Sobrinho do ex-prefeito Marquinhos Trad, acusado de assédio, ele defendeu o tio na Câmara
Advogado e vereador em Campo Grande, Otávio Trad (PSD), que exerce seu terceiro mandato, discursou na última terça-feira (2), durante Sessão Ordinária, na Câmara Municipal de Campo Grande e disse que assédio não deve ser considerado um estupro, muito menos crime. Ele é sobrinho do ex-prefeito de Campo Grande – e pré-candidato ao Governo do Estado – Marquinhos Trad, que recentemente foi denunciado por assédio’ sexual.
“Imputar questões pessoais como se assédio fosse, estupro, e até mesmo questões criminais… não podemos admitir”, disse Otávio Trad. Na mesma linha, Marquinhos nega os fatos alegando ‘perseguição política’, embora tenha confirmado um caso extraconjugal dentro do gabinete.
Uma das denunciantes, que na época tinha 17 anos e era estagiária, retirou a queixa com medo de “perseguição”, e alguns meses depois acabou sendo nomeada sem concurso público na Prefeitura.
Cerca de 9 mulheres (e o marido de uma delas) acabaram procurando a Polícia Civil, que abriu inquérito, que tramita em segredo de justiça na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande.
O assédio sexual exige que o criminoso use sua condição de ocupar cargo superior no local de trabalho de ambos, com objetivo de constranger a vítima a lhe conceder vantagem sexual. Por exemplo, chefe que ameaça demitir secretária, se ela não atender seus convites para saírem juntos.
E o que diz a lei sobre estupro?
O estupro de acordo com a lei é um crime intrincado em sentido abrangente que causa o constrangimento ilegal de uma pessoa (homem ou mulher) com o objetivo específico em obter a conjunção carnal ou quaisquer outros atos libidinosos. Lei nº 12.015/09 passou a definir, mediante seu artigo 213.
Marquinhos Trad congelou IPTU mas não criou alternativas para compensar a perda de receita
Teve início nesta semana mais uma queda de braço entre a prefeitura e a Santa Casa, maior hospital do Estado. Na pauta, o reajuste no contrato que estabelece os valores que o município paga todos os meses pela compra dos serviços de Saúde disponibilizados à população. Sem dinheiro em caixa, a prefeita Adriane Lopes terá de encontrar saída para superar mais esse desafio.
Marquinhos e Adriane Lopes: bomba-relógio do populismo continua fazendo estragos Foto Divulgação
É mais uma herança maldita que compõe o “legado” do ex-prefeito Marquinhos Trad à população de Campo Grande. Ao optar pela iniciativa populista de não reajustar o IPTU para este ano, foi duplamente irresponsável, pois também não apontou alternativas para compensar a perda de receita. Agora, a conta chegou.
O hospital recebe hoje, pelos serviços que presta à prefeitura, R$ 24 milhões em recursos dos governos federal, estadual e municipal.
Em paralelo, a direção da Santa Casa alega possuir déficit mensal de R$ 12 milhões, ou seja, o equivalente a metade do que ela recebe todos os meses da prefeitura. Só de tributos federais e municipais em atraso, o hospital desembolsa perto de R$ 6 milhões por mês.
Para piorar, os enfermeiros estão pressionando os gestores do hospital em busca de reajuste salarial de 10,16%, que diz respeito apenas à reposição inflacionária. E já falam em entrar em greve.
IPTU zero
No dia 4 de novembro do ano passado o então prefeito Marquinhos Trad anunciou reajuste de 10,05% no valor do IPTU para o exercício de 2022. Após ser duramente criticado pela população, cinco dias depois ele voltou atrás e no dia 9 de novembro convocou coletiva de imprensa para anunciar que o reajuste seria zero.
Apesar de amparado por lei para aplicar o reajuste, o ex-prefeito não o fez. Preferiu fazer média com a população ao abrir mão de um tributo fundamental para o município e não buscou alternativas, outras fontes de receita para tapar esse rombo.
Paralelamente, manteve uma folha salarial inchada, não reduziu despesas e estourou todos os índices econômicos e financeiros estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Hoje, essa atitude irresponsável traz os seus reflexos. E estes estão sendo suportados pela prefeita Adriane Lopes, que todos os dias tem de ter muita criatividade para administrar um município cujas contas estão em completo desequilíbrio.
Mais problemas
No final de junho, a prefeita teve que buscar ajuda do governo do Estado para evitar que o transporte público entrasse em colapso em Campo Grande.
Até dezembro, está garantido repasse do governo para bancar a gratuidade dos alunos da rede pública estadual matriculados em escolas municipais da Capital.
Na semana passada, os Guardas Civis Metropolitanos anunciaram greve. Reivindicam reajuste salarial e a paralisação só não ocorreu ainda por força de liminar da Justiça. Mas o problema continua.
Ontem, foi a vez de a Santa Casa dar o ar da graça, já que o contrato com a prefeitura venceu e o hospital quer reajuste nos valores. É justo, pois a inflação vem corroendo o valor de nossa moeda, ao mesmo tempo em que tudo sobe de preço.
Socorro imprescindível
Como no caso do transporte público, mais uma vez o governo do Estado terá de intervir e auxiliar a prefeita de Campo Grande a solucionar esse novo problema que é o reajuste do contrato com a Santa Casa.
Do contrário, o caos vai se instalar na Saúde na Capital, pois a prefeitura está quebrada e não tem dinheiro para assumir novos compromissos financeiros.
Enquanto isso, Marquinhos Trad mantém seu périplo pelo Estado, vendendo a mentira de que além de “ungido por Deus” é um excelente e “já testado” gestor e que Campo Grande está uma maravilha.
Com a menor rejeição entre todos os pré-candidatos, ele mostra força e perspectiva de crescimento
O pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Riedel (PSDB), alcançou 23,1% das intenções de voto em um cenário de disputa com o ex-governador André Puccinelli (MDB) e o ex-prefeito Marquinhos Trad (PSD). É o que mostra a nova rodada do Instituto Ranking, divulgada neste domingo (3). Nesta projeção, André surge com 27,2%, e Marquinhos com 28,4%. Outros 21,3% disseram que vão votar nulo ou em branco, não sabem em quem votar ou não quiseram responder.
O resultado é considerado excelente e mostra o potencial de votos de Riedel, especialmente diante de sua baixíssima rejeição, de apenas 3,7%. André Puccinelli tem a maior rejeição, de 27%, seguido por Marquinhos Trad, com 16,5%. Capitão Contar apresenta 11% de rejeição, e Rose Modesto 4,2%.
Riedel também cresceu na pesquisa estimulada em um cenário sem Capitão Contar, aparecendo com 17,5%, contra 22,5% de Marquinhos e 21,6% de André.
EQUILIBRIO
Para se ter uma ideia do equilíbrio, entre o primeiro colocado que é Marquinhos, e o quarto Eduardo Riedel, existem apenas 4.40% de diferença, sendo que a campanha não começou e sequer aconteceram as convenções partidárias.
Segundo o autor do trabalho de pesquisa, Toni Ueno, “subir um ou dois pontos nesse quadro tem que ser comemorado”.
Ele explica que votos para serem conquistados são poucos, e terão “que ser tirados” um do outro, o que torna a campanha mais difícil. Na pesquisa aparecem ainda, mas abaixo dos dois dígitos, Capitão Contar (PRTB), Gisele Marquês (PT) e Luhhara Arguelo (PSOL).
O Instituto ouviu 3 mil eleitores em 30 municípios de Mato Grosso do Sul entre os dias 27 de junho e 2 de julho, com intervalo de confiança de 95% e uma margem de erro de 1,8% para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na justiça eleitoral com os números MS-02344/2022 e BR-05621/2022.
Após o impasse envolvendo o transporte coletivo da Capital, que no dia 21 de junho de 2022 resultou na greve dos trabalhadores do setor, devido à falta de cumprimento de honorários por parte da concessionária responsável, na última terça-feira (28) o governador Reinaldo Azambuja voluntariamente assumiu o compromisso do Governo do Estado arcar com todos os custos dos estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE) que utilizam o transporte coletivo na Capital. O anúncio foi feito durante reunião com a prefeita Adriane Lopes.
O vereador Marcos Tabosa (PDT), enalteceu o comprometimento da gestão do Governo do Estado, lembrando que ingrato é o ex-prefeito da Capital Marquinhos Trad. “Ele se diz ficha limpa, diz que as filhas estão livres e que tem candidato andando de tornozeleira”, fazendo alusão ao processo que o filho do governador respondia, que foi arquivado pela justiça, e também ao fato do ex-governador André Puccinelli ter sido detido no ano passado.
“Isso é ingratidão pura, o governo do Estado sempre socorreu a prefeitura de Campo Grande, Marquinhos sempre foi pedir ajuda e foi contemplado também”, comentou sobre os recursos cedidos pelo Estado para tapar buraco em Campo Grande, também liberou para todas as contrapartidas dos convênios do Governo Federal, para Avenida Mato Grosso e para a reforma do Guanandizão.
“O Governador Reinaldo Azambuja mostra grandeza, mostra que é um estadista de verdade, não olha para trás, enquanto Marquinhos segue sua sina de ingratidão e críticas ao governo do Estado, por outro lado usando de serenidade a prefeita Adriane Lopes pela segunda vez em menos de 40 dias foi atendida pelo Governo. Na primeira em maio conseguiu a liberação de R$ 80 milhões para construir diversas obras, entre elas a nova Feira Central, novo acesso as Moreninhas entre outras e dessa vez sai de lá com a garantia de R$ 14,4 milhões para custear a passagem do nosso transporte” calculou.
“Ingratos sempre vão existir, faz parte da essência do indivíduo. O ingrato não reconhece que sem ajuda, não chegaria a lugar nenhum. Esquece com muita facilidade as coisas boas que lhe fizeram”, finalizou.
O pré-candidato do PSD ao Governo de Mato Grosso do Sul, Marquinhos Trad, está desenvolvendo um programa de governo que atenda uma das maiores reivindicações do Estado: emprego. No Vale do Ivinhema, recebeu relatos das dificuldades encontradas por mulheres em busca de uma vaga no mercado de trabalho.
“Muitas mulheres trabalhando no serviço pesado por falta de oportunidades. Nesta região, grande parte dos homens trabalha na roça. Por falta de oportunidade, elas também acabam indo trabalhar neste serviço, bastante pesado, e sofrem bastante. O Governo precisa estar atento a essa necessidade, a qualificação, incentivo a cooperativas para ampliação da renda e geração de emprego, uma necessidade em quase todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Algo que um governo mais atento, em diálogo com a população, teria resolvido”, argumentou.
Marquinhos trabalha em um programa de governo diferenciado para geração de emprego, com apoio a chegada de novos empresários e oportunidade de crescimento para os que já atuam no Estado.
“Infelizmente, as contas não batem. Temos um Estado rico, com muitas pessoas passando fome, vivendo com menos de um salário mínimo por mês. Uma carga tributária alta, que sacrifica principalmente os pequenos empresários, que não conseguem investir e gerar mais emprego”, criticou.
Marquinhos aposta na revisão da política tributária, que resultará em um crescimento maior do Estado. “Deixaremos Mato Grosso do Sul mais competitivo. Inicialmente, pode-se ter perda, mas o comércio vai ganhar, porque contratará mais pessoas e todo mundo cresce junto. Muitas cidades do interior sobrevivem de poucos frigoríficos ou usinas e não há uma política de incentivo a novas indústrias. Hoje, por falta de oportunidade, o jovem sai de sua cidade e nunca mais volta”, concluiu.