Motoristas de aplicativo da Capital decidem aderir à paralisação nacional

Entre as cobranças dos motoristas, está a exigência para que os valores repassados as empresas diminuam

Em busca de melhorias, os motoristas de aplicativo de Mato Grosso do Sul aderiram nesta segunda-feira (15) ao movimento nacional de paralisação. Com a previsão de durar 24h, os condutores pedem maior repasse e também segurança das empresas responsáveis.

É esperado que pelo menos metade dos profissionais paralisem suas atividades durante toda a segunda-feira

De acordo com o presidente da Associação de Parceiros de Aplicativos de Transportes de Passageiros e Motoristas Autônomos de Mato Grosso do Sul (APPLIC-MS), a manifestação não seguirá um modelo padrão, mas todos os trabalhadores devem aderir de alguma forma.

“O pessoal está fazendo a paralisação da maneira que acha conveniente, de uma forma que acredita que vai atingir as plataformas. Uns não saíram de casa, outros estão andando devagar e com o app desligado, outros estão parados pelas ruas. A ideia é que as plataformas sintam reflexos”, explicou Paulo Pinheiro, residente da APPLIC.

Na Capital, dos 7 mil motoristas cadastrados nas plataformas da Uber e 99, é esperado que pelo menos metade dos profissionais paralisem suas atividades durante todo o dia, segundo o presidente da Applic.

A paralisação dos trabalhadores deve afetar diretamente os preços das corridas e, segundo o presidente da associação, os valores mais altos podem ser uma estratégia das empresas para conquistar os motoristas e burlar a paralisação.

“Os aplicativos jogam valores tentadores para chamar atenção do motorista, jogam sujo nessa época, como se fosse corrida dinâmica. A gente pede que a população não pague esses valores”, afirmou Paulo.

Reinvindicação

Entre as cobranças dos motoristas, está a exigência para que os valores repassados as empresas diminuam.

“Não tem como passar de 25% a 40% para uma empresa que praticamente não tem gastos com o motorista. Tudo é por conta dele: internet, gastos com o carro, combustível, IPVA. Nossa ideia é voltar a falar sobre o que sempre pedimos, de 12% a, no máximo, 15%. Não pode ser além disso”, ressaltou o presidente.

A categoria também lembra que não há nenhum tipo de seguro para motoristas, nem para passageiros. Outro pedido é para que as empresas tenham Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) funcionando, ou algum outro canal de comunicação. “Em Campo Grande está tudo fechado, o 0800 não funciona, ou seja, está uma bagunça”.

Educadores de MS aderem à paralisação nacional nesta quarta-feira

Professores da rede estadual e municipal aderiram à greve geral na educação em defesa e promoção da educação pública. A movimentação vai acontecer nesta quarta-feira (26). Além de pedir que o Novo Ensino Médio seja revogado, os docentes da Rede Municipal de Ensino (Reme) também pedem pelo reajuste do piso salarial referente ao ano de 2024, de 40,57%.

Profissionais pedem a revogação do Novo Ensino Médio e os municipais também o reajuste do piso salarial.

O ato faz parte da 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, realizada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), com atividades que irão até a sexta-feira (28).

Os profissionais da REME (Rede Municipal de Ensino) aderiram ao movimento e devem realizar passeata amanhã, com concentração às 8h na ACP (Sindicato Campo-grandense de Profissionais da Educação), com caminhada até a Praça Ary Coelho e encerramento na Prefeitura de Campo Grande. As aulas devem ser suspensas.

Já na REE (Rede Estadual de Ensino), também irá aderir à greve, porém as aulas não serão paralisadas. Segundo divulgação, todos os municípios devem aderir, alguns com paralisação das atividades e em Campo Grande, os educadores devem realizar concentração na Praça Ary Coelho, à partir das 9h.

O tema da 24ª Semana em Defesa da Educação este ano será “Soberania se faz com educação pública e participação social”, com realização de lives sobre temas como a revogação do Novo Ensino Médio.

Ensino Médio

Para a Confederação, a mobilização tem o objetivo de mostrar as falhas e retrocessos impostos pela reforma do Ensino Médio, implantada pelo governo Michel Temer (MDB) por meio da Lei 13.415/2017.

Na segunda-feira (25), a confederação entregou ao ministro da Educação, dois abaixo-assinados com pedidos de revogação do novo ensino médio e um pedido de implementação imediata do piso e carreira para a categoria.

A implantação do novo ensino médio está sendo realizada de forma escalonada, com término até 2024. No ano passado, a implantação foi feita no 1º ano do ensino médio, com ampliação da carga horária para pelo menos cinco horas diárias. Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a sete horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos.

No novo modelo, parte das aulas será comum a todos os estudantes do país, direcionada pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está dar ênfase, por exemplo, às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, entretanto, vai depender da capacidade das redes de ensino e das escolas.

Em 2023, a implementação segue com o 1º e 2º anos e os itinerários devem começar a ser implementados na maior parte das escolas. Em 2024, o ciclo de implementação termina, com os três anos do ensino médio.

No dia quatro de abril deste ano, o Ministério da Educação (MEC) informou a suspensão do cronograma. A decisão consta da Portaria 627/2023, assinada pelo ministro Camilo Santana. A suspensão é por 60 dias, até a conclusão de uma consulta pública para a avaliação e reestruturação da política nacional de Ensino Médio.

O assunto interessa diretamente a milhares de estudantes e seus familiares. De acordo com o Censo Escolar 2021, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Mato Grosso do Sul tinha 109.762 matriculados no ensino médio naquele ano. Em todo o País, essa etapa da educação tem 7,8 milhões de estudantes.

Municípios do interior aderem a vacinação da Bivalente

Levantamento realizado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostra que os municípios do interior de Mato Grosso do Sul fizeram adesão à Campanha de Imunização Contra a Covid-19 por meio da aplicação da vacina Pfizer Bivalente no Estado. A vacinação foi liberada para as quatro fases da Campanha no dia 24 de fevereiro nos 79 municípios do Estado.

Para a coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES, Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger, o objetivo da ação foi otimizar as doses remanescentes da vacina e ampliar a cobertura devido abaixa procura pelo imunizante no Estado.

Nesta sexta-feira (2), a CEVE da SES realiza a entrega de novas doses solicitadas pelos municípios Foto: Álvaro Rezende

“Recomendamos aos municípios a flexibilidade na oferta, ainda de modo a respeitar os grupos prioritários elencados em cada fase. Assim, os pacientes pertencentes as fases 1, 2, 3 e 4, neste momento, poderão ser atendidas a depender da estratégia de cada município, devendo em caso de escassez, priorizar as fases até que seja enviada novas remessas de imunizante”, relata.

Ana Paula ainda destaca que os municípios continuem com a busca ativa de todos os públicos elencadas pela Campanha. “E que a população procure uma unidade de saúde ou local indicado para receber a dose de reforço da Bivalente no seu município”.

Nesta sexta-feira (2), a CEVE (Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica) da SES realiza a entrega de novas doses solicitadas pelos municípios. Somente, o município de Campo Grande tem 45 mil doses que já estão disponíveis para fazer a retirada pelo município.

Vacina Bivalente

A SES/MS informa que recebeu do Ministério da Saúde 242.196 doses da vacina Pfizer Bivalente enviadas em duas remessas sendo o quantitativo necessário para suprir a população estimada da 1ª fase da campanha. Deste total, a SES dispõe de 170 mil doses em estoque na sede da Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica, da SES. E o Ministério da Saúde já sinalizou o envio de mais 200 mil doses da Bivalente para iniciar a imunização do grupo da fase 2 da campanha.

Contribuintes de MS aderem ao PIX e em 15 dias pagam mais de 17 mil boletos

A oportunidade de ficar em dia com o fisco estadual por meio do pagamento via PIX agradou o contribuinte sul-mato-grossense. Isso porque, em 15 dias do lançamento oficial – ocorrido em 21 de dezembro – já foram emitidos 17.760 DAEMS (Documento de Arrecadação do Estado de Mato Grosso do Sul), os quais geraram uma receita de R$ 12,2 milhões para os cofres públicos estaduais. O PIX é o sistema desenvolvido pelo Banco Central que permite operações financeiras em tempo real.

Pagamento do IPVA por PIX (Foto: Álvaro Rezende)

O secretário estadual de Fazenda, Flávio Cesar, declarou que a agilidade é uma das principais comodidades oferecidas para quem opta por essa forma de pagamento, haja vista que o tempo para baixa do débito é reduzido de até 24h, para no máximo cinco minutos, devido ao retorno bancário instantâneo.

“É muito simples. O contribuinte acessa a página da Sefaz-MS, seleciona e emite os documentos de arrecadação para pagar débitos estaduais como tributos, multas, taxas e fundos, inclusive inscritos em dívida ativa. Faz a captura do QRCode ou leva o débito para o banco por meio do botão ‘copia e cola’. Em menos de cinco minutos é realizada a baixa do débito. Uma solução que vem para desburocratizar e tornar serviço público cada vez mais eficiente e que ainda atende a apelos ecológicos, reduzindo a emissão de documentos em papel e o impacto ambiental”, declarou.

A gestora dos sistemas de Arrecadação, Cobrança e Outros Tributos (UGESIS CRED), fiscal tributária Claudia Ishikawa, informou que o IPVA enviado no final do ano passado às residências foi sem o QRCode, mas que é possível realizar o pagamento por meio do PIX se o proprietário do veículo automotor abrir a guia na página da Sefaz-MS na internet.

Vale destacar que estar em dia com o fisco permite que, além de regularização tributária, os contribuintes participem de licitações, processos de compra do Governo e tenham certidão negativa em relação a esses débitos devidos ao Estado.

Pagamentos

O pagamento por PIX contempla todos os tipos de débitos estaduais como, por exemplo, IPVA, ICMS, multas, licenciamento e outras taxas. São aceitos pagamentos realizados por qualquer pessoa física ou jurídica que tenha uma conta em uma instituição financeira ou instituição de pagamento, incluindo os bancos que não são conveniados com o Governo do Estado como os digitais, desde que sejam participantes do PIX.

O limite de horário e valor para realizar as transações são regras determinadas pelo Banco Central. O pagamento por PIX consta no contrato de prestação de serviço assinado entre o Governo do Estado e o Banco do Brasil.