Mato Grosso do Sul e em Campo Grande é dar foco à Atenção Básica. “E vamos trabalhar junto com os municípios para contratar mais profissionais de saúde, dependendo do resultado que cada município apresentar na Atenção Básica”.

AÇÕES EM CAMPO GRANDE

As ações de Eduardo Riedel nos últimos sete anos e meio, quando liderou as equipes de Governo e de Infraestrutura – viabilizaram milhões de reais em Campo Grande, desde 2015.

Na área da saúde, os investimentos ultrapassam os R$ 900 milhões em repasses e os R$ 110 milhões em reestruturação de diversas unidades de saúde. Campo Grande ganhou as reformas do Hemosul, do Laboratório Central e do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A ação e Riedel ainda viabilizou recursos na conclusão do Hospital do Trauma, anexo à Santa Casa, que ficou mais de 10 anos paralisado, e no Hospital de Câncer Alfredo Abrão.

Desde 2015, a evolução de leitos de UTI no Estado foi grande. O Estado recebeu 177 novos leitos (passando de de 316 para 493), um aumento de 56%. Estes dados são importantes, pois desafogam a saúde na capital. A regionalização da Saúde, capitaneada por Eduardo Riedel, afetou também o número de exames de alta complexidade (como ressonância), reduzindo a pressão sobre a estrutura de Saúde de Campo Grande capital, reduzindo radicalmente a prática da “ambulancioterapia”.

Riedel e Tereza elaboram estratégias para melhorar a saúde em MS

Para Riedel, o processo de regionalização da saúde tem sido fundamental para o fortalecimento do setor, e será ampliado nos próximos anos

O financiamento da saúde pública no Brasil é tripartite. Isso significa que a União os Estados e Municípios tem que contribuir com uma fatia de sua manutenção. Historicamente esta divisão tem pesado mais aos cofres estaduais e municipais, que são os grandes responsáveis pela manutenção da máquina do SUS, hoje. A manutenção do custeio de leitos de UTI e o financiamento do próprio SUS passam, portanto, por políticas públicas que permitam investimentos superiores ao teto constitucional da Saúde.

“Para isso, é preciso fortalecer ainda mais a nossa economia, dando aos municípios fôlego fiscal para ampliarem sua margem de investimentos. Da mesma forma, o Estado deve garantir não só o mínimo constitucional mas, também, ampliar este percentual conforme a necessidade. Para isso, vamos continuar trabalhando para aumentar a pujança econômica de Mato Grosso do Sul, gerando mais riquezas e, em consequência, aumentando nossa capacidade de investimento”, argumentou o candidato ao Governo do Estado, Eduardo Riedel.

O candidato falou sobre a questão da Saúde e das estratégias para melhorá-la Foto: Saul Schramm

Para Riedel, o processo de regionalização da saúde tem sido fundamental para o fortalecimento do setor, e será ampliado nos próximos anos. “A regionalização da saúde, com a construção e ativação de novos hospitais, está sendo vital para desafogar o fluxo de pacientes na capital. Com isso, o atendimento de pacientes do interior em Campo Grande diminuiu de 45% para 9%. A regionalização existe na prática.”, atesta.

O candidato lembra que, quando a atual gestão assumiu o Governo, há quase oito anos, havia 500 mil pessoas na fila de procedimentos. “Por isso realizamos a Caravana da Saúde. Ela foi fundamental para diminuir as filas num primeiro momento. E agora temos que continuar o processo”.

Especialistas concordam que o caminho para uma saúde mais potente passa pelo foco à Atenção Básica. Eduardo Riedel concorda e diz que trabalhará junto com os municípios para contratar mais profissionais de saúde, mas que isso dependerá do resultado que cada município apresente na Atenção Básica. “Vamos trabalhar juntos”, assegurou.

QUAL O PRÓXIMO PASSO? RIEDEL EXPLICA

“Vamos concluir a interiorização e atacar uma das principais causas da insatisfação das pessoas: a atenção básica, o posto de saúde que está caindo aos pedaços, as pessoas aguardando horas na fila, sem médico para atender. Tem municípios que fizeram o dever de casa e dão show na atenção primária, com mais de 95% de cobertura, e tem municípios que não fizeram bem este trabalho. Vamos ter que cobrar duramente este resultado, pois eles são o ponto de partida da complexa administração da saúde”, afirma.
Parceira de Riedel e candidata ao Senado, a ex-ministra do presidente Jair Bolsonaro, Tereza Cristina, disse estará ao lado do “futuro governador” na busca por mais recursos e investimentos para a Saúde: “Vamos trabalhar muito neste sentido”.

O investimento mais importante para o setor se dá em ações de promoção de saúde e prevenção de doenças, e também na atenção primária, que devem estar associadas a outros setores, como a questão do saneamento e dá segurança no trânsito, que também impactam na saúde. Tudo isso tem grande influência na redução do número de internações hospitalares, desafogando o setor. “São ações tão ou mais importantes do que a construção de hospitais. Outro aspecto que influencia na economia de recursos é qualificação profissional e a infraestrutura e tecnologia dos serviços hospitalares. Vamos estar focados nisso”, avisa o candidato.