Residências e comércios são alvos de busca pela polícia
Uma megaoperação deflagrada na manhã desta terça-feira (18) para cumpri 31 mandatos de busca e apreensão em diversos bairros de Campo Grande. A ação é em ofensiva contra o tráfico de drogas.
Equipes da polícia estão nas ruas cumprindo mandados da operação. (Foto: Divulgação)
Organizada pelo DPE (Departamento de Polícia Especializada), a ação contra o tráfico de drogas foi intitulada de “Smoke House I”, fazendo referência a “bocas de fumo”. Residências e comércios de diversos bairros, onde há suspeita de venda de droga, serão alvos de vistorias por 32 equipes de policiais civis.
Todas as delegacias especializadas da Capital integram a ação, como a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Derf (Repressão a Roubos e Furtos) e Deam (Atendimento à Mulher).
Um dos bairros alvos da polícia é o Sayonara, onde uma empresa de reciclagem é alvo da polícia. Uma coletiva de imprensa será realizada pela Polícia Civil para passar informações.
Outros crimes Ao mesmo tempo, o DPC (Departamento de Polícia da Capital) e o DPI (Departamento de Polícia do Interior) começam hoje a operação 100 dias, tanto em Campo Grande quanto nas demais cidades de Mato Grosso do Sul. O objetivo é o combate a pequenos furtos, furtos de fios, fechamento de bocas de fumo e outros delitos.
A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), tem intensificado o combate ao mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya – através da realização da Campanha Operação Mosquito Zero, que em sua sexta etapa abrange a Região Urbana do Imbirussu.
Do dia 15 a 22 de março já foram inspecionados mais de 3,2 mil imóveis
Cerca de 200 agentes de combate às endemias da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetorias (CCEV) estão mobilizados na inspeção de casas e terrenos baldios, além do recolhimento e eliminação de materiais inservíveis potenciais criadouros do mosquito e orientação dos moradores em relação as medidas de prevenção.
Do dia 15 a 22 de março já foram inspecionados mais de 3,2 mil imóveis, 1,5 mil depósitos eliminados e 139 focos identificados na Região Imbirussu, conforme balanço preliminar da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV).
A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, destaca a importância da participação da população para evitar o aumento na proliferação do mosquito.
“Houve um aumento significativo nos casos de dengue em nosso município. E é fundamental que as pessoas se conscientizem sobre a necessidade de cada um fazer a sua parte. Não basta o Poder Público agir. A guerra contra o mosquito depende de cada um de nós”, enfatiza.
Algumas medidas simples, como manter caixas d’água, cisternas, tonéis, tambores e filtros tampados podem evitar a proliferação do mosquito e, consequentemente, reduzir o número de casos de Dengue, Zika e Chikungunya.
A superintendente lembra que um modo de prevenir criadouros é descartar objetos no lugar correto e levar o lixo para fora de casa somente no dia da coleta, por exemplo.
“Recipientes e sacos plásticos, garrafas, latas, sucatas, ferro-velho, entulhos em construção; tudo isso pode ser foco de Aedes. Furar o fundo das latas e, se possível, amassar; tampar latas de tinta e deixá-las em local adequado; enviar sacos plásticos para reciclagem; amassar copos descartáveis; e manter garrafas com tampas ou viradas para baixo são algumas medidas que podem ajudar a eliminar o acúmulo de água”, complementa.
Mosquito Zero
Nas cinco etapas já realizadas da campanha Mosquito Zero foram inspecionados 47.683 imóveis, 35.108 depósitos recolhidos e 2.320 focos eliminados, nas regiões Segredo, Anhanduizinho , Bandeira, Prosa e Lagoa.
A campanha anterior, realizada em maio deste ano, teve mais de 59 mil criadouros eliminados e 2.239 focos eliminados. A Operação Mosquito zero é realizada em Campo Grande desde 2019, quando o município registrou mais de 40 mil casos de dengue.
Dados epidemiológicos
Do dia 01 de janeiro a 21 de março foram notificados 3.384 casos de dengue e 1 óbito provocado pela doença. Em 2022, foram n17,2 mil casos e sete óbitos.
Infestação pelo Aedes
Conforme o LiRaa divulgado neste mês de janeiro, cinco áreas de Campo Grande foram classificadas com risco para infestação do Aedes aegypti: Vida Nova, Seminário, Coophavilla, Silvia Regina, Cidade Morena e Batistão. Outras 40 áreas estão em alerta e 25 apresentam índices satisfatórios.. O LiRaa completo pode ser consultado clicando aqui.
Ao todo, 30 viaturas foram empenhadas na operação “Vastum II”
A Polícia Civil deflagrou a operação Vastum II, nesta quinta-feira (26), em Campo Grande, com objetivo de impedir o furto e receptação de fios de cobre da capital. Ao todo, os agentes tem 54 alvos.
Cerca de 120 policiais e 30 viaturas foram empenhadas na ação. Participam da operação as unidades subordinadas ao Departamento de Polícia da Capital (DPC), da primeira à sétima delegacia, bem como as especializadas.
Polícia Civil em uma das empresas alvo da operação. (Foto/Divulgação)
Desde o início do dia, agentes estão nas ruas da Capital para fiscalizar locais que compram e vendem esse tipo de material.
Alvos previamente levantados serão abordados pelos policiais, em todas as regiões da cidade. O nome da operação se refere à sucata ou cobre em Latim.
Até as 13 horas a Polícia Civil já havia prendido seis pessoas e apreendeu 600 quilos de fios de cobre. A Operação irá transcorrer durante o dia, no combate à revenda ilegal do material, furtado de comércios e residências da cidade.
O furto de fios de cobre gera dano coletivo, podendo interromper o fornecimento de energia elétrica da localidade. Envolve usuários de drogas, mas, na ponta, receptadores e empresas de revenda de sucatas, que lucram com o crime.
As sete delegacias de área da cidade participaram da operação.
O diretor do DPC (Departamento de Polícia da Capital), delegado Wellington de Oliveira, explicou que, dos seis presos, dois são revendedores de sucata no Jardim Sayonara, flagrados com fios de cobre. Outros dois foram detidos em flagrante, com moto furtada, e mais dois depois que foram identificados mandados de prisão em aberto por outros crimes.
As buscas foram feitas tanto em comércio, como revendedora de sucatas, quanto em residências, já que havia informação da venda dos fios de cobres nessas localidades.