Vídeo: Duas pessoas são mortas após confronto com o Choque na Capital

Duas pessoas foram mortas na madrugada desta quarta-feira, 09 de novembro, em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS). As vítimas fatais estavam foragidas nos bairros Aero Rancho e Caiobá, em Campo Grande (MS), e possuíam passagem por tráfico de drogas e assalto, bem como ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A primeira vítima foi identificada como Ana Paula dos Santos Silva, de 40 anos, conhecida como “Boladona”. Os policiais cumpriam ações da Operação Espartanos I, com cinco mandados de prisão para prender foragidos da Justiça de Campo Grande, quando foram recebidos a tiros pela mulher em residência do Caiobá. Boladona é suspeita de assaltar casas lotéricas e extorsão a pessoas idosas. Na ocasião, passava-se por homem.

O outro morto pelo Choque foi identificado como André Eduardo Vargas Maia, de 30 anos, vulgo “Feben”. O homem era indiciado por tráfico de drogas. Informações do Batalhão de Choque apontam que a equipe se deslocou até residência na rua Cecília Alves Correia, no Aero Rancho, por volta das 05h30 para prendê-lo, quando foram recebidos a tiros.

André tinha passagem por latrocínio. Em 2011, ele participou da tentativa de assalto a uma construtora, na Vila Bandeirantes, que terminou na morte do engenheiro eletricista Severino de Souza Júnior, de 38 anos.

Policiais do Choque foram recebidos a tiros por foragidos da Justiça – (Foto: Divulgação)

Ainda, de acordo com nota da Polícia Militar, “foi necessário o uso imediato da força proporcional para repelir a ameaça, sendo realizados disparos contra o mesmo, o qual caiu ao chão e foi desarmado pelos policiais do Choque”.

Ambas vítimas foram socorridas para o Hospital Regional, porém morreram na unidade hospitalar. Os dois evadidos do sistema prisional mortos pela madrugada possuíam ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Operação acaba com líder de facção ‘Catraca’ morto em troca de tiros com a polícia

Catraca é apontado por autoridades como chefe de uma facção criminosa no município de Sonora

Uma operação policial desencadeada no início da manhã desta sexta-feira (7) resultou na morte de Gilso Lúcio Araujo de Souza, mais conhecido como Catraca, que é apontado por autoridades como chefe de uma facção criminosa no município.

Inicialmente, a informação era de que ele e mais duas pessoas teriam morrido durante a operação que conta até com helicóptero para cumprimento de mandados na cidade de Sonora, a 351 quilômetros de Campo Grande,

Entretanto, a polícia só confirma uma morte. O delegado Allan Patrick Rodrigues da Cruz acompanha o caso.

Os moradores de Sonora estão apreensivos com a situação. Nos grupos de WhatsApp disparam áudios e questionamentos sobre o ocorrido. Por lá, a informação também era de três mortos.

“Catraca” já foi preso duas vezes por homicídio simples na forma tentada, outras duas por ameaça com agravante de violência doméstica, além de responder por tráfico de drogas, crimes de furto, roubo, desobediência, direção perigosa, furto qualificado e lesão corporal.

Policiais foram recebidos com tiros e revidaram. Gilso foi atingido e não resistiu Foto: WhatsApp/EMS

Segundo a polícia, “Catraca” era considerado o líder do PCC (Primeiro Comandado da Capital) na cidade de Sonora, alvo principal da operação realizada nesta manhã. Ao cumprir o mandado, os policiais foram recebidos com tiros e revidaram. Gilso foi atingido e socorrido para o hospital da cidade, mas não resistiu e faleceu.

A arma usada por “Catraca” foi apreendida, na casa dele a polícia encontrou dinheiro vivo, cocaína, celulares e materiais utilizados para o uso de entorpecentes. Segundo a PM, nenhum policial ficou ferido. A operação segue em andamento e mais detalhes serão divulgados em breve pelo delegado Allan Patrick Rodrigues da Cruz.

 

Ataque do PCC em presídio do Paraguai deixa um morto e quatro feridos

Ação ocorreu quando membros do PCC fizeram agentes penitenciários de refém

Um possível ataque da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) deixou um morto e quatro feridos na Penitenciaria Regional de Concepción, em Concepción, no Paraguai, país que faz fronteira com a cidade sul-mato-grossense Ponta Porã. A ação ocorreu na noite desta terça-feira, 13 de setembro, quando membros do PCC fizeram agente penitenciário de refém.

Penitenciaria Regional de Concepción – (Foto: Aldo Rojas/ABC Color)

Informações do secretário municipal de Segurança Pública de Ponta Porã, Marcelino Nunes de Oliveira apontam que o ataque iniciou por volta das 21h, quando alguns membros do PCC fizeram um dos guardas prisionais como refém. Os criminosos tomaram posse de duas pistolas e assumiram o comando da penitenciária por várias horas.

Ao todo, cerca de 14 agentes ficaram sob a mira dos membros da facção. Três dos guardas ficaram feridos, são eles Arnaldo Quintana, de 39 anos, Miguel Ángel Ibarra, de 27 anos, e Antonio Moreno, de 38 anos. Ainda, um privado de liberdade, identificado como Oscar Cabrera, de 28 anos, também ficou ferido, enquanto o irmão dele, César Alexandre Cabrera, de 25 anos, também interno do presídio, morreu vítima de dois disparos de arma de fogo.

“Rapidamente houve reação policial e militar conseguindo controlar a situação, aproximadamente à meia-noite”, informa o secretário. Além da rápida intervenção das forças policiais, o Corpo de Bombeiros e ambulâncias também atuaram na ação.

Policial Penal é preso por repassar informações ao PCC dentro do presídio

Foi deflagrada nesta segunda-feira (05) a Operação ‘Bilhete’, em Campo Grande, para o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de medidas cautelares diversas à prisão.

Informações são de que um policial penal alvo da operação, lotado no Presídio Gameleira i Foto Divulgação

De acordo com as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), foi descoberto a atuação de um policial penal que era lotado no Presídio Gameleira I. O agente estava no centro de crimes ordenados do interior do sistema penitenciário estadual, e atuava no repasse de informações e fornecimento de aparelhos celulares.

Foi investigado ainda que o agente também estava envolvido em operações de homicídios de outros policiais penais. As mensagens passadas pelo policial eram emitidas organização criminosa alvo da Operação Omertà como de integrantes da facção denominada PCC (Primeiro Comando da Capital).

O nome da Operação faz alusão ao meio utilizado pelos presos para transmissão de ordens para o mundo externo, com o apoio do policial penal.

Plano para libertar Marcola estava em computador de advogada de MS

Informações da Polícia Federal indicam que o PCC (Primeiro Comando da Capital) levantou os nomes de servidores públicos federais para sequestrá-los e usá-los como “moeda de troca” na libertação de Marco Willians Herbas Camacho, de 54 anos, o Marcola.

O plano dos encarcerados em presídios federais do país, foi encontrado no computador da advogada de Três Lagoas, Kássia Regina Brianez Trulha de Assis, de 41 anos, presa durante a deflagração da Operação Anjos da Guarda, na última quarta-feira (10).

Kássia Regina foi presa na quarta-feira em Três Lagoas, durante operação da Polícia Federal. (Foto: reprodução / rede social)

Segundo a PF, os agentes sequestrados deveriam ser levados para um cativeiro longe de seu local de origem, e caso, não houvesse negociação, os agentes sequestrados deveriam ser assassinados, segundo a coluna de Josmar Jozino do Portal Uol.

Kássia defendia presos ligados ao PCC em penitenciária estadual de Campo Grande e em presídios federais. A advogada passou por audiência de custódia ontem (11) e teve a prisão mantida pela Justiça. Ela está detida na sala de Estado-Maior destinada à prisão de advogados. A sala fica no Presídio Militar de Campo Grande, no Jardim Noroeste.

Além de Marcola, os outros presos alvos do resgate seriam, conforme a PF, Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal, condenado pela morte do juiz Antônio José Machado Dias, em março de 2003, em Presidente Prudente, a mando do PCC; Valdeci Alves dos Santos, o Colorido; Esdras Augusto do Nascimento Júnior; e Edmar dos Santos, o Quirino. Todos estão presos em presídios federais.

As investigações começaram em dezembro de 2021, quando foram monitoradas conversas de advogados e familiares de detentos na Penitenciária Federal de Brasília. Segundo a PF, os presidiários do PCC, defensores e visitantes falavam em código para tratar do plano de resgate e mencionavam as siglas “STF”, que se referia à fuga da liderança presa em Brasília, e “STJ”, que se referia à cobrança de andamento da ação.

Marcola, transferido de Brasília para a capital de Rondônia em março deste ano, era um dos líderes do PCC que seria resgatado. A mulher de Marcola também foi alvo da PF, em seu condomínio em Alphaville, na capital paulista.

 

Advogada presa repassava ordens de líder do PCC preso em MS para foragido

A advogada Kássia Regina Brianez Trulha de Assis (41) foi presa pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (10), em Três Lagoas (MS), durante a Operação Anjos da Guarda. A ação foi deflagrada contra grupo suspeito de planejar fugas de chefes de uma organização criminosa presos nas penitenciárias federais de Brasília e de Porto Velho, em Rondônia.

Advogada Kássia Regina Brianez Trulha de Assis foi presa em Três Lagoas — Foto: Redes sociais/ Reprodução

Kássia Regina é suspeita de integrar uma rede de comunicação entre os membros da organização. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que acompanha a operação. No total, foram expedidos três mandados judiciais em Mato Grosso do Sul, um de prisão e dois de busca e apreensão, em Três Lagoas e Campo Grande.

Conforme apurado, Kássia passou por audiência de custódia e teve a prisão decretada na tarde de quarta-feira. A advogada foi transferida para Campo Grande e levada para a ala dos advogados no Presídio Militar, no complexo penal do bairro noroeste.

Segundo a PF, além do provável resgate dos presos, a organização criminosa pretendia sequestrar autoridades para conseguir a soltura de criminosos, dentre outras ações.

A participação de advogados
As investigações apontam que os criminosos contavam com uma rede de comunicação mantida por advogados. Consta que os profissionais “extrapolavam as suas atividades legais” ao transmitir mensagens dos suspeitos envolvidos no plano e até cobranças dos custodiados sobre o andamento do resgate.

Para isso, os investigados aproveitavam atendimentos e visitas nos presídios e usavam situações jurídicas que sequer existiam para falar dos crimes, uma espécie de código entre o advogado e cliente.

A OAB, seccional Mato Grosso do Sul, emitiu uma nota reforçando que acompanha os casos. “A OAB/MS reafirma seu compromisso com o Estado Democrático de Direito, motivo pelo qual continuará acompanhando o caso para que todas as responsabilidades sejam esclarecidas, inclusive encaminhando as informações pertinentes à Comissão específica e ao Tribunal de Ética e Disciplina”, informaram.

Esquema envolvendo a participação de advogados na “organização” de crimes da facção também já foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso do Sul durante ações da operação “Sintonia dos Gravatas”, em março deste ano.

Na época, quatro advogados do estado foram presos por prestarem apoio à facção criminosa, inclusive em planos de atentados a autoridades policiais e do judiciário. Também foram comprovadas participações de integrantes do poder judiciário no esquema.

A operação foi batizada de “Anjos da Guarda” em referência aos servidores da segurança pública que se esforçam e se arriscam dia e noite para proteger a sociedade de criminosos. A ação conta com o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Ação conjunta prende líder do PCC na região de fronteira

Rodrigo da Silva Porto

Ação conjunta desenvolvida pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) e a Polícia Federal resultou na prisão de Rodrigo da Silva Porto, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A captura ocorreu na manhã desta sexta-feira (27/5) em um restaurante de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

No país vizinho, os policiais também o procuraram em dois locais na cidade de Pedro Juan Caballero, onde ele usava documentos falsos em nome de outra pessoa.

Durante as ações desencadeadas nesta manhã, vários documentos foram apreendidos e serão analisados pelos investigadores.

Ações ocorreram nas cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero – Crédito: Divulgação

A operação conjunta foi realizada no âmbito de uma aliança entre ambas as instituições que tem como objetivo combater o crime organizado e suas operações transnacionais.