Presidente do Patriota em MS e marido de Adriane, deputado estadual Lidio Lopes, também vai apoiar Riedel, além do único deputado eleito pelo PSD, Pedro Pedrossian Neto
A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota) e seu marido, deputado estadual, Lidio Lopes (Patriota), declaram apoio ao candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB) e a reeleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições.
Prefeita chama a população para ouvir Riedel e prestar atenção às suas propostas, pois ele é o mais preparado
Em nota divulgada na manhã deste sábado (15), ambos enfatizam que Eduardo Riedel é o nome que melhor lhes representam em Mato Grosso do Sul e pedem para que a população ouça as propostas do tucano e votem no candidato.
” Eduardo Riedel é uma decisão madura, serena, sustentada pelo senso de responsabilidade que o momento exige”, afirmaram Adriane e Lídio Lopes, em nota conjunta.
“Sabemos que quem precisa ganhar sempre é o Estado do Mato Grosso do Sul e o Brasil. Entendemos que ele reúne as qualidades necessárias para uma boa gestão no governo, e que já se provou, no exercício de sua prática como secretário, comprometido com as demandas e os desejos dos campo-grandenses e dos brasileiros”, complementaram.
“Conclamamos a população para ouvir Riedel, prestar atenção às suas propostas, e por fim votar em seu nome para governador de Mato Grosso do Sul, assim como votamos com convicção em Bolsonaro. É uma decisão madura, serena, sustentada pelo senso de responsabilidade que o momento exige”, afirmaram.
“Estamos juntos por um País Justo, um Estado humano e empreendedor, voltado para o crescimento industrial e empresarial, a geração de empregos, a qualidade de vida e aberto às grandes oportunidades”, complementaram.
O segundo turno das eleições ocorrerá em 30 de outubro, data em que sul-mato-grossenses e brasileiros decidem o governador e presidente para o mandato 2023-2026.
No primeiro turno das eleições, Adriane estava ao lado do candidato Marquinhos Trad (PSD), que renunciou a prefeitura para concorrer ao governo de Mato Grosso do Sul.
Mas, o candidato não conseguiu chegar ao segundo turno. O ex-prefeito obteve 124.795 votos e ficou em 6º lugar, com 8,68% dos votos.
Pedro Pedrossian Neto
O deputado eleito do PSD justificou o conhecimento do candidato tucano que já esteve dentro do Poder Executivo como secretário. “O principal motivo é a experiência administrativa que o Riedel tem. É preciso ter conhecimento suficiente para saber como funciona o Estado, quais os verdadeiros desafios e soluções”, afirmou.
“Não é simples tocar o Estado. É preciso trilhar alguns caminhos e etapas antes de por o nome à disposição da população. Nisso o Riedel é mais preparado”, concluiu. O partido de Pedrossian Neto liberou os filiados para apoiar qualquer um dos nomes na disputa. Assim como o deputado eleito, o senador Nelsinho Trad (PSD), também declarou apoio a candidatura de Riedel no segundo turno.
Mário César diz que aguarda apenas a prefeita Adriane Lopes anunciar a data da posse
O ex-vereador que chegou a ser presidente da Câmara, Mario Cesar Oliveira da Fonseca (MDB) deve assumir ainda nesta sexta-feira (7) como secretário de Governo de Campo Grande a convite da prefeita Adriane Lopes (Patriota).
Mario Cesar disse que aceitou o convite e que deve tomar posse ainda nesta sexta. Mario Cesar é servidor de carreira da Receita Municipal de Campo Grande desde 1991. “Aceitei o convite. Aguardo a prefeita anunciar a data”, afirmou.
Ex-vereador pode assumir o cargo ainda nesta sexta-feira a convite da prefeita Adriane Lopes (Patriota)
Desde o começo da semana, a principal pasta da Prefeitura está sem nome, com a saída de Antônio Lacerda, alegando motivos pessoais. A secretaria de Governo é responsável por fazer a interlocução entre os poderes Executivo e Legislativo.
ontem o presidente da Câmara Carlos Augusto Borges o Carlão, anunciou que nome Mário César era cotado para ocupar o cargo.
Facão
Ontem (6), correligionários disseram que a prefeita adiantou que deve trocar todos os secretários, menos o de Cultura, Max Antônio Freitas da Cruz.
Desde segunda-feira (4), vereadores pedem a substituição de José Mauro, da Saúde, pelo vereador Victor Rocha (PP).
Caso seja substituído, Mauro pode ser o segundo secretário a deixar a Prefeitura após a derrota de Marquinhos Trad (PSD) nas urnas no último domingo (2).
Prefeita manteve lista de beneficiários sob sigilo e não sanciona lei que acaba com os desvios
Após manter sob sigilo por quatro meses a listagem com os nomes dos beneficiários do Proinc para evitar que viesse à tona os escândalo da farra com o dinheiro público, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, tenta agora amenizar o desgaste político que as irregularidades no âmbito do programa provocaram não apenas à sua gestão, mas também à imagem do seu aliado e antecessor, o ex-prefeito e candidato a governador Marquinhos Trad, hoje enrolado com a Justiça e com a polícia.
Adriane Lopes e os representantes da Câmara, TCE e MPT: apenas pose para fotografia (Diogo Gonçalves)
Sob investigação do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), um dos braços da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o escândalo do Programa de Inclusão Social (Proinc) da prefeitura de Campo Grande só foi descoberto graças à postura firme do vereador Professor André Luis, que desde novembro do ano passado lutava na Justiça para ter acesso à listagem com os nomes dos beneficiários.
Mesmo com ordem judicial para divulgar a lista, Luciano Matins, presidente da Fundação Social do Trabalho (Funsat), gestora do programa, fez de tudo para manter no anonimato os nomes dos beneficiários. Mas seu esforço foi em vão, pois no dia 1º de agosto passado, quatro meses após Adriane Lopes assumir o cargo de prefeita, um servidor da Fundação, revoltado com o uso político-eleitoral do Proinc, vazou a listagem para a imprensa.
Farra escancarada
Por meio da lista, que naquele mês continha 2.856 nomes, foi descoberto que recebiam dinheiro do programa, além de cesta-básica e passagens de ônibus, influenciadores digitais que ostentam riqueza em postagens nas redes sociais, professor que nem reside em Campo Grande, amigos, parentes e agregados de servidores do alto escalão da prefeitura, comerciante, empresário, aposentados e até a mãe de aliado político da gestão Marquinhos Trad.
Levantamento feito pelo gabinete do vereador Professor André identificou que 36 pessoas extrapolaram o limite de permanência no programa (de no máximo 2,6 anos) – alguns deles estão há 9 ou 10 anos no Proinc, 3 pessoas têm envolvimento em ações criminosas ou pertencem ao crime organizado e 17 beneficiários possuem padrão financeiro incompatível com a legislação que estabelece as regras do programa. Todas essas informações já estão com a polícia.
Transparência tardia
Na última sexta-feira, com o objetivo de dar à sua gestão um verniz de transparência, Adriane Lopes reuniu-se com representantes do Tribunal de Contas do Estado, do Ministério Público do Trabalho e da Câmara de Vereadores para “anunciar” as novas regras para as contratações dos beneficiários do programa, todas elas já de conhecimento tanto dos representantes dessas instituições como também dos próprios beneficiários e da população.
A prefeita só não explicou nessa reunião por qual motivo ainda não sancionou a nova lei do Proinc, aprovada pelos vereadores no dia 25 de agosto e que visa acabar de vez com a farra com o dinheiro público institucializada pelo seu antecessor, Marquinhos Trad, e até gora mantida por ela própria.
Cabos eleitorais
Em sessão na Câmara Municipal na semana passada, o vereador Marcos Tabosa (PDT) apresentou uma explicação para o fato de a lei não ter sido ainda sancionada: “para dar tempo de os cabos eleitorais pagos pela prefeitura bandeirar junto com ela [Adriane lopes], do lado dela, nas ruas de Campo Grande. A partir do momento que sancionar, todos os beneficiários terão que se recadastrar, pois essa é uma das novas regras. Aí, muita gente vai ter que sair”.
“Por que ela não sanciona? Por que esperar o último dia de prazo? É apenas para ganhar tempo, pois a elaboração da nova lei foi feita à várias mãos, envolvendo a Câmara e os técnicos da prefeitura”, diz Tabosa.
Diversos crimes
No inquérito instaurado pela Polícia Civil, são investigados os crimes de prevaricação, falsidade ideológica, estelionato, tráfico de influência, improbidade administrativa e corrupção passiva e ativa, dentre outros capitulados no Código Penal. O vereador Professor André é também o autor do pedido de investigação
Desvio de finalidade do programa se intensificou na gestão Marquinhos Trad e manteve na gestão Adriane Lopes que só aceitou mudanças no programa depois de vazada relação com muitas pessoas que nem deviam estar no Proinc, indicados para fazerem tarefas, segundo os vereadores, de cabos eleitorais do ex-prefeito
Fonte de escândalo envolvendo o ex-prefeito Marquinhos Trad e também a gestão da hoje prefeita Adriane Lopes, o Programa de Inclusão Social (Proinc) foi repaginado após pressão de vereadores da oposição, que denunciaram e comprovaram o uso político da iniciativa, criada para atender a população carente e pessoas desempregadas residentes em Campo Grande.
Desvio de finalidade do programa se intensificou na gestão Marquinhos Trad e manteve na gestão Adriane Lopes
O desvio de finalidade do Proinc ainda na gestão do então prefeito Marquinhos Trad só foi descoberto em função da insistência do vereador André Luiz Soares, o Professor André, que num primeiro momento teve de recorrer ao Judiciário para ter acesso à lista completa com a relação dos quase três mil beneficiários do programa.
O diretor-presidente da Funsat, Luciano Silva Martins, negou a liberação da listagem porque já estava a par da informação de que centenas de pessoas estavam inseridas no programa de maneira irregular, em desacordo com as regras estabelecidas em lei.
Mesmo “sob Vara”, com ordem judicial, ele não liberou a lista, que acabou chegando à imprensa após ser “vazada” por servidores da própria Funsat, revoltados com o desvio de finalidade do programa. A partir daí o escândalo ganhou corpo e, sem saída, Luciano Martins liberou as informações.
Apaniguados políticos
Apareceram na lista de beneficiários nomes de professora residente em Amambai, presidente de escola de samba, supostas mulheres de programa, dono de clínica, influenciadores digitais que ostentam riqueza nas redes sociais, pessoas que buscam a aposentadoria por invalidez e até mãe de aliado político da gestão municipal.
Até a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito foi proposta na Câmara Municipal para apurar as irregularidades. As investigações só não foram adiante em função do presidente da Casa, vereador Carlão, ter batido o pé contra a instalação da CPI.
Optou-se, então, em acordo entre a prefeita Adriane Lopes e o Legislativo, pela alteração da lei que regulamenta o Proinc para acabar com a farra com o dinheiro público.
Nova lei
Nesta quinta-feira, 25, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 10.760/22. A proposta foi elaborada por comissão de vereadores em parceria com a Funsat, que coordena o programa, sendo encaminhada pelo Executivo ao Legislativo.
Vereadores aprovaram hoje a nova lei do Proinc: fim da farra com o dinheiro público (Izaias Medeiros)
As alterações buscam dar mais transparência, depois de denúncias e questionamentos feitos pelos vereadores. Com a nova lei será possível a inclusão de, por exemplo, pessoas com deficiência e mulheres vítimas de violência.
A comissão na Câmara foi composta pelos vereadores Betinho, Beto Avelar, Marcos Tabosa, Professor André Luis, Clodoilson Pires e William Maksoud. No dia 22 de agosto, o documento foi oficialmente entregue pelo vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, presidente da Câmara, à prefeita Adriane Lopes.
Fim da camaradagem
A partir de agora, há uma lista de critérios para a pessoa ingressar no Proinc. O interessado deve estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal, estar desempregado por período igual ou superior a um ano, declarar residência em Campo Grande há pelo menos um ano e possuir renda familiar per capita não superior a meio salário mínimo.
A necessidade de transparência foi destacada no novo projeto. Pela nova regra, todos os atos do Proinc serão publicados em Diário Oficial, desde a admissão até seu efetivo desligamento, bem como a disponibilização de gastos mensais por beneficiário no Portal da Transparência.
Ainda, a cada seis meses a Funsat apresentará relatório de gestão do Proinc à Câmara, por meio da Comissão de Assistência Social e do Idoso. Dentro de 30 dias ocorrerá a regulamentação da lei. Os contratos vigentes com base na lei anterior, de 2019, seguem inalterados, mas serão submetidos a recadastramento. A legislação anterior será revogada.
Inclusão
A proposta prevê ainda reserva de 5% das vagas do Proinc para mulheres vítimas de violência doméstica encaminhadas pela Casa da Mulher Brasileira, reserva de 3% para pessoas com deficiência que não recebam benefícios de prestação continuada, mais 3% para pessoas com Transtorno de Espectro Autista. Outros 3% das vagas ficam destinados a egressos do sistema penitenciário.
Os direitos dos trabalhadores foram mantidos. Os beneficiários continuarão recebendo bolsa-auxílio de um salário mínimo, alimentação, cesta básica, vale transporte e seguro de vida. Ainda, estão garantidos os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) adequados.
Direito à licença maternidade, afastamento para tratamento de saúde, gratificação natalina, descanso remunerado de 15 dias a cada seis meses, também estão assegurados. A jornada de trabalho fica mantida em 8 horas diárias.
Em caso de mutirão e diante de necessidade pública, poderão ser inseridos novos beneficiários por prazo que não ultrapasse 180 dias.
Emendas
Buscando aperfeiçoar ainda mais a proposta, duas emendas foram apresentadas e aprovadas pelos vereadores. A proposta previa que o quantitativo de vagas ofertadas pelo Proinc ficaria limitado a 13% do quadro de servidores ativos da prefeitura.
A emenda do vereador Prof. André Luis, porém, elevou esse percentual para 15%. Na legislação anterior, esse percentual era de 9%, mas em relação a todos os servidores. A outra mudança será a vinculação ao programa de 6 meses, renováveis por igual período, até o limite de 24 meses e não mais 36 meses como previa o texto encaminhado pelo Executivo.
Desta forma, será possível ampliar a quantidade de beneficiários, diante dessa maior rotatividade. Ainda, com o percentual definido com base nos efetivos, também fica assegurado que o número de contratados pelo Proinc só aumenta mediante ampliação do quadro de servidores concursados.
A outra emenda, de autoria do vereador Beto Avelar, é para que seja publicada a relação da fila de espera dos beneficiários do Proinc, dando publicidade em Diário Oficial, ampliando ainda mais a transparência ao programa.
Vereador diz que o programa no papel é sério, mas que o ex prefeito se servia de mulheres e as colocava lá
Depois do vereador Beto Avelar fazer um discurso na Câmara de Vereadores de Campo Grande, nesta terça-feira (9), elogiando a prefeita Adriane Lopes(Patri) por ter divulgado a lista do Proinc (Programa de Inclusão Profissional), ele disse que ia cobrar mais transparência.
Logo sem seguida o vereador Marcos Tabosa (PDT), questionou o colega, dizendo que respeita sua trajetória, “só agora que o senhor pede transparência? eu e o vereador professor André Luís estamos a um ano pedindo isso, e nos foi negado. Mas agora que a vaca foi pro brejo e que o Proinc serve para ser um bacanal a casa da luz vermelha vocês querem transparência”, afirmou.
Ele seguiu contando que agora que vazaram as informações que no Proinc, tem influencer, neta não sei de quem, músico e principalmente mulheres que o ex-prefeito Marquinhos Trad se serviu sexualmente e as nomeou no programa. “O Proinc é um projeto bonito, mas o que Marquinhos fez com ele é inadmissível”, ressalta.
Tabosa ainda lembra que para bancar o programa são necessários R$ 8 milhões por mês. ” A prefeitura alega que não tem dinheiro para pagar a insalubridade a saúde aos que combatem endemias, estão negando a periculosidade da Guarda Municipal, deram 10% para os servidores públicos em duas vezes, que usa os membros do Proinc como cabos eleitorais do Marquinhos Trad, não é possível pedirem transparência agora?”
O vereador pedetista lembrou da batida na Polícia Civil, ocorrida ontem, “porque, se tinha um anjo lá, pelo menos se dizia anjo, mas na verdade era um demônio que acabou com os servidores municipais que não tem vez nesta administração”. disse
“Prefeita não entendo essa proteção que a senhora dá para seu antecessor. Os servidores massacrados e pessoas ficando 3 anos no Proinc, um programa sério que foi banalizado, o que faremos com ele, mudamos ou trocamos o comando, colocamos gente séria lá, agora ouvir que vai ter transparência, é uma brincadeira. Campo está doente e a culpa é sua Marquinhos Trad”, finalizou
Acampados na frente do Paço Municipal, os Guardas Municipais se sentem desmoralizados pela administração e ainda comentam que logo servidores da Educação é médicos também vão a prefeita nos próximos dias
Os dias passam e a prefeitura de Campo Grande não consegue atender os servidores. Após quase um mês de discussões entre SindGM/CG (Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande) e Prefeitura de Campo Grande sem chegarem em um acordo, audiência de conciliação deverá ser marcada para que o impasse seja resolvido.
Guardas Municipais cobram que prefeita cumpra a palavra dada a eles Foto Folha de Campo Grande
Pedido da defesa da GM, assinado pelo advogado Márcio Souza de Almeida e Luan Cacique da Silva Palermo é que seja marcada pela Justiça audiência de conciliação. “(…) pugna-se para designação de audiência de conciliação entre as partes, bem como seja a presente procuradoria do município de Campo Grande intimada para se manifestar a respeito do presente pedido”.
A categoria segue acampada em frente ao Paço Municipal, no canteiro da Avenida Afonso Pena, como forma de protesto, já que foram proibidos de fazer greve. A manifestação começou na última segunda-feira (18).
Contudo nesta, quarta-feira (27), o presidente do Sindicato, Hudson Bomfim, declarou que a prefeita não fez nenhum movimento em direção ao pleitos dos Guardas. “Estamos cobrando que a legislação seja cumprida. Acampar aqui não significa nada fisicamente, mas moralmente é uma decepção, Campo Grande foi eleita uma das cidades mais seguras, graças em muito pelo nosso trabalho e somos tratados assim com desrespeito”, afirmou.
“Queremos a solução de três demandas: regulamentação dos plantões, pagamento da periculosidade de 30% a 50% e reenquadramento das categorias. Quando ela assumiu tem o bônus e o ônus, tem que sentar com a gente e cumprir a Lei, se não fizer isso é melhor sair, até entrar um prefeito que de fato queira resolver a questão”. ressaltou.
O Sindicalista ainda não viu nenhum movimento da administração municipal no sentido de dar uma folga no caixa da prefeitura. “Não adianta aumentar a receita, se o limite prudencial não abaixa, não vemos a prefeita Adriane Lopes reduzir os cargos de comissão, daqui uns dias servidores da Educação e o médicos vão protestar também, e aí, será que eles vão ter que acampar aqui”, diz.
Para Hudson Bonfim, o Sindicato luta pelos direitos da categoria, “Somos uma entidade institucional, que vai ficar enquanto os prefeitos passam, o que queremos é reconhecimento pelo nosso serviços, tivemos um reajuste de 5% enquanto a inflação dos últimos doze meses ultrapassou 12%”, calculou.
Os guardas recebem o valor fixo de R$ 168 por plantão de 12h. Conforme a legislação, os guardas de primeira classe deveriam receber R$ 271,97 por plantão. E os de segunda classe R$ 230,20.
“Vamos continuar aqui, até que a Lei seja cumprida, fazemos a nossa parte todos os dias e a administração tem o dever constitucional de fazer a dela”, finalizou o presidente do Sindicato.
Reajuste da tarifa de água e do transporte abaixo da inflação agora vai pesar no bolso do consumidor
A maneira populista e irresponsável como o ex-prefeito Marquinhos Trad sempre tratou questões de elevado interesse público, em especial os relacionados a tarifa de serviços concedidos pelo município, que é o caso do transporte e do saneamento, se transformou em problema para a prefeita Adriane Lopes.
Esse foi o tema abordado nesta terça-feira (28) pelo jornalista Edir Viégas na coluna CBN em Pauta.
Segundo ele, “no mesmo instante em que enfrenta o seu primeiro grande desafio frente à gestão da prefeitura, que é a questão do risco de colapso no sistema de transporte coletivo, outra bomba-relógio deixada por Marquinhos Trad acaba de explodir no colo de Adriane Lopes: a decisão judicial que determinou o reajuste da tarifa da Águas Guariroba”.
No dia 29 de dezembro do ano passado, o então prefeito Marquinhos Trad editou o Decreto n.º 15.037/2021, que limitou em até 5% o reajuste de todos os serviços delegados ou sob concessão do município.
Nesse rol estão os serviços de transporte coletivo e de saneamento, além das tarifas no terminal rodoviário.
Para definir o reajuste tarifário anual previsto em contrato, a Agência Municipal de Regulação (Agereg) promoveu estudos que resultaram na definição da tarifa técnica, ou seja, o valor mínimo em que deveriam ser fixadas as tarifas.
No caso da Águas Guariroba, foi estabelecido índice técnico de reajuste de 11,08%, enquanto que no transporte púbico a tarifa mínima foi fixada em R$ 5,15.
Tanto para a tarifa da água quanto para o do Consórcio Guaicurus, Marquinhos ignorou a orientação da Agereg e estabeleceu em no máximo 5% qualquer reajuste tarifário, metade dos 10,74% da inflação acumulada nos últimos 12 meses, conforme o IPCA calculado pelo IBGE e anunciado em dezembro do ano passado.
Por conta disso, hoje as greves começaram a pipocar no transporte público e para que o sistema não entre em colapso total só existem duas saídas: ou a prefeitura subsidia o passe dos beneficiados com a gratuidade, que já somam quase 35% de todos os usuários transportados, ou então reajusta o valor da tarifa, que de R$ 4,40 poderá subir para R$ 6,15, que é a nova tarifa técnica estabelecida pela Agereg.
Pior: após a paralisação da semana passada, o Consórcio conseguiu dinheiro para pagar o vale, nesta terça-feira, mas já anunciou não ter dinheiro pára pagar os salários, no dia 5 de julho. Duas reuniões agendadas para a busca de soluções pata a crise foram desmarcadas pela prefeitura.
No caso da Águas Guariroba, serão somados aos 5% de reajuste dado no ano passado a diferença de 6,08% que deixaram de ser aplicados no decreto populista editado no final do ano passado pelo então prefeito Marquinhos Trad.