Em uma semana, notificações de Chikungunya dobram e já supera 2022

A quantidade de casos prováveis de Chikungunya saltou de 309 para 673 entre 1º de março até essa quarta-feira (8), segundo boletim epidemiológico divulgado ontem pela SES (Secretaria de Estado de Saúde).

Com isso, Mato Grosso do Sul já ultrapassa o total de notificações registradas no decorrer de todo ano passado, de 594. Os dados revelam ainda que este é considerado o ano com maior número de casos prováveis em série histórica iniciada em 2014.

A quantidade de casos confirmados saltou de 42 para 90 nessa semana (Foto) Divulgação

O boletim traz também a quantidade de casos que passaram por análise e tiveram testagem positiva para doença ou confirmação por critério clínico.

A quantidade de casos confirmados de Chikungunya saltou de 42 para 90 nessa semana epidemiológica recente.

Além das confirmações, o boletim cita ainda 602 casos classificados como ignorado ou branco e 698 casos descartados.

Entre as cidades com casos confirmados de Chikungunya nestes primeiros meses de 2023, chama a atenção de Ponta Porã, com 82 diagnósticos positivos.

Campo Grande tem dois casos confirmados e Paranhos, Cassilândia, Amambai, Maracaju e Corumbá possuem um cada.

Desde 2014, Mato Grosso do Sul registrou quatro mortes por Chikungunya, uma em 2015 e três em 2018.

O boletim epidemiológico da Chikungunya é elaborado pelo setor Vigilância em Saúde da SES, com base em dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).

Caminhonete cai e fica presa em buraco cheio d’água em Campo Grande

Moradores comentaram sobre a situação caótica que o local, na região da Nova Campo Grade, fica após chuvas fortes

Um motorista caiu com uma caminhonete em um buraco cheio d’água, no bairro Nova Campo Grande, nesta quarta-feira (21). A situação caótica se formou após forte chuva atingir a região. Uma moradora gravou o momento em que o veículo aparece com a parte dianteira submersa na água.

Caminhonete cai em buraco cheio d’água de chuva. — Foto: Maria Raimunda/Arquivo Pessoal

A aposentada Maria Raimunda da Silva Marinho, de 63 anos, mora próximo ao buraco e filmou os longos minutos em que a caminhonete ficou presa ao buraco. “Quando chove, fica muito inundado na frente da minha casa. Ficou aberto o buraco. Fica um trecho aberto”, detalhou a moradora.

No vídeo é possível ver a caminhonete com a parte dianteira presa ao buraco e água barrenta ao entorno do veículo. Ao g1, a aposentada disse que o motorista não é da região, por isso caiu no buraco.

O buraco foi sinalizado após horas do acidente. — Foto: Maria Raimunda/Arquivo Pessoal

“Não tinha nada sinalizado. O coitado [motorista da caminhonete] não sabia, não era do bairro. Na hora que passou pelo local, foi com tudo e ficou no buraco. É um buraco terrível. Estava bem cheio de água. Qualquer pessoa para atravessar ali, pode descer no esgoto”, comentou Maria Raimunda.

Após a espera, o motorista da caminhonete teve que acionar um guincho para ajudar na retirada do veículo. Já fora do buraco, a caminhonete não funcionou, como Maria relembra. Apenas depois de horas e sem água ao entorno, o local foi sinalizado.

 

Vídeo: Caos na Saúde se agrava cada vez mais em Campo Grande

Sem dinheiro, prefeitura adota medidas paliativas para tentar atender a população

É cada vez mais grave a situação da Saúde em Campo Grande. O caos administrativo e financeiro herdado pela prefeita Adriane Lopes de Marquinhos Trad, ex-prefeito e agora candidato a governador, está levando ao desespero milhares de pessoas que buscam atendimento médico nas unidades de Saúde.

Ontem, a UPA Universitário estava lotada. Pais e crianças aguardavam, em pé, mais de duas horas para serem atendidos.

Na Santa Casa, por conta do atraso em pagamentos de médicos, resultado do constante calote que a prefeitura dá no hospital, a superlotação vem sobrecarregando a fila das cirurgias ortopédicas.

Na Câmara Municipal, denúncias da falta de material e de estrutura para atendimento odontológico na rede municipal de saúde será tema de audiência pública.

No Centro Regional de Saúde do Aero Rancho, pacientes aguardam mais de 12 horas em ala de emergência pela transferência para a rede hospitalar, por falta de ambulância para o transporte.

A crise na área da Saúde foi o tema abordado nesta terça-feira, 30 de agosto, pelo jornalista Edir Viégas na coluna CBN em Pauta, na qual criticou o ex-prefeito Marquinhos Trad pelo fato deste anunciar a intenção, se eleito governador, de “levar seu modelo de gestão a todo o Mato grosso do Sul”.

“Deus nos livre disso. Precisamos de soluções, não de mais problemas. O caos que ele provocou em Campo Grande já está de bom tamanho”, disse o jornalista.

Ele lembrou que, quando prefeito, Marquinhos Trad vetou a construção do hospital municipal, reteve dinheiro de emendas destinado a hospitais, vetou o pagamento de adicional de insalubridade aos profissionais da saúde, deu constantes calotes na Santa Casa e deixou de aplicar ao menos R$ 880 milhões no setor.

“Além disso, na fila das cirurgias eletivas estão hoje mais de 12 mil pessoas, fruto da falta de compromisso com a população, pois quando prefeito, não autorizou a contratualização de hospitais para participarem da Caravana da Saúde, programa do governo do Estado que tem como objetivo justamente reduzir essa fila”, finalizou Edir Viégas.

Vídeo: Quando chove em Campo Grande é um ‘Deus nos acuda”

Como a Folha de Campo Grande vem noticiando que atual gestão municipal colocou a prefeitura em uma situação financeira caótica, não sobrando dinheiro para nada de importante, qualquer manifestação da natureza é capaz de mostrar as mazelas da cidade.

Buracos sem fim nas ruas e avenidas, alagamentos nos bairros, já que o uso do solo e as construções em Campo Grande não seguem nenhum planejamento ofertado pela administração municipal. A chuva de ontem (18), desvendou que nos Unidades Básicas de Saúde apenas receberam maquiagens nestes último anos, mesmo que a propaganda oficial tenha anunciado ‘reforma’.

O vídeo da chuva da tarde de quinta-feira (18) mostram as inundações na UBS Vila Carlota,  mas outras sofreram como a a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon, Unidades de Saúde da Família (USF) Dom Antônio e Tiradentes.

Nele é possível ver uma grande quantidade de água que cai do teto nas salas, impedindo o atendimento.
É possível observar a água passando pelas lâmpadas e caindo no chão em uma sala de espera.

De acordo com relatos dos pacientes, o pediatra que trabalhava no local informou que o atendimento ia precisar ser pausado porque porque estava chovendo dentro da unidade.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que devido ao volume de chuvas “houve um extravasamento da calha que divide os dois blocos da unidade da Carlota ocasionando a infiltração da água pela laje”.

Reparos – Equipes da Divisão de Manutenção Predial da Sesau realizaram a vistoria e reparo paliativo das unidades de saúde afetadas pelas chuvas, ainda na quinta-feira (18).

Chover em Campo Grande em qualquer do ano, coloca os moradores em apuros. Ontem ainda os buracos no asfalto viraram verdadeiras armadilhas para os motoristas, três veículos furaram os pneus, um atrás do outro após passaram por crateras na Avenida Presidente Ernesto Geisel, próximo ao pontilhão da Salgado Filho.

Além disso vários bairros alagados, como no Iracy Coelho na Rua Gaudiley Brun, uma árvore caiu e impedia passagem em parte da via. Também no Aero Rancho, e nas proximidades no Shoppings Norte e Sul e Campo Grande.

O presidente da Associação de Moradores do Maria Aparecida Pedrossisan (AMAPE), Jânio Macedo vem cobrando a anos além da limpeza que é preciso desentupir os bueiros cheio de terras, fazer um vala para escoamento das água da chuvas seguir na mata. “Toda chuva nesses anos é um drama! A pista da via Ecológica – (Avenida Marinez de Souza Gomes), ligação das comunidades do Maria Aparecida Pedrossian com Residencial Dhama que também faz parte do Bairro Maria Aparecida Pedrossian fica intransitável. Placas perdidas pelo caminho e carros estragados, cenário da chuva na Capital!

Espera de até 4 horas por atendimento gera queixas em UPAs de Campo Grande

Pacientes que buscam atendimento em UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) de Campo Grande, estão revoltados com a demora no atendimento. São 4, 5 horas de espera, em alguns casos as pessoas vão embora sem atendimento. O colapso se alastra por todas as regiões da cidade.

Pais e crianças esperaram por horas e até ficaram sem atendimento na UPA Coronel Antonino

Na UPA do Coronel Antonino todos que procuraram atendimento foram recepcionados com lotação e frustração na segunda-feira (6). Pacientes relatam espera superior a 4 horas, além da falta de equipamentos.

No local, a longa fila de pessoas na parte externa da unidade e grande número de pacientes na recepção indicam a demora para que todos possam ser atendidos. Adriana Laís, de 34 anos, comenta ter esperado mais de 4 horas para que sua filha, de 1 anos, pudesse ser atendida.

“Minha filha está gripada e com coriza. Perguntei sobre a possibilidade de realizar um raio-x, mas o médico informou que o aparelho estava quebrado. Receitaram dipirona e exame de sangue”, comentou a mãe.

Na UPA do Universitário a mesma coisa. Pacientes ainda reclamam do descaso. “Chegamos as 10 horas e só fomos atendidos depois das 16 horas. O médico com vergonha nem levanta a bunda da cadeira, chama baixinho os pacientes. Somos deixados neste calor, aqui não tem ar-condicionado e nem ventilador, cheio de crianças vomitando, cenas terríveis”, afirmou Mariá Nogueira na segunda-feira à tarde.

Na Upa do Universitário caos se repete

Mariá ainda levou a mãe no UPA da Moreninhas, “chegamos lá pouco depois das cinco e fomo embora as 10 horas sem atendimento, dá uma vergonha e uma raiva danada. Nas moreninhas chegavam pessoas arrebentadas e nem cadeira de rodas tinha. Só por Deus, cada dia que passa as coisas pioram na cidade”, desabafou.

Inverno, casos de Covid 19 voltando a aumentar, mostram a verdadeira face da Saúde Pública em Campo Grande. Crianças atendidas no chão, ao relento. Mas os gestores municipais consideram normal. A prefeita Adriane Lopes e o secretário de Saúde José Mauro Filho não se manifestam, nem apontam um plano de contingência. Faltam médicos, remédios, equipamentos e principalmente empatia nessa gestão.