Com mais quatro mortes, MS chega a 12 óbitos por dengue no ano

Mortes confirmadas nesta quarta-feira (5) aconteceram em Campo Grande, Três Lagoas e Laguna Carapã

Mato Grosso do Sul confirmou, nesta quarta-feira (5), mais quatro mortes por dengue, conforme o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Com isso, o total de óbitos pela doença no estado em 2023 chega a 12 em quatro meses, metade do total registrado no ano passado.

O mosquito que transmite a dengue, Aedes aegypti (Foto pública)

Segundo o levantamento, os três novos óbitos ocorreram entre os dias 21 a 29 de março, nas cidades de Campo Grande, Três Lagoas e Laguna Carapã. São três mulheres e um homem, com idades entre 3 e 82 anos.

Em quatro meses, Mato Grosso do Sul confirmou 10.987 casos de dengue. Em contrapartida, em todo ano de 2022 foram 21.328 mil casos da doença.

Governo garante pacote de R$ 13 milhões para enfrentamento a dengue e doenças respiratórias

O Governo do Estado publicou pacote de R$ 13 milhões para auxiliar os 79 municípios dentro do Programa Estadual de Enfrentamento às Arboviroses (dengue, chikungunya e zika virús), e a Sazonalidade de Vírus Respiratórios. O ato visa normatizar ações de promoção, prevenção e atenção a saúde e apoio financeiro de custeio aos municípios para o enfrentamento das arboviroses e vírus respiratórios.

“É uma ação, como sempre falamos na campanha, que marca o início de todo um processo de apoio do Estado à ação primária da saúde. É uma responsabilidade dos municípios e o Estado ao lançar essas ações, ele começa a trabalhar o apoio a atenção primária. Estamos em um momento específico de contaminação muito grande de viroses, está sobrecarregando o sistema da atenção primária e dos hospitais de MS. Então esse apoio é aos municípios são recursos que serão usados nos postos de saúde”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Para a secretária estadual Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, o Programa de Enfrentamento das Arboviroses e SRAG é um pacote de várias resoluções. “Eles englobam medidas e ações que foram organizadas pelo COE (Centro de Operações de Emergência) da Saúde e pelo Governo do Estado e – que contou com o apoio do nosso governador Eduardo Riedel –, visando a organização da Atenção Primária em Saúde tanto quanto a questão dos insumos, recursos humanos, destinação de salas de hidratação, em questões relacionadas ao manejo clínico destas doenças, aumento de horário das unidades de saúde para funcionar além do horário normal de expediente e o fortalecimentos das UPAS 24h. Tudo para que o paciente seja atendido o mais rápido possível e evitando as hospitalizações”. descreveu.

Além das medidas que foram postas no Diário Oficial desta quarta-feira (5), Maymone frisa que outras ações já estão sendo preparadas pelas equipes técnicas como o apoio do Telessaúde aos profissionais do setor, que vai contar com apoio da telemedicina, por meio do suporte de médicos pediatras e infectologistas, que vão ajudar todas as equipes de saúde dos municípios. Além disso, os protocolos de regulação estão sendo delineados e apoiados pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a Fiocruz.

Secretária estadual Saúde em exercício, Crhistinne Maymone (Foto: Bruno Rezende)

“A regulação estadual está atenta quanto a taxa de ocupação de leitos hospitalares, nós fizemos o alerta e temos divulgado os boletins, fazendo o acompanhamento diário do cenário e da situação de saúde dos 79 municípios. A imunização neste momento é importante, estamos fazendo a abertura salas de vacinação além do horário previsto e os municípios precisam fazer a busca ativa das pessoas que precisam ser vacinadas, o público infantil e os idosos são os alvos”, esclarece Maymone.

Além disso, diante do feriado prolongado de Páscoa, a orientação é que os pais evitem expor as crianças em locais de aglomerações. Quem estiver com sintomas gripais deve evitar realizar visitas, principalmente, em crianças recém-nascidas e em idosos. Além disto, que ainda apresentar os sintomas gripais deve seguir todas as medidas de biossegurança como o uso de máscara.

A população deve procurar as unidades de saúde e completar a carteira de vacinação, se imunizando contra a Covid-19 e a Influenza.
O COE (Centro de Operações de Emergência) fará um novo encontro nesta quarta-feira (5), na SES para a definição de novas medidas. E às 15h30, uma na CIB (Comissão Intergestores Bipartite) que reúne os secretários municipais de saúde dos 79 municípios de forma virtual.

Fortalecimento de ações de vigilância e prevenção

Com aporte de R$ 4 milhões, o Incentivo de Custeio para o enfrentamento as Arboviroses e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem como objetivo fortalecer as ações de vigilância, prevenção, atenção primária e organização da rede de atenção municipal para o atendimento de casos suspeitos e confirmados de Arboviroses e SRAG, em conformidade com as diretrizes do SUS.

Assim o recurso pode ser usado em ações como aumento da capacidade de atendimento da rede municipal de saúde, por meio da ampliação do horário de atendimento das unidades básicas de saúde. Aquisição de medicamentos e insumos necessários para reforço no atendimento da população, auxilio no custeio de horas trabalhadas por profissionais de saúde especificamente para as ações emergenciais descritas nesta portaria, bem como, incentivar o custeio de atividades de mobilização para combate ao mosquito Aedes, incluindo aquisição de materiais e insumos e também para o auxílio no custeio de atividades de ampliação do hemograma e reforço da hidratação oral e venosa na APS.

Desta forma, a SES/MS esclarece que o incentivo financeiro será repassado em parcela única, considerando a sazonalidade das Arboviroses e a alta incidência de SRAG, diretamente do  FES (Fundo Estadual de Saúde) para o FMS (Fundo Municipal de Saúde).

Fica definido para às Arboviroses

Quanto a vigência da alta incidência de arboviroses ficam estabelecidas as seguintes medidas a serem cumpridas pelos municípios sul-mato-grossenses como: instituir, no âmbito municipal, comissões de articulação e monitoramento das ações de prevenção e eliminação de focos do mosquito Aedes; Intensificar as ações de controle vetorial nas áreas com altos índices de infestação e/ou transmissão de dengue, febre de chikungunya e zika vírus, promovendo mutirões ou força tarefas, para educação em saúde, eliminação, adequação e tratamento químico de locais para reprodução do mosquito; intensificar nas ações de rotina a identificação de possíveis criadouros nos estabelecimentos sujeitos à vigilância sanitária, tanto nas áreas externas quanto internas, realizando a devida autuação para fins de processo administrativo sanitário.

Há ainda a necessidade de que os municípios façam a recomposição de equipes de Agentes de Combate às Endemias (ACE), na proporção de 1 ACE para cada 1.000 imóveis nas áreas infestadas; ações de intensificação da notificação e registro no SINAN Online de todos casos suspeitos de dengue, possibilitando o monitoramento da situação epidemiológica da doença; intensificação das atividades de bloqueio de transmissão diante da notificação de casos suspeitos, promovendo o tratamento químico e eliminação de locais para reprodução do mosquito; ações de comunicação voltada a população para maior engajamento no enfrentamento a infestação do mosquito Aedes; atividades de capacitação das equipes de saúde para a classificação de risco e o manejo e assistência ao paciente suspeito e/ou confirmado para a dengue.

Cabe ainda aos municípios fazer o alertar aos serviços de saúde sobre a necessidade de realizar a suspeita e notificação do caso suspeito durante o primeiro atendimento, promovendo o manejo clínico adequado conforme o Fluxograma de Classificação de Risco e Manejo do paciente com Dengue do Ministério da Saúde; a triagem dos pacientes com suspeita de dengue nas portas de entrada da rede atenção à saúde, realizando a classificação de risco e iniciando a hidratação oral a todos os pacientes acolhidos ainda na sala de espera; a definição do fluxo e as rotinas para a coleta de exames para acompanhamento dos casos suspeitos, como o hemograma, com resultado em até 4 horas, conforme indicação e periodicidade indicada na classificação de risco.

Há ainda a necessidade de implementar unidades de reposição volêmica destinadas à hidratação, preferencialmente venosa, de pacientes por um tempo de permanência de até 24 horas, necessário para a estabilização ou encaminhamento para unidade de saúde de maior resolutividade; garantia de insumos e medicamentos em quantidade suficiente para atender os casos suspeitos e confirmados da doença, preparando os serviços de saúde para um aumento na demanda; ações de acompanhamento dos casos em suspeita de dengue, com a utilização do cartão de acompanhamento do paciente com suspeita da doença para a garantia da continuidade do cuidado; a definição do fluxo de atendimento e unidades de referência e contra referência para casos atendidos na atenção primária e que necessitam de encaminhamento para hospital, unidade de pronto atendimento e unidades de reposição volêmica e a realizar busca ativa de pacientes vinculados à área de abrangência da unidade de APS, incluindo busca ativa de casos novos e pacientes faltosos no retorno programado.

Para o enfrentamento da SRAG

Para o enfrentamento às SRAG ficam estabelecidas as seguintes medidas a serem cumpridas pelos municípios sul-mato-grossenses como: instituir, no âmbito municipal, comissões de articulação e monitoramento das ações de prevenção de Doenças Respiratórias e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG); intensificar ações de vacinação; promover ações de intensificação da notificação e registro no SINAN Online de todos casos de síndrome gripal e SRAG, possibilitando o monitoramento da situação epidemiológica da doença; intensificar as atividades de capacitação das equipes de saúde para a classificação de risco e o manejo e assistência ao paciente com síndrome gripal e/ou SRAG.

Há ainda a necessidade de instituir medidas para evitar contágio de doenças respiratórias nas unidades de saúde. Alertar os serviços de saúde sobre a necessidade de realizar a notificação do caso suspeito durante o primeiro atendimento, estratificar o risco e promover o manejo clínico adequado conforme a Classificação de Risco e Manejo do paciente com Influenza e/ou COVID-19 e demais vírus respiratórios do Ministério da Saúde; garantir insumos e medicamentos em quantidade suficiente para atender os casos suspeitos e confirmados da doença, preparando os serviços de saúde para um aumento na demanda.

Na relação ainda consta que APS/ESF deve assumir papel resolutivo frente aos casos leves e de identificação precoce e encaminhamento rápido e correto dos casos graves, mantendo a coordenação do cuidado destes últimos. Além de intensificar ações de acompanhamento dos casos de síndrome gripal em menores de cinco anos, gestantes, puérperas e idosos para a garantia da continuidade do cuidado. E de definir fluxo de atendimento e unidades de referência e contra referência para casos atendidos na atenção primária e que necessitam de encaminhamento para hospital ou unidade de pronto atendimento e realizar busca ativa de pacientes vinculados à área de abrangência da unidade de APS, incluindo busca ativa de casos novos e pacientes faltosos no retorno programado.

Prazo para a execução das ações

Assim os municípios contemplados por esta portaria terão o prazo até 31 de agosto de 2023, após o recebimento da parcela única, para executar o incentivo financeiro. Quanto a prestação de contas deste recurso deverá ser realizada pelo município no Relatório Anual de Gestão. O município deverá incluir a ação na Programação Anual de Saúde – PAS e prestar contas por meio do Relatório Anual de Gestão – RAG. O recurso correrá à conta de orçamento próprio da SES/Fundo Especial de Saúde (FESA), proveniente do Tesouro Estadual, no valor total de R$ 4 milhões e será repassado mediante transferência ao Fundo Municipal de Saúde. O município deverá enviar termo de adesão e plano de ação à SES até 20 de abril de 2023.

Programa Saúde na Hora

Com aporte de até R$ 2 milhões, o incentivo estadual para o “Programa Saúde na Hora” pelo tempo de abril a julho/2023 será em carácter temporário. O programa trata da implantação do horário estendido de funcionamento das Unidades de Saúde da Família (USF) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) O “Programa Saúde na Hora” conta agora com a possibilidade de adesão em quatro tipos de formato de funcionamento em horário estendido: USF com 60 horas semanais, USF com 60 semanais horas com Saúde Bucal, USF com 75 horas semanais com Saúde Bucal e USF ou UBS com 60 horas semanais Simplificado.

O incentivo de custeio temporário será no valor de 30% (trinta por cento) calculado sobre o valor do incentivo repassado pelo Ministério da Saúde. Para o recebimento dos recursos financeiros estaduais será obrigatório a UBS manter em todo o seu horário de funcionamento: atenção à demanda espontânea com Acolhimento com Classificação de risco; processo de imunização, utilizando os documentos para organização das salas de vacina; atendimento médico e de enfermagem (enfermeiro e auxiliar ou técnico de enfermagem); agendamento programado das condições de saúde, tendo em vista a atribuição da APS, como responsável pela prevenção de agravos, promoção à saúde, diagnóstico, tratamento, manutenção, recuperação da saúde dos usuários; consultas odontológicas.

Neste caso, os indicadores estabelecidos serão monitorados e avaliados anualmente conforme os sistemas. Assim, para o município fazer jus ao recebimento dos incentivos temporários, os municípios deverão cumprir as regras de credenciamento/habilitação /cadastro/ financiamento disposto nas normativas nacionais vigentes, bem como fazer adesão. Caso o município apresente inconsistência nos relatórios de produção das equipes de Saúde da Família e/ou Saúde Bucal emitidos pelo SISAB/eGESTOR sem a devida comprovação do cumprimento dos indicadores, o mesmo não terá direito ao recebimento do repasse estadual.

A comprovação da aplicação dos recursos financeiros transferidos por força deste Decreto deverá ser apresentada no Relatório Anual de Gestão (RAS). O recurso correrá à conta de orçamento próprio da SES/Fundo Especial de Saúde (FESA), proveniente do Tesouro Estadual, no valor total de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) e será repassado mediante transferência ao Fundo Municipal de Saúde.

UPAS 24h

Com aporte financeiro de R$ 7.074.000,00, o incentivo financeiro estadual de custeio para apoio e fortalecimento da Rede de Urgência e Emergências (Unidades de Pronto Atendimento – UPA 24h) no Estado de Mato Grosso do Sul em caráter temporário visa apoiar as Secretarias Municipais de Saúde, gestoras das UPA 24h, no custeio de recursos humanos, insumos e medicamentos devido ao cenário epidemiológico de aumentos de casos de síndrome respiratória aguda grave em crianças e arboviroses na população geral;

O Incentivo financeiro conforme o porte/classificação da UPA 24h, será no equivalente a 100% utilizando-se como base o custeio estadual mensal. A UPA 24h deverá obrigatoriamente dispor de sala/espaço de hidratação venosa/reposição volêmica.

Para fins de monitoramento, a SES considerará os indicadores da UPA 24h (número de atendimentos médicos número de atendimentos com classificação de risco por mês) a serem registrados no formato Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado – BPA – I, no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA-SUS) e acompanhará os pedidos de internação hospitalar via Central Estadual de Regulação.

O recurso correrá à conta de orçamento próprio da SES/Fundo Especial de Saúde (FESA), proveniente do Tesouro Estadual, no valor total de R$ 7.074.000,00 (sete milhões e setenta e quatro mil reais) e será repassado mediante transferência ao Fundo Municipal de Saúde. A prestação de contas da utilização dos recursos previstos nesta Resolução deve constar do Relatório Resumido da Execução Orçamentária, do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) e do Relatório de Gestão Anual, os quais devem ser apreciados pelos Conselhos de Saúde e encaminhados aos respectivos Tribunais de Contas.

O município deverá enviar termo de adesão até 20 de abril de 2023 e obrigatoriamente só poderá aderir a este incentivo se o município que estiver feito adesão referente às Resoluções SES n. 14 e 15/2023.

Unidades de Saúde da Família atenderão casos leves de dengue e síndromes respiratórias

O atendimento será realizado de 7h às 19h em 15 unidades espalhadas pelas seis regiões urbanas de Campo Grande

Para desafogar Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs), as Unidades de saúde da família (USFs) farão atendimento de pacientes que apresentem casos leves de síndromes respiratórias, dengue e outras Arboviroses em Campo Grande.

Unidades de saúde da família (USFs). — Foto: Reprodução

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) referenciou 15 unidades espalhadas pelas seis regiões urbanas, que funcionarão em horário estendido para atender os pacientes de menor gravidade nas referidas condições clínicas, sem a necessidade de agendamento.

O atendimento será realizado de 7h às 19h nas seguintes unidades:

Clínica da Família Iracy Coelho,
Clínica da Família Portal Caiobá,
Clínica da Família Nova Lima,
USF Batistão,
USF Coophavila,
USF Itamaracá,
USF Noroeste,
USF Jardim Presidente,
USF Moreninha,
USF Oliveira,
USF Paulo Coelho Machado,
USF Santa Emília,
USF Serradinho,
USF Tiradentes,
USF Vida Nova.

Cenário
Atualmente, mais de 60% do volume de atendimento das unidades de urgência e emergência são de pacientes classificados como azul e verde, ou seja, de menor gravidade e que poderiam ser atendidos na Atenção Primária.

“Neste momento, estamos passando por um surto de doenças respiratórias e de dengue em nossa cidade e isso fez com que a demanda das unidades de urgência aumentassem em mais de 30%. Desta forma, a recomendação é de que a população busque atendimento nas unidades básicas e de saúde da família, evitando assim longas esperas por atendimento”, explica o secretário municipal de saúde, Dr. Sandro Benites.
As outras 59 unidades básicas e de saúde da família do município devem manter os atendimentos às demandas espontâneas e programadas, de acordo com a organização de cada uma.

Governo de MS fará ação em escolas para combater mosquito Aedes aegypti

O Governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Saúde e Educação, realiza parceria intersetorial para o desenvolvimento de ações de conscientização e combate às arboviroses (dengue, zika e chukungunya) nas escolas das redes estadual e municipal dos 79 municípios. Devido ao aumento de casos principalmente, de dengue e chikungunya, a estratégia é conscientizar os alunos para fortalecer às ações de combate e mitigar as doenças no Estado.

A ação vai contar com todas as áreas da educação (Foto: Divulgação SES)

Para o assessor militar na SES, coronel Marcello Fraiha, a ação chega em um momento em que precisamos de todo o apoio da população, em especial das crianças e adolescentes., justamente, porque serão eles que irão reforçar essa conscientização com os pais ou responsáveis em casa.

“Nós também queremos levar essa ação para todas as escolas particulares a fim de ampliar a nossa campanha. Então, vamos trabalhar em parceria com a SED essas ações no mês de abril, em especial com o DIA D que vai acontecer no dia 20 de abril. Por isso, contamos com a participação de todos, pais, professores e os alunos”, destaca o coronel.

Para o coordenador do COGES (Coordenadoria de Gestão Escolar) da SED, Adalberto Nascimento, esta ação vai contar com todas as áreas da educação.

“Chamamos para participar as diversas áreas da Educação, desde os profissionais que cuidam dos ensinos médio, fundamental, ensino técnico, do ensino afirmativo indígenas e quilombolas, além de outras áreas para compor esse grupo técnico, juntamente com às áreas técnicas da SES para que possamos trabalhar os conteúdos e desenvolver ações estratégicas com esses estudantes para atender esta campanha de conscientização. É um momento em todos devemos participar para combater o principal vetor que é o mosquito Aedes aegypti”, declara.

Sobre a campanha

Com o retorno das aulas em fevereiro, o Governo do Estado já havia desenvolvido uma ação junto aos alunos de conscientização em alusão a campanha lançada “vença a dengue sem zum zum zum”.

A ideia foi construir uma campanha que incentivasse a população a praticar o combate efetivo contra a dengue por meio de medidas simples. A campanha traz a personagem da ‘vovó’ que representa a figura do cuidado para nós e que incentiva todos a fazerem as medidas simples de combate à dengue que muitos conhecem mais acabam não praticando no dia a dia.

Com ampla divulgação, o filme da campanha remete a filmes de sucesso no cinema, como ‘Sinais’, ‘Karatê Kid’ e o ‘O bom, o mau e o feio’, além de fazer a fusão entre a animação e a realidade do dia a dia no mesmo roteiro, com o intuito de atingir todas as faixas etárias da população para que todos se unam neste combate necessário ao mosquito da dengue.

Campo Grande tem 7 bairros em altíssima incidência de dengue; veja quais são

De acordo com a secretaria municipal de Saúde (Sesau), a capital já está em epidemia da doença

Campo Grande tem sete bairros em altíssima incidência de dengue, segundo levantamento mais recente da secretaria municipal de Saúde (Sesau). Conforme a lista, os bairros em alerta são:

Caiobá;
Chácara dos Poderes;
Maria Ap. Pedrossian;
Noroeste;
Rita Vieira;
Tijuca;
Tiradentes.

Mapa mostra bairros com alto risco de dengue

Ao todo, até a última atualização, 4.414 casos foram notificados na capital. Segundo a própria Sesau, Campo Grande já enfrenta uma epidemia de dengue.

O último boletim epidemiológico também informa uma morte pela doenças e dois casos graves em tratamento. Em Campo Grande, a incidência está em 475 casos para cada 100 mil habitantes, segundo a pasta da Saúde.

Epidemia

A superintendente em vigilância da secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau), Veruska Lahdo, afirmou, nesta quarta-feira (29), que a capital está em epidemia de dengue. De acordo com informações obtidas pelo g1, a situação em Campo Grande ainda é considerada como controlada.

“Nossas unidades de saúde estão conseguindo absorver a demanda. Então não é uma situação de emergência de saúde pública. A gente fala epidemia por conta dos dados que passaram do limiar”, explica Veruska Lahdo.

Sintomas da dengue

Febre alta > 38°C
Dor no corpo e articulações
Dor atrás dos olhos
Mal estar
Falta de apetite
Dor de cabeça
Manchas vermelhas no corpo

A infecção também pode ser assintomática ou apresentar quadro leve. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

“A maioria das pessoas tem a forma clássica da doença. Uma pequena porcentagem é que tem a forma grave, que pode levar à dengue hemorrágica”, explicou a infectologista Rosana Richtmann.

Segundo o Ministério da Saúde, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (>38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

Com morte e 1,3 mil novos casos, MS chega a 8 vítimas da dengue no ano

Mato Grosso do Sul registrou mais uma morte atribuída à dengue, chegando ao sexto óbito por esta doença em março e oitavo desde o início do ano. Outras quatro mortes seguem em análise.

A quantidade de vidas perdidas vem acompanhando ao aumento semanal de notificações e casos confirmados de dengue no Estado.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nessa quinta-feira (30) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), foram 1.308 casos novos confirmados em uma semana, chegando a 9.296 neste ano – 3.484 confirmados por critério clínico e 5.812 por exames em laboratório.

Assim, em média, o Estado termina o mês registrando quase 187 novos casos de dengue por dia.

A morte mais recente que entrou para as estatísticas estaduais nesta semana epidemiológica, é de idoso, 75 anos, morador em Três Lagoas, com morte datada de 19 de março, sem comorbidade relatada.

O Boletim Epidemiológico da Dengue é elaborado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas, vinculado ao setor de Vigilância em Saúde da SES.

Menina de 3 anos morre com sintomas de dengue hemorrágica

Hospital informou que foi colhida amostra de sangue para pesquisa de várias doenças

Menina de três anos morreu no HU (Hospital Universitário) com suspeita de dengue hemorrágica, em Campo Grande, nesta quarta-feira (29). De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), foi recebida a notificação da suspeita de dengue, nesta quarta.

Conforme a Sesau, a menina apresentava febre intensa, baixa de plaqueta e dor de cabeça. Contatado, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), informou que a criança foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o hospital no início da tarde de quarta-feira em estado gravíssimo. “O hospital já estava lotado e a equipe começou a remanejar outra criança para receber essa que chegou na área vermelha. Em poucos minutos evoluiu para parada cardíaca e hemorragia pelo tubo, não respondendo às manobras de reanimação”, informa nota.

Menina foi a óbito na ala vermelha do HUMAP – (Foto: Divulgação)

Os profissionais responsáveis colheram amostra de sangue para pesquisa de várias doenças. Segundo a Sesau, a amostra foi enviada para exames laboratoriais para constatar se o óbito foi, de fato, ocasionado por dengue hemorrágica. Os exames devem ficar prontos entre 10 e 15 dias, ressalta a Secretaria.

Se confirmado, este pode ser o nono caso de morte causada por dengue em Mato Grosso do Sul, segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria Municipal de Saúde). Os três últimos óbitos foram registrados em Três Lagoas, cidade que está com alta incidência para a doença.

Dengue na Capital – O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) aponta que Campo Grande apresenta 2279 casos de dengue em investigação. Segundo a Sesau, o número de atendimentos em unidades de saúde de pessoas com sintomas de dengue aumentaram em mais de 20% nas últimas semanas.

Apenas na última semana, foram contabilizados 945 atendimentos suspeitos de dengue na urgência em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centro Regionais de Saúde (CRSs).

Dengue mata mais duas pessoas e MS chega a quase 8 mil casos no ano

Duas mortes atribuídas a dengue foram confirmadas por boletim divulgado nesta segunda-feira (27) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). Com isso, Mato Grosso do Sul chega a sete óbitos neste ano.

As mortes mais recentes são de moradores de Três Lagoas. Trata-se de uma mulher de 39 anos, sem comorbidade relatada e um idoso de 64 anos, com hipertensão arterial sistêmica como comorbidade.

Três mortes continuam sendo investigadas pelo setor de Vigilância em Saúde da SES.

Além de vítimas fatais, na mais recente semana epidemiológica, 2.439 novos casos de dengue foram confirmados, resultando no total de 7.989 diagnósticos positivos para esta doença endêmica até agora em 2023.

Dentre os casos, 2.609 foram confirmados por critério clínico e 5.380 por meio de exames em laboratório.

Além das mortes registradas mais recentemente, também faleceram por complicações de saúde atribuídas à dengue, moradora de Guia Lopes de Laguna, de 59 anos; adolescente de 14 anos, morador de Dourados.

São listados ainda um de Amambai, 21 anos, sexo masculino; um de Campo Grande, 58 anos, sexo feminino; e de Aquidauana, sexo masculino e 74 anos.

O Boletim Epidemiológico da Dengue é elaborado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas, vinculado ao setor de Vigilância em Saúde da SES.

Prefeitura faz megaoperação contra a dengue na Capital

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), tem intensificado o combate ao mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya – através da realização da Campanha Operação Mosquito Zero, que em sua sexta etapa abrange a Região Urbana do Imbirussu.

Do dia 15 a 22 de março já foram inspecionados mais de 3,2 mil imóveis

Cerca de 200 agentes de combate às endemias da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetorias (CCEV) estão mobilizados na inspeção de casas e terrenos baldios, além do recolhimento e eliminação de materiais inservíveis potenciais criadouros do mosquito e orientação dos moradores em relação as medidas de prevenção.

Do dia 15 a 22 de março já foram inspecionados mais de 3,2 mil imóveis, 1,5 mil depósitos eliminados e 139 focos identificados na Região Imbirussu, conforme balanço preliminar da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV).

A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, destaca a importância da participação da população para evitar o aumento na proliferação do mosquito.

“Houve um aumento significativo nos casos de dengue em nosso município. E é fundamental que as pessoas se conscientizem sobre a necessidade de cada um fazer a sua parte. Não basta o Poder Público agir. A guerra contra o mosquito depende de cada um de nós”, enfatiza.

Algumas medidas simples, como manter caixas d’água, cisternas, tonéis, tambores e filtros tampados podem evitar a proliferação do mosquito e, consequentemente, reduzir o número de casos de Dengue, Zika e Chikungunya.

A superintendente lembra que um modo de prevenir criadouros é descartar objetos no lugar correto e levar o lixo para fora de casa somente no dia da coleta, por exemplo.

“Recipientes e sacos plásticos, garrafas, latas, sucatas, ferro-velho, entulhos em construção; tudo isso pode ser foco de Aedes. Furar o fundo das latas e, se possível, amassar; tampar latas de tinta e deixá-las em local adequado; enviar sacos plásticos para reciclagem; amassar copos descartáveis; e manter garrafas com tampas ou viradas para baixo são algumas medidas que podem ajudar a eliminar o acúmulo de água”, complementa.

Mosquito Zero

Nas cinco etapas já realizadas da campanha Mosquito Zero foram inspecionados 47.683 imóveis, 35.108 depósitos recolhidos e 2.320 focos eliminados, nas regiões Segredo, Anhanduizinho , Bandeira, Prosa e Lagoa.

A campanha anterior, realizada em maio deste ano, teve mais de 59 mil criadouros eliminados e 2.239 focos eliminados. A Operação Mosquito zero é realizada em Campo Grande desde 2019, quando o município registrou mais de 40 mil casos de dengue.

Dados epidemiológicos

Do dia 01 de janeiro a  21 de março foram notificados 3.384 casos de dengue  e 1 óbito provocado pela doença. Em 2022, foram n17,2 mil casos e sete óbitos.

Infestação pelo Aedes

Conforme o LiRaa divulgado neste mês de janeiro, cinco áreas de Campo Grande foram classificadas com risco para infestação do Aedes aegypti: Vida Nova, Seminário, Coophavilla, Silvia Regina, Cidade Morena e Batistão. Outras 40 áreas estão em alerta e 25 apresentam índices satisfatórios.. O LiRaa completo pode ser consultado clicando aqui.

Estado capacita municípios para conter dengue e chikungunya em MS

Em ação coordenada pelo Governo do Estado, com apoio do Ministério da Saúde e da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), a SES (Secretaria de Estado de Saúde) realiza capacitação presencial sobre “manejo clínico da chikungunya” direcionada aos profissionais de saúde dos 79 municípios do Estado.

A estratégia integra as ações prepositivas do COE (Centro de Operações de Emergência) de combate às arboviroses de Mato Grosso do Sul, com capacitação ministrada pelo médico infectologista André Siqueira, além de discussão sobre o fluxo de vigilância com técnicos do Ministério da Saúde.

A secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, explica que a parceria tripartite fortalece às ações estratégicas que são desenvolvidas junto aos municípios . “Essa articulação que temos com o Ministério da Saúde e com a OPAS vem nos ajudar no controle vetorial dos casos prováveis e confirmados de chikungunya e dengue registrados em nosso Estado e principalmente no Paraguai, considerando que nós somos um estado prioritário pelo COE do Ministério da Saúde na prevenção das arbovibores”.

A secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, explica que a parceria tripartite fortalece às ações estratégicas Foto Bruno Rezende

A população precisa estar atenta quanto aos sintomas da chikungunya. “Todos nós precisamos estar preparados com essa vigilância febril que geralmente ocorre com quadro de febre até o quinto dia, com diversos episódios de febre ocorrendo repetidas vezes. Por isso, as equipes de saúde precisam estar preparadas para que este paciente acesse o serviço de saúde e seja acolhido”, afirmou a secretária-adjunta.

A recomendação das autoridades de saúde é para que os municípios desenvolvam trabalhos específicos para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti – que transmite as doenças -, que se reproduz em água parada. “Ainda estamos no período de muita chuva que por consequência se criam reservatórios de água, por muitas vezes estão localizadas em nossa própria casa. Então, a população é a protagonista desta ação de prevenção, elimine qualquer foco de água parada e não deixe lixo acumulado, siga todas as recomendações. Proteja você e à sua família”, disse Crhistinne.

A capacitação é direcionada para todos os profissionais de saúde. “Inclusive para os acadêmicos, vamos discutir ações desde o controle de vetor, manejo clínico à instalação das ovitrampas (armadilhas para capturar os mosquitos). Então, estamos tomando todas as medidas necessárias para que a gente possa mitigar novos casos. Nós temos 12 municípios que estão com registro da doença e com esta capacitação temos a previsão de capacitar mais de 250 pessoas nos dois períodos”.

Para esta sexta-feira (24), os técnicos do Ministério da Saúde participam da reunião do CIB (Comissão Intergestores Bipartite) que reúne os 79 secretários municipais de saúde onde a equipe apresentou o Cenário Nacional das Arboviroses.

Fronteira
A articulação do Estado, com o apoio do Ministério da Saúde e da OPAS, auxiliou nas ações de controle dos casos de chikungunya em Ponta Porã e em cidades do Paraguai, próximas a fronteira.

“Essa parceria criada pelo nosso COE fortalece o contato com o Paraguai e auxilia nas medidas de controle, prevenção e monitoramento de vigilância. Nós somos um Estado de fronteira seca com dois países vizinhos, com muitos municípios onde o que separa é apenas uma rua.  Por isso, nós precisamos que nossas equipes, dos 79 municípios do Estado, estejam preparadas e capacitadas para atender a população”, pontuou.

Com ação estratégica do COE, algumas parcerias foram pactuadas com a equipe técnica do Paraguai, durante o encontro realizado em Ponta Porã:

• Participação do Paraguai no Comitê de Combate às Arboviroses;
• Capacitação de agentes de saúde dos municípios de fronteira e do Paraguai;
• Monitoramento dos 13 municípios de fronteira com a instalação de ovitrampas;
• Fluxo de informação referente quanto aos casos notificação – inclusive, de pessoas que moram no Paraguai para auxiliar na identificação do foco do Aedes aegypti;
• Compromisso quanto a intensificação de ações pelo Paraguai no controle de vetores das arbovirores em que a ação será monitorada pelo município de Ponta Porã.

Sintomas da chikungunya:
• Febre
• Dores intensas nas articulações
• Dor nas costas
• Dores pelo corpo.
• Erupção avermelhada na pele
• Dor de cabeça.
• Náuseas e vômitos.
• Dor retro ocular
• Dor de garganta
• Calafrios
• Diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças).