Aneel mantém cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos em todo o país; residencial com 200 kWh paga R$ 3,77 a mais na fatura.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou, nesta sexta-feira (28/08), que a bandeira tarifária permanecerá amarela em setembro de 2026, com custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com a decisão, a conta de luz dos brasileiros terá cobrança extra relacionada às condições de geração de energia pelo quinto mês consecutivo, já que a bandeira amarela está em vigor desde maio, após período de bandeira verde entre janeiro e abril.

Por que a bandeira amarela segue em vigor
Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela reflete condições menos favoráveis para a geração de energia no período seco, com redução do nível dos reservatórios das hidrelétricas e maior dependência de usinas termelétricas, que têm custo operacional superior.
O mecanismo de bandeiras tarifárias, em vigor desde 2015, sinaliza mensalmente ao consumidor as condições de geração de energia no país: a bandeira verde não acrescenta valor à tarifa, enquanto as bandeiras amarela e vermelha aplicam cobranças extras proporcionais ao consumo.
Dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) indicam que, mesmo com afluências acima da média em agosto, a operação do sistema segue cautelosa para preservar água nos reservatórios, especialmente no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que deve encerrar setembro em cerca de 55% da capacidade.

Impacto no bolso do consumidor
Na prática, a bandeira amarela representa um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Assim, uma residência que utilizar 200 kWh em setembro terá R$ 3,77 adicionais na fatura; para 300 kWh, o valor extra chega a aproximadamente R$ 5,66.
A cobrança varia conforme a quantidade de energia utilizada no imóvel, sendo aplicada diretamente na conta de luz de todos os consumidores atendidos pelo SIN, independentemente da região.
Em termos tarifários, a bandeira amarela equivale a um acréscimo de R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado, ou R$ 0,01885 por kWh, valor que se soma à tarifa base definida pelas distribuidoras e aos demais encargos do setor elétrico.
Demanda de energia deve crescer em setembro
O ONS estima que a carga de energia elétrica no Brasil deve crescer 5,9% em setembro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando 85.118 megawatts médios, o que reforça a necessidade de planejamento da operação para evitar riscos ao suprimento.
A previsão para os principais reservatórios de hidrelétricas do país, concentrados no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, é de fechamento do mês em 55% da capacidade, enquanto outras regiões, como Sul, Nordeste e Norte, devem operar com níveis mais elevados.
Recomendações para reduzir o impacto na fatura
A Aneel recomenda que, em períodos de maior custo de geração, os consumidores adotem medidas para reduzir desperdícios e diminuir o impacto da bandeira amarela na fatura.
Entre as ações sugeridas estão desligar equipamentos em standby, evitar o uso simultâneo de aparelhos de alto consumo (como chuveiro elétrico, ferro de passar e máquina de lavar) e reduzir o tempo de utilização desses dispositivos, especialmente nos horários de pico.






