Número de mortes por dengue em MS chega a 17

Mato Grosso do Sul registrou mais uma morte por dengue, em Três Lagoas e, com isso o total de vítimas fatais da doença em 2023 atinge 17. As informações são da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e apontam que a recente morte foi de um idoso de 94 anos, sem comorbidades relatadas.

MS possui 16.801 casos confirmados da doença em 2023

Outros óbitos foram registrados em Guia Lopes da Laguna, Dourados, Amambai, Campo Grande, Aquidauana, Três Lagoas, Laguna Carapã, Ivinhema, Ribas do Rio Pardo, Brasilândia durante esses quatro meses.

Além desses casos, o Estado investiga oito óbitos que podem ter sido causado por dengue.

Conforme dados do documento da Secretaria, MS possui 16.801 casos confirmados da doença, até o momento, em 2023. Já o número de casos prováveis chega a 34.263. No comparativo ao número de casos prováveis divulgados pelo órgão na semana anterior (31.140), o aumento foi de 3.123 casos a mais. Em todo o ano de 2022, esse total chegou a 26.548 registros acumulados, ou seja, antes de completar quatro meses, 2023, já superou esse índice.

Ao todo 71 municípios de MS apresentam alta incidência da doença. Considerados com média incidência são 7 municípios e apenas Iguatemi possui baixa incidência.

Em Campo Grande, o total de casos confirmados chega a 4.767. Em Três Lagoas a 2.520 e em Bela Vista 730, Maracaju totaliza 574 e em Dourados, o total de confirmados chega a 515.

Litoral norte de SP: Nº de mortos sobe para 48 e buscas são retomadas após novas chuvas

Equipes ainda fazem balanço de desaparecidos – último número divulgado é de 36

O número de mortos após o forte temporal no litoral norte paulista durante o carnaval subiu para 48, informou a major Luciana Soares, porta-voz do Corpo de Bombeiros, à Rádio Eldorado. Segundo ela, após as buscas serem interrompidas por causa de novas chuvas nesta terça-feira, 21, os trabalhos de procura por desaparecidos foram retomados por volta das 5 horas desta quarta-feira, 22.

De acordo com a major, ainda há riscos, mas as análises técnicas mostram que neste momento eles estão sob controle. Luciana afirma que há locais de ainda difícil acesso e há ajuda dos militares para chegar a esses pontos. São quase 200 bombeiros, além de cerca de 100 agentes do Exército, envolvidos nas operações. “A maior dificuldade é depender da condição climática”, diz a major. Muitas vezes, acrescenta, os bombeiros são obrigados a parar por causa da volta das chuvas.

Bairro de Itatinga, em São Sebastião, foi um dos mais afetados pelas chuvas Foto: Prefeitura de São Sebastião

A quantidade de desaparecidos, segundo ela, é de 36, mas ainda não foi feita atualização da lista após serem achados corpos. “Não temos como precisar (quando será) o término dessa operação”, afirma. “É bem possível que esse atendimento se estenda por meses.” Sobre a possibilidade de encontrar desaparecidos ainda com vida, a major afirmou que isso depende da obstrução das vias aéreas das vítimas.

Dos 48 óbitos confirmados, 47 ocorreram em São Sebastião e um em Ubatuba. Equipes do município de São Sebastião com psicólogas e assistentes sociais fazem um trabalho de acolhimento dos familiares das vítimas. Vinte e seis corpos (26) já foram identificados e liberados para o sepultamento. São 10 homens adultos, nove mulheres adultas e sete crianças, segundo balanço do governo de São Paulo divulgado nesta manhã. Atualmente, há mais de 1.730 desalojados e 766 desabrigados em todo Estado

Os temporais na região se tornaram os maiores registrados na história do Brasil. De acordo com o Centro Nacional de Previsão de Monitoramento de Desastres (Cemaden), as chuvas que caíram no último sábado, 18, e domingo, 19, resultaram no acumulado de 682 mm em Bertioga e 626 mm em São Sebastião, maiores valores acumulados já registrados no País.

Ocupação desordenada
Com a valorização de locais como Barra do Sahy, Baleia e Juquehy, o adensamento construtivo tem avançado em direção às encostas, desde moradias mais vulneráveis até condomínios de médio e alto padrão.

Dados extraídos da plataforma MapBiomas mostram uma urbanização crescente nas quatro cidades do litoral norte. Em São Sebastião, que concentra a maior parte das vítimas das chuvas, a área urbanizada mais do que quadruplicou (345,8%) desde 1985, chegando a 1.810 hectares em 2021. Imagens de satélite mostram a abertura de novas vias, o adensamento construtivo e a expansão para a Serra do Mar.

Números de mortes em 2022 é quase 20% maior do que antes da pandemia em MS

De acordo com levantamento realizado nos Cartórios de Registro Civil de Mato Grosso do Sul, o número de mortes em 2022 também é quase 10 vezes maior que o crescimento anual médio de óbitos antes da pandemia de Covid-19

O número de mortes em Mato Grosso do Sul, em 2022, é quase 20% maior do que o registrado antes da pandemia, aponta levantamento inédito realizado nos Cartórios de Registro Civil do estado. De janeiro a outubro deste ano, o estado teve mais de 16 mil mortes, contra quase 14 mil registradas nos dez primeiros meses de 2019, último ano antes da Covid-19.

A pesquisa aponta que o alto número de mortes no estado pode estar relacionado a doenças ligadas à Covid-19. Segundo o levantamento, entre 2019 e 2022 houve um salto de 116,2% de mortes provocadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Os óbitos em 2022 também são quase 10 vezes maior que o crescimento anual médio de mortes antes da pandemia. Durante 2021, quase 22 mil pessoas morreram em Mato Grosso do Sul. Em 2020, mais de 15,5 mil pessoas vieram a óbito no estado.

A pesquisa foi realizada com base em dados do Portal de Transparência do Registro Civil, administrado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos realizados pelos Cartórios de Registro Civil e cruzados com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que utilizam como base os dados dos próprios cartórios brasileiros.

Sequelas Covid
Nos 10 primeiros meses de 2022, foram registradas 80 mortes por SRAG contra 37 no mesmo período de 2019.

Os óbitos causados por pneumonia cresceram 5,9% na comparação entre janeiro e outubro de 2019 e mesmo período de 2022. Em 2019, 2.642 pessoas morreram pela doença, já neste ano, 2.797 mortes foram registradas.

A pesquisa também mostra um aumento de mortes por septicemia, que é uma infecção generalizada grave do organismo, que pode ser causada por fungos, bactérias ou vírus.

Em 2019, foram registradas 1.367 mortes por esta infecção nos 10 primeiros meses do estado. Já neste ano, mais de 1.795 pessoas perderam a vida por septicemia no estado durante o mesmo período. Isso representa um aumento de 31,3% no comparativo entre 2019 e 2022.

O presidente da Arpen-Mato Grosso do Sul, Marcus Roza relata que os dados chamam a atenção. “Estamos com um controle maior da contaminação, diminuição de hospitalização e de óbitos pela Covid-19, porém o vírus tem deixado sequelas significativas na população sul-mato-grossense. Com esses números percebemos que há um alerta em relação à doenças que podem estar ligadas ao vírus e podemos pensar em campanhas preventivas e até mesmo em políticas públicas voltadas para a saúde em todo o estado de Mato Grosso do Sul”, comenta.

Também foi registrado um aumento de mortes relacionadas a doenças do coração em Mato Grosso do Sul. De acordo com a pesquisa, entre janeiro e outubro deste ano cresceram as mortes por Causa Cardiovasculares Inespecíficas (20,2%), AVC (1,9%) e Infarto (1,8%) em comparação com o mesmo período de 2019.

Cresce índice de famílias endividadas em Campo Grande

Em números absolutos, são 198.005 famílias endividadas em setembro na Capital

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), referente a setembro, mostra que houve um aumento no número de famílias endividadas em Campo Grande pelo segundo mês consecutivo.

O cartão de crédito segue na liderança como principal fonte de endividamento dos campo-grandenses

Em setembro deste ano o percentual atingiu 61,9% de endividados na Capital, contra 59,7% no mês de agosto.

Em números absolutos, são 198.005 famílias endividadas em setembro, seja com cartões de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, carnês de lojas, financiamento de carro ou casa. Os endividados com contas em atraso correspondem a 27,7% dos entrevistados e os que não terão condições de pagar as dívidas somam 12,6%.

O cartão de crédito continua na liderança absoluta como principal fonte de endividamento dos campo-grandenses (67,2%), seguido pelos carnês (20,5%). Financiamento de carro (9,3%), financiamento de casa (8,1%) e crédito pessoal (8,1%) vêm logo em seguida.

“Apesar do aumento, percebemos que o índice dos muito endividados é de 15,6% e o de pouco endividados é de 27,7%, um número considerável. O percentual de quem ganha até 10 salários mínimos é ainda maior (63,8%), o que demonstra o impacto do endividamento e dos juros elevados no orçamento das famílias de menor renda”, afirma a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), Regiane Dedé de Oliveira.

Bioparque Pantanal amplia número de vagas para visitantes

As visitas poderão ser guiadas ou autoguiadas com condutores posicionados em pontos estratégicos do complexo

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (29), a diretoria do Bioparque Pantanal anunciou que ampliará o número de vagas para visitantes a partir de segunda-feira (1°). Segundas, quartas e sábados, serão 500 vagas a mais. Nos demais dias, exceto domingo, quando o local não abre, serão destinadas mil vagas a população.

“Estava tendo uma procura muito grande, portanto montamos uma logística para atender mais pessoas sem perder a qualidade. Aumentamos nosso efetivo de segurança, condutores e sinalizamos os espaços para que todos possam se sentir acolhidos e seguros”, explicou a diretora do complexo, Maria Fernanda Balestieri.

A diretoria do Bioparque Pantanal anunciou que ampliará o número de vagas para visitantes a partir de segunda-feira

O agendamento de visitas pelo site agendamento.bioparquepantanal.ms.gov.br ainda permanece, porém com alteração na data e horário. As visitas para setembro poderão ser agendadas com uma semana de antecedência, toda segunda-feira, a partir das 8h. Sendo assim, o agendamento para a primeira semana do mês de setembro pode ser feito na última segunda-feira de agosto.

A reserva de datas para grupos escolares continua uma vês por mês, por questão de logística. A agenda para setembro abre no dia 29 de agosto.

“Buscamos sempre melhorar a experiência das pessoas que buscam o agendamento, e devido ao grande número de acessos por minuto no site, optamos por essa mudança. Não será mais necessário a pessoa ficar acordada até tarde para agendar sua visita, sem falar que teremos técnicos a nossa disposição, caso aconteça algum problema no sistema”, explicou Maria Fernanda.

Horários

Nas segundas e quartas-feiras o Bioparque recebe a visita de estudantes e para não comprometer o fluxo de pessoas, 200 senhas para visitantes serão distribuídas a partir das 10h e mais 300, a partir das 15h. Terças, quintas e sextas-feiras, 400 senhas serão distribuídas a partir das 8h e mais 600 a partir das 13h30. No sábado, as senhas serão distribuídas a partir das 8h.

Terças, quintas e sextas-feiras, serão distribuídas 400 senhas pra visitação no Bioparque Pantanal

Após o recebimento da senha, a pessoa será direcionada a fazer o cadastro por meio de QR Code.
Vistas autoguiadas

Uma outra novidade no complexo são as visitas autoguiadas. O visitante poderá conhecer todo o espaço de forma livre e no tempo que achar necessário, mas receberá informações de condutores posicionados em pontos estratégicos do local. Se o visitante preferir, ele pode fazer a visita guiada em grupo.