Consórcio paga vale a funcionários enquanto espera solução para tarifa

Transporte coletivo ficou paralisado por 24 horas no dia 21 de junho, após a empresa responsável pelo serviço atrasar pagamento dos funcionários

Após 8 dias de atraso, funcionários do Consórcio Guaicurus – empresa responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande – receberam o pagamento do “vale”, o que corresponde ao adiantamento de 40% dos salários.

O pagamento acontece, nesta terça-feira (28), após um acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT/MS).

Para tentar melhorar qualidade do transporte coletivo, algumas linhas de ônibus passarão por modificações em Campo Grande — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

A própria concessionária garantiu o pagamento de R$ 1,2 milhão, como anunciou o advogado André Borges na segunda-feira (27).

No dia 21 de junho, motoristas do transporte coletivo anunciaram paralisação e os serviços ficaram 24 horas sem atendimento. Durante uma reunião de conciliação, ficou determinado o pagamento para hoje (28).

Deve acontecer, ainda nesta terça, uma reunião entre o sindicato dos motoristas, órgãos públicos e o Consórcio Guaicurus para discutir uma solução para a tarifa.

Mais uma vez, a reunião convocada pela prefeitura foi adiada e não tem data para ser realizada. A previsão inicial era na sexta-feira (24), mas houve o reagendamento para ontem.

“O pessoal da prefeitura está em contato com o governo do Estado para que eles possam contribuir na solução do problema. O número gigantesco de estudantes que andam de ônibus não pagam nada, a prefeitura de Campo Grande está pagando o passe dos estudantes da rede estadual. Será que não é justo o Estado pagar o passe dos estudantes?”, questionou Borges ontem.

O representante legal do Consórcio declarou ainda que não há recursos para o pagamento do restante da folha salarial.

Há meses, o Consórcio afirma que está tendo dificuldades em manter a operação dos serviços. Segundo eles, o aumento na tarifa é “iminente” e “necessário para resolver o problema de falta de caixa”. A empresa alega que devido aos constantes aumentos no preço do óleo diesel, o serviço pode sucumbir. Como alternativa, o subsídio está sendo avaliado em Campo Grande.