MS cria grupo técnico de enfrentamento à varíola dos macacos

Liderada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), a equipe é responsável por desenvolver estratégias de combate à doença em todos os 79 municípios

O Governo de Mato Grosso do Sul criou um grupo técnico de enfrentamento à varíola dos macacos. Liderada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), a equipe é responsável por desenvolver estratégias de combate à doença em todos os 79 municípios sul-mato-grossenses.

Segundo o assessor militar da SES, coronel bombeiro militar Marcelo Fraiha, que coordena o trabalho, o Governo do Estado já está atuando em estratégias de enfrentamento à infecção causada pelo vírus Monkeypox.

“Já foram elaborados e emitidos para os municípios a comunicação de risco, o informe epidemiológico e o plano de contingência. Também criamos uma sala de situação que avalia o cenário epidemiológico em todos os municípios”, destacou o coronel, que foi um dos gestores da pandemia de Covid-19 em Mato Grosso do Sul.

Desde que a transmissão da varpiola dos macacos entrou no radar das autoridades de saúde de todo o mundo, Mato Grosso do Sul confirmou oito casos da doença, sendo sete em Campo Grande e um em Itaquiraí. Uma morte na Capital é investigada.

Senador Nelsinho Trad alerta sobre varíola dos macacos

Situação no Brasil é tratada como preocupante pela OMS
Na semana em que o país atingiu cerca de 1.400 casos confirmados da monkeypox, ou varíola dos macacos, o médico e senador Nelsinho Trad (PSD/MS) alertou o Senado Federal: “devemos agir agora e impedir que a doença seja o motivo de uma nova pandemia”.
Senador Nelsinho Trad também defendeu atenção às crianças Foto Sheyla Leal
O parlamentar e especialista em saúde pública relembrou a chegada do coronavírus ao Brasil. Segundo o senador Nelsinho Trad, embora a taxa de mortalidade até o momento seja menor que 1%, assim como ocorreu com a covid, os dados ainda estão sendo registrados mundialmente e o conhecimento científico é dinâmico. “Para se ter uma ideia, até terça-feira, apenas Brasil e Espanha registraram mortes relacionadas à doença fora do continente africano. Já ontem, Peru e Índia entraram na lista de locais onde ocorreram fatalidades.”
Pacientes com o sistema imunológico comprometido e indivíduos com histórico de doenças inflamatórias de pele estão entre os que devem tomar mais cuidado segundo as autoridades em saúde. Gestantes, puérperas e lactantes também fazem parte do grupo de risco. Uma nota técnica elaborada pelo Ministério da Saúde recomendou , esta semana, que esse grupo use máscara, se afaste de qualquer pessoa com sintoma da doença e use preservativo em todas as relações sexuais.
Mas o senador Nelsinho Trad também defendeu atenção às crianças. Explicou que meninos e meninas de até oito anos de idade são particularmente afetados pela monkeypox. “A situação deve ser vista com seriedade. Tendo em vista as características do ambiente escolar e as dificuldades óbvias desse grupo quanto ao uso de máscaras e à prática do distanciamento, existe a possibilidade de que a doença se espalhe rapidamente entre as crianças. Isso precisa ser evitado a qualquer custo.”
Prevenção
Pelo menos quatro estados – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal – já anunciaram transmissão comunitária da varíola dos macacos, quando não é possível identificar mais os “pacientes zero” da doença.
O médico e senador também informou na sessão desta tarde que o vírus da varíola dos macacos se espalha por meio de contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama.
“Os sintomas – é preciso esclarecer – não se restringem a lesões na pele. A doença começa, na maior parte dos casos, com uma febre súbita e intensa. Podem ocorrer também dor de cabeça, náusea, exaustão e presença de gânglios. Já as manifestações na pele podem se dar por bolhas ou lesões em diversas partes do corpo, do rosto aos pés”, afirmou.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou emergência de saúde pública global.
“Renovo aqui a minha expectativa em atenção redobrada pelo Ministério da Saúde, confiando na equipe técnica que existe para poder se contrapor a esse mal, na certeza de que a experiência com a covid-19 valerá para impedirmos o avanço na propagação do vírus”, disse o senador Nelsinho Trad.​

Varíola dos macacos: Saúde recomenda que grávidas e lactantes usem máscaras

A pasta também orienta que esse grupo use preservativo nas relações sexuais, uma vez que a transmissão pelo contato íntimo é apontada como uma das causas do novo surto

O Ministério da Saúde recomendou nesta segunda-feira, dia 1º, que grávidas, puérperas e lactantes mantenham o uso de máscaras em locais fechados como forma de prevenir a infecção pela varíola dos macacos.

Grávida: Saúde recomenda uso de máscaras após aumento no número de casos da varíola dos macacos (aywan88/Getty Images)

A pasta também orienta que esse grupo de mulheres use preservativo nas relações sexuais, uma vez que a transmissão pelo contato íntimo é apontada como uma das causas do novo surto.

O alerta para o uso de camisinha vale para o sexo vaginal, oral e anal, diz a nota técnica do ministério. Embora a doença esteja avançando mais velozmente entre homens que fazem sexo com outros homens, especialistas afirmam que o vírus deve, em breve, se espalhar para outros grupos.

Ainda conforme o documento, gestantes, puérperas e lactantes devem se manter afastadas de pessoas que apresentem febre e lesões cutâneas. Em casos de sintomas suspeitos, elas devem procurar ajuda médica.

Para pacientes sintomáticos, a recomendação é manter isolamento por 21 dias e monitorar os sinais da doença – se persistirem, é preciso fazer novo teste.

 

Saúde de MS confirma mais quatro casos de varíola dos macacos

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirmou nesta sexta-feira (29/7), mais quatro casos positivos para Monkeypox, popularmente conhecida como ‘varíola dos macacos’, todos eles em Campo Grande.

Com isso, Mato Grosso do Sul soma agora cinco pessoas acometidas pela doença, todos residentes na Capital.

De acordo com a pasta, os pacientes foram acompanhados enquanto aguardavam os resultados dos exames e cumpriram isolamento domiciliar. Atualmente se encontram com lesões cicatrizadas, sem risco de transmissão.

“É importante ressaltar que, os casos confirmados em Mato Grosso do Sul, segundo investigação realizada pela Vigilância Estadual e Municipal, não configuram transmissão comunitária da doença. Neste sentido medidas de prevenção devem ser tomadas, principalmente evitar contato íntimo com pessoas desconhecidas e o contato com secreção de lesões de pessoas suspeitas”, informa trecho da nota encaminhada pela Secretaria a FOLHA DE CAMPO GRANDE.

Brasil registra primeira morte por varíola dos macacos

Vítima se trata de um paciente do sexo masculino, que estava com imunidade baixa e possuía comorbidades que levaram ao agravamento do quadro

O Brasil registrou a primeira morte por varíola dos macacos, confirmou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira, 29, ao Terra. Em nota, a pasta informou que a vítima se trata de um paciente do sexo masculino, com 41 anos, que estava com imunidade baixa e possuía comorbidades que levaram ao agravamento do quadro, incluindo um câncer.

“Ficou hospitalizado em hospital público em Belo Horizonte (MG), sendo depois direcionado ao CTI. A causa de óbito foi choque séptico, agravada pelo Monkeypox”, diz a nota.

Ainda nesta sexta, a Prefeitura de São Paulo confirmou o registro de três casos de varíola dos macacos em crianças no município. São as primeiras notificações no público infantil. Conforme informou a Secretaria Municipal da Saúde, todas estão em monitoramento, sem sinais de agravamento.

No último sábado, 23, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que a doença é uma emergência de saúde pública, de caráter global. A entidade levou em consideração o cenário “extraordinário” da doença, que já chegou a mais de 70 países.

Em uma semana, o Brasil registrou um crescimento de 65% nas notificações de varíola dos macacos. Na quarta-feira, 27, os registros chegaram a 978 casos confirmados, conforme dados do Ministério da Saúde. Há uma semana, eram 592. São Paulo é o Estado com mais registros (744), seguido do Rio (117) e de Minas Gerais (44).

Surgimento dos casos de varíola dos macacos
O primeiro caso europeu foi confirmado em 7 de maio em um indivíduo que retornou à Inglaterra da Nigéria, onde a varíola dos macacos é endêmica. Desde então, países da Europa e da Ásia, assim como Estados Unidos, Canadá e Brasil, confirmaram casos.

Como a varíola dos macacos é transmitida

Identificada pela primeira vez em macacos, a doença viral geralmente se espalha por contato próximo e ocorre principalmente na África Ocidental e Central. Raramente se espalhou para outros lugares, então essa nova onda de casos fora do continente causa preocupação. Existem duas cepas principais: a cepa do Congo, que é mais grave, com até 10% de mortalidade, e a cepa da África Ocidental, que tem uma taxa de mortalidade de cerca de 1%.

O vírus pode ser transmitido por meio do contato com lesões na pele e gotículas de uma pessoa contaminada, bem como através de objetos compartilhados, como roupas de cama e toalhas. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias.

Quais os sintomas da varíola dos macacos

Os sintomas se assemelham, em menor grau, aos observados no passado em indivíduos com varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas durante os primeiros cinco dias. Erupções cutâneas (na face, palmas das mãos, solas dos pés), lesões, pústulas e, ao final, crostas. Segundo a OMS, os sintomas da doença duram de 14 a 21 dias.

Como prevenir a varíola dos macacos
Segundo o Instituto Butantan, entre as medidas de proteção, autoridades orientam que viajantes e residentes de países endêmicos evitem o contato com animais doentes (vivos ou mortos) que possam abrigar o vírus da varíola dos macacos (roedores, marsupiais e primatas) e devem se abster de comer ou manusear caça selvagem.

Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel são importantes ferramentas para evitar a exposição ao vírus, além do contato com pessoas infectadas.

A OMS afirma trabalhar em estreita colaboração com países onde foram relatados casos da doença viral.