Para quem viaja, a expansão significa mais uma alternativa de pagamento, mas não elimina a necessidade de planejamento.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, ultrapassou as fronteiras brasileiras e já pode ser utilizado em estabelecimentos de oito países: Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França.
A expansão ocorre por meio de acordos entre instituições financeiras, fintechs e empresas autorizadas a realizar operações de câmbio.
Fora do Brasil, porém, o funcionamento não é exatamente igual ao que os brasileiros estão acostumados. O serviço depende de parceiros locais e da adesão dos estabelecimentos comerciais. Quando disponível, o consumidor pode realizar o pagamento pelo aplicativo do banco brasileiro, geralmente por meio da leitura de um QR Code.
A transação envolve a conversão do valor da compra, realizada na moeda local, para reais. Antes de confirmar o pagamento, o cliente consegue visualizar o valor convertido. As condições, incluindo câmbio e eventuais tarifas, podem variar conforme a instituição responsável pela operação.

Em Portugal, onde o Pix começou a ser disponibilizado no fim de 2024, a modalidade já aparece em diferentes estabelecimentos comerciais. A expectativa é que o sistema também passe a se comunicar com o MB Way, uma das principais plataformas de pagamentos instantâneos utilizadas no país.
A integração pretende facilitar operações entre os dois sistemas. Uma das soluções em desenvolvimento prevê que brasileiros possam utilizar o aplicativo de seus bancos para realizar pagamentos em estabelecimentos que trabalham com alternativas locais, como o MB Way e o Multibanco.
Na América do Sul, o Pix também pode ser encontrado em estabelecimentos de países como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. A disponibilidade, entretanto, não é uniforme e depende das empresas que oferecem a conexão entre o sistema brasileiro e os meios de pagamento de cada país.
A expansão ocorre em meio ao crescimento do Pix no próprio Brasil. O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta o sistema como um dos principais responsáveis pelas mudanças no mercado de pagamentos brasileiro.
Segundo dados da instituição, o Pix representava 49% dos pagamentos eletrônicos realizados no país em 2025.
Para quem viaja, a expansão significa mais uma alternativa de pagamento, mas não elimina a necessidade de planejamento. Antes de utilizar o Pix fora do Brasil, é importante verificar se o estabelecimento aceita a modalidade, qual instituição processará a operação e quais taxas e condições de câmbio serão aplicadas.
Assim, embora o Pix esteja presente em um número crescente de países, sua utilização internacional ainda depende de acordos específicos e da infraestrutura financeira de cada mercado.
O avanço mostra como um sistema criado para facilitar pagamentos dentro do Brasil passou a fazer parte, gradualmente, das conexões entre diferentes meios de pagamento no exterior.
Com informações Portal Folha BV




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