Vereadores aprovam seis projetos, entre eles a isenção do ISS do Consórcio Guaicurus

Em regime de urgência, em única discussão, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei Complementar 851/23, de autoria da Mesa Diretora, que altera dispositivo da Lei Complementar n. 437, de 9 de fevereiro de 2022, que concede remissão e isenção de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), para o serviço de Transporte Público Coletivo Urbano. Pela proposta, para os exercícios de 2023 e 2024, a renúncia da receita deverá ser considerada na elaboração da Lei Orçamentária Anual e concedida mediante Lei específica aprovada pelo Legislativo. Emenda dos vereadores prevê que a isenção seja válida para o ano em que a legislação for aprovada.

Também foi aprovado em urgência, em única discussão, o Projeto de Lei 10.838/23, de autoria do Executivo Municipal. Pela proposta, a prefeitura pedia autorização para transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de outro órgão para outro. Emenda, em nome de todos os vereadores, manteve autorização ao Poder Executivo, durante o exercício de 2023, a abrir créditos suplementares até o limite de 15%, conforme estabelecido na Lei Orçamentária Anual. Acrescenta-se ainda à norma que fica vedada a solicitação de autorização ao Poder Legislativo de abertura de créditos suplementares sem a total utilização do limite de 15%.

Já em primeira discussão, os parlamentares aprovaram o Projeto de Lei n. 10.672/22, de autoria do vereador Dr. Victor Rocha, que institui a Semana de Educação, Conscientização e Orientação sobre Fissura Labiopalatina no calendário de comemorações oficiais do município.

Também o Projeto de Lei n. 10.683/22, de autoria dos vereadores Professor André Luis e Prof. João Rocha, que dispõe sobre a gratuidade de transporte para pessoas com câncer nos veículos de transporte coletivo municipal de Campo Grande.

Ainda o Projeto de Lei n. 10.748/22, de autoria dos vereadores Dr. Victor Rocha, Otávio Trad e do então vereador Dr. Sandro (atualmente licenciado), que institui o Dia Municipal do Médico Cardiologista no município de Campo Grande.

E, por fim, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei n. 10.725/22, de autoria do vereador Dr. Loester, que institui o Programa Municipal “Campo Grande Transparente”, destinado a assegurar o cumprimento dos requisitos exigidos pela Escala Brasil Transparente – avaliação 360º, da Controladoria-Geral da União.

Consórcio paga vale a funcionários enquanto espera solução para tarifa

Transporte coletivo ficou paralisado por 24 horas no dia 21 de junho, após a empresa responsável pelo serviço atrasar pagamento dos funcionários

Após 8 dias de atraso, funcionários do Consórcio Guaicurus – empresa responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande – receberam o pagamento do “vale”, o que corresponde ao adiantamento de 40% dos salários.

O pagamento acontece, nesta terça-feira (28), após um acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT/MS).

Para tentar melhorar qualidade do transporte coletivo, algumas linhas de ônibus passarão por modificações em Campo Grande — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

A própria concessionária garantiu o pagamento de R$ 1,2 milhão, como anunciou o advogado André Borges na segunda-feira (27).

No dia 21 de junho, motoristas do transporte coletivo anunciaram paralisação e os serviços ficaram 24 horas sem atendimento. Durante uma reunião de conciliação, ficou determinado o pagamento para hoje (28).

Deve acontecer, ainda nesta terça, uma reunião entre o sindicato dos motoristas, órgãos públicos e o Consórcio Guaicurus para discutir uma solução para a tarifa.

Mais uma vez, a reunião convocada pela prefeitura foi adiada e não tem data para ser realizada. A previsão inicial era na sexta-feira (24), mas houve o reagendamento para ontem.

“O pessoal da prefeitura está em contato com o governo do Estado para que eles possam contribuir na solução do problema. O número gigantesco de estudantes que andam de ônibus não pagam nada, a prefeitura de Campo Grande está pagando o passe dos estudantes da rede estadual. Será que não é justo o Estado pagar o passe dos estudantes?”, questionou Borges ontem.

O representante legal do Consórcio declarou ainda que não há recursos para o pagamento do restante da folha salarial.

Há meses, o Consórcio afirma que está tendo dificuldades em manter a operação dos serviços. Segundo eles, o aumento na tarifa é “iminente” e “necessário para resolver o problema de falta de caixa”. A empresa alega que devido aos constantes aumentos no preço do óleo diesel, o serviço pode sucumbir. Como alternativa, o subsídio está sendo avaliado em Campo Grande.

Consórcio Guaicurus diz não ter dinheiro para salários de julho

Consórcio pede R$ 5 milhões por mês para manter passe em R$ 4,40

A reunião entre a Prefeitura e o Consórcio Guaicurus prevista para ser realizada na tarde desta segunda-feira (27), para apresentar possíveis soluções para o transporte público foi adiada e não há previsão de quando acontecerá.

Em entrevista coletiva, o advogado do Consórcio, André Borges, não deu certeza do motivo para o adiamento, mas disse que a Prefeita Adriane Lopes deve estar conversando com o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, para encontrar a possível solução para o problema.

Prefeitura cancela reunião com Consórcio Guaicurus que discutiria aumento do passe de ônibus em Campo Grande

A Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande), estaria buscando iniciar tratativas com o Governo Estadual em relação ao passe gratuito dos alunos da REE (Rede Estadual de Ensino). “Não sabemos se uma nova reunião será marcada para o final da tarde de hoje (27) ou amanhã (28)”, disse.

Outra possibilidade levantada por Borges é de que o poder público está analisando os números de arrecadação e prejuízo que o Consórcio tem e estão disponíveis em planilhas da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg).

“A reunião não foi possível porque o governador estava de viagem no final de semana e deve ter chegado hoje. Eles devem estar conversando para achar alguma solução.”, pontuou.

Borges também adiantou que o impasse precisa ser solucionado o mais rápido possível, uma vez que o Consórcio tem dinheiro em caixa apenas para realizar o pagamento do vale, mas não tem garantia de que o salário em si, previsto para ser pago dia 5, caíra na conta dos trabalhadores.

“As empresas que compõe o Consórcio Guaicurus não possuem mais créditos com os bancos para sanar o déficit atual e, por isso, não conseguem garantir o próximo salário de seus funcionários”.

O advogado justifica a falta de dinheiro em caixa dizendo que o déficit do Consórcio é de R$ 5 milhões por mês e que o subsídio dado pela prefeitura junto com a isenção do ISS dá uma ajuda de R$ 1 milhão.

“O contrato passa por um momento delicado onde as despesas do Consórcio Guaicurus são superiores a receita”, afirmou.

O vale deveria ter sido pago aos motoristas na segunda-feira (20), mas o Consórcio não honrou com o compromisso, gerando o estopim para a greve deflagrada na terça-feira (21).

Então, em audiência do Tribunal Regional do Trabalho, realizada no mesmo dia da greve, ficou acordado que os 40% de adiantamento deverão ser pagos aos trabalhadores amanhã.

“Na greve da semana passada faltou R$ 2 milhões para pagar o vale dos trabalhadores, que têm que ser pagos amanhã. O dinheiro que vem sendo arrecadado desde quinta-feira está sendo reservado para o pagamento do vale, mas no dia 5 tem que pagar o salário”, explicou.