Acusados de matar “Caveirinha” no tribunal do crime são condenados em julgamento

Célia Regina dos Santos, a “Raridade”, Larissa Adriely da Silva Soares, a “Neurótica”, e Daniel Rodrigues dos Santos, o “Sobrenatural” foram julgados nesta quarta (15).

Dos seis acusados de matar David Almeida Oliveira, o “Caveirinha” morto em 2017 foram julgados nesta quarta (15) em Três Lagoas. David foi morto após cair em uma emboscada feita por integrantes de uma organização criminosa para passar por uma espécie de “Tribunal do Crime“.

Foram condenados em julgamento Célia Regina dos Santos, conhecida como “Raridade” à 21 anos e 6 meses de prisão, Larissa Adriely da Silva Soares, a “Neurótica” a 23 anos e 10 meses, e Daniel Rodrigues dos Santos, o “Sobrenatural” a 27 anos, 9 meses e 20 dias de multa. Já os outros réus, Douglas Rogério Vieira Gomes, o “Dodô“, João Luiz Morales de Souza, o “Dimas“, e Michael Alves Martins, o “Especialista“, serão julgados no próximo dia 29 de março.

David Almeida de Oliveira, de 20 anos, o “Caveirinha”, morto pelo “Tribunal do Crime”. (Arquivo Rádio Caçula)

Além dos denunciados, outros três adolescentes participaram do crime, e segundo a denúncia do MPMS, a vítima seria usuário de drogas e conhecido por alguns furtos, e antes de ser morto, ele teria roubado uma das adolescentes envolvidas no crime, que seria namorada de Douglas e filha de Célia Regina.

Quando o crime ocorreu, ambas pediram que Douglas fizesse algo, onde após pedir autorização a “Dimas” que seria o “Geral do Estado do PCC” (Primeiro Comando da Capital), onde organizaram a morte de “Caveirinha” que depois de morto, teve o corpo enrolado em tapetes e cobertas e transportado até a Rua do Professor, no Jardim das Violetas, onde foi encontrado por populares na manhã do dia 19 de julho de 2017.

Vítimas de ‘tribunal do crime’, jovens foram mantidos em cativeiro antes de morrer

O delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Erasmo Cubas, detalhou ao Dourados News caso do desaparecimento e a morte dos jovens José da Silva Câmara, 23 anos, e Caio Henrique de Oliveira, 21, que tiveram os corpos encontrados no início da tarde de hoje (28).

Segundo as informações, os jovens foram mantidos em cativeiro e os suspeitos confirmaram que fazem parte de facção criminosa.

De acordo com o delgado o SIG tomou conhecimento do desaparecimento dos jovens no fim da tarde da segunda-feira (26) e trabalharam com a hipótese de sequestro, devido fotos que receberam dos jovens vivos e amarrados em cativeiro.

Corpos foram encontrados em cova rasa na região da pedreira – Foto Osvaldo Duarte/Dourados News

Após levantar mais informações, no fim da manhã de ontem (27) os policiais chegaram aos possíveis autores e ao imóvel onde os jovens foram mantidos em uma cela criminosa como reféns em cativeiro. No local foram encontrados um revólver 357, mais de 30 munições e entorpecentes, além disso, também foram encontradas ferramentas como como pá, picareta e foice, utilizadas para enterrar os jovens.

Seis pessoas foram detidas na casa, sendo quatro homens e duas mulheres, que apontaram a participação de um sétimo envolvido que também foi preso. Eles confessaram a autoria e informaram o local onde enterraram os corpos.

Os dois corpos foram encontrados no início da tarde desta quarta-feira (28) em cova rasa, na mata próximo a Pedreira nas proximidades da rodovia-463, no sentido Dourados a Ponta Porã. O delegado Erasmo Cubas afirma que o motivo do crime não foi confirmado até o momento.

“Foram divulgadas diversas informações de brigas, de agressão a um rapaz do bairro e envolvimento de facção criminosa, mas até o momento nada disso foi esclarecido de fato. Há uma divergência de participação ou não de grupo criminoso. Fato é que eles fizeram um tribunal de crime com os rapazes por algo que eles teriam feito”, disse.

Ainda segundo o delegado, os rapazes não teriam rixa pessoal com nenhum dos presos. A polícia apura se a ordem da execução veio de dentro do presídio.

A princípio os presos serão autuados pelos crimes de duplo homicídio qualificado, tráfico de drogas e porte de arma de fogo.