Mara Caseiro pede utilização de tornozeleira eletrônica em acusados de violência doméstica

Para auxiliar na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica em Mato Grosso do Sul, a deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) solicitou, ao governo estadual, a realização de estudos e posterior implantação de monitoramento eletrônico (tornozeleiras) para agressores que estejam cumprindo medidas protetivas da lei Maria da Penha. Essa medida, segundo a parlamentar, é uma das várias ações que têm sido realizadas para combater o feminicídio e a violência contra as mulheres.

Além do uso da tornozeleira eletrônica, a deputada é coautora do projeto de Lei n. 039/20 de autoria do ex-deputado estadual Capitão Contar, que tem como um de seus objetivos, a disponibilização de aplicativo para mulheres com medida protetiva em que é possível o envio de notificação imediata à central de atendimento policial e a três números previamente cadastrados, com objetivo de receber proteção das autoridades policiais quando houver aproximação de seu agressor.

Essa medida, segundo a parlamentar, é uma das várias ações que têm sido realizadas para combater o feminicídio

“O Projeto de Lei para disponibilização do aplicativo às nossas mulheres tramita pelas Comissões de Mérito desta Casa de Leis e deve, em breve, ser colocado em votação nesta Assembleia Legislativa. Já o pedido para uso da tornozeleira foi encaminhado ao governador Eduardo Riedel e ao secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira”, afirmou a deputada.

Sobre a tornozeleira eletrônica, a parlamentar que a ideia da indicação surgiu após conversa com a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves e a implementação dessa medida pelo Governo do Rio Grande do Sul. “O uso do monitoramento eletrônico é mais uma alternativa de proteção às nossas mulheres. Sua utilização vai ser determinada por decisão judicial, nos casos onde houver maior risco para a vítima. A partir daí, o agressor passa a ser monitorado 24 horas por dia e precisa respeitar uma distância mínima que não deve ser ultrapassada”, explicou ela.

A medida tem apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid). “É extremamente necessário que o Estado de Mato Grosso do Sul siga na vanguarda da proteção das vítimas de violência doméstica, adotando medidas como as defendidas em âmbito nacional. Assim, certa da compreensão do governo estadual quanto à necessidade de amparar as mulheres sul-mato-grossenses vítimas de violência doméstica, solicito que a presente indicação seja prontamente atendida”, pediu a parlamentar.

Acusados de matar “Caveirinha” no tribunal do crime são condenados em julgamento

Célia Regina dos Santos, a “Raridade”, Larissa Adriely da Silva Soares, a “Neurótica”, e Daniel Rodrigues dos Santos, o “Sobrenatural” foram julgados nesta quarta (15).

Dos seis acusados de matar David Almeida Oliveira, o “Caveirinha” morto em 2017 foram julgados nesta quarta (15) em Três Lagoas. David foi morto após cair em uma emboscada feita por integrantes de uma organização criminosa para passar por uma espécie de “Tribunal do Crime“.

Foram condenados em julgamento Célia Regina dos Santos, conhecida como “Raridade” à 21 anos e 6 meses de prisão, Larissa Adriely da Silva Soares, a “Neurótica” a 23 anos e 10 meses, e Daniel Rodrigues dos Santos, o “Sobrenatural” a 27 anos, 9 meses e 20 dias de multa. Já os outros réus, Douglas Rogério Vieira Gomes, o “Dodô“, João Luiz Morales de Souza, o “Dimas“, e Michael Alves Martins, o “Especialista“, serão julgados no próximo dia 29 de março.

David Almeida de Oliveira, de 20 anos, o “Caveirinha”, morto pelo “Tribunal do Crime”. (Arquivo Rádio Caçula)

Além dos denunciados, outros três adolescentes participaram do crime, e segundo a denúncia do MPMS, a vítima seria usuário de drogas e conhecido por alguns furtos, e antes de ser morto, ele teria roubado uma das adolescentes envolvidas no crime, que seria namorada de Douglas e filha de Célia Regina.

Quando o crime ocorreu, ambas pediram que Douglas fizesse algo, onde após pedir autorização a “Dimas” que seria o “Geral do Estado do PCC” (Primeiro Comando da Capital), onde organizaram a morte de “Caveirinha” que depois de morto, teve o corpo enrolado em tapetes e cobertas e transportado até a Rua do Professor, no Jardim das Violetas, onde foi encontrado por populares na manhã do dia 19 de julho de 2017.

Acusados de financiarem terrorismo em Brasília, empresários de MS tem bens bloqueados

O empresário Adoilto Fernandes Coronel, de Maracaju (MS), e a professora aposentada Solange Zanini, de Três Lagoas (MS), estão entres os financiadores dos atos terroristas em Brasília, no domingo (8), segundo lista divulgada pela Advocacia-Geral da União nesta quinta-feira (12).

Empresários de MS são apontados como financiadores de atos terroristas no DF. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Além de estarem na lista, os moradores de Mato Grosso do Sul tiveram bens bloqueados. A AGU pediu que a Justiça Federal do Distrito Federal bloqueie R$ 6,5 milhões em bens de 52 pessoas e sete empresas que financiaram o transporte dos envolvidos nos atos de terrorismo na Esplanada dos Ministérios.

Solange Zanini
Nas redes sociais, fotos de Solange apontam que ela esteve no Distrito Federal no dia dos ataques terroristas. Solange disse que é professora aposentada e negou ter financiado a ida de outras pessoas a Brasília. “Eu nego qualquer tipo de informação sobre financiamento. Fomos em um ônibus fretado, todos dividiram o valor”, comentou a bolsonarista.

“Estão falando que eu tô presa, não tem nada disso. Hoje é dia 12 de janeiro, estou aqui em casa tocando meu piano. Ninguém ficou preso”, comenta Solange.

Solange é empresária em Três Lagoas e, pelas redes sociais, é possível ver a participação dela em vários atos golpistas na cidade ao leste do estado. Fontes ouvidas apontaram que Solange foi responsável por financiar idas de moradores de Três Lagoas a Brasília em 2022.

Já em casa, Solange detalha em vídeo que apenas o celular foi apreendido pela Polícia Federal. “Prenderam nossos celulares e não consegui falar com familiares. Viram que não tinha nada com a gente e foram embora. Todos estão bem, não aconteceu nada com a agente de Três Lagoas. Fomos passear, conhecemos Brasília e tudo muito ótimo. Fomos fazer um tour passear”. detalha.

Adoilto Fernandes Coronel
Adoilton Fernandes Coronel é dono de uma loja de materiais de construção em Maracuju. Além de atuar como empresário, o financiador dos atos golpistas é 2º secretário da Associação Empresarial da cidade.

A reportagem entrou em contato com a empresa de Adailton. Por telefone, uma atendente disse que o empresário e nem a empresa irão se pronunciar neste momento.

Entre os bens que podem ser bloqueados estão imóveis, veículos e quantias em contas correntes. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) auxiliou a União a elaborar a lista de nomes, incluindo apenas aqueles que contrataram os ônibus que acabaram apreendidos por transportar pessoas que participaram dos atos.