Deputados aprovam orçamento do governo com uma emenda

A proposta, que prevê para o próximo exercício um aumento de 19,24% na receita do estado

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentarias (LDO) de Mato Grosso do Sul para 2023 foi aprovado em segunda votação na manhã desta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa. A proposta, que prevê para o próximo exercício um aumento de 19,24% na receita do estado, recebeu 20 votos favoráveis e nenhum contrário.

Entretanto, o texto recebeu uma emenda, para que o governo do estado aumente em R$ 20 milhões o repasse para a Defensoria Pública. Em razão disso, segue para votação em redação final no plenário da casa, o que deve ocorrer já nesta quarta-feira.

O projeto começou a tramitar no Legislativo estadual no dia 2 de junho. Em 21 de junho foi aprovado em primeira votação.

A LDO estabelece as metas fiscais para o próximo triênio e as prioridades do governo do estado, assim como orienta na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que também será enviada para Assembleia Legislativa.

Com o aumento projetado pelo governo, a receita do estado deve passar dos R$ 18,475 bilhões de 2022 para R$ 22,030 bilhões em 2023.

Poderes
No projeto da LDO, o governo fez também a previsão de recursos para os outros poderes do estado em 2023. O maior volume deve ser destinado ao Tribunal de Justiça, R$ 1,1 bilhão. Na sequência aparece o Ministério Público Estadual, com R$ 584 milhões; a Assembleia Legislativa, com R$ 427 milhões; o Tribunal de Contas, com 357 milhões e a Defensoria Pública, com R$ 288 milhões.

Câmara de Vereadores aprova mudanças em lei para subsídio do transporte coletivo de Campo Grande

Transporte coletivo ficou paralisado por 24 horas no dia 21 de junho, após a empresa responsável pelo serviço atrasar pagamento dos funcionários.

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, na sessão desta terça-feira (28), o projeto de lei 10.702/22, que permite que a Prefeitura firme parcerias com o estado e a União para subsidiar a gratuidade do transporte coletivo aos estudantes da Rede Estadual e das instituições de ensino federais.

Mudança em lei pode permitir ao governo bancar passe escolar Foto: Arquivo/Izaias Medeiros

A medida é da Mesa Diretora, mas tem o aval da prefeitura para auxiliar o custeio do benefício de gratuidade do passe de estudante no município de Campo Grande.

Segundo o Consórcio Guaicurus, responsável pela concessão, os estudantes da Rede Estadual representam aproximadamente 50% das gratuidades concedidas atualmente, com um custo de cerca de R$ 1 milhão.

No dia 21 de junho, motoristas do transporte coletivo anunciaram paralisação e os serviços ficaram 24 horas sem atendimento por falta de pagamento. Durante uma reunião de conciliação, ficou determinado o pagamento para hoje (28).

Há meses, o Consórcio afirma que está tendo dificuldades em manter a operação dos serviços. Segundo eles, o aumento na tarifa é “iminente” e “necessário para resolver o problema de falta de caixa”.

Reunião ainda sem data
Uma reunião sobre a situação do transporte coletivo deveria ter ocorrido na tarde de segunda-feira (27) entre a Prefeitura de Campo Grande, o Consórcio Guaicurus e entidades envolvidas. Contudo, o encontro foi desmarcado, pela segunda vez, já que na sexta-feira (24) também havia a promessa de conversa.

Para resolver o problema do transporte público, o Consórcio Guaicurus quer que a passagem de ônibus seja reajustada em R$ 6,16 para todos os passageiros, ou que as gratuidades sejam pagas por meio de subsídio às empresas.

O Consórcio Guaicurus também alega que atualmente o déficit entre valor recebido e recursos com despesas é, justamente, de R$ 5 milhões.