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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Casas Bahia fecha 298 lojas no país e entra com pedido de recuperação judicial

  • 17 de agosto, 2026
  • Economia
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Varejista protocolou ação na Justiça de São Paulo com dívida de R$ 17,3 bilhões. Em Mato Grosso do Sul, cinco unidades foram encerradas, incluindo loja no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande.

5 lojas fechadas em MS: Loja da Casas Bahia fechada  semana passada no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande (MS) (Foto: Geniffer Valeriano).

O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial neste domingo (16/08) após fechar 298 lojas em todo o país como parte de um processo de reestruturação da operação.

Em Mato Grosso do Sul, pelo menos cinco unidades foram encerradas entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), sendo duas em Dourados e uma em cada uma das cidades de Campo Grande, Nova Andradina e Ponta Porã. O pedido foi aprovado pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador e protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.

Crise econômico-financeira leva varejista à Justiça
De acordo com a administração da Casas Bahia, o objetivo do pedido de recuperação judicial é encontrar uma solução definitiva para os problemas de estrutura de capital e garantir a continuidade dos negócios no longo prazo. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou que enfrenta “deterioração das condições econômico-financeiras”, com impacto de juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro, pressão sobre o consumo e o capital de giro.

A empresa já vinha tentando reorganizar seu passivo e, em 2024, fechou um acordo de recuperação extrajudicial envolvendo cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas. O novo pedido ocorre após uma forte piora nos resultados: a companhia registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, enquanto a dívida líquida estava em aproximadamente R$ 1,2 bilhão ao fim de junho, segundo dados divulgados nacionalmente pela empresa.

Na petição inicial, a Casas Bahia relata passivos de R$ 17,3 bilhões e informa 19,4 mil credores quirografários (sem garantias). O comunicado é assinado pelo diretor vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores, Elcio Mitsuhiro Ito.

Aviso afixado na porta da loja, na Capital, informa fechamento (Foto: Geniffer Valeriano).

Fechamento de lojas atingiu diferentes regiões do país
A redução da estrutura física atingiu diferentes regiões do país. Até o fim de junho, 298 lojas haviam sido fechadas, segundo a empresa, que considerou fatores como desempenho operacional, necessidade de capital e retorno econômico de cada unidade. A companhia também promoveu cortes no quadro de funcionários durante o processo de readequação, com cerca de 2 mil demissões registradas na semana passada.

Em Mato Grosso do Sul, o fechamento das cinco lojas ocorreu entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14). Foram encerradas duas unidades em Dourados e uma em Nova Andradina, Ponta Porã e Campo Grande, onde a loja funcionava no Shopping Bosque dos Ipês. A redução da estrutura física atingiu diferentes regiões do País.

Recuperação judicial inclui nove empresas do grupo
Além do Grupo Casas Bahia, o pedido inclui nove empresas controladas, entre elas Casas Bahia Tecnologia, Cnova Comércio Eletrônico, Indústria de Móveis Bartira e companhias do setor de logística, como ASAP Log – Logística e Soluções, ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística, Cntlog Express Logística e Transporte, Globex Administração e Serviços e Integra Soluções para Varejo Digital.

No fato relevante, a Casas Bahia afirma que a recuperação judicial pretende permitir uma reorganização das obrigações, com reperfilamento e alongamento das dívidas financeiras e operacionais. A empresa diz que pretende manter suas atividades nos canais existentes e o atendimento aos consumidores sem interrupções relevantes durante o processo.

Assembleia Geral Extraordinária foi convocada
A companhia também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificar a decisão de ajuizamento, “adotada em caráter de urgência”, conforme fato relevante. O Conselho de Administração também aprovou a convocação de uma assembleia geral extraordinária para ratificar a decisão de ajuizar a recuperação em caráter de urgência.

Como qualquer solicitação de recuperação judicial, a Justiça precisa aprovar e, então, a empresa constrói um plano de reestruturação para apresentar votação pelos credores. Neste período, são suspensas execuções de cobrança e corte no fornecimento de serviços básicos, como luz e água. A companhia também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificar a decisão de ajuizamento.

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