Adriane Lopes sobre mudanças no secretariado: “Mudou de mão, mudou a gestão”

Nesta quarta-feira (9), o Bom Dia MS recebeu a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), eleita como vice na chapa de Marquinhos Trad em 2020, e assumiu a prefeitura em abril de 2022 após a saída de Trad para disputar o governo do estado.

Durante a entrevista.  a prefeita esclareceu as mudanças realizadas no secretariado do município nos últimos meses. “Eu acho que é uma mudança de projeto, mudou de mão, mudou a gestão, e nós vamos implementar ações pontuais em uma outra visão diferente. Respeito a condução que o Marquinhos fez, mas de agora em diante nós estamos trabalhando com uma gestão otimizando processos, diminuindo o tempo, viabilizando e modernizando as nossa ações. Alguns secretários saíram a pedido, para viverem novos desafios”.

Adriane Lopes em entrevista ao Bom Dia MS — Foto: TV Morena/ Reprodução

Ainda de acordo com a prefeita, novas mudanças podem ocorrer. “Nós estamos formulando, alguns secretários estão colocando o cargo a disposição.”

Questionada pela a apresentadora BDMS, Maureen Mattiello, sobre suas prioridades na gestão, Adriane disse que seu maior desafio será a entrega de obras iniciadas em gestões passadas, como exemplo do Centro Belas Artes, o qual ela relatou que deve ser concluída neste ano. Além da obra de contenção para evitar alagamentos na Avenida Ernesto Geisel.

“Meu maior desafio é terminar as obras que foram iniciadas nas gestões passadas e entregar para a população de Campo Grande, escolas, equipamentos para área da saúde, trazendo mais conforto, comodidade e atendendo os moradores de Campo Grande”.

Riedel e Contar duelam no último debate de televisão antes das eleições

Renan Contar tem faltado aos debates neste segundo turno, mesmo aqueles agendados previamente, mas hoje no encontro mais importante ele deve ser convencido a ir, para amenizar a pecha de ‘Capitão Fujão’

A TV Morena transmite o último debate do segundo turno entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul na próxima quinta-feira (27). O debate, mediado pela jornalista Lucimar Lescano, vai ao ar depois da novela “Travessia”, por volta das 21h. Você pode acompanhar ao vivo pelo g1.

Eduardo Riedel e Capitão Contar disputam o segundo turno Foto montagem

Participam do debate os candidatos Capitão Contar (PRTB) e Eduardo Riedel (PSDB). Os dois disputam o segundo turno das eleições no domingo (30).

As regras do programa foram aprovadas pelas assessorias dos dois candidatos.

Banco de minutos

Neste debate, os candidatos terão que administrar o próprio tempo entre perguntas, respostas, réplicas e tréplicas. O tempo poderá ser utilizado e dividido da maneira como cada candidato preferir, mas não poderá ser ‘guardado’ de um bloco para o outro.

No primeiro bloco, por exemplo, cada um dos candidatos ao governo receberá o tempo de 15 minutos. Se o candidato usar 1 minuto para fazer a primeira pergunta, terá 14 minutos restantes para fazer a tréplica, novos questionamentos ou responder questões feitas pelo adversário.

Blocos

O debate terá quatro blocos, sendo dois com temas livres e outros dois com temas determinados.

Confira a seguir a divisão dos blocos:

Primeiro bloco: 30 minutos de debate com tema livre. Cada candidato terá que administrar o tempo de 15 minutos para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas;

Segundo bloco: 20 minutos de debate com temas determinados, sendo dividido em duas rodadas de 10 minutos. Cada candidato terá direito a escolher um tema que foi definido pelo Jornalismo da TV Morena. Neste bloco, os candidatos terão 5 minutos de fala para cada uma das rodadas;

Terceiro bloco: mais 30 minutos de debate com tema livre. Assim como no primeiro bloco, os candidatos terão que administrar o tempo de 15 minutos para perguntas e respostas;

Quarto bloco: mais duas rodadas de 10 minutos com temas definidos, sendo que os candidatos terão 5 minutos de tempo de fala em cada rodada. Neste bloco, os candidatos também terão direito a 1 minuto e 30 segundos cada para considerações finais.

A ordem de quem começará questionando e quem começará respondendo em cada bloco foi definida em sorteio.

Direito de resposta

O candidato que sofrer uma ofensa pessoal do adversário pode pedir direito de resposta. A solicitação deve ser feita em silêncio, levantando a mão para o mediador.

A produção do debate irá analisar o pedido. Caso o direito de resposta seja concedido, o candidato terá um minuto para responder às ofensas.

Em entrevista a TV Morena, Riedel reforça seu projeto de Governo para o MS

Com projetos e experiência de gestão, Riedel explica como governará o MS do futuro

duardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo do Estado pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45), concedeu nesta terça-feira (25) uma entrevista à jornalista Lucimar Lescano, da TV Morena, durante a sabatina com candidatos durante o jornal MSTV 2ª edição, que focou em propostas na educação, na saúde, política fiscal entre outros temas, com transmissão pela TV Morena, Globoplay e G1MS.

Reidel garantiu que é possível reduzir paulatinamente os impostos, Foto Guilherme Pimentel

Riedel afirmou que quer ser governador de Mato Grosso do Sul para dar início a um ciclo de desenvolvimento inédito no Estado. Segundo ele, as condições para este salto foram construídas nos últimos oito anos. “Faremos um novo ciclo de desenvolvimento, com justiça social e distribuição de renda”, assegurou.

Ele também focou nos planos de intensificar a malha de infraestrutura do Estado, e garantiu que não faz promessas vazias. “Quando eu falo que vou pavimentar as ruas dos bairros dos 79 municípios, tem gente que duvida. Serão necessários R$ 2,5 bilhões. É possível fazer. Quando eu digo que vamos reformular várias de nossas rodovias estaduais, para dar competitividade e possibilitar crescimento econômico, sei que serão necessários mais R$ 2 bilhões. E sei que é possível fazer. Nossas estradas, ferrovias, portos, chegando à Rota Bioceânica, nos darão um novo momento da história do Estado, e isso se refletirá em políticas públicas de saúde, educação, geração de emprego e renda, resultados”.

Arguido sobre sua política fiscal, Reidel garantiu que é possível reduzir paulatinamente os impostos, especialmente sobre os pequenos e micro empresários, com o objetivo de ganhar competitividade. “Hoje, a alíquota geral do Estado é de 17%. Mas, para cada segmento há alíquotas diferentes, como no caso do combustível. A gasolina é 17%, o etanol é 11,3%, o diesel é 12%. São as menores alíquotas do Brasil. E, mesmo com esta diminuição, nós vimos a receita aumentar. Isso ocorre pois a base de tudo é o crescimento do Estado. É este crescimento que garante a possibilidade de, no futuro, irmos reduzindo alíquotas, que é o que a gente tem defendido”.

Segundo o candidato, quando o Governo consegue criar um ambiente de desenvolvimento e crescimento, torna-se possível gerar resultados para investir nas políticas públicas e no próprio estado. “Não é à toa que nós conseguimos investir 12% da nossa receita corrente liquida. Temos espaço para diminuir impostos, especialmente para o micro e pequeno empresário, em setores específicos, para ganharmos em competitividade. O Estado tem que continuar crescendo”, defendeu.

EQUIPE DE GOVERNO
Respondendo à jornalista Lucimar Lescano sobre como pretende construir sua equipe de governo, Riedel foi enfático: “No sai seguinte à eleição, vamos trabalhar em cima de uma equipe de governo técnica, preparada e comprometida com o estado. Costumo dizer que quem está no 1º escalão nao tem ‘dedicação de tempo integral’, mas dedicação de ‘vida integral’. Tem que ter comprometimento e muito preparo técnico para fazer valer o projeto que nós temos para o MS”, avisou.

Provocado por Lescano sobre como se comportará diante de possíveis pressões de aliados por cargos, Riedel disse que este tipo de situação é inerente à velha política, e espetou: “Por que será quer eu nao recebi apoio de nenhum candidato derrotado no primeiro turno? Nós montamos uma base na ALEMS – da mesma forma como o presidente Jair Bolsonaro teve maioria no Congresso Nacional – que vai, inclusive, facilitar a discussão desta base que chamamos de governabilidade. Mas, isso não tem nada a ver com cargos”, assegurou.

Na sequência, Riedel fortaleceu: “Nós temos que ter uma equipe comprometida e técnica, para poder entregar aos sul-mato-grossenses o projeto que foi desenhado para o desenvolvimento do nosso Estado. Por isso é que falamos em renovação”.

SAÚDE E EDUCAÇÃO
Dois temas elencados durante a entrevista foram a saúde e a educação. No primeiro tópico, Riedel avisou que trabalhará pela complementação do projeto de regionalização da saúde e investirá na atenção básica.

“A regionalização da saúde vai requerer algo em torno de R$ 400 milhões em investimentos de infraestrutura e mais R$ 200 a R$ 250 milhões em equipamentos. Mas, a grande inovação está em levar aos municípios um contrato de gestão com os prefeitos e vereadores, para que possamos atuar na atenção primária. Esta é uma ação inovadora, e que se refletirá na qualidade dos 605 postinhos de saúde que nós temos espalhados pelos 79 municípios. É isso que fará a grande diferença no primeiro atendimento, na dificuldade de fila, de médico, de remédio”, disse.

Sobre a educação, Riedel afirmou ser esta a mais importante das políticas públicas, por entender que ela é chave na transformação da sociedade. O candidato afirmou que irá investir na renovação do parque tecnológico das escolas, e também na ampliação da rede de escolas de ensino em Tempo Integral. “Já temos 40% das nossas escolas neste modelo, e temos que chegar acima de 90% nos próximos 4 anos”.

Riedel também falou sobre a importância da conectividade na educação. “Quero levar a conectividade para todas as escolas, por fibra ótica, e assim vamos conseguir atingir a modernidade no ensino. Não só nos equipamentos, renovados e modernos, como na própria grade de ensino. Ouso dizer que a alfabetização é tão importante hoje quanto a inclusão digital. As pessoas hoje tem necessidade de aprender a se posicionar no mundo digital e tirar dele todo o potencial que este ambiente oferece, especialmente no empreendedorismo”.

Na TV Morena, Riedel rebate Contar e diz que habitação será prioridade em sua gestão

O Candidato ao Governo do Estado pelo PSDB mostrou domínio, qualificação e conhecimento sobre diversos assuntos, entre elas o do acesso a moradia, firmando compromisso para o futuro

Eduardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, foi entrevistado ao vivo no MS1 nesta sexta-feira (14) e mais uma vez mostrou seu preparo diante de assuntos de suma importância para a população. Ao ser questionado por seu adversário, o Renan Contar (PRTB), em relação aos gastos em habitação no Estado, Riedel deixou claro que o mesmo estava ‘mal informado’ e não tinha domínio sobre o tema.

“Desde 2015, nós já entregamos 25.800 unidades e temos ainda em execução 2.600 moradias’, informou Eduardo Riedel

Em um dos blocos de pergunta Eduardo Riedel foi questionado sobre o teto dos gastos com essa questão no Estado e respondeu: “meu adversário está mal informado e deveria perguntar sobre o assunto ao seu apoiador, o ex-governador André Puccinelli, pois o fundo de habitação foi declarado inconstitucional em 2013 e não é por isso que nós deixamos de investir na construção de moradias dignas para as pessoas, só ano passado foram gastos R$ 120 milhões no setor”, disse Riedel.

“Desde 2015, nós já entregamos, entre casas e lotes urbanizados, 25.800 unidades e temos ainda em execução 2.600 moradias, que estão em andamento. Existe também a previsão de contratar, até o fim do ano, mais 2.100 unidades habitacionais. Se somarmos tudo, então, chegaremos por volta de 30 mil famílias beneficiadas com moradias pelo Estado durante este período”, esclareceu Eduardo Riedel.

O ex-secretário de infraestrutura ainda ressaltou que enfrentou um cenário de crise nesta área, em função da conjuntura econômica nacional do período de pandemia, já que os recursos desta área são investimentos em conjunto com o Governo Federal. “Claro que houve todo um cenário de crise econômica, depois a pandemia, mas esta é a realidade. Nosso governo investiu em habitação, tanto que 36% de todas as contratações que fizemos foram por meio de programas estaduais, 63% em parcerias com recursos federais”, explicou Riedel.

Olhando para o Futuro, Eduardo Riedel, garantiu que o acesso a uma moradia digna, por meio de programas habitacionais, será uma prioridade em sua gestão. “Assegurado pela Constituição Federal de 1988, o direito à moradia é uma competência comum da União, dos estados e dos municípios. Nós iremos fazer a nossa parte, inclusive com parceria federal, para que façamos um forte programa de habilitação para o Estado. Vamos construir 70 mil casa para que as pessoas tenham dignidade. É esse Mato Grosso do Sul que a gente quer”, concluiu.

Em debate adversários conspiram através de fakenews para atacar Riedel

O debate da TV Morena entre os postulantes ao Governo do Estado foi mais um exemplo de como este formato esta datado. Debate é fundamental, é parte integrante e vital da construção democrática. No entanto, quando se permite que os candidatos elenquem números falsos, afirmações sem base na realidade, ataques construídos em ilações desonestas e quetais, a própria democracia se enfraquece.

Riedel se referiu a Marquinhos Trad como campeão de Fakenews Foto Reprodução

Eduardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45), fez uma reflexão sobre o uso de inverdades na campanha. Ele se referiu especificamente ao ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, que nesta semana foi apontado por três veículos de comunicação do Estado como o “campeão das fakenews” durante a campanha.

“Vimos promessas mirabolantes de quem já governou. Números inverídicos, sem base real. Fico impressionado com o nível de inverdades ditas. Um candidato disse três informações inverídicas há pouco (referindo-se a Marquinhos Trad durante o debate) e vamos postá-las nas rede sociais para esclarecer à população. Não se constrói um Estado melhor com base em mentiras. O eleitor merece mais respeito”, disse Riedel.

Uma das inverdades ditas no debate gira em torno da Transparência no Governo do Estado. Na contramão da realidade, Marquinhos Trad, afirmou que o Estado tinha nota de transparência “pífia” na atual gestão. No entanto o Estado está na quinta colocação em todo Brasil nesta área. “Mato Grosso do Sul está entre os cinco melhores estados em Transparência do Brasil (segundo o Mapa Brasil Transparente 2021). Infelizmente tenho que lidar com estas inverdades”, rebateu o Eduardo Riedel.

Riedel também falou sobre a questão tributária, que tem sido usada por Marquinhos para atacar o atual Governo com informações distorcidas. “Nos oito anos do ex-governador André Puccinelli, por exemplo, a média de participação da arrecadação no PIB foi de 11,18% (Fonte: IBGE e SGE/RREO) contra 10,72% dos sete anos e meio anos do Governo de Reinaldo Azambuja”, disse Riedel.

O ex-prefeito de Campo Grande tem dito durante a campanha que o Governo do Estado tem sido um “Leão” na arrecadação de impostos. Na verdade, segundo o IBGE e o SGE/RREO, só o IPTU pago pelos campo-grandenses teve um aumento real (descontado a inflação) de quase 37% (36,36%) entre 2017 e 2021. É um valor alto, especialmente quando se leva em conta que a evolução do salário mínimo no mesmo período citado foi de apenas 7,5% Os impostos municipais subiram em muito maior proporção. O ISS subiu 23,63%. O ITBI subiu 47,32%. As Taxas e Contribuições de Melhoria subiram 20,47%.

As mentiras de Marquinhos Trad não pararam por aí. Durante o debate, disse que entregou 5 mil casas na Capital durante seu mandato. Novamente, a informação não procede. De acordo com a Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), a Prefeitura de Campo Grande entregou apenas 1.710 moradias com recursos próprios no valor de R$ 3 milhões. O número de 5.030 moradias entregues é do governo do Estado (das quais 2.812 unidades habitacionais foram contratadas na gestão atual – 2017/2021), entregues entre 2018 e 2022, com investimentos próprios de R$ 45,9 milhões.

Marquinhos disse ainda que realizou sozinho 80 mil cirurgias na capital. Outra inverdade. O repasse estadual para os hospitais do município totalizou, em 2022, R$ 446 milhões (60% do total dos recursos), de forma que mesmo que a Prefeitura tenha realizado 80 mil cirurgias de alta complexidade, o Governo do Estado as custeou, possibilitando a execução de tais procedimentos.

MAIS MENTIRAS

Outra inverdade dita ontem foi protagonizada pela candidata Rose Modesto, que afirmou que a fila de exames em MS aguardando para realizar exames, diagnóstico ou cirurgia eletiva é de 120 mil pessoas. Não é verdade. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul esclarece que não há fila de 120 mil pessoas. Atualmente, a regulação de Campo Grande e Dourados indicam 47.858 exames reprimidos, sendo 25.919 em Campo Grande e 21.939 em Dourados.

Quanto às cirurgias eletivas, os municípios solicitaram quase 10 mil procedimentos que estão em execução em 33 municípios que fizeram a adesão ao ‘Opera MS’. O Governo do Estado investiu nesta nova fase da Caravana da Saúde R$ 120 milhões para ajudar os municípios a zerar suas filas de espera. Portanto, a afirmativa da candidata Rose Modesto de que a fila é de 120 mil pessoas não é verdadeira.

O ex-governador André Puccinelli também abusou das inverdades ao dizer que o Governo do Estado não deu apoio à Fundação Fiocruz em MS. Na verdade, em junho, o Governo Estadual firmou convênio, em parceria com a Fiocruz, para o desenvolvimento de uma Plataforma de Pesquisa Clínica (PPC) ligada à saúde. Considerando o território fértil do Estado, a parceria abre possibilidade para o surgimento de novas pesquisas e até para contribuição no desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas.

A Plataforma de Pesquisa Clínica com apoio do Governo do Mato Grosso do Sul busca ser referência nacional e internacional na realização de pesquisa acadêmica e de ensaios clínicos, em qualquer fase, interagindo com universidades e instituições de pesquisa, captando recursos nacionais e internacionais para a avaliação de novos fármacos e vacinas propostos pela indústria farmacêutica e instituições públicas.

Assim, mais uma vez, Mato Grosso do Sul saiu na frente destinando R$14,8 milhões por meio do convênio entre o Estado, Fundect e Fiocruz, para instalação e execução de pesquisa clínica no sistema de ciência e tecnologia em saúde na região Centro-Oeste.

Desta maneira, espera-se que a oferta de inovações tecnológicos na área da saúde beneficiem milhares de cidadãos sul-mato-grossenses. O convênio envolve as secretarias de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO), de Saúde (SES) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

DESCONHECIMENTO E MÁ FÉ
Nem só de mentiras vivem alguns candidatos durante os debates eleitorais. Há também aqueles que se apoiam em acusações falsas e ilações sem base na realidade para atacar ao adversários. É o caso de Capitão Contar, que insistiu, durante o debate da TV Morena, em atribuir a Eduardo Riedel responsabilidade por supostos casos de corrupção no Governo.

“Em toda a minha trajetória profissional e pública sempre atuei fortemente para reforçar os mecanismos de combate à corrupção. Tanto é que, no Governo, montamos a Controladoria Geral do Estado, com ouvidoria e controladoria. Não havia. Todos os órgãos de controle fazem seu trabalho, com concurso, cargos técnicos, um especialista que veio da Controladoria Geral da União para ocupar o cargo, e fez um belíssimo trabalho, inclusive afastando 5 servidores com problemas originados no governo anterior. Vamos trabalhar para prevenis e combater a corrupção”, avisou.

Respondendo ao ataque de Contar, Riedel lembrou que é ficha limpa e que nunca foi investigado por nenhuma irregularidade. “O senhor atribui a mim os problemas que por ventura tenham ocorrido no passado. Vamos debater o futuro e o que nós podemos fazer para combater a corrupção em MS. De minha parte, o aperfeiçoamento dos órgãos de controle será permanente”, avisou.

TRE suspende pesquisa divulgada pela TV Morena por irregularidades nos dados

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa de intenção de votos, realizada pelo instituto IPEC (ex-Ibope), contratada pela TV Morena pela ausência de delimitação do bairro”. Quem descumprir tal determinação poderá receber multa no valor de R$ 50 mil reais.

Segundo a decisão, o instituto não apresentou a documentação com as delimitações dos bairros abrangidos pela coleta de dados e teve a pesquisa com a divulgação suspensa imediatamente sob pena de multa em caso de descumprimento.

Conforme o desembargador do Tribunal em sua decisão “A exigência de se apresentar os bairros abrangidos pelo trabalho de pesquisa no prazo regulamentar se dá em razão da necessidade de se verificar o espalhamento geográfico, evitando–se a concentração da pesquisa em determinadas áreas do município e a eventual manipulação da opinião pública por meio do deslocamento voluntário de pesquisadores e eleitores. A divulgação do referido dado garante maior transparência ao processo de pesquisa e evita a eventual manipulação da opinião pública, de modo a obstar a indevida influência no eleitorado local’

O desembargador complementou sua fundamentação argumentando que “A pesquisa foi encomendada pela TV Morena de Ponta Porã, sob o número MS-06162/2022 e está sendo divulgada, o que reforça o perigo de dano, pois o alcance desrespeita a legislação eleitoral.”

O magistrado estabeleceu multa de R$ 50 mil caso a ordem judicial seja descumprida. A TV Morena já removeu a pesquisa de seus sites. A representação que resultou na suspensão da pesquisa é de autoria da Coligação Mudança de Verdade, que reúne o PRTB e o Avante.