Ex-secretário afirma que pretende fazer do mandato de deputado federal um suporte para os municípios.

Ao longo de sua campanha para deputado federal, o ex-titular da Semadesc (Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck (Republicanos), faz abordagens didáticas e técnicas, utilizando estatísticas e relatórios para apontar os desafios e as potencialidades regionais de Mato Grosso do Sul. É um estilo que marcou a temporada eleitoral, demonstrando o grau de qualificação do candidato, economista e doutor em Desenvolvimento e Planejamento Territorial.
Verruck quer fazer do mandato um suporte às reivindicações dos municípios. No início da semana ele focalizou Caarapó e Figueirão, que a seu ver reúnem condições concretas para expandir as suas economias. Com uma das maiores áreas plantadas do Estado, pouco mais de 226 mil hectares, Caarapó tem uma base industrial consolidada, com acesso ao corredor ferroviário do Cone Sul.
“A produção de soja, milho e cana sustenta grande escala agrícola e gera demanda contínua por armazenagem, máquinas e assistência técnica, enquanto o processamento de soja, açúcar e cadeias de proteína cria densidade produtiva no município.
Cooperativas e o traçado da Nova Ferroeste completam o quadro, conectando a produção local a mercados mais amplos”, descreve.
Os números confirmam o peso da economia local. O PIB alcançou R$2,55 bilhões em 2023 (IBGE), colocando Caarapó na 17ª posição de Mato Grosso do Sul. Na estrutura de 2021, a agropecuária respondia por 41,7%, a indústria por 14,6% e os serviços privados por 30,6%.
A Relação Anual de Informações Sociais (2025) registrou 9.064 vínculos formais em 1.162 estabelecimentos com emprego ativo.

Figueirão
Município com 3,8 mil habitantes (IBGE 2025), quase 299 mil bovinos (IBGE/2024) e forte especialização agropecuária. Este é o perfil de Figueirão, que nesta terça-feira (29/09), completou 23 anos de emancipação.
Verruck ressalta que o município dispõe de ativos fundamentais na sustentação da economia local: a escala pecuária, o território produtivo e a identidade quilombola, com a comunidade Santa Tereza que conecta cultura, produção e turismo local.
“Figueirão é um município jovem com grande potencial de avançar na base produtiva. Nos últimos anos, recebeu ações voltadas à produção e infraestrutura, além de crédito, gestão, sustentabilidade e inclusão”, diz Jaime Verruck, que reafirma a força agropecuária local, que concentra 52,7% dos vínculos formais.






